Rio, cidade partida...Política & Economia
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Baixaria-mor
Entre peitos e bundas, existe um tipo de baixaria maior que incomoda a inteligência dos leitores. É o que faz a manchete do jornal O Globo do último 16 de outubro: “PT usará facção criminosa para abafar dossiê”.

O que é na verdade: tucanos pedem rigor na investigação de dossiê e petistas reagem dizendo que vão divulgar informações sobre o crime organizado em São Paulo.

Quem dá a dica é a jornalista Juçara Braga, que chama a atenção para o “trato indevido da informação que, como sabemos, é um bem social e como tal deve ser tratada”. Será que todos pensam (e agem) dessa forma?
::::31/10/2006

Convite
O deputado Gilberto Palmares (PT-RJ) convida para plenária no próximo dia 4 de maio, quinta-feira, às 18 horas, no auditório do Sindicato dos Bancários. Segundo Palmares, o objetivo é prestar contas do mandato, informar sobre as leis aprovadas e as atividades realizadas nos últimos três anos.

O Sindicato dos Bancários fica na Av. Presidente Vargas 502, 21º andar, Centro do Rio.
::::3/5/2006

Prefeitura de Búzios dribla fiscalização
A organização não-governamental Ativa Búzios está pé da vida com a prefeitura. Eles reclamam que, pela segunda vez, o governo driblou a presença da população na prestação de contas do Executivo referente ao 4º quadrimestre de 2005, ao informar o horário errado da Audiência Pública.

É isso mesmo.

Na sessão da última quinta (23/2), o Secretário da Câmara fez a leitura do ofício enviado pelo Executivo convidando a população para a Audiência a ser realizada no dia seguinte, às 15 horas. Quando os representantes da ONG chegaram à Câmara encontraram a porta do Plenário fechada. Ao procurar informação veio a resposta: a Audiência era às 13 horas. Como o povo não apareceu, não teve Audiência Pública. É mole?

Saiba mais sobre as malandragens dos políticos locais no ótimo www.ativabuzios.blog.uol.com.br
::::28/2/2006

Nota da Alerj apóia justiça a Emir Sader
O professor, sociólogo e cientista político Emir Sader, que está sendo processado pelo presidente do PFL, o senador Jorge Bornhausen (SC), recebeu uma nota de solidariedade da bancada do PT na Assembléia Legislativa do Rio de Janeiro, segundo informou a Agência Carta Maior.

O motivo do processo contra Sader remonta à declaração de Bornhausen: a “gente vai se ver livre desta raça (sic) por pelo menos 30 anos”. Ela serviu de mote para um artigo publicado por Emir em 28 de agosto de 2005, na Carta Maior. O artigo, intitulado “O ódio de classe da burguesia brasileira”, acusa o pefelista – que é banqueiro - de fazer parte de uma elite ressentida, que já governou o país. Leia a seguir a íntegra da nota da Alerj.

"Nota em solidariedade ao cientista político Emir Sader

Nós, integrantes da bancada do Partido dos Trabalhadores na Assembléia Legislativa do Rio de Janeiro, aproveitamos para manifestar repúdio à atitude do presidente do PFL, senador Jorge Bornhausen, que está processando o cientista político Emir Sader. A razão do processo foi a reação de nosso amigo e companheiro à declaração do senador fora do tom da boa política. Bornhausen afirmou, referindo-se aos petistas, que a “gente vai se ver livre desta raça por pelo menos 30 anos”. Nós, que lutamos pelo respeito aos direitos civis e à pluralidade política, não podemos admitir que o ofendido se transforme em réu.

Rio de Janeiro, 31 de janeiro de 2006

Assinam: Alessandro Molon, Calos Minc, Cida Diogo, Inês Pandeló, Jurema Batista, Gilberto Palmares, Heloneida Studart"

Servidores do Estado querem Natal sem fome
Os profissionais de educação das escolas estaduais participarão de um protesto unificado dos servidores públicos estaduais, intitulado "Natal com Fome", na Cinelândia, no próximo dia 15 de dezembro (quinta-feira), a partir das 10h. O ato visa denunciar à população o descumprimento das promessas do governo estadual de conceder um reajuste salarial para o funcionalismo em 2005, informou o boletim diário da CUT/RJ, "Rápido", nesta segunda (13/12).

Ao meio dia, servidores das mais diversas categorias, incluindo os da educação, servirão um sopão para a população no mesmo local, simbolizando a penúria do natal das categorias que trabalham no serviço público estadual, sem perspectivas de terem um reajuste nos seus vencimentos ainda neste ano.

Na área de educação, professores e funcionários sofrem há mais de 12 anos sem qualquer reajuste nos salários. Hoje, um professor que inicia a carreira recebe R$ 431,00 de piso salarial. Os funcionários administrativos têm vencimentos de R$ 400,00. O secretário de Estado de Governo, Antonhy Garotinho, em audiência em dezembro de 2004, havia prometido um reajuste para a categoria em 2005.

Passados 12 meses, não houve qualquer aumento ou correção das perdas salariais e os profissionais já começam a se mobilizar para pressionar a governadora Rosinha Matheus no início do próximo ano letivo.
::::14/12/2005

Refinaria em Itaguaí já!
Mais uma vez a Região Metropolitana do Rio de Janeiro corre o risco de perder um grande investimento que poderá trazer milhares de oportunidades de trabalho e renda para nossa população. Quem afirma é um grupo de manifestantes que se reunirão na Candelária, nesta sexta (9/12), às 11 horas. Por motivos políticos, argumentam, apresentando supostamente razões ambientais, o Governo do Estado do Rio pretende forçar a implantação do Pólo Petroquímico/Refinaria no norte Fluminense (Campos).

As Associações Comerciais e Industrias do Rio de Janeiro, da Zona Oeste, da Costa Verde, entidades de ensino superior, parlamentares, Subprefeitura de Campo Grande e os Prefeitos da Região Metropolitana pedem ao Presidente Lula que a refinaria fique em Itaguaí. “A melhor localização para esta refinaria é na retro-área do Porto de Sepetiba, conforme estudos da Petrobrás e do Grupo Ultra”, sustentam.

Os manifestantes também argumentam que o Norte Fluminense já recebe fabulosas quantias como royalties do petróleo, merecendo outros tipos de investimentos, tais como estradas e educação superior etc. “É necessário que toda população da Região Metropolitana e Baixada Fluminense se mobilizem e lutem para garantir que a Refinaria-Pólo seja implantada em Itaguaí. Vamos lutar para trazer o investimento para nossa região, pois esta refinaria será a mola mestra que levará nossa Zona Oeste, a Costa Verde, a Baixada Fluminense e toda Região Metropolitana a se desenvolverem e propiciarem dignidade a sua população”.

Serviço: Passeata dia 9/12/05 (sexta-feira), às 11 horas. Concentração na Candelária. Mais informações com Sandra Loureiro, em [email protected]
::::7/12/2005

Rosinha segue realizando ações anti-sociais
A Assembléia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (ALERJ) possui o poder de regulamentar um limite de remanejamento das previsões de gastos do Governo do Estado, sem autorização da casa. Pelo Projeto de Lei Orçamentária de 2006 enviado pela governadora Rosinha Garotinho, o governo está querendo uma margem de remanejamento de até 30% do total do orçamento.

Isso significa que Rosinha pode remanejar valores de até aproximadamente R$ 10 bilhões, sem autorização do Legislativo. E, é bom lembrar, em um ano eleitoral no qual seu marido, Anthony Garotinho, quer ser candidato à presidência do país.

O deputado Alessandro Molon (PT-RJ) apresentou 21 emendas ao Projeto de Lei Orçamentária. No que diz respeito ao remanejamento, Molon propõe que a governadora possa tirar no máximo 10% das verbas previstas de cada programa de trabalho e reforçar estas previsões em até 20% do valor inicial.

A suspeita de manobra política cresceu com a denúncia do jornal 'Folha de São Paulo' de 20/11/2005, com base em dados levantados no sistema de controle da ALERJ, de acesso livre aos deputados. Levantamento de Molon concluiu que, às vésperas do ano eleitoral, a governadora aumentou em 879,5% a verba prevista no Orçamento para a Secretaria Estadual de Comunicação Social, responsável pelo pagamento de campanhas de publicidade e divulgação de atos do governo.

Em contra-partida, no mesmo período, a verba para a Secretaria Estadual de Segurança Pública cresceu apenas 0,1%. Já a Secretaria Estadual de Educação perdeu 0,7% da verba prevista no Orçamento de 2005.
::::28/11/2005

É dia 12
Entidades que compõem a Coordenação dos Movimentos Sociais (CMS) fazem passeata nesta sexta (12/8) da Candelária até a Caixa Econômica da Almirante Barroso para denunciar a corrupção no Brasil e por mudanças políticas e econômicas.

Na ocasião será reafirmada a “Carta ao Povo Brasileiro”, lançada no dia 21 de junho, em Brasília.
::::10/8/2005

Dica quente
A historiadora e professora da UFF, Virgínia Fontes, lança no Rio no próximo dia 16 de agosto, às 18h, na livraria Divulgação e Pesquisa, o livro "Reflexões Im-pertinentes: história e capitalismo contemporâneo".

Anota aí: rua São Clemente, nº 134, em Botafogo.
::::10/8/2005

Oriente-se
Com vários livros publicados sobre os conflitos no Oriente Médio, a jornalista Pilar Rahola vem ao Brasil este mês. Aceitou fazer palestras sobre terrorismo em várias capitais. No Rio serão duas, ambas no dia 18/8: na Escola de Comunicação da UFRJ e outra na Faculdade Hélio Alonso. Dica do Boeacht.
::::10/8/2005
“Militantes” apóiam casal Garotinho
Do JB desta quarta (25/5/2005):

"O Memorial Getúlio Vargas, na Praça São Sebastião, na Glória, foi palco ontem de uma concentração de militantes peemedebistas. Os grupos soltaram de dezenas de ônibus e vans fretados e foram em passeata até o Centro de Convenções do Hotel Glória. Com camisas com dizeres a favor do casal Garotinho e contando com a ajuda de um trio elétrico, eles chegaram a fechar o trânsito na Rua do Russel. O tráfego na Praia do Flamengo também foi afetado por causa da chegada dos militantes do PMDB. Vinte policiais do 13ºBPM (Praça Tiradentes) fizeram a segurança na rua.

