CCJ
reavalia voto facultativo
O
senador Aloízio Mercadante (PT-SP) é o relator, na Comissão
de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ), de três
propostas de emenda à Constituição (PEC) que instituem
o voto facultativo no Brasil. As matérias foram apresentadas pelo
senador Sérgio Cabral (PMDB-RJ) e pelos ex-senadores Sérgio
Machado e Carlos Patrocínio – estas duas últimas tramitam
no Senado desde 1999..—.Agência
Senado, 10/9
Democracia e Voto Obrigatório
Geisi Ana Jacinto escreve:
"Democracia, em tese, é um regime político onde os governantes
são eleitos pelo povo, e os governados têm a possibilidade
de lutar para que o governo conceda melhorias, benefícios e propicie
boas condições de vida, ou ainda, de contestar suas decisões.
No Brasil a democracia ainda é recente e caminha a passos vagarosos"..[+]
Da miserável obrigação
de votar
Marco Aurélio Dutra
Aydos argumenta: "Não é admissível que o Estado democrático
tolha a intenção de votar submetendo o cidadão a horas
e horas de fila, até que muitos finalmente voltem para casa frustrados
na vã tentativa de exercer seu direito, como vimos acontecer no
primeiro turno desta eleição. Fora isso, permanece a obrigação
de votar"..[+]
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Caso o voto não fosse
obrigatório, você votaria?
“O fim do voto obrigatório
vai beneficiar a democracia brasileira. Creio que as pessoas mais conscientes
continuariam a votar, o que qualificaria as eleições. Há
uma corrente que defende a idéia de que o voto facultativo causaria
efeito contrário, ou seja, uma maioria de votos ‘comprados’. Não
creio. Quem vende votos continuaria fazendo-o, mas quem compra, creio,
teria que desembolsar mais, pois essas pessoas teriam que ir exclusivamente
para isso às zonas eleitorais, já que não haveria
mais a obrigatoriedade. Acho que os mais interessados na manutenção
do voto obrigatório são os políticos do atraso, a
velha elite política brasileira, que precisa do voto por inércia”.
Gilberto Marotta
jornalista carioca
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