Rio, cidade partida...Saúde & Bem-estar
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Soropositivas recebem apoio mensal na UERJ
O grupo ‘Parceiras da Vida’, que reúne mulheres soropositivas ou que convivem com a Aids, promove encontros regulares sempre na última quarta-feira do mês, a partir das 14h, no Hospital Universitário Pedro Ernesto (anfiteatro da Ginecologia, 5º andar). Mais informações no Serviço Social do HUPE (2587-6506 / 6417) ou no Núcleo de Epidemiologia: 2587-6153 / 6157.
::::8/2/2006
Comissão de Saúde denuncia falta de leitos
Elizabete Antunes escreve no jornal O GLOBO desta segunda (2/5):

O presidente da Comissão de Saúde da Assembléia Legislativa, deputado Paulo Pinheiro (PT), enviará hoje ao Ministério Público um dossiê relatando denúncias de falta de leitos nos setores de emergência de cinco hospitais do Rio, de Caxias e de Niterói. As denúncias foram feitas ontem por funcionários.

Segundo o deputado, essas informações foram confirmadas por ele e sua equipe nos hospitais Getúlio Vargas (Penha), Geral de Bonsucesso, Saracuruna (Caxias) e Antônio Pedro e Azevedo Lima (Niterói). O dossiê também será encaminhado ao secretário estadual de Saúde, Gilson Cantarino, e ao secretário municipal de Saúde de Niterói, Francisco D’Angelo.

— A situação é caótica. No de Bonsucesso chegaram a ligar para o Corpo de Bombeiros pedindo que não mandassem mais pacientes para lá — disse Paulo Pinheiro.
::::2/5/2005

Promotores pedem saída de prefeito
Deu no JB de hoje (23/3):

Os Ministérios Públicos estadual e federal entraram ontem com ação civil pública na Justiça por ato de improbidade administrativa contra o prefeito Cesar Maia e o secretário municipal de Saúde Ronaldo Cezar Coelho. Os procuradores e promotores pedem que o prefeito e o secretário sejam condenados à perda das funções públicas que estejam exercendo na data de sua condenação, se esta ocorrer. O prefeito Cesar Maia reagiu com tranqüilidade à notícia:

- A ação não é do MP. A ação é de procuradores isoladamente. Em geral, estas ações têm sentido pedagógico e permitirão esclarecer na verdade que elas deveriam ser direcionadas ao Ministério da Saúde que abandonou seus hospitais. Quanto a procuradores isolados - e não a instituição - darem caráter politico, às vezes acontece. Mas ainda não posso avaliar - disse o prefeito.

Na ação é pedida também a reparação integral dos danos causados ao patrimônio público municipal, em valor estimado em mais de R$ 30 milhões.

A ação é assinada pelos promotores de Justiça Alexandra Paiva, Cláudia Perlingeiro, Cláudio Henrique da Cruz Viana, Gláucia Maria Santana, Márcia Vieira, Rogério Pacheco Alves, do MP estadual, e pelos procuradores da República Daniel Prazeres e Liziane Braecher, do MP Federal. ''A partir do extenso rol de irregularidades e ilicitudes verificadas no sistema de saúde do município do Rio de Janeiro, o qual é gerido pelos demandados, é possível concluir pela dolosa violação dos princípios da legalidade, eficiência e moralidade administrativas, inclusive com reflexos danosos ao patrimônio público'', dizem os membros do MP na ação civil pública.

Nenhum dos promotores ou procuradores foi autorizado a conceder entrevista.

Entre as irregularidades que constam na ação são mencionadas a falta de ações e serviços eficazes na área de atenção básica; o desabastecimento e desaparelhamento da rede de saúde; a baixa produtividade em procedimentos de saúde; a ausência de regulação das ações e serviços de saúde; a falta de planejamento e ineficácia das ações de média complexidade; fraude à regra da licitação e prejuízos ao erário; ineficácia dos programas de saúde mental e omissão na captação de recursos disponibilizados pelo Ministério da Saúde; violação ao Princípio da Municipalização pelo Decreto Municipal nº 24.999/05; descumprimento de decisões judiciais e omissão na captação de recursos disponibilizados pelo Ministério da Saúde relativamente aos programas de atenção básica, Saúde da Família, saúde bucal, Samu e de cirurgias eletivas.