A dona-de-casa Rosa Luz Barbosa, moradora da Rocinha, disse que foi convocada a participar do ato pelo responsável pela distribuição do cheque-cidadão na favela. Um grupo de 50 mulheres com camisas com a inscrição ''a educação está com Garotinho'' chamou a atenção. O material estava em caixas de papelão lacradas com a inscrição a caneta: Secretaria Estadual de Educação. As camisas foram entregues a elas na porta do Hotel Glória. O material foi retirado de duas vans. Na chegada de Garotinho, militantes cantaram o Hino Nacional e depois gritaram frases de apoio à candidatura do secretário ao Palácio do Planalto."


“A gente trabalha de verdade”

Maiá Menezes escreve no jornal O GLOBO deste sábado (23/4):

A governadora Rosinha Garotinho repetiu o fôlego orçamentário, já demonstrado no ano passado, para investir na imagem de seu governo. Cinco termos aditivos publicados na página 59 do Diário Oficial do governo do estado de quarta-feira renovam por mais um ano o contrato com as agências de publicidade que prestam serviço para o estado. O valor reservado para os contratos em 2005 é o mesmo de 2004: R$ 100 milhões — quase o dobro do que foi gasto no ano passado (R$ 63 milhões) com investimentos em Segurança. Os gastos poderão chegar a R$ 140 milhões: este ano, o governo já empenhou (reservou para gastar) R$ 39 milhões para despesas com publicidade.

Governo diz que contrato prevê prorrogação

O secretário estadual de Comunicação, Ricardo Bruno, garantiu que a prorrogação está prevista no contrato com as cinco agências, assinado no ano passado.

— Os termos aditivos são absolutamente regulares. É prorrogação de contrato. Isso não quer dizer que vamos gastar o total dos recursos. Isto pode não acontecer — disse o secretário.

No ano passado, o governo gastou R$ 100,8 milhões em publicidade, R$ 800 mil a mais do que fora previsto no edital de licitação, lançado antes da contratação das cinco agências. (...)

Campanha é veiculada em outros estados

As propagandas do governo Rosinha Garotinho estão sendo veiculadas em todo o país. De acordo com o secretário de Comunicação Social, Ricardo Bruno, esta é uma maneira de tentar atrair investimentos para o Rio de Janeiro. As campanhas tratam da indústria naval, do aumento do número de empregos e de programas de crédito para fruticultura — no qual o estado, em propaganda veiculada ontem, informa ter investido R$ 100 milhões, exatamente o valor reservado para os contratos de publicidade em 2005 . O lema da campanha é “O Estado do Rio deu a volta para cima”.

(...) Na campanha para levantar a auto-estima do estado, que está no ar desde fevereiro, o governo escalou estrelas como as atrizes Deborah Secco e Cássia Kiss, com cachês que variaram entre R$ 10 mil e R$ 45 mil, para falar sobre programas desenvolvidos pelo estado. A cantora Sandra de Sá também canta uma música composta por Zé Rodrix para a campanha, exaltando as qualidades do Rio.

Caixa dois
A governadora Rosinha Garotinho está querendo aprovar mais um fundo, o Fundo de Aplicações Econômicas e Sociais (Faes). Segundo o deputado estadual Alessandro Molon (PT-RJ), na prática servirá como um orçamento paralelo. Por considerá-la inconstitucional, Molon votou pelo arquivamento da proposta na Comissão de Constituição e Justiça.

O Faes, que já está em processo de votação na Alerj, será alimentado por doações a serem descontada do valor devido ao ICMS pelas empresas, podendo chegar a  20% da receita tributária, ou seja, R$ 3,3 bilhões.

"Estas verbas poderão ser gastas ao bel prazer da governadora, que estará livre das diretrizes orçamentárias aprovadas pela Alerj", denuncia Molon. "O fundo é, na verdade, um artifício para permitir, entre outras coisas, que o governo desrespeite as vinculações constitucionais de verbas para a Saúde, para a Educação e para a Ciência e Tecnologia".

Neste ano, informa o deputado, a governadora poderá desviar até R$ 1,4 bilhões destas áreas para qualquer fim, como os seus programas de R$ 1. (24/3)

Promotores pedem saída de prefeito
Deu no JB de hoje (23/3):

Os Ministérios Públicos estadual e federal entraram ontem com ação civil pública na Justiça por ato de improbidade administrativa contra o prefeito Cesar Maia e o secretário municipal de Saúde Ronaldo Cezar Coelho. Os procuradores e promotores pedem que o prefeito e o secretário sejam condenados à perda das funções públicas que estejam exercendo na data de sua condenação, se esta ocorrer. O prefeito Cesar Maia reagiu com tranqüilidade à notícia:

- A ação não é do MP. A ação é de procuradores isoladamente. Em geral, estas ações têm sentido pedagógico e permitirão esclarecer na verdade que elas deveriam ser direcionadas ao Ministério da Saúde que abandonou seus hospitais. Quanto a procuradores isolados - e não a instituição - darem caráter politico, às vezes acontece. Mas ainda não posso avaliar - disse o prefeito.

Na ação é pedida também a reparação integral dos danos causados ao patrimônio público municipal, em valor estimado em mais de R$ 30 milhões.

A ação é assinada pelos promotores de Justiça Alexandra Paiva, Cláudia Perlingeiro, Cláudio Henrique da Cruz Viana, Gláucia Maria Santana, Márcia Vieira, Rogério Pacheco Alves, do MP estadual, e pelos procuradores da República Daniel Prazeres e Liziane Braecher, do MP Federal. ''A partir do extenso rol de irregularidades e ilicitudes verificadas no sistema de saúde do município do Rio de Janeiro, o qual é gerido pelos demandados, é possível concluir pela dolosa violação dos princípios da legalidade, eficiência e moralidade administrativas, inclusive com reflexos danosos ao patrimônio público'', dizem os membros do MP na ação civil pública.

Nenhum dos promotores ou procuradores foi autorizado a conceder entrevista.

Entre as irregularidades que constam na ação são mencionadas a falta de ações e serviços eficazes na área de atenção básica; o desabastecimento e desaparelhamento da rede de saúde; a baixa produtividade em procedimentos de saúde; a ausência de regulação das ações e serviços de saúde; a falta de planejamento e ineficácia das ações de média complexidade; fraude à regra da licitação e prejuízos ao erário; ineficácia dos programas de saúde mental e omissão na captação de recursos disponibilizados pelo Ministério da Saúde; violação ao Princípio da Municipalização pelo Decreto Municipal nº 24.999/05; descumprimento de decisões judiciais e omissão na captação de recursos disponibilizados pelo Ministério da Saúde relativamente aos programas de atenção básica, Saúde da Família, saúde bucal, Samu e de cirurgias eletivas.

Também são citadas na ação irregularidades constatadas pelo Tribunal de Contas do Município relativamente à execução orçamentária dos anos de 2001, 2002 e 2003, como a realização de despesas sem prévio empenho e a não execução do orçamento da Saúde.

Na ação é pedida a reparação integral dos danos causados ao patrimônio público municipal em razão da omissão no recebimento de verbas da União Federal relativamente aos programas de atenção básica, Samu, Saúde da Família, saúde bucal e cirurgias eletivas, bem assim pelo não-faturamento de diversos procedimentos, o que é estimado em R$ 30.616.573,82. Além disso, promotores e procuradores pedem que os acusados sejam impedidos de contratar com o Poder Público e de receber benefícios ou incentivos fiscais ou creditícios, direta ou indiretamente, ainda que por intermédio de pessoa jurídica da qual sejam sócios, pelo prazo de até cinco anos.

Com relação ao secretário municipal de Saúde, também é pedida a reparação integral do suposto dano causado ao patrimônio público municipal em razão das irregularidades detectadas relativas à utilização das verbas do denominado ''fundo rotativo'', dano estimado em R$ 1.698.996,65.

Os promotores também encaminharam ofício ao procurador-geral da República, Cláudio Fonteles, acompanhado de cópia da ação civil pública ''a fim de que sejam tomadas providências na esfera criminal''.

Cesar Maia, exemplo de bom administrador
Do jornal O GLOBO de hoje (12/3/2005):

Cerca de 80 alunos do ciclo inicial (antiga classe de alfabetização) da Escola Municipal Adalgisa Monteiro, na Favela de Rio das Pedras, em Jacarepaguá, estão sem aulas desde início do ano letivo na rede municipal. O motivo do atraso no início das aulas, que deveriam começar em 14 de fevereiro seria a falta de professores para atender a escola.

Segundo alguns pais de alunos, em 2005 foi adotado o terceiro turno diurno no colégio (das 15h às 19h), o que reduziu o tempo de permanência das crianças em sala de aula. Uma funcionária da escola, que não quis se identificar, confirmou as denúncias dos pais e que haveria outras escolas da região com a mesma deficiência. O terceiro turno teria sido adotado por causa do crescimento do número de alunos de 630 para 900.

— Durante minhas férias, dormi cinco dias na fila para matricular minha filha de 6 anos numa escola perto da minha casa. Agora ela está sem estudar por falta de professor. É um absurdo — reclamou a doméstica Rosilene Pereira Santos, de 23 anos. — É uma pena porque ela está animada para estudar.

Lançamento do Partido Humanista no Rio e em SP
Rio. Dia 13 de março, domingo, a partir das 10h. Haverá coleta de assinaturas, experiências de paz e almoço coletivo (levar um prato e uma bebida, suco ou refrigerante). Local: Quinta da Boa Vista - São Cristovão.

