[ janeiro, 2011 ]



Einstein e o CNPq

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Albert Einstein, no exato momento em que opina sobre o papel do CNPq para a evolução da ciência no Brasil.

Albert Einstein, no exato momento em que opina sobre o papel do CNPq para a evolução da ciência no Brasil.

“Cheguei à conclusão de que Albert Einstein não seria pesquisador 1A do CNPq, porque não preenche todos os pré-requisitos – número de orientandos de mestrado, de doutorado… Se Einstein não poderia estar no topo, há algo errado. Até agora, ninguém teve coragem de enfrentar o establishment da ciência brasileira”.

“Minhas críticas não são pessoais. Quero que o Brasil seja uma potência científica para o bem da humanidade. As pessoas precisam ver que a juventude científica está de mãos atadas. Devemos libertar esse povo”.

Miguel Nicolelis, neurocientista, recentemente nomeado para a Pontifícia Academia das Ciências. Registro no jornal O Estado de S. Paulo, 09-01-2011, via IHU.


Crise no Haiti: resposta insuficiente

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“Logo após o terremoto, a comunidade internacional fez um trabalho excepcional. Os haitianos receberam socorro. Mas, terminada a urgência, as coisas começaram a não funcionar como deveriam. Em março, houve uma reunião com os doadores, em Nova York, na qual foram recolhidos US$ 11 bilhões para o Haiti. Só que esses recursos não chegaram ao país. Criou-se uma comissão internacional para a recuperação do Haiti que até hoje está procurando suas verdadeiras funções. As promessas da comunidade internacional não foram cumpridas e a situação dos desabrigados continua a mesma”.

Ricardo Seitenfus, ex-representante da Organização dos Estados Americanos (OEA) no Haiti e que foi afastado do cargo pelas duras críticas que fez à atuação da comunidade internacional na nação caribenha. Registro do jornal Zero Hora, 09-01-2011, via IHU.


“Quem inventou fronteiras e divisas não conhecia as aves e os ventos (…)”

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Colmar Duarte

“Quem inventou fronteiras e divisas não conhecia as aves e os ventos. Nem aprendeu com o sol e as estrelas que a liberdade é mais que um documento”.

Colmar Duarte, poeta gaúcho

(dica de Daniel Zanini H.)


Tímida (por @RenatoKress)

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paris poirey01Ela era tímida. Assim dizia Ivan, aquele circunspecto cigano acampado há três semanas atrás da casa de Isabela. A Magia de verdade era tímida. Nunca pôde, em toda a história da humanidade, ser demonstrada. Era intrinsecamente pessoal, intransferível. Era engraçado que ela quisesse aprendê-la nas noites entre uma história e outra, entrevendo vultos e sorrisos enigmáticos através das labaredas da fogueira de Ivan. Seus excessos em colares, em pedras, cordões, pulseiras, moedas, amuletos, por trás da cortina de chamas mesclavam-se com as estrelas no firmamento. Talvez sua pele escura, ela não sabia, de qualquer modo o fogo a enegrecia e se fazia perder num conjunto de pequenas fulgurâncias até que toda pele desnuda do cigano era uma com a noite e seu sorriso se tornasse uma meia lua sob dois eclipses. Essas eram as noites de Isabela atrás de sua casa, no final do quintal onde havia acampado Ivan, há três semanas.

Estava determinada a ver a tal Magia. De uma infância desencantada, não queria perder a cada dia mais e mais do pouco que tivera. Por isso escondia Ivan de seus pais, dissera à mãe, mais perceptiva e desconfiada, que havia adotado um cachorrinho: “Papai não gosta de bicho, a senhora sabe.”

A cada dia uma estratégia nova para as noites das histórias de Ivan. Mamãe não poderia saber, papai nem sonhar. Com toda alma nômade derramavam-se longas horas como um feixe multicor de símbolos e significados intrincados, de lições internas independentes das histórias, de figuras loucas e sábias. (…)

Leia o conto na íntegra clicando aqui.


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