[ maio, 2008 ]



Então você pensa que é humano?

2 pitacos! »

Por Gustavo BarretoPor Gustavo Barreto (*)

O elefante me parecia uma figura interessante, por vários aspectos. Li num livro (ao lado) sobre o fato de que boa parte dos animais (não só o elefante) aprendem sobre nós com muito mais facilidade do que aprendemos sobre eles. É de um conceituado historiador inglês e não vem ao caso agora (capa ao lado).

Mas segue uma rápida questão do livro: “Quando os postulados evolutivos também não resistem muito tempo às mais recentes descobertas arqueológicas, resta uma certa perplexidade: nos sabemos humanos e tão diferentes de outros tipos de animais, mas, afinal, temos uma boa justificativa para nos colocarmos tão à parte deles?” (Então Você Pensa que é Humano? Uma breve história da Humanidade, Felipe Fernández-Armesto, Companhia das Letras, 2007).

Estes bichanos, efetivamente, já me pareciam inteligentes por serem animais herbívoros, alimentando-se de ervas, gramíneas, frutas e folhas de árvores. Sobreviveram em dois continentes com grande riqueza de fauna e flora (Ásia e África) sem matar outros animais. Morrem lá pros 60 quando seus molares caem, impedindo que se alimentem de plantas.

Segundo ponto: vivem em grupos, apesar do isolamento dos machos e de as fêmeas possuírem uma matriarca ;]

O homem, que se considera efetivamente superior, os usou para a guerra, nos exércitos de Cartago e do Império Persa. Além, é claro, de os utilizarem para uma das maiores imbecilidades a que fomos capazes, a caça. Na Índia e no Paquistão, por exemplo, também eram utilizados pelos marajás pré-Gandhi para ostentar riquezas, enquanto o povo passava fome. Talvez a maior sandice que fizeram com o bichano veio dos americanos: o elefante é o símbolo do Partido Republicano dos Estados Unidos.

Mas há bons usos: Ganesh (ao lado), o deus hindu da sabedoria, tem uma cabeça de elefante (clique depois na imagem para saber porquê). Em alguns lugares é sagrado (Tailândia, Índia, Mianmar, mais algum?). A curiosidade humana pelo bicho gerou o Dumbo (que voa!) e o Jotalhão (personagem da Turma da Mônica, verde, que é alvo do amor de uma formiga ;).

O mais impressionante, no entanto, é o amigo abaixo. O vídeo mostra que a cooperação entre os animais e, neste caso, entre os Homo sapiens e o resto da galera, pode produzir resultados inspiradores na busca de um mundo mais “humano”, como dizem por aí. E fiquem à vontade para pensar sobre a pintura e o que é arte :]

Atualização em 09/06/2008 – A retificação é simples e direta: errei ao supor que o vídeo acima é uma cooperação animais-homens. Os elefantes indianos (a espécie asiática) são violentados. Argumento: o dinheiro ganho com os turistas, usando o condicionamento forçado de alguns poucos animais, protegeria florestas e outros elefantes da região. Injustificável. Cai o meu argumento de que esta seria uma ação rumo a um mundo mais humano.

(*) Gustavo Barreto, da espécie dos Homo sapiens, ainda tem dúvidas sobre esse lance de “ser humano”.


Cineclube Beco do Rato está de volta

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Por Gustavo BarretoDireto da Lapa, Rio de Janeiro, eis que ressurge o Cineclube Beco do Rato. Abriu inscrições para o Festival Ratoeira, em sua primeira edição. O mote deles é ótimo: “Pegue o queijo e não deixe o rabo preso”. ;]

Nos dias 3, 4 e 5 de julho, inauguram a nova fase. As inscrições estão abertas, atenção ao prazo e para um fato inédito no mundo: todas as obras inscritas serão exibidas. “Como sempre, não praticaremos curadoria predatória”, explicam.

Aguardem mais notícias sobre as atividades paralelas e, se você tem uma banda, meia banda ou dá uma banda por aí em carreira solo, entre em contato com eles. Haverá espaço para muita música de qualquer estilo. Saiba em http://cidadelarte.wordpress.com/


Futebol é Cultura

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Em mais um evento que faz parte das comemorações do centenário da Associação Brasileira de Imprensa (ABI), o núcleo histórico-esportivo da Diretoria Cultural da entidade vai promover em sua sede, na próxima terça-feira (13/5), às 18 horas, a palestra “Futebol é Cultura”, com a presença dos jornalistas Fernando Calazans e João Máximo.

A ABI fica à Rua Araújo Porto Alegre, 71.


Obina, o… bólido?

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Por Gustavo BarretoEste é o último jogo da final do Estadual 2008 no Rio de Janeiro. Um jogão. Depois de baixar a poeira, perceba que, aos 42 segundos do quinto minuto do vídeo abaixo, o narrador da Globo vem com essa: “Tadelli viu mas tentou o drible em cima do Alessandro. E já levou Diego Tardelli. Obino arranca como um bólido. Tardelli cruza. Obina fechou. Gooooool.”

Pera aí… bólido???

Sensacional, né! Quanta cultura. Num momento como esse, de pura emoção… bólido???

Eu fui procurar no dicionário. Para a palavra bólido, aparece substantivo masculino, do grego bolídos e pede para ver outra palavra, bólide. E está lá. Substantivo feminino: “Espécie de meteoro ígneo que atravessa o espaço; aerólito”.

É… não é que faz sentido?


Pra nossa vergonha!

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Passados 12 anos do massacre de Eldorado de Carajás, no Pará, permanecem soltos os 155 policiais que mataram 19 trabalhadores rurais, deixaram centenas de feridos e 69 mutilados.

Entre os 144 incriminados, apenas dois foram condenados depois de três conturbados julgamentos. Leia especial aqui.