São Paulo. Dia 12 de março, sábado, das 19h às 23h. Haverá coleta de assinaturas, experiências de paz e outras atividades. Local: Hotel Ville - Rua Dona Veridiana, 643 - Centro (próximo metrô Santa Cecília).

PH - Direitos Humanos, Juventude e Ecologia
O Partido Humanista é um organismo do Movimento Humanista que faz parte de um projeto de Humanização da América Latina e do mundo inteiro. Somos ativistas que pretendemos orientar as mudanças na direção de uma revolução não-violenta e solidária. Conheça e participe! www.ph.org.br

Contatos por e-mail: [email protected] (c/ Alexandre Sammogini); Telefones no Rio: (21) 9946.4621 e 3852.4912 (c/ Gustavo); Telefones em São Paulo: (11) 8395.4996 e 3231.0497

Molon: Alerj é o quintal de Rosinha
Matéria de Paulo Celso Pereira no JB deste domingo (6/3):

Um jogo de cartas marcadas. Assim tem sido o dia-a-dia na Assembléia Legislativa do Rio. Dos 70 deputados, o governo tem hoje o apoio de cerca de 50 parlamentares, o que representa cerca de 70% em plenário. Comandado pelo PMDB, com 20 parlamentares, e pelo PSC, com 10, a oposição tem sido relegada ao papel de mera espectadora das decisões dos partidos majoritários.

Para o deputado Alessandro Molon (PT), único a votar contra a reeleição de Jorge Picciani (PMDB) para a presidência da Casa, o governo tem conseguido transformar a Alerj na continuação do Executivo.

O governo tem um rolo compressor, faz com que o Legislativo deixe de zelar pelos interesses da população. Aqui vale mais a vontade da governadora do que o interesse das pessoas que elegeram os deputados. Há uma postura de total submissão e subserviência à Rosinha. A Alerj tem se comportado como o quintal do Executivo dispara.

A oposição é constituída por PT, PSDB, PDT e PV, que juntos somam 16 deputados. Além deles, alguns dissidentes acompanham o bloco, mas não alcançam força expressiva. Para José Bonifácio (PDT), a maior dificuldade tem sido derrubar os vetos da governadora.

Às vezes, até um projeto aprovado por um deputado da base do governo, a governadora tem vetado. E de modo geral, quando eles voltam para a Casa, tanto o líder do governo quanto o do PMDB, e até o Picciani, se manifestam antes da votação dando a orientação do governo para os deputados da base. Assim fica muito difícil reclama.

Para a oposição, a subserviência da bancada governista tem limado um dos princípios da República: a independência entre os três Poderes. Segundo o deputado Luiz Paulo, vice-líder do PSDB, um maior equilíbrio de forças permitiria um enriquecimento do debate sobre políticas públicas.

Esses programas de R$ 1 são de um populismo absoluto. Isso faz parte de uma política desastrada, a aplicação do neopopulismo pentecostal. Quando o governo tem um rolo compressor, o barulho da oposição fica minimizado garante.

Paulo Melo, líder do PMDB, não vê razão nas queixas da oposição nem considera papel dos aliados fazer críticas públicas:

Crítica é papel da oposição. Nós fiscalizamos. Como líder da bancada do governo já pedi várias vezes auditorias. Mas é óbvio que, se você faz parte da base, não vai criticar. Todos da oposição já foram governo e, naquela época, nunca vi criticarem.

Ao contrário de Melo, Molon, que está no primeiro mandato, vê a crítica como possibilidade de controle:

A maneira mais inteligente que se descobriu de frear o poder foi dividi-lo em órgãos independentes para que um freie os outros. E isso inexiste no Rio. A mão de ferro do estado encontra deputados que se curvam aos desejos da governadora. Essa força o governo conquista com a indicação de afilhados ou coisa que o valha.

Retrocesso, mais um
Rosinha Garotinho não se cansa, pelo menos quando o assunto é retrocesso político.

A Alerj aprovou projeto obrigando o Governo do estado a informar pela Internet o destino dos equipamentos que compra. A idéia, do deputado Alessandro Molon (PT), foi vetada pela governadora Rosinha.

Alegou que geraria "muita despesa".

Exemplo de possível despesa: o Tribunal de Contas poderia multá-los por compra indevida. Outro: a Justiça poderia processar o Estado por gastar mal o dinheiro. Muita despesa. (27/2)

Santa ignorância
Na época das eleições que deram mais quatro anos a César Maia, em 2004, eu afirmava para quem quisesse ouvir que, entre Crivella e César, eu preferia o primeiro.

O argumento era - e continua sendo - muito simples: se o principal problema de Crivella é a mistura de religião e política, então nós tínhamos um problema ainda maior com Cesar.

Isso porque Crivella fala aos quatro ventos suas intenções "religiosas" pelos cargos que passa. Enquanto isso, César sempre atuou eficientemente nesse "nicho" de eleitores, só que de maneira mais discreta.

Segue nota do Informe do Dia de hoje (7/2): "O vereador Adilson Soares (PL), irmão do pastor R.R. Soares, fechou acordo com Cesar Maia. Vai indicar pessoas para cargos na prefeitura. Em troca, a Igreja da Graça apóia o prefeito. Cesar indicou dois para o gabinete de Adilson."

Na época, venceu a desinformação e muitos eleitores com um nível de estudo altíssimo fizeram a opção por César, com o único argumento de que este era o "laico".

Combate à máfia dos transportes
Carta do leitor do jornal O DIA de hoje (6/1), sobre os mafiosos das empresas de ônibus do Rio e a conivência (ou apoio mesmo?) do "bom administrador":

"Muito estranho o prefeito Cesar Maia dizer que vai atacar, neste novo mandato, a máfia dos transportes. Quer dizer que ele reconhece que ela existe? Não acredito que faça algo ou que consiga acabar com o poder deste segmento, até porque as atitudes da Secretaria responsável por este setor demonstra e transmite, por suas atitudes, que o patrão deles ou é o Sindicato das Empresas de Ônibus ou a Fetranspor.

Na verdade, o prefeito está jogando para a platéia. É preciso muita coragem para acabar com o poder destes empresários e reformular o transporte na cidade do Rio de Janeiro, onde hoje 80% dos passageiros utilizam os ônibus, e acho que ele não tem esta coragem. As concessões foram renovadas por mais 20 anos, e as frotas estão sendo renovadas. Por acaso os empresários são alguns trouxas?

O poder público neste ponto está tão desmoralizado que os motoristas dos ônibus avançam os sinais a torto e a direito e não acontece absolutamente nada, pois se acontecesse não continuariam com a infração. Panayotis Poulis, de Vila Isabel"


2004


IV Fórum Social do Rio de Janeiro

Já em sua quarta edição, o Fórum Social do Rio de Janeiro será realizado este ano em São Gonçalo, nos dias 26 e 27 de novembro, na Faculdade de Formação de Professores da UERJ, R. Dr. Francisco Portela, 794 - Paraíso, em frente à Praça dos Ex-Combatentes.

A Abertura do evento e painel/debate com o tema “Alternativas para o desenvolvimento e bem-estar local”, às 18h do dia 26, terá a presença dos palestrantes Marisa Chaves de Souza (assistente social), Paulo Alentejano (professor de geografia da FFP-UERJ-São Gonçalo), Lucidalva Viana de Paula (presidente do Sindicato dos Artesãos de São Gonçalo) e Sérgio de Oliveira (professor de história), além do moderador Leonardo Antonio Thurler (professor de teatro e diretor cultural do CA de Pedagogia da FFP-UERJ-SG).

Às 22 horas se inicia a programação cultural, fechando o primeiro dia.

Já o dia 27 começa às 9h com o painel e debate “Avaliação da política econômica e social do governo Lula”, com os palestrantes Milton Temer (ex-deputado federal, jornalista e vice-presidente da ABI), Sidney Pascotto (economista do Sindicato dos Economistas e do CORECON), Diva Moreira (cientista política do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento) e Marina Barbosa Pinto (professora de serviço social e presidente do ANDES–SN). Atividades Culturais e Oficinas se seguirão ao longo do dia.

Mais informações: Daniela Broitman ([email protected]); Tel. (21) 2512-6649 e 9106-0087 ou Leonardo Antonio Thurler ([email protected]); Tel. (21) 26057761 e 8179-2742

Transporte: De NITERÓI: Linha 515, terminal norte (azul); Do RIO DE JANEIRO: Linhas 110 ou 423 (COESA), Passeio, em frente às Lojas Americanas.

Movimento Humanista marca presença no FSM Rio
Serão feitas algumas oficinas pela Comunidade (um dos organismos do Movimento Humanista) no Fórum Social Carioca, que ocorre dias 26 e 27 de novembro. As oficinas devem ocorrer no sábado à tarde na UERJ de São Gonçalo. Para quem tiver interesse em participar e ajudar na divulgação, vale a pena. Para confirmar local e horário, entrem em contato com a Sabine (21-8738.0994 ou [email protected]) ou com o Hugo (21-2284 2911)

VIII ForHum Humanização do Social

Em uma cultura orientada (e desorientada) por um materialismo desumano, como tornar a educação de fato viva e, assim, transformadora? Para pensar questões como essa acontece no Rio o VIII ForHum Humanização do Social, dias 3 e 4 de dezembro, nos CEFET/RJ e CEFET/Nova Iguaçu. Entrada: 1 kg alimento não-perecível.

O evento conta com a presença de Ricardo Jullian, professor há 15 anos, coordenador do Colégio Gran Bell e do LIPE (Laboratório de informática para a Educação) da Escola Politécnica da UFRJ e membro da Assembléia Geral Mundial do Movimento Humanista, além de Anderson Paulino, Carlos Artexes, Charlotte Kaschner, Marco de Carvalho, Nina Domingues, Talita Moreno e Ute Craemer, entre outros.

