[ julho, 2010 ]



A Clausewitz

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O marechal de campo
Sonha um universo
Sem paz nem hemorróidas.

José Paulo Paes (1926-1998), poeta, via Sérgio Domingues.


Bucólica

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O camponês sem terra
Detém a charrua
E pensa em colheitas
Que nunca serão suas

José Paulo Paes (1926-1998), poeta, via Sérgio Domingues.


L’affaire sardinha

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O bispo ensinou ao bugre
Que pão não é pão, mas Deus
Presente em eucaristia.

E como um dia faltasse
Pão ao bugre, ele comeu
O bispo, eucaristicamente.

José Paulo Paes (1926-1998), poeta, via Sérgio Domingues.


Epitáfio para um sociólogo

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deus tem agora
um sério concorrente

José Paulo Paes (1926-1998), poeta, via Sérgio Domingues.


Cambronniana

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A bom entendedor meia palavra: bos-

José Paulo Paes (1926-1998), poeta, via Sérgio Domingues.