Também são citadas na ação irregularidades constatadas pelo Tribunal de Contas do Município relativamente à execução orçamentária dos anos de 2001, 2002 e 2003, como a realização de despesas sem prévio empenho e a não execução do orçamento da Saúde.

Na ação é pedida a reparação integral dos danos causados ao patrimônio público municipal em razão da omissão no recebimento de verbas da União Federal relativamente aos programas de atenção básica, Samu, Saúde da Família, saúde bucal e cirurgias eletivas, bem assim pelo não-faturamento de diversos procedimentos, o que é estimado em R$ 30.616.573,82. Além disso, promotores e procuradores pedem que os acusados sejam impedidos de contratar com o Poder Público e de receber benefícios ou incentivos fiscais ou creditícios, direta ou indiretamente, ainda que por intermédio de pessoa jurídica da qual sejam sócios, pelo prazo de até cinco anos.

Com relação ao secretário municipal de Saúde, também é pedida a reparação integral do suposto dano causado ao patrimônio público municipal em razão das irregularidades detectadas relativas à utilização das verbas do denominado ''fundo rotativo'', dano estimado em R$ 1.698.996,65.

Os promotores também encaminharam ofício ao procurador-geral da República, Cláudio Fonteles, acompanhado de cópia da ação civil pública ''a fim de que sejam tomadas providências na esfera criminal''.

Uma vitória, finalmente
De Waleska Borges, no JB de hoje (15/3/2005):

A Justiça Federal acatou ontem à noite o pedido de liminar do Ministério da Saúde e cancelou o decreto do prefeito Cesar Maia, publicado ontem no Diário Oficial do município. Pelo decreto, o prefeito exonerava 51 funcionários, entre eles quatro diretores de unidades. Eles já podem voltar hoje ao trabalho e aos postos de origem. Foi aberta assim a ação cautelar 20055101490082-4, por meio da qual a juíza federal Cláudia Maria Pereira Basto Neiva vai, ainda hoje, intimar o prefeito
Ontem à tarde, rumores sobre uma possível suspensão dos contratos de terceirização – entre eles, fornecimento de medicamentos, limpeza e informática – levaram o Ministério da Saúde a pedir também uma medida cautelar que impeça o prefeito de tomar tal decisão.

– O quadro de calamidade pública tenderia a se agravar se o prefeito suspendesse os contratos – disse ontem à noite o consultor jurídico do ministério, Adilson Bezerra.

O decreto de ontem dificultou o acesso a informações sobre a aplicação de verbas do Sistema Único de Saúde (SUS). A dispensa dos servidores que poderiam colaborar com o recolhimento de informações foi classificada pelo ministro Humberto Costa como uma ação do prefeito para “criar dificuldades”.

Segundo Adilson Bezerra, o prefeito deverá ser responsabilizado penal e administrativamente pelo Ministério Público Federal por causa das exonerações. O prefeito exonerou diretores nos cargos em comissão dos hospitais Cardoso Fontes, do Andaraí, de Ipanema e da Lagoa. Também foram exonerados funcionários das áreas de gerência e subgerência das unidades sob intervenção federal. No decreto, o prefeito explicou: “O novo gestor deve ter ampla liberdade na indicação, para efeito da ocupação dos Cargos em Comissão das referidas Unidades Hospitalares”.

Segundo o secretário nacional de Atenção à Saúde, Jorge Solla, muitos dos profissionais exonerados trabalharam durante o fim de semana auxiliando os interventores na recuperação dos hospitais.

– O Ministério da Saúde não tem cargos para fazer a reposição de pessoal. São pessoas que conhecem o funcionamento dos hospitais e serão imprescindíveis para a normalização do atendimento – lamentou o ministro da Saúde, Humberto Costa. O ministro informou que já não esperava a colaboração de Cesar Maia, mas acreditava que na responsabilidade da prefeitura. Costa disse também estar preocupado com rumores sobre a possível anulação de contratos da prefeitura com firmas terceirizadas. O Ministério da Saúde deve entrar com ação civil pública para garantir os serviços nas unidades sob intervenção.