Inscrições por email: [email protected] ou por telefone: 21.2225.2462 ou 9817.9682 (Marco). Saiba mais em www.humanizar.com.br ou em www.michaelis.org.br

Assassinaram a lógica

O jornalista carioca Raphael Perret nos traz essa pérola incrível:

Pra começar, uma pérola com um sofisma bem escancarado, cometido pelo deputado estadual Nelson do Posto (RJ), prefeito eleito de Guapimirim (RJ). Ele pensa em não assumir o cargo, dando a vaga para o vice eleito, seu sobrinho, e continuar com o mandato de parlamentar. Nelson argumenta que Guapimirim precisa de alguém que a represente na Assembléia. Suas promessas seriam cumpridas porque, além de tudo, ele ajudou a eleger para vereador sua mulher e seu segurança (!). Em breve entrevista à coluna Gente Boa, do Globo, Nelson do Posto assim responde à pergunta "Isso não é estelionato eleitoral?":

De maneira nenhuma. O Sarney não assumiu depois que o Tancredo morreu? Ele também não tinha assumido a Presidência. Estou vendo legalmente como tratar a questão.
Uma passagem pra Guapimirim pra quem explicar qual diabos é a semelhança entre a situação do prefeito eleito de lá e a posse de Sarney.

É mole?! Visite o jornal pessoal de Raphael Perret

Estelionato eleitoral

Vocês podem ficar tranqüilos porque não é a minha pretensão ser candidato a governador. Cesar será candidato a presidente da República? Não serei! Não serei! Eleito, serei prefeito

CESAR MAIA, setembro de 2004

Continuo na prefeitura para o Pan 2007. Vou falar uma coisa um pouco petulante: nesta cidade não existe um historiador, sociólogo, cientista político ou urbanista que conheça, do início do século XIX até hoje, a história da cidade como conheço. Portanto, isto para mim é uma paixão. Se me dissessem: ‘Cesar, aproveitando seu nome, você já assume como imperador da cidade do Rio’, claro que eu aceitaria. E não teria nenhuma outra ambição

CESAR MAIA, durante campanha em 2004

Durante o processo eleitoral, vivi exclusivamente focado na cidade do Rio de Janeiro. Acabado esse período, a gente passa a olhar o que aconteceu no ano de 2004 no Brasil. É um dever oferecer essa alternativa para o Rio e para o país

CESAR MAIA, 2005, explicando porque é candidato à presidência em 2006

Desrespeito na ALERJ

Bate-boca entre Brazão e Cidinha tumultua clima na Alerj. Deputado corrupto chamou Cidinha de "mal amada"

Deu no jornal O DIA (12/11): O plenário da Assembléia Legislativa do Rio (Alerj) virou palco ontem de uma baixaria envolvendo os deputados Domingos Brazão (PMDB) e Cidinha Campos (PDT). A confusão começou depois que a deputada Heloneida Studart (PT) protestou contra as declarações de Brazão – ele havia dito que Cidinha o estava acusando de ladrão por ser mal amada e que, se tivesse menos 40 anos, poderia ajudá-la.

“Não posso aceitar os termos de que se ela tivesse menos 20 anos, poderia resolver o problema”, disse Heloneida. Brazão pediu o aparte e disparou: “Não são 20 anos. São 40 a menos”. O deputado começou então a fazer denúncias contra Cidinha, afirmando que ela teria ligações com o jogo do bicho.

A pedetista entrou no plenário diretamente para o microfone, para rebater. Ela disse que teria provas de envolvimento de Brazão – e outros parlamentares – na máfia dos combustíveis. “A casa vai continuar pagando o salário desse Renan?”, questionou Cidinha, olhando para a Mesa Diretora. E acrescentou ter medo de ser morta a mando de Brazão.

O presidente da Casa, Jorge Picciani (PMDB), precisou intervir. “A discussão deve ficar no campo político e não na ofensa menor. Não é compatível a insinuação de que é bem ou mal amada ou é ladrão”, afirmou Picciani, completando que a exoneração do assessor de Brazão não havia sido discutida pela Mesa Diretora. Mesmo com o puxão de orelha, a confusão não acabou.

“Jamais vou admitir que uma pessoa da laia dessa deputada fale no meu nome. A senhora é chegada numa propina e vai sofrer as ações judiciais cabíveis”, disparou Brazão. Depois, fora do microfone, o deputado aproximou-se da deputada, apontou o dedo para ela e completou: “Lave a boca para falar meu nome”.

E no INFORME DO DIA (12/11): A deputada Cidinha Campos (PDT) só vai denunciar o colega Domingos Brazão (PMDB), suspeito de envolvimento com a Máfia do Combustível, semana que vem. Alega que está juntando mais documentos.

A nossa Evita

A governadora Rosinha Garotinho se consagra como "a nossa Evita", em referência a uma das mais populares primeiras-damas da América Latina em todos os tempos, argumenta o estudante da UFRJ Thiago Visconti.

É que com ela no "poder", você evita São Conrado, evita o Túnel Rebouças, evita a Linha Vermelha, evita a Linha Amarela, evita a Avenida Brasil, evita sair de casa...

Na próxima vez, finaliza, vê se lembra e evita votar nela.

Número 13, do PT, é galo no jogo do bicho

Partido tem enfrentado ‘rinhas’ internas com militantes que são bons de briga. Matéria do jornal O DIA (23/10):

O PT está mais ligado a galos do que se imagina. Pelo menos no jogo do bicho, o número do partido, 13, também representa a ave. Coincidência ou não, o PT se vê às voltas com verdadeiras rinhas internas de galos bons de briga.

Quatro deles deram trabalho mas foram derrotados no ringue de batalha: a senadora Heloísa Helena e os deputados federais Babá, João Fontes e Luciana Genro. Eles foram expulsos do PT em dezembro do ano passado por terem votado contra a Reforma da Previdência Social e foram cantar de galo em outro partido, o P-SOL.

Outros galos vêm dando bicadas no partido, como o deputado federal Chico Alencar, que já se absteve em votações importantes e chegou a ser suspenso por isso. Ele não cansa de criticar o partido pela política econômica do governo de Luiz Inácio Lula da Silva. 

Jorge Babu é outro galo que causa problemas no ringue. Com fama de já ter dois processos na Comissão de Ética do PT do Rio, ele alvoroça outros galos por onde passa.

Frossard dividida entre PT e PPS

Deo no DIA hoje (7/11): A tendência dos comandos nacional e estadual do PPS é apoiar uma eventual candidatura para o Governo do estado, em 2006, da deputada federal Denise Frossard (sem partido), que toma café da manhã, amanhã, com a cúpula do partido. O partido descartou a indicação do ministro da Integração Nacional, Ciro Gomes, como eventual nome do partido para tentar substituir Rosinha Garotinho. Segundo os dirigentes, o Rio não importará nomes de fora, pois tem bons quadros locais.

Porém, durante a semana Frossard deverá também intensificar o diálogo com o PT, capitaneado pelos deputados Chico Alencar e Antônio Carlos Biscaia. Em fase de namoro com os dois partidos, Denise Frossard escapa de demonstrar claramente para qual deles seu coração bate mais forte. Ela se esquiva falando do projeto político baseado numa ampla reforma no sistema de segurança do Estado.

E no INFORME DO DIA (12/11): A deputada Denise Frossard (ex-PSDB) marcou a data para assinar sua ficha de filiação ao PPS: 10 de dezembro.

Faz sentido

Na rádio-corredor petista, há uma conversa acerca do lançamento de Chico Alencar para candidato a governador em 2006. Faz sentido, já que Chico foi o deputado federal mais votado do partido em 2002, com 170 mil votos.

O ponto 'contra': o deputado é da ala petista do PT. Ultimamente, quanto menos idéias você possuir na cabeça, mais poder conseguirá dentro do partido. É por isso que muitos duvidam da candidatura de Chico. Gente dentro do partido cogita expulsar o parlamentar por ser inquieto demais, informa a rádio-corredor. Como é impossível, partem para a tática do isolamento. É a famosa Operação Ignorar.

Cá pra nós. Há dois anos atrás, seria piada dizer o que vou dizer. Mas alguém duvida que Aécio Neves concorra ao cargo no Rio (caso não tente a presidência) com vice petista? Pode ser besteira da minha cabeça.

Agora, uma coisa é certa: com tanta politicagem rolando solta, qualquer cientista político se entorta fácil fácil.

Da série 'Os Picaretas'

“Há um problema sério de comunicação no governo Lula, que ainda não conseguiu mostrar aos cariocas o que tem feito na área social”.

A desculpa esfarrapada é de Eugênio Soares, presidente municipal do PT, no GLOBO de hoje.

Bittar, completamente cego, citado pelo jornal: “a aliança com o PTB foi uma tentativa de ampliar o tempo na TV e o universo eleitoral do PT”.

Único, exclusivíssimo resultado desta tentativa absurda: menos votos. Quanta inteligência que jorra da cabeça desse homem!

Inacreditável

O jornal O Dia publicou hoje (14/10) uma reportagem paga com loas ao trabalho do Governo do Estado em Nova Iguaçu, bem em época de eleição. Diz a chamada: "Governo do Estado está investindo mais de R$ 60 milhões em melhorias que estão mudando a vida da população".

Em pequenas notas pelos jornais, os redatores deixam escapar algumas críticas pontuais. Mas no atacado está tudo vendido.

Cobrança ilegal

Informe do Dia de hoje (4/10): O juiz da 7ª Vara Cível, João Batista Damasceno, tomou uma decisão que põe a Telemar no córner. Ele simplesmente proibiu a empresa de cobrar a assinatura básica de seus assinantes em toda a Baixada Fluminense. Isso representará economia de R$ 31 em cada conta de telefone da região.

Para embasar o veredito, o magistrado pesquisou a Lei Geral das Telecomunicações, espécie de Carta Magna da telefonia brasileira. Nela não há nenhuma linha sequer que permita a cobrança da tal tarifa básica.

A Telemar se baseia numa resolução da Agência Nacional de Telecomunicações para cobrar a assinatura básica. Só que, segundo o juiz, resolução da Anatel não pode suplantar a Lei Geral das Telecomunicações.

