A razão e a fé na CBN

O comentário é de Luis Nassif:

Curioso o diálogo entre Carlos Heitor Cony e o Artur Xexéo, mediado pelo Heródoto, na CBN. Heródoto levanta o tema da escuta “da ABIN”.

Cony diz que não existe nenhum indício mais concreto de que foi a ABIN, que poderia ser o próprio Daniel Dantas, que não há nenhuma prova taxativa sobre a autoria do grampo.

Xexéo diz que foi a ABIN porque ele “acredita na Veja” e jamais a revista soltaria uma matéria dessas sem ter certeza. Cony levanta o exercício salutar da dúvida. E Xexéo o exercício sólido da fé.

Clique aqui, porque é uma síntese perfeita dos argumentos de lado a lado: dos que falam em grampos da ABIN e dos que, mais cautelosos, preferem falar em “supostos grampos”, a diferença entre o exercício elementar da dúvida e a adesão cega da fé.

Segundo Xexéo, se a reportagem disse que foi a ABIN, cabe à ABIN provar que não foi ela. Cony insiste que, se foi a ABIN, que todos sejam punidos. Mas a história mostra que Daniel Dantas, no passado, abasteceu a Veja e outros jornalistas de informações de cocheira.

Xexéo: “Se não foi a ABIN, alguém está usando a Veja”.

Cony: “Não seria a primeira vez”.

E Xexéo: “Mas a Veja não é boba”.

Clique aqui, e veja como é cada vez mais difícil o exercício da razão nesse nonsense para esconder o elefante debaixo do tapete.

Aqui, um comentário do Arnaldo Jabor, que também comete o desatino de ver os fatos como eles são.


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