– A criação de dificuldades para o trabalho do Ministério da Saúde é algo impensável – indignou-se Costa.

Leia mais no JB de hoje (15/3/2005).

Não foi falta de aviso
"A situação é calamitosa! Falta tudo: de remédios à equipamentos, leitos e comida. Mas a Prefeitura demonstra descaso, num jogo de empurra com o Governo Federal, responsabilizando até os profissionais do setor, como se médicos e enfermeiras pudessem trabalhar sem condições".

As declarações são do combativo vereador Fernando Gusmão, que ano passado denunciou que o orçamento aprovado pela Câmara foi cortado exatamente na Saúde.

"Programas importantes foram zerados e o dinheiro foi gasto em publicidade. Agora que o caos se instalou, o Prefeito e seu Secretário não admitem a má gestão e a opção que fazem pelo uso do dinheiro público em outros setores, deixando quem precisa de hospital público à míngua", diz o vereador.

Gusmão participou ativamente de uma CPI que visitou várias unidades de Saúde. As notícias sobre esta iniciativa nunca tiveram muito destaque, e saíam como se fossem detalhes eleitoreiros. Somente agora, depois de Cesar Maia ter sido reeleito, é que jornais de grande circulação começam a perceber a gravidade da situação.

"O relatório foi entregue ao Ministério Público Estadual e continuo exigindo, na Câmara, que a população seja respeitada", concluiu Gusmão, em comunicado nesta sexta (11/3).

CPI urgente
O vereador Rubens Andrade (PSC) propõe hoje (22/2) a criação de uma CPI na Câmara Municipal sobre a saúde. O deputado federal Antônio Carlos Biscaia (PT), que é médico, abriu fogo ontem contra a prefeitura no programa Jogo do Poder, da CNT (canal 9). Falou tudo e mais um pouco, com dados irrefutáveis que comprometem e muito a gestão do banqueiro que lidera a pasta.


2004


Negar, negar, negar

A situação está caótica no Hospital Maternidade Fernando Magalhães, em São Cristovão. A unidade, referência em gravidez de alto risco, não aceita internações porque a empresa que fazia entrega da comida deixou de prestar serviço. Motivo: falta de pagamento da Prefeitura do Rio.

Mas a Secretaria Municipal de Saúde desconhece o problema. E divulgou nota afirmando que os pacientes, assim como os acompanhantes e funcionários, estão recebendo alimentação.

A secretaria vai mais além: que está sendo realizada "contratação emergencial para suprir todas as necessidades". Mesmo assim, segundo o deputado estadual Paulo Pinheiro (PT), que esteve ontem na maternidade, 30 pacientes foram transferidos para os Hospitais do Andaraí, Carmela Dutra e a Maternidade Oswaldo Nazareth, na Praça XV. Já os funcionários estão comendo num "pé sujo" perto da Fernando Magalhães.

Com informações da Tribuna da Imprensa de hoje (28/12).

Ela sabe onde pisa

D'O GLOBO nesta segunda, 13/12/2004: "A governadora Rosinha Matheus sofreu um acidente de carro no início da manhã de ontem, na Avenida Brasil. Ela foi atendida no Hospital Estadual Getúlio Vargas (HGV), na Penha, com dores no pescoço, mas permaneceu pouco tempo na unidade, sendo transferida para o Hospital Quinta D’Or, em São Cristóvão".

O primeiro hospital é público. É do Estado. O segundo, particular. A recomendação de transferência foi do secretário estadual de Saúde, Gilson Cantarino. O que você — cidadão comum — pensa quando o nosso secretário estadual de Saúde não recomenda seus hospitais? E mais: manda ir para um particular dos mais caros?