Damasceno se referiu à finada Telebrás para reforçar seu argumento. A assinatura básica foi criada, à época, para bancar a expansão da telefonia no Brasil. Como compensação, os assinantes ganhavam ações. Só que hoje a Telemar é privada e não distribui ações. Portanto, a cobrança não se justificaria. Caso contrário, a Anatel teria inventado o capitalismo sem investimento – os clientes pagam a expansão da empresa.

Quem foi o quarto?

Cesar em primeiro, Crivella em segundo, Conde em terceiro. E o quarto? Quem foi? Jandira? Bittar? Não, resposta errada.

Em  ODIA de hoje (4/10): "Se representassem um candidato, os votos nulos e brancos garantiriam o quarto lugar, à frente de Jandira e Bittar".

Boas e más notícias

Dois guerreiros na Câmara, Eliomar Coelho e Fernando Gusmão, conseguiram se reeleger. Seus partidos, no entanto, são um fracasso.

Gusmão, do PCdoB, estará sozinho na casa.

Já o PT só elegeu Edson Santos, que é o cabeça da legenda e teve forte apoio publicitário, e Jorge Babu, que na Zona Oeste é conhecido como "matador" e, segundo reza a lenda, só não é expulso porque o pessoal tem medo da fama.

Ou seja: na prática, eleito mesmo só o Eliomar.

Nem assim!

Ó Clemente (PHS) deve estar decepcionado. Nem com a ajuda dos céus conseguiu se eleger vereador.

Lamentável (I)

Cidadão que sempre amou esta cidade, Ricardo Maranhão (PSB) não conseguiu vaga para a próxima jornada de quatro anos na Câmara. Para um homem como ele, com certeza a luta continua.

Lamentável (II)

Em Caxias, o combativo Fábio Pereira não conseguiu se eleger vereador. No lugar dele, estarão na Câmara figuras como Chiquinho Grandão, Tião do Táxi, Quinzé 100% Zito, Moacyr da Ambulância e "Beto Um Amigo" (assim mesmo).

Ignorância estatística

No Portal Terra: "A candidata [Thelma Maria, do PCO] comemora o fato de ter aparecido em algumas pesquisas com 1% dos votos. Em sua avaliação, está tecnicamente empatada com Bittar e Jandira, se levada em conta a margem de erro".

A Rede Globo também vive falando isso. É uma ignorância sem tamanho. Em estatística eleitoral, a margem de erro é a margem mais ou menos em 50%. Ou seja: se o candidato tem 90% dos votos ou 10% dos votos, a margem de erro é bem menor. Deve ser próximo de 0,5% no caso de Thelma do PCO.

A margem de erro é de 3% vale, portanto, para o Cesar Maia, que esteve mais próximo de 50% nas pesquisas. Se fosse de outra forma, a própria Thelma teria 3% para cima... ou para baixo. E é impossível ter 2% negativos.

Prefeito do Rio?!

Do Terra Eleições 2004:

O candidato à Prefeitura do Rio de Janeiro, Cesar Maia (PFL), disse ontem que se sente 90% preparado para ser presidente da República. A declaração foi feita durante um almoço com jornalistas no Palácio da Cidade, sede social da prefeitura. Maia disse que só não está 100% preparado porque não sabe falar inglês. De acordo com a Folha de S. Paulo, Maia negou que concorrer à Presidência faça parte do seu projeto, mas declarou que "o político não pode descartar rigorosamente nada".

Novos tempos

Foi-se o tempo em que o PT gastava seu dinheiro — que hoje jorra dos cofres do governo — com a velha militância da rua. O voto era suado, disputado pessoa por pessoa, em plena Cinelândia, Madureira ou qualquer lugar onde houvesse uma mente a ser conquistado com o nobre valor da justiça social.

Pois é. Foi-se o tempo. Veja o exemplo — típico — do candidato Eugênio Soares, que gastou preferiu gastar dinheiro de campanha pagando um link no site de pesquisas Google. O candidato aparece, por exemplo, se você digitar "eleições rio de janeiro".

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P-SOL coleta assinaturas

O P-SOL (Partido Socialismo e Liberdade) estará coletando neste domingo (3), em todo o País, assinaturas para sua legalização no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Em todos os estados, a militância e simpatizantes do partido estarão formando equipes para recolher assinaturas ao manifesto de apoio no sentido de regulamentar a legenda.

Fazem parte do PSOL a senadora Heloísa Helena e os deputados federais Babá, João Fontes e Luciana Genro, além de diversos militantes decepcionados com o PT. Os parlamentares citados foram expulsos do partido em dezembro do ano passado por terem votado contra a Reforma da Previdência Social.

Cinco?

Chamada de O Globo, em destaque, na véspera da eleição (2/10): Bate-boca em debate é condenado por todos os cinco que tentam ser prefeito do Rio. Não são dez? Um dia antes, os outros são eliminados?

É isso mesmo. Sumiram completamente, impugnados pela mídia.

Ausência

De autoria do vereador Fernando Gusmão (PCdoB), uma resolução obrigou em meados de 2003 a divulgação, na Internet, da lista de freqüência dos vereadores cariocas pelo sistema eletrônico. Ele contrasta, no entanto, com a participação efetiva nas votações.

"O livro de presenças pode ser fraudado, já o ponto eletrônico não", explica Gusmão. E, de acordo com reportagem do Jornal do Commercio [2/11/2003], mesmo a diferença entre a freqüência e a participação não era pequena em outubro de 2003.

Definido

Nestas eleições, vou votar em Machado de Assis para vereador e Castro Alves para prefeito.

PERGUNTA. Se realmente valessem os números 91 e 92, quantos votos teriam?

Por que?

Ao contrário do trabalhador carioca, que segundo o IBGE trabalha 45 horas por semana, os vereadores têm a obrigação de estar presentes ao plenário apenas de terça à quinta-feira, de 14h às 18h. Ou seja: 12 horas por semana.

Eleições

Neste domingo (3/10) a TVE acompanha, ao vivo, as votações pelo estado. A cada hora, haverá uma mesa redonda para comentar a apuração. O deputado federal Chico Alencar participa de 20 às 21h, juntamente com os cientistas políticos Amaury de Souza e Fabiano dos Santos, o jornalista e comentarista político Ancelmo Góis e a jornalista e apresentadora Leila Richers.

O que você acha?

O que você acha de um jornal que anuncia o debate eleitoral da Globo na TV com a seguinte manchete: "Cesar: debate decide se haverá segundo turno"?

Publicidade em rádio “ilegal”

Os anunciantes que veicularem propagandas em rádios “clandestinas” poderão ser presos se o Projeto de Lei 4109/04, do deputado Carlos Nader (PFL-RJ), for aprovado pelo Congresso Nacional. A proposta estende aos anunciantes a punição já prevista para quem opera “emissoras clandestinas”.

Nader é sócio-proprietário de uma rádio em Barra do Pirai, interior do Rio de Janeiro. Isso é legal? O artigo 54 da Constituição diz: “Os deputados e senadores não poderão: ser proprietários, controladores ou diretores de empresa que goze de favor decorrente de contrato com pessoa jurídica de direito público” (caso do Ministério das Comunicações). A punição é a perda do mandato. Quem processará esse deputado?

Um suuuuper abraço!

Théo Silva, candidato a uma vaga na Câmara pelo PMDB, colou um cartaz homérico na Presidente Vargas, ao lado de Conde. Slogan? "Um super abraço!", dando um sorriso de quem acabou de passar no vestibular. Faltou avisar qual é a marca de pasta de dente que eu devo comprar.

ps: alguém entendeu o slogan?

O Globo em campanha

Publicada nesta segunda-feira (27/9) mais uma "reportagem" favorecendo o prefeito carioca César Maia, candidato à reeleição. "Piscinas são a grande atração do parque da prefeitura que fica em Santa Cruz", diz a chamada.

No texto, muito sol, pagode e diversão. "Desde a inauguração que meus filhos me pedem para vir aqui. (...) Eles estão adorando. Com certeza voltaremos outras vezes". O trecho poderia ser muito bem de uma propaganda eleitoral do prefeito, mas é do diário carioca.

Bem que o pessoal da rua do Riachuelo poderia lembrar que Cesar Maia entregou a gestão da recém inaugurada Cidade das Crianças ao Conselho das Instituições de Ensino Superior da Zona Oeste (Cieszo), sem licitação, no valor de R$ 1.373.149,84 por quatro meses.

Poderia lembrar também que a ONG tem entre seus fundadores o diretor da Faculdade Machado de Assis, José Zaib Antônio, candidato a vereador pelo PFL, partido do prefeito. O jornal O Dia lembrou.

Em outra matéria, deu voz ao prefeito (e apenas ao prefeito), sem repercutir uma única fala. Finalizou o texto com mais uma gracinha de Cesar: "O prefeito percorreu a praia de Copacabana assediado por eleitores. Ele revelou a dieta para enfrentar a disputa: banana e água de coco: — Banana porque tem potássio e dá energia. E água de coco, para a gente ficar calmo quando ao adversário xinga. É nutritivo, tem magnésio e é mais barato que lexotan".

Por ser o maior jornal da Família Marinho — desfruta de infra-estrutura invejável —, continua imbatível e influenciando à vontade a elite carioca, enquanto os adversários patinam.

Leitor comenta:

Por que só O GLOBO é lembrado? E a rede Record que levou ao ar um especial sobre a comunidade de Nova Canaã, foi tirada do ar pelo TRE e voltou a exibir o especial desrespeitando a lei? E o jornal o DIA que que além de fazer campanha para o casal Garotinho faz oposição sistemática ao César Maia? O "problema"  talvez seja o fato de César Maia estar filiado ao PFL e não ao PT, PSB, PDT ou PSTU! (Marcos Anilton, 29/9)

Crivella se defende

É outra acusação infame que me fazem, de misturar política com religião. O Cesar reformou diversas igrejas católicas, deu um cheque de R$ 4 milhões para o cardeal, reformou uma mesquita por R$ 733 mil e tem contrato com a ONG Cacique Cobra Coral. E eu é que misturo política com religião? É brincadeira. Na verdade, as pessoas precisam entender que um bom político e um bom religioso querem basicamente a mesma coisa, que é o bem comum. Um pelo caminho material, outro pelo caminho espiritual.

