[ outubro, 2008 ]



Boca-de-urna

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Por Gustavo BarretoEstou em campanha aqui no Rio.

Meu voto é 95!


Di-vagando

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Por Gustavo BarretoE pensar que o sentimento também pode ser pejorativo.


Conversa entre amigos

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– É como aquele comediante sempre diz: nesse negócio de pé na bunda, eu sempre entro com a bunda.

– Pois é. Cada um dá o que tem.


Será que vai dar?

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A UNIRIO divulgou a relação candidato-vaga para o curso de fagote.

A universidade oferece 4 cadeiras. Irão disputar estas vagas… um candidato! (Por favor, se estiver lendo isso, identifique-se!)

* * *
Pior foi o curso de viola: ninguém se interessou pelas três vagas disponíveis.


Comentário: A derrota do pensamento de esquerda no Rio

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Por Gustavo BarretoO articulista de esquerda Emir Sader publicou na Carta Maior o artigo “A derrota da esquerda no Rio“. Sugere: “O argumento do candidato do PSOL não foi mais consistente: uma vez mais enganaram-se sobre onde está a direita, negando-se a apoiar a Jandira, dizendo que ela é “da base governista”, o que parece condenar o candidato a estar na direita, já que o PSOL entrou no caminho sem volta de tomar o PT como o inimigo fundamental […]”.

Não sou do PSOL, mas o que este partido sinalizava era que Jandira tinha alianças absolutamente conservadoras. O problema não era o “PT como o inimigo fundamental”, nunca foi. O que o PSOL-RJ sinalizou claramente, por meio de seu candidato a prefeito, era que se tornava insustentável a aliança, por exemplo, com o PMDB. E vinha coisa pior ainda de Brasília.

Dito e feito: Jandira apóia Eduardo Paes! Este, por sua vez, é amigo de um famoso chefe de quadrilha aqui no Rio, Álvaro Lins, apoiado como “homem de caráter” por Sergio Cabral na campanha de 2006. Sergio Cabral, amigo de Lins, é o “nosso” governador e principal articulador da campanha de Paes. Todos do PMDB. Lembrando – sem julgar previamente, apenas para lembrar – que agora Jandira e Marcelo Crivella apoiam a mesma candidatura, simplesmente porque de fato são da base aliada do Governo Federal.

Jandira está diariamente com Paes nas ruas. Não é um “voto crítico”, que é a baboseira que muitos falam para justificar a vergonha em votar em gente de direita, da pior direita que existe.

Perguntar não é crime: Emir Sader, que achava que Jandira era o nome da esquerda no Rio, agora apoiará o Eduardo Paes? Eduardo Paes, agora, é de esquerda? Lamentável este posicionamento, que demonstra um certo clima de derrota – não da esquerda, mas do pensamento de parte da esquerda.

Parece ser o fim, para alguns segmentos políticos outrora combativos, das ideologias – dando lugar às “táticas” eleitorais.