Mas nossos líderes estão trabalhando pela população para melhorar essa situação, como relata o jornal: "Após a convenção do PMDB, o casal [Garotinho] iria comemorar o aniversário de 23 anos de casamento numa suíte do Hotel Kubitschek Plaza especialmente decorada por ele para passar a noite. No quarto, ele mandou espalhar pétalas de rosas pelo chão, enfeitou as paredes com faixas com poemas inscritos e uma ampliação da foto do casamento."

Saúde ou mercado?

“O prefeito Cesar Maia cancelou dois convênios com o Ministério da Saúde para obras em hospitais em Jacarepaguá, depois de aplicar os recursos no mercado financeiro por mais de um ano, denunciou ontem o candidato do PT a prefeito do Rio, Jorge Bittar. Ele afirmou que o prefeito recebeu do Ministério da Saúde R$970.917,00, de um total de R$1,3 milhão, para reformas no sistema elétrico dos hospitais da Piedade e Raphael de Paula Souza, além da maternidade Leila Diniz.” (O GLOBO, 21/09/2004)

Veja mais em www.administradordementiras.com

Deu no Boechat (28/9)

A ONG Recomeçar, que ajuda crianças do hospital pediátrico da UFRJ, está pedindo doações de leite em pó sem açúcar para os pequenos pacientes (O tel. é 2564, 80, 70).

Ensp comemora 50 anos

A Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca (Ensp), uma unidade da Fiocruz, organizou uma série de eventos para marcar o seu cinqüentenário, ocorrido em 3 de setembro. O objetivo é recuperar a memória da Escola, difundindo o seu trabalho na formação de pessoal, na elaboração de políticas públicas e no seu papel de promover a cidadania por meio das ações sociais.

Como parte das atividades comemorativas, foram lançados o livro Uma Escola para a saúde, que narra a trajetória da instituição nestes 50 anos, o novo portal na internet, no endereço www.ensp.fiocruz.br/, e o CD-Rom dos 20 anos do Programa Radis (Reunião, Análise e Difusão de Informação sobre Saúde), com uma coletânea em formato digital de todas as publicações impressas de seus primeiros 20 anos (1982-2002).

Hemorio faz apelo por doações

Com o feriado prolongado aumenta o número de acidentes nas estradas e também a preocupação com a falta de sangue. Com os estoques baixos, o Hemorio está fazendo um apelo à população para que doe sangue. O Hemorio está precisando de sangue dos tipos O negativo e positivo, os mais usados em emergências.

A diretora técnica do instituto, Clarisse Lobo, explicou que nos feriados prolongados há uma queda no número de doadores e, por outro lado, aumento da demanda por sangue devido ao maior número de acidentes nas estradas.

O Hemorio funciona de segunda-feira a domingo, das 7h às 18h, na Rua Frei Caneca 8, no Centro. O instituto também atende pelo Disque-Sangue (0800-282-0708), número que esclarece gratuitamente dúvidas, agenda horário para realizar a doação e informa outros postos de coleta.

As informações são do jornal O Globo de 3/9
 

É só na TV que a saúde vai bem

Por Paula Autran, jornal O Globo, 08/06/2004:

Para marcar o que convencionaram ser o dia estadual em defesa da saúde pública, cerca de cem médicos, enfermeiros e vigilantes de unidades do município protestaram ontem de manhã em frente ao Hospital Souza Aguiar, no Centro, contra as más condições de trabalho. Na terça-feira passada, o presidente do Sindicato dos Médicos, Jorge Darze, entregou ao ministro da Saúde, Humberto Costa, um relatório sobre a crise na rede municipal. Os profissionais de saúde querem a intervenção do governo federal para resolver questões como falta de médicos, de medicamentos, de equipamentos e de manutenção nas 147 unidades de saúde do município.

CPI na Câmara dos Vereadores investiga crise

Já há uma CPI em andamento para investigar a crise. Esta semana, Darze pretende pedir ao presidente da Câmara dos Vereadores, Sami Jorge, a abertura de um processo de impeachment contra o prefeito.