(...) O ensino religioso deve seguir o que diz a Constituição: matrícula voluntária. Ensino religioso não é como matemática ou geografia. A gente ensina com exemplos. E exemplo tem que ser do pai, da mãe, ou talvez de um pastor, um padre. Isso o professor não vai dar. Pode até vacinar as crianças contra a religião, porque vai ficar enfadonho, cansativo.

Marcelo Crivella (PL), senador e candidato à prefeitura do Rio de Janeiro, em entrevista ao Globo.

O sonho impossível

Vendo TV você fica com essa sensação de que é muito fácil ganhar dinheiro rapidamente, sem muito esforço. Quandos os jovens descobrem a falsa promessa, a violência ganha as cabeças para chegar às ruas..[+]
 

Os R$ 400 mil do banqueiro

Da redação, 11 de setembro, 2004. Na época da campanha eleitoral de 2000, o banqueiro Ronaldo Cézar Coelho — que chegou a concorrer à prefeitura no 1o turno pelo PSDB e atualmente está envolvido em uma investigação por parte do Ministério Público por conta das eleições de 2002 (ver abaixo) — tirou do seu bolso R$ 400 mil e doou para o então candidato César Maia. Uma vez no poder, César retribuiu o gesto e nomeou Ronaldo nada mais nada menos do que Secretário Municipal de Saúde..[+]

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Democracia do improviso

Da redação, 10 de setembro, 2004. Prefeitura do Rio e ex-subprefeito da Tijuca usam decreto para criar sistema de integração do metrô e ganhar votos na Zona Norte..[+]

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Transparência pública

A Alerj aprovou ontem (8/9) um projeto do deputado Alessandro Molon (PT) que determina a manutenção na Internet da lista atualizada de materiais e equipamentos adquiridos pelos órgãos e autarquias do estado. Segundo o projeto, haverá exigência para divulgação da espécie, quantidade, marca do equipamento, forma de aquisição, fornecedor e quantidade do equipamento em estoque.

As informações são do jornal O Globo de 9/9

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Inflação no Rio subiu em agosto

A inflação na cidade do Rio de Janeiro, medida pelo Índice de Preços ao Consumidor, dobrou em agosto, quando o índice foi de 1,23%. Segundo a Fundação Getúlio Vargas, em julho, o IPC foi de 0,57%.

No ano de 2004, a inflação acumulada no Rio tem alta de 5,18%, e nos últimos 12 meses, a variação é de 7,73%.

As informações são da rádio CBN de 8/9

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Conde tirou verba da área social para publicidade em 2000

Da redação, 30 de agosto, 2004. Cortes atingiram até mesmo o programa de combate à Aids; A matéria a seguir é de 2000, apesar de Conde se oferecer como "alternativa" nas majoritárias cariocas de 2004; Prática continua comum na administração Cesar Maia. Leia as matérias recentes sobre o assunto e uma do jornal O Globo de 22/03/2000.[+]

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Despespero de um cidadão abandonado

Um homem identificado como João Cabral de Oliveira morreu no início da noite de ontem na Lagoa Rodrigo de Freitas, ao pular na água, próximo a um deque, na altura do Parque dos Patins. Segundo o Corpo de Bombeiros, ele teria problemas mentais e se jogou na lagoa para tentar recuperar a carteira de identidade, que caiu enquanto pedia dinheiro a um casal para comprar remédios.

Por volta das 18h, os bombeiros foram acionados e chegaram até a usar um helicóptero com um holofote para auxiliar nas buscas. O trabalho continuou com o auxílio de três mergulhadores e de um bote. Às 22h10m, o corpo foi encontrado debaixo do deque. O casal contou que ele estava com uma receita médica na mão e pedia R$ 11, quando a identidade caiu. Ele tirou as roupas, ficou apenas de bermuda e pulou. Chegou a subir na beira do deque, mas voltou e acabou desaparecendo. As informações são do jornal O Globo de 30/8.

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Justiça Eleitoral investiga Jovens pela Paz

A Justiça Eleitoral de Barra Mansa, no Sul Fluminense, determinou ontem a quebra de sigilo bancário de uma conta para que seja investigada a denúncia de que recursos de um dos principais programas sociais do governo do estado, o Jovens pela Paz, estão sendo desviados.

O programa paga uma bolsa mensal de R$ 240 para estudantes desenvolverem trabalhos comunitários. Segundo a denúncia, investigada pelo Ministério Público de Barra Mansa, bolsistas do programa na cidade estão sendo obrigados a depositar R$ 90 do que recebem numa conta de uma agência do Banerj, que pertenceria a uma colaboradora da campanha do prefeito Roosevelt Brasil (PMDB), candidato do governo estadual à reeleição.

Denúncia foi feita por Comitê do Voto Consciente

A denúncia foi feita ao Ministério Público pelo Comitê do Voto Consciente (www.votoconsciente.org.br), uma entidade civil que fiscaliza o cumprimento da Lei Eleitoral. O comitê fora procurado por bolsistas que desconfiaram da exigência dos depósitos. Segundo esses bolsistas, que não quiseram se identificar com medo de represálias, os coordenadores do Jovens pela Paz ameaçaram excluir do projeto quem se negasse a repassar o dinheiro. A alegação, de acordo com os jovens, foi a de que os recursos seriam aplicados na compra de equipamentos para atividades esportivas e culturais.

Os bolsistas denunciaram ainda que os depósitos só puderam ser realizados na boca do caixa e que, no comprovante fornecido a eles, consta apenas o número da conta do favorecido, sem a identificação.

A pedido do promotor eleitoral Átila Pereira de Souza, o juiz Alberto Salomão Júnior determinou que o banco forneça os dados de todas as movimentações bancárias feitas na conta desde junho. Já a secretaria municipal de Promoção Social, responsável pela execução do projeto na cidade, terá de entregar a lista de todos os bolsistas.

— É uma denúncia muito grave, que poderá ser comprovada quando cruzarmos essas informações. Se for confirmada, os responsáveis pelo programa terão incorrido em improbidade administrativa — disse o promotor. — Quanto a candidatos, eles terão cometido crime eleitoral se ficar comprovado o uso do dinheiro em campanhas.

O coordenador da Juventude do governo do estado, Wilson Pinheiro Sombra, responsável pelo Jovens pela Paz, disse que houve uma tentativa de usar recursos das bolsas em outras atividades, sem precisar quais. Ele disse que o governo não autorizou os repasses e que, se forem identificados, os responsáveis serão punidos:

— Soube hoje ao conversar com um monitor de lá que um grupo tentou fazer uma espécie de vaquinha para desenvolver algum projeto. Não autorizamos isso e nossa postura é a de contribuir com as investigações. É de nosso interesse, pois isso pode abalar um programa sério.

Em 2002, líderes comunitários que participavam do Jovens pela Paz — na época chamava-se Todos pela Paz — denunciaram que o programa vinha sendo usado para aumentar o número de cabos eleitorais de Anthony Garotinho, então candidato à Presidência da República pelo PSB.

Depoimento: ‘Percebemos que aquilo era muito estranho’
X.

Começamos a ser procurados mês passado, no primeiro pagamento, por algumas pessoas que se apresentavam como coordenadores e disseram que teríamos que contribuir com R$ 90 cada para uma conta. O dinheiro seria para comprar material para os projetos, como aparelhos de som, espelhos e bolas. Achamos que não foi bacana porque eles não falaram isso para o grupo, foram chamando pessoa por pessoa para que a gente se sentisse intimidado. Depois de pagar, tive que pegar o comprovante do depósito e levar na (Secretaria de) Promoção Social, dar baixa e assinar um comprovante pra dizer que estava doando o dinheiro. Aí, começamos a conversar entre a gente e percebemos que aquilo era muito estranho. Será que era assim mesmo? Será que teríamos a garantia de que o material está sendo comprado mesmo? Continuo a trabalhar porque preciso de dinheiro, mas achei errado. Acho que todos os cem bolsistas tiveram que depositar. Outros estão sendo convencidos a se filiar a um partido para trabalhar até em comícios.

..X., bolsista do programa Jovens pela Paz em Barra Mansa em depoimento ao GLOBO

Matéria publicada no jornal O Globo em 27/8/2004

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Verba indenizatória: bancada de 'marias gasolinas'

A soma de todas as notas dos 46 deputados referentes a despesas com combustível totaliza R$ 803.102,41, o suficiente para rodar mais de três milhões de quilômetros. Ou ir 2.633 vezes do Rio a Brasília, distantes 1.240 quilômetros uma cidade da outra.

Na liderança da bancada da gasolina, está o deputado e candidato a prefeito em Magé pelo PL, Reinaldo Betão, que gastou R$ 72.278,90. 'Eu sou de uma região muito pobre, em que várias pessoas dependem da minha contribuição para levar de um lugar ao outro e até ao hospital. Então tenho de abastecer muitos carros, caminhões e ônibus', explicou. 'Não é assistencialismo, é ajuda', completou.

No topo da lista dos econômicos, o petista Chico Alencar não critica colegas, mas sugere que o Tribunal de Contas da União (TCU) seja rigoroso ao supervisionar as contas dos parlamentares: 'Percebi que muitas empresas superfaturam preços quando descobrem que o cliente é deputado, comigo, não'.

fonte: jornal O Dia, 08/08/04

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Parabéns ao RJTV

Apesar de todas as nossas críticas, não posso deixar de registrar que muitas vezes o RJTV, jornal carioca da Rede Globo, faz um trabalho sério e de verdadeira utilidade pública.

Hoje (29/07), na edição do meio-dia, visitou a comunidade de Nova Campina, na periferia da cidade, que sofre com o descaso da Serla (Superintendência Estadual de Rios e Lagoas), do governo do Estado.

