Então você pensa que é humano?

Por Gustavo BarretoPor Gustavo Barreto (*)

O elefante me parecia uma figura interessante, por vários aspectos. Li num livro (ao lado) sobre o fato de que boa parte dos animais (não só o elefante) aprendem sobre nós com muito mais facilidade do que aprendemos sobre eles. É de um conceituado historiador inglês e não vem ao caso agora (capa ao lado).

Mas segue uma rápida questão do livro: “Quando os postulados evolutivos também não resistem muito tempo às mais recentes descobertas arqueológicas, resta uma certa perplexidade: nos sabemos humanos e tão diferentes de outros tipos de animais, mas, afinal, temos uma boa justificativa para nos colocarmos tão à parte deles?” (Então Você Pensa que é Humano? Uma breve história da Humanidade, Felipe Fernández-Armesto, Companhia das Letras, 2007).

Estes bichanos, efetivamente, já me pareciam inteligentes por serem animais herbívoros, alimentando-se de ervas, gramíneas, frutas e folhas de árvores. Sobreviveram em dois continentes com grande riqueza de fauna e flora (Ásia e África) sem matar outros animais. Morrem lá pros 60 quando seus molares caem, impedindo que se alimentem de plantas.

Segundo ponto: vivem em grupos, apesar do isolamento dos machos e de as fêmeas possuírem uma matriarca ;]

O homem, que se considera efetivamente superior, os usou para a guerra, nos exércitos de Cartago e do Império Persa. Além, é claro, de os utilizarem para uma das maiores imbecilidades a que fomos capazes, a caça. Na Índia e no Paquistão, por exemplo, também eram utilizados pelos marajás pré-Gandhi para ostentar riquezas, enquanto o povo passava fome. Talvez a maior sandice que fizeram com o bichano veio dos americanos: o elefante é o símbolo do Partido Republicano dos Estados Unidos.

Mas há bons usos: Ganesh (ao lado), o deus hindu da sabedoria, tem uma cabeça de elefante (clique depois na imagem para saber porquê). Em alguns lugares é sagrado (Tailândia, Índia, Mianmar, mais algum?). A curiosidade humana pelo bicho gerou o Dumbo (que voa!) e o Jotalhão (personagem da Turma da Mônica, verde, que é alvo do amor de uma formiga ;).

O mais impressionante, no entanto, é o amigo abaixo. O vídeo mostra que a cooperação entre os animais e, neste caso, entre os Homo sapiens e o resto da galera, pode produzir resultados inspiradores na busca de um mundo mais “humano”, como dizem por aí. E fiquem à vontade para pensar sobre a pintura e o que é arte :]

Atualização em 09/06/2008 – A retificação é simples e direta: errei ao supor que o vídeo acima é uma cooperação animais-homens. Os elefantes indianos (a espécie asiática) são violentados. Argumento: o dinheiro ganho com os turistas, usando o condicionamento forçado de alguns poucos animais, protegeria florestas e outros elefantes da região. Injustificável. Cai o meu argumento de que esta seria uma ação rumo a um mundo mais humano.

(*) Gustavo Barreto, da espécie dos Homo sapiens, ainda tem dúvidas sobre esse lance de “ser humano”.


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  1. Um dia o ser humano terá vergonha de se olhar no espelho e ver as atocidades que têm praticado contra os animais de forma covarde e insana a todo instante,a cada segundo.

  2. Uma prévia para o Natal de 2011: Não mate animais para celebrar a paz. Começe a mudança pela paz dentro de você mesmo. Não devore cadáveres de animais mortos de forma cruel e covarde todos os dias. Será isso mesmo que a paz significa? Ceia emfamília destruindo outras famílias? Ou você acha que peru não tem família? Cresça please. Respeite TODOS os animais. Não só seu cãozinho de estimação.

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