— A saúde no Rio está abandonada e falida. E o Ministério da Saúde, gestor maior de recursos, não pode ser um espectador. Como o dinheiro do governo federal não está sendo adequadamente utilizado, a população está morrendo. É com base no artigo número 35 da Constituição federal, que trata dos direitos da pessoa humana, que pedimos a intervenção federal. O direito à saúde está sendo negado à população do Rio — disse Jorge Darze.

— Não há condições políticas para a continuidade deste governo. O próprio Cesar Maia, ao nomear na semana passada uma comissão para enfrentar a crise na saúde, reconhece que o secretário municipal de Saúde, Mauro Marzochi, é incompetente.

Também presente à manifestação, a presidente do Conselho Regional de Medicina (Cremerj), Márcia Rosa de Araújo, lembrou que, em pelo menos uma das 47 ações do Ministério Público (MP) requerendo a reposição de verbas não investidas em unidades de saúde, a Justiça já concedeu liminar obrigando a prefeitura a fazer o pagamento. Em reunião hoje, representes do Cremerj e do MP farão um balanço das ações para tentar obter o maior número de liminares desse tipo.

Três mil vigilantes das unidades de saúde do município estavam em greve ontem. Eles trabalham para seis empresas de segurança que estão sem receber da prefeitura desde janeiro e agora alegam não ter mais dinheiro para pagar aos funcionários. A dívida, segundo o sindicato das empresas, chega a R$ 10 milhões. Hoje, a categoria faz uma assembléia para decidir os rumos do movimento.

Prefeito Cesar Maia: ‘É tudo politiquice’

A assessoria de imprensa do secretário Mauro Marzochi disse que não comentaria as críticas. Para Cesar Maia, são “espasmos eleitorais feitos por um mesmo grupo que há anos politiza a saúde e perde”.

— O resto é bobagem de quem, não vendo como ganhar a eleição, quer eliminar no tapetão os competidores. É tudo politiquice — disse o prefeito.

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200 mil mortos, todos os anos, só no Brasil

A Secretaria Especial de Prevenção à Dependência Química da Prefeitura do Rio lança nesta segunda (31/05/2004), às 10 horas, o projeto Prevenção Volante, como parte das comemorações do Dia Mundial Sem Tabaco. O objetivo do projeto é orientar a população quanto aos danos causados pelo cigarro no organismo.

A equipe de Prevenção Volante irá atuar em áreas de grande concentração popular, dando informações, distribuindo folhetos explicativos sobre os malefícios do fumo e revistas sobre a questão. 

De acordo com estimativas da Organização Mundial de Saúde (OMS), o fumo mata cinco milhões de pessoas anualmente. Amanhã, as equipes da Secretaria Especial de Prevenção à Dependência Química farão campanha na Central do Brasil e no saguão do aeroporto Santos Dumont para sensibilizar a população contra o tabagismo.

As informações são de Douglas Correa, repórter da Agência Brasil. Leia mais:


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Refúgios intocados do Rio, de Janeiro a Janeiro.

"Ah, você é daqueles que sa-bem tudo sobre o Rio de Janeiro? É do tipo que nem dá mais bola para os guias de viagem que mostram velhos cartões-postais da Cidade Maravilhosa? O.k., talvez o Pão de Açúcar e as praias famosas já tenham mesmo sido abordados de todos os ângulos possíveis.

Mas, calma. Nem tudo está perdido.

Há tantas praias no Rio que acredite se lhe falarem de algumas ainda desertas, pouco conhecidas e - surpresa maior! - próximas da movimentada Zona Sul. É o caso de Prainha e de sua vizinha, Grumari. Elas estão a 60 quilômetros de Ipanema, mas guardam encantos de paraíso intocado e segredos cultivados por uma seleta legião de apaixonados."

Na Próxima Viagem deste mês.

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UFF tem projeto de tratamento de tabagistas

A UFF mantém um projeto de extensão de tratamento do tabagismo vinculado ao Inca - o Progeta. O programa funciona no Hospital Universitário Antônio Pedro (Huap) e no Instituto Biomédico. Outras informações no Departamento de Fisiologia e Farmacologia do Instituto Biomédico, pelos telefones (21) 2629-2400 e 2629-2401.