Deixou o vice da Serla, Altamirando Fernandes Moraes, em uma tremenda saia justa. Ele tentou repetir números vazios e teve a cara de pau de dizer que a comunidade já teve o problema do rio local resolvido, apesar das imagens explícitas.

Depois, pressionado, culpou as pessoas, que para ele não deveriam morar ali. "É um problema habitacional. Deveria haver uma política habitacional para retirar aquelas pessoas dali". Outra responsabilidade do estado.

Jandira confiante

A edição deu ainda espaço para que alguns candidatos à prefeitura falassem sobre a pesquisa em que Cesar Maia supostamente lidera a intenção de votos.

Bittar e Conde fizeram uma crítica parecida: esta pesquisa não tem muita validade. Bittar afirmou que ela demonstra apenas a "visibilidade pública" dos candidatos, nada a ver com as propostas para a cidade.

Jandira Feghali, tranqüila, lembrou que possui o menor índice de rejeição. Para nós, é a mais íntegra e preparada. Nunca escondi esta posição, sem partidarismo. Jandira disse também que, segundo a pesquisa, 66% dos eleitores ainda não decidiram seu voto.

Será que o jornal O Globo publicaria uma manchete tipo "Jandira tem menor índice de rejeição", em vez do "Ibope: Cesar e Serra na frente"? Seria pedir demais da Globo...

Quinta, às 11 da manhã, tem debate ao vivo com os cinco mais bem posicionados.

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Inimigo da criança

Rubens Bontempo, de Petrópolis, ganhará o selo “Prefeito amigo da criança“, quarta, no Senado.

César Maia não foi convidado.

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Deputado sem-teto

"Uzias Mocotó (PMDB), que reduziu o patrimônio ao se desfazer da única casa que declarava, em São João de Meriti, não quis falar:

— Nada a declarar."

No Globo de hoje

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Muro governista na ALERJ

Os deputados governistas que integram a Comissão de Defesa dos Direitos Humanos e Cidadania derrotaram a proposta do deputado Alessandro Molon de convocar para depor sobre a rebelião da Casa de Custódia de Benfica o ex-governador e atual Secretário Estadual de Segurança Pública.

Molon lembrou que Garotinho foi o responsável pela reforma do prédio da Casa de Custódia de Benfica, que custou ao estado R$ 10 milhões e foi feita sem licitação. Garotinho também comandou as negociações com os presostodos os negociadores eram subordinados a elee convocou o pastor Marcos para negociar o fim da rebelião.

Os deputados do governo acabaram convocando apenas o secretário estadual de Administração Penitenciária, Astério Pereira, que confirmou o que o parlamentar já afirmara: foi Garotinho quem comandou as negociações.

"Mais uma vez ficou clara a tentativa da base governista na Alerj de proteger o ex-governador Anthony Garotinho da opinião pública. A Alerj deixou mais uma vez de fazer a sua parte e, assim, contribuir para esclarecer a verdade", lamenta Molon.

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Grileiro genocida será julgado pelo TJ  nesta terça

Manuel Toledo Junior, que está solto, é acusado de homicídio por colocar veneno na água do acampamento Eldorado, fogo nos barracos das famílias acampadas e atirar contra estes, causando inclusive aleijamento.

Amanhã, dia 15 de junho, às 13h, na 2ª Vara Criminal do Fórum do Rio de Janeiro será julgado o recurso, contra condenação por tentativa de homicídio qualificado, impetrado por Manuel Toledo Junior, que aguarda o julgamento em liberdade.

Os crimes pelos quais será julgado aconteceram há mais de uma década, no município de Seropédica (RJ), mas seu julgamento vem sendo continuamente adiado por diversos recursos na Justiça. Manuel Toledo foi recentemente condenado mas recorreu da decisão e aguarda em liberdade a sentença que será proferida nesta terça.

Grileiro reconhecido na região de Itaguaí/Seropédica, ele é acusado de homicídio por colocar veneno na água do rio que abastecia o acampamento Eldorado, em Seropédica, por colocar fogo nos barracos das famílias acampadas e por atirar, com arma de fogo, contra estes, ferindo alguns que guardam sequelas incuráveis dos atentados, como o aleijamento.

Representantes e acampados do Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST) prometem comparecer ao julgamento e ao Fórum do Rio de Janeiro para acompanhar a sentença de perto.

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Esqueça o Jornalismo: agora é tudo Política

Presidente do Conselho Editorial do JB demite Alberto Dines, um dos mais tradicionais jornalistas da imprensa brasileira, por criticar relação amistosa do jornal com autoridades do Governo do Estado. Por Gustavo Barreto, 11 de junho, 2004. Leia aqui

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Sobre guerreiros e marginais

Um quase-menino, um quase-homem, ou quase isso, luta para fugir da perseguição de marginais cariocas protegidos pelos cargos públicos. Leia aqui

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Líder do governo obstrui instalação da CPI da Merenda

O líder do governo na Câmara Municipal, vereador Alexandre Cerruti (PFL), está obstruindo a investigação sobre irregularidades na distribuição de merenda na Rede Pública de Ensino. Após três semanas da indicação dos vereadores que deverão compôr a CPI, Cerruti, na condição de presidente da Comissão, ainda não convocou a reunião de instação, o que inviabiliza os trabalhos. Os demais membros são os vereadores Rodrigo Bethlem (PMDB), Patrícia Amorim (PFL) e Edson Santos (PT), autor do requerimento da CPI.

"A atitude do líder do governo reforça a certeza de que a Prefeitura tenta ocultar irregularidades em relação à merenda escolar. De qualquer forma, com ou sem CPI, vamos continuar investigando", afirmou o vereador Edson Santos.

Os problemas começaram em fevereiro, quando a Prefeitura determinou um racionamento de merenda que atinge 194 creches e 1.044 escolas municipais. Edson Santos teve acesso a documentos da SMA e da SME que comprovam a redução na quantidade calórica das refeições servidas aos alunos, inclusive com a substituição de items por outros mais baratos.

Simultaneamente surgiram denúncias de superfaturamento na licitação que escolheu as empresas que fornecerão alimentos à Prefeitura nos próximos 12 meses. Os aumentos em relação à última licitação chegam a 40%. Além disso o processo, aparentemente, favoreceu a empresa Comercial Milano Brasil Ltda., que concentrou 92% do fornecimento.

Em 28 de maio, 2004.

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Prefeitura gasta mais em publicidade

Cesar Maia gasta 600 vezes menos o que deveria com Programa de Assistência Social para População de Rua.

Pesquisa feita pelo Fórum Popular do Orçamento revela que a Prefeitura resolveu investir pesado em publicidade neste ano eleitoral. No orçamento aprovado pela Câmara Municipal estava prevista uma dotação de R$ 1.027.698 para publicidade e propaganda. Esta rubrica, no entanto, foi elevada pelo prefeito para R$ 9.219.302, ou seja, um aumento de 897%.

Por outro lado, os investimentos na área social vêm declinando. O levantamento do Fórum mostra que dos R$ 3.038.334,00 destinados ao Programa de Assistência Social para População de Rua apenas R$ 5.263,30 haviam sido gastos até o início deste mês. Com estes números fica bem evidente o modelo de gestão de Cesar Maia.

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Lançamento da pré-candidatura de Eliomar Coelho na próxima segunda (24)

Na próxima segunda-feira, dia 24, será realizado o lançamento da pré-candidatura Eliomar Coelho Vereador na sede do Crea, às 18h30, na Rua Buenos Aires, 40/5º andar. Sua presença é fundamental. Este é o momento de aglutinarmos todos os que acreditam na importância da reeleição do Eliomarum vereador que está do lado do povo e atento aos desmandos do podera fim de garantir a mobilização necessária para, logo mais, colocarmos a campanha nas ruas. Contamos com você!

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Jandira é a única candidata na disputa pela Prefeitura do Rio.

Durante o dia de ontem, a disputa pela Prefeitura do Rio sofreu sua primeira baixa, com a desistência da candidata do PSDB, dep. federal Juíza Denise Frossard. Em carta distribuída à imprensa, a deputada desiste da candidatura após tomar conhecimento pela imprensa, de um acordo da direção carioca dos tucanos de apoiar o atual prefeito Cesar Maia (PFL).

No plenário, a deputada federal Jandira Feghali, indicada neste final de semana pelo Comitê Central do PCdoB como pré-candidata à prefeita do Rio de Janeiro, pronunciou-se sobre a alteração no quadro eleitoral da cidade do Rio. Leia a seguir a íntegra de sua intervenção:

“Neste momento o PCdoB lança a candidatura própria, sem qualquer perspectiva de retirada. Nós vamos até a soberania popular das urnas, vamos trabalhar para constituir esse pólo da esquerda no Rio de Janeiro.

O que aguardamos agora é a generosidade dos outros, no sentido de que compreendam a necessidade de apoiar um projeto inovador e uma nova proposta para a cidade do Rio de Janeiro e de que abram mão, desta vez, das suas candidaturas para reforçar a candidatura do PCdoB, porque outra não será a hipótese.

Aproveito para prestar minha solidariedade à Deputada Juíza Denise Frossard. Não quero me imiscuir nas decisões políticas do PSDB de fazer aliança com quem quer que seja. Quando se trata de um quadro político da qualidade e representatividade da Deputada Juíza Denise Frossard, não se pode ter um tratamento desleal como o expresso pelos meios de comunicação e na sua própria carta de renúncia à candidatura, ser tratada como uma pessoa secundária no processo.

Portanto, quero deixar registrado que a renúncia da Deputada Juíza Denise Frossard reduz a qualidade do pleito, muda o quadro político, dado o peso da sua representatividade. O meu registro não diz respeito a uma questão interna do PSDB, porque a decisão é um problema do partido, mas quero deixar registrada minha solidariedade pessoal, feminina, a solidariedade de quem, como S.Exa., tem um projeto para a cidade do Rio de Janeiro".

Por Gustavo Alves, 29 de abril, 2004

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'Financial Times' ironiza atuação de Garotinho

"Como não ser eleito presidente"

Anthony Garotinho conseguiu. Sua gestão na Secretaria da Segurança e de sua mulher, Rosinha, no governo do Rio, atraiu a atenção do respeitado jornal inglês Financial Times. Mas não exatamente da forma que o casal gostaria. O FT abre sua coluna Observer de ontem com uma nota intitulada "Como não ser eleito presidente". Segundo o jornal, enquanto preparam propostas para economia e segurança com vistas à eleição americana, George W. Bush e John Kerry deveriam olhar para o Rio atrás de dicas sobre o que não fazer.

O jornal diz que Garotinho planeja sua volta ao cenário político desde que perdeu as eleições presidenciais de 2002. "Ele não poderia ter se saído pior", afirma o FT. Segundo o jornal, quando o violência fugiu do controle no Rio, ele decidiu se tornar secretário de Segurança do governo da mulher para ficar em evidência. "Mas a violência fugiu tanto do controle que ele agora estuda erguer um muro ao redor de favelas para contê-las."

O FT também ironiza a atuação do secretário no assassinato do casal Staheli. "Em busca dos holofotes, Garotinho interrogou um suspeito do crime ao vivo na TV por duas horas." O jornal diz que Rosinha "tem se esforçado" para atrapalhar o desenvolvimento econômico do Estado. E diz: a inflexibilidade da governadora levou a Petrobrás a abandonar o projeto de construir um oleoduto que atravessaria o Rio. "E Garotinho ainda tem dois anos pela frente", conclui o FT.

OESP, 14 de abril, 2004

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Pesquisa mede abismo entre asfalto e morro

Quem vive em bairros ricos da cidade trabalha 5 horas a menos e ganha 5 vezes mais que morador de favelas.

O apartheid social que separa morro e asfalto no Rio é traduzido em números por um estudo do Centro de Políticas Sociais da Fundação Getúlio Vargas (FGV), feito em parceria com a Ação da Cidadania e o Banco Rio de Alimentos, do Sesc. De acordo com o “Mapa do fim da fome II”, lançado ontem, moradores das cinco regiões mais ricas da cidade (Lagoa, Barra, Botafogo, Copacabana e Tijuca) trabalham cinco horas a menos do que os moradores de cinco grandes favelas cariocas: Rocinha, Jacarezinho, Maré, Complexo do Alemão e Cidade de Deus. Mas têm renda cinco vezes maior.

Os contrastes entre regiões às vezes tão próximas ficam claros também em outros indicadores. Nos bairros de alta renda, os moradores têm em média 11,8 anos de estudo. Já os moradores das favelas estudam em média 6,2 anos, praticamente a metade. Outro dado dramático diz respeito às taxas de desemprego: 9,9% nos bairros ricos e 19,1% — quase o dobro — nas favelas. No Globo de 16 de abril, 2004. Leia aqui

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Situação financeira das famílias piorou

A situação financeira do carioca piorou no mês de março. De acordo com pesquisa realizada pelo Instituto Fecomércio, com 3,1 mil moradores da região metropolitana do Rio, a população comprou menos, gastou mais e deixou um maior número de contas sem pagar.

Para 56,98% dos entrevistados, as despesas com alimentação, higiene e limpeza cresceram no mês passado. É praticamente o mesmo percentual de pessoas que havia percebido aumento nas despesas no mês anterior. Já o número de consumidores que reduziram o volume de produtos comprados chegou a 30% em março, contra 27,8% em fevereiro.

A parcela daqueles que não conseguiram quitar todas as contas do mês também aumentou de 26,06% para 29,08% no mês passado.

As informações são do Jornal do Brasil de 8 de abril, 2004.

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Campanha PPD

Em solenidade especial realizada hoje (quinta 15), às 15h, no Plenário da Alerj, foi lançada a campanha publicitária da Comissão de Defesa da Pessoa Portadora de Deficiência, presidida pela deputada Georgette Vidor (PPS). A campanha, que será veiculada nos canais de televisão aberta, tem o objetivo de conscientizar a população do Estado do Rio de Janeiro das questões referentes às pessoas com deficiência, colaborando para a total inserção social dessas pessoas.

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"Paz no mundo", não na cidade

Depois de ter apoiado o despejo de famílias pobres, Dom Eusébio Scheid, arcebispo do Rio de Janeiro, aparece em missa na Igreja da Candelária, autora da ação de despejo, no 'Jornal do Brasil' de 09/04/2004.

A Irmandade do Santíssimo Sacramento da Candelária, proprietária da Igreja e de diversos prédios no Centro, queria usar a força policial contra os sem-teto da cidade.

O arcebispo lembrou Jesus Cristo: "Que reine a paz no mundo". Pelo jeito foi só orbi, sem o urbi.

Dona Rosi, uma senhora desabrigada de 74 anos, chegou a propor o fim do programa federal Fome Zero. "Por que ele não acaba com esse negócio de Fome Zero? Eu quero desemprego zero!"

Apenas mais um triste capítulo da hipocrisia cristã por parte de seus quadros majoritários.

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Economia: Alta na cesta do Rio

O custo da cesta de compras do carioca aumentou 0,10% entre 13 e 18 de fevereiro. Foi a segunda alta seguida captada este mês pelo Instituto Fecomércio-RJ. Em fevereiro, a cesta de compras já tinha subido 0,26%. Assim, o grupo de produtos que conta com 32 alimentos, quatro itens de higiene e três de limpeza passou a custar R$ 297,45. Para o Fecomércio-RJ, a alta é comum no início do ano.

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Chame o suplente!

Em dezembro, a Assembléia do Rio deu de Natal a seus deputados mais 93 cargos para afilhados. O petista Alessandro Molon foi um dos poucos que votaram contra. Na época, o deputado Paulo Melo ironizou:

— Se o deputado Molon não indicar ninguém para os cargos, eu renuncio ao mandato.

Molon não indicou e aguarda a renúncia de Melo.

Fonte: Ancelmo Gois, O Globo, 2 de fevereiro, 2004

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Desfazendo um equívoco
3 de novembro, 2003

Comenta-se que Chico Alencar, pré-candidato à prefeitura do Rio de Janeiro pelo PT, desistiu da disputa com o campo majoritário, cujo candidato é Jorge Bittar. Segundo a rádio CBN, Chico disse em entrevista coletiva nesta segunda (3) que "na sexta-feira passada participou de encontro com 200 filiados do PT e que 70% manifestaram a opinião de que ele deveria desistir da disputa".

Além disso, "alegou como um dos motivos da desistência a data marcada para a prévia, que seria realizada em sete de dezembro, o que reduziria o tempo que teria para debater com o outro candidato. O deputado afirmou que desejava marcar a prévia para março do ano que vem". O diretório municipal do PT também não aceitou sua sugestão de que fosse realizada uma consulta à sociedade para saber qual candidato teria mais possibilidade de vencer a disputa.

Não é bem assim. Existe uma brecha no estatuto do PT que diz que se não houver prévias - ou seja, se só tiver um candidato concorrendo - há a possibilidade de se inscrever em outro momento. No diretório nacional, se não me engano. O que o povo do Bittar pode fazer é colocar alguém 'chapa branca', o que fará sentido se levarmos em conta a prática do grupo ligado à Benedita, Bittar e cia.

Essa estratégia se deu porque dentro do PT o Chico não tem chance. Foi uma decisão da base na última sexta-feira (31), no sindicato dos professores, em assembléia amplamente divulgada. O número de pessoas ligadas ao campo majoritário é maior, apesar de o número de militantes históricos e coerentes estarem ao lado de Chico Alencar. A articulação e pessoas próximas agora adotam as mesmas técnicas que sempre condenaram, dando camisa e lanchinho para os militantes pouco envolvidos com política (em parte, é claro). Vergonhoso. 

Ele ia perder as prévias feio, de seis mil a trezentos, calcula-se. Ia ser o final da disputa.

Mais vergonhoso ainda é ficar enchendo a bola do PFL. Não há qualquer justificativa, a não ser fugir da luta. Todos sabem o que é o PFL. Se as pessoas querem dizer: "Desisti, não tenho mais vontade de lutar pelo meu país", que admita isso em público. Mas não venham, por favor, dizer que não há alternativas. Estão aí os movimentos sociais e alguns políticos (poucos, é verdade, mas estão lá) que não nos fazem desistir.

O cidadão deve(ria) ser ativo, mas tem que ser também pró-ativo. Se não, fica reativo e à mercê da estrutura política viciada.

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É Jandira ou Chico!
28 de outubro, 2003

"Os rumos da esquerda nas próximas eleições municipais do Rio de Janeiro dão sinais de mudança. Dentro do PC do B está sendo organizado um movimento para lançar a candidatura da deputada federal Jandira Feghali à Prefeitura do Rio no próximo ano.

O projeto prevê alianças, inclusive com o PT, que, neste caso, teria de abrir mão de candidatura própria". Jornal do Brasil aqui

Será muito difícil para a nossa revista - diria que impossível - escolher entre Chico Alencar (PT) e Jandira Feghali. Já entre a deputada e o outro candidato do PT, Jorge Bittar, vira piada. Em plenária interna do PT realizada ontem no CREA-RJ, Bittar declarou que seu governo estará em sintonia com Brasília.

Resta saber: para entrar na justiça contra os perseguidos da guerrilha do Araguaia, transformar secretaria de meio ambiente em jardinagem ou elevar em 20% o já enorme lucro do Bradesco?

Seria talvez para entrar em sintonia com a governadora Rosinha e repassar verbas da saúde para projetos assistencialistas (como propôs ele mesmo, Bittar, que é relator do Orçamento de 2004 da União). E se não der para cortar, tirar da infra-estrutura.

Não, já sei. Seria para reduzir em 18% as verbas das já falidas universidades federais. Ou reduzir ainda mais as verbas do MEC por conta do "equilíbrio das contas externas".

Não, não. O Bittar quer ser prefeito do Rio para prometer que vai dar ampla atenção à questão da segurança pública para, depois, investir nos primeiros dez meses apenas 10% do orçