| Golpe da clonagem de telefones é
boato
InfoGuerra. Por Giordani Rodrigues. Está circulando pela Internet um e-mail falando de um suposto golpe aplicado aos assinantes de linhas telefônicas. De acordo com a mensagem, quando o usuário aperta as teclas “90#” em seu aparelho, após contato de alguém que se faz passar por funcionário da companhia telefônica, a linha passa a ser partilhada por outras pessoas, ou seja, é clonada. A informação, no entanto, não passa de mais um boato eletrônico. O texto do e-mail diz que a Telemar confirma que o golpe é real, mas isso é outra mentira. “Correntes” desse tipo costumam citar nomes de grandes empresas para dar credibilidade às histórias. InfoGuerra entrou em contato com a Telemar e recebeu a informação de que não há a menor possiblidade de que um procedimento como o descrito seja capaz de clonar uma linha telefônica. De acordo com a empresa, esta história já havia circulado vários meses atrás. Na ocasião, foram feitos testes exaustivos, comprovando-se que ela é desprovida de fundamentos. O boato voltou a circular com força agora, mas realmente não é novo. Existe há pelo menos três anos e já foi catalogado pelo caçador de hoaxes — como também é chamado este tipo de trote eletrônico —, o escritor americano David Emery. Ele possui uma página na Internet com análises de milhares de hoaxes e lendas urbanas. Clique aqui para ler sua descrição sobre o "golpe do 90#". O boato da clonagem de telefones chega a forjar que o e-mail foi escrito por dois funcionários da Telemar. Um deles, Davidson Paes de Azevedo, lotado na unidade de Campos, no Rio de Janeiro, concordou em dar uma entrevista à InfoGuerra, justamente porque está tendo vários problemas depois que a mensagem voltou a circular. Ele disse que tem recebido ligações de pessoas de várias partes do Brasil perguntando sobre a veracidade da história. “Fui envolvido numa situação extremamente desagradável. Eu nunca usaria o nome da Telemar para espalhar uma história dessas, mesmo porque não é verdadeira e eu poderia sofrer sérias sanções da empresa, até mesmo ser despedido” . Davidson, cujo nome completo, endereço de e-mail e telefone comercial constam da mensagem, não sabe como seus dados foram parar na Internet. "Provavelmente foram conseguidos em alguma lista de spam", arrisca. Para evitar problemas futuros, ele já pediu para que a Telemar altere seu e-mail. A mensagem termina com o indefectível pedido que caracteriza as correntes: repassar o boato a todos os conhecidos. Esta é a principal forma de disseminação de mentiras na Internet. A melhor maneira de evitar este tipo de situação continua sendo não participar de correntes de qualquer natureza. Não envie mensagens cuja veracidade você desconhece, mesmo que tenham vindo de algum amigo. Ele também pode ter sido enganado. Veja, abaixo, uma cópia do e-mail (os erros gramaticais não foram corrigidos): Este é um serviço de informação de alerta para todos os usuários da Internet, prestem bastante atenção no que vem a seguir: Consciência.Net |