As informações foram divulgadas pela Assessoria da UFF no final de maio de 2004.
 

Rio na UTI

A política de criar uma cidade virtual pode funcionar no marketing e na propaganda, mas para aqueles que dependem da saúde pública, o que vale é a cidade real.

A situação da saúde no município é gravíssima. Assistimos a um quadro caótico, hospitais fundamentais como o Cardoso Fontes, Souza Aguiar e o Miguel Couto têm sua manutenção negligenciada, falta assistência básica nos postos de saúde, o Programa Saúde na Família está desestruturado e alguns Pronto-Socorros não contam, sequer, com analgésicos.

Os resultados do sucateamento da Saúde se expressam no mais alto índice de morbidade hospitalar dentre as capitais do país, segundo dados do DATASUS, além da alta taxa de mortalidade materna e neonatal. Na cidade onde a gestão municipal é responsável direta por cerca de 20% dos leitos hospitalares, o que vemos é uma grande massa desassistida que enfrenta filas, sofre com a falta de medicamentos e um pronto atendimento emergencial.

A política de criar uma cidade virtual pode funcionar no marketing e na propaganda, mas para aqueles que dependem da saúde pública, o que vale é a cidade real. É um direito de todos os brasileiros o atendimento universal e integral, envolvendo desde a atenção básica até os procedimentos de alta complexidade e por este direito devemos lutar. [07/04/2004]
 

Prefeitura é processada

"A presidente do Cremerj, Márcia Rosa de Araújo, disse que as más condições de trabalho não se restringem ao Andaraí. Segundo ela, houve 25% de cortes nos contratos de manutenção nas unidades municipais e já há 47 procedimentos de averiguação no MP."

O Ministério Público (MP) estadual vai entrar com uma ação civil pública contra o município do Rio, exigindo a retomada das obras no centro cirúrgico do Hospital do Andaraí. A ação, que será impetrada pela promotora Gláucia Santana, baseia-se num relatório do Conselho Regional de Medicina (Cremerj) que indica uma série de irregularidades na unidade, como falta de equipamentos e péssimas condições de limpeza. Profissionais denunciam que só cinco das 12 salas cirúrgicas estão funcionando e que mais de 2 mil pacientes esperam para operar.

O relatório foi feito no mesmo dia em que a promotora e o juiz Carlos Gustavo Vianna Direito, da 9ª Vara de Fazenda Pública, realizaram uma inspeção no Andaraí. No documento, é denunciado o risco de contaminação no centro cirúrgico e na sala de expurgo, onde há cruzamento de material estéril com contaminado; e na sala de preparo de materiais, onde os funcionários não usavam luvas. Foram constatados problemas com iluminação - na sala 7, os focos estão com lâmpadas antigas -, fios desencapados no corredor e ausência de um aparelho de ventilação pulmonar na recuperação pós-anestésica. 

Se a ação for deferida, o município poderá pagar multa diária de cerca de R$ 20 mil se atrasar a retomada das obras. "Alguma coisa tem que ser feita de emergencial", afirma Diogo Sampaio, presidente da Associação de Residentes do Andaraí, que desde o dia 14 estão em greve.

Ontem, os residentes e o Sindicato dos Médicos fizeram uma manifestação em frente ao hospital. Integrante da CPI da Saúde, o vereador Edson Santos (PT), que esteve no protesto, vai pedir uma audiência com o secretário municipal de Saúde, Mauro Marzochi, para saber o que houve com as verbas federais que financiam as obras. Segundo Diogo, os residentes tinham uma reunião com a diretora Sara Asenjo, que não os recebeu ''porque não havia clima para isso''. 

A presidente do Cremerj, Márcia Rosa de Araújo, disse que as más condições de trabalho não se restringem ao Andaraí. Segundo ela, houve 25% de cortes nos contratos de manutenção nas unidades municipais e já há 47 procedimentos de averiguação no MP. "Queremos firmar um termo de ajustamento de conduta para reverter a situação nestas unidades", diz Márcia.

Além dos 62 residentes do Andaraí, cerca de outros 600 aderiram à paralisação ontem. O secretário Marzochi não foi encontrado ontem à noite para comentar as denúncias.

fonte: Jornal do Brasil, 27 de abril, 2004
 

XXXIX. Rio proíbe cigarros. Ou quase isso

No último dia 31 de março, foi publicada no Diário Oficial do Município do Rio de Janeiro a Lei nº 3.726, de autoria do Vereador Ivan Moreira. Esta Lei Municipal proíbe a comercialização e a publicidade de alimentos com formato de cigarros, cigarrilhas, charutos ou quaisquer derivados do fumo, em especial chocolates e doces.

A Secretaria Municipal de Saúde, através do Setor de Vigilância Sanitária, e a Secretaria Municipal de Fazenda exercerão a fiscalização e a penalização do infrator, que pode ser multado entre dois mil e vinte mil reais. Na reincidência, pode ter seu Alvará de Funcionamento cassado.

O texto da Lei está disponível no site da Prefeitura do Estado do Rio de Janeiro (www.rio.rj.gov.br)
 

XXXV. Segurança Alimentar

Para chamar a atenção para o problema com a limpeza pessoal necessários para a manipulação segura dos alimentos, o Sesc Rio realiza uma Oficina de Higiene Pessoal nesta segunda (12), a partir das 7h30, na sede do Sesc Rio (rua Marques de Abrantes, 99 - Flamengo).

A Oficina de Higiene Pessoal é dirigida aos profissionais que trabalham com alimentação (nutricionistas, cozinheiros e merendeiras) e também para donas-de-casa e outros interessados.

A oficina, gratuita, será realizada em três horários - 7h30, 10h e 15h. O evento marca o lançamento da série cartilhas "Mesa Brasil Sesc - Segurança Alimentar e Nutricional para Banco de Alimentos e Colheita Urbana".

Cada cartilha aborda um tema específico, com orientações e esclarecimentos desde noções básicas de alimentação e nutrição até receitas de aproveitamento integral de alimentos visando ao preparo de refeições nutritivas, seguras e saborosas.

Para adquirir as cartilhas, basta acessar o site www.sesc.com.br, clicar no ícone Mesa Brasil Sesc e fazer o download gratuito. As inscrições, gratuitas, para a Oficina de Higiene Pessoal podem ser feitas pelo telefone (21) 3138-1636.
 

XXII. Plano de saúde dos servidores

Cobrança compulsória é ilegal

A cobrança compulsória de 2% do salário bruto dos servidores municipais, previsto no plano de saúde que está sendo implementado pela Prefeitura, é ilegal e pode ser contestada judicialmente.

Em mais uma medida arbitrária, Cesar Maia, ao sancionar a lei complementar 67/2003 que cria o plano de saúde dos servidores, vetou o artigo que dispunha sobre a não obrigatoriedade da cobrança. Este artigo fazia parte de um acordo entre o prefeito e os vereadores para a aprovação do projeto de lei.

É o servidor que deve decidir sobre que serviço de saúde deseja e se concorda em descontar em folha para um plano de saúde privado. [março de 2004]
 

XIV. Imagens da Exclusão Social

Mostras fotográficas expostas no Centro Cultural da Saúde, no Rio, retratam a dura realidade de populações atendidas pela Organização Médicos Sem Fronteiras.

Os cariocas poderão conferir, a partir do dia 15 de março, às 18 horas, no Centro Cultural da Saúde a exibição das mostras fotográficas Trópicos do Abandono e Sua Rua Minha Vida, produzidas pela Organização Médicos sem Fronteiras (MSF). A MSF é uma agência independente de ajuda médica humanitária que atende, há 33 anos, vítimas de conflitos armados, epidemias e desastres naturais.

Os visitantes terão a oportunidade de conhecer imagens que retratam a dura realidade de populações atendidas pela organização. São fotografias que narram a rotina de indivíduos, de posições geográficas distintas, mas que têm na pobreza e no descaso das autoridades um inimigo comum. Leia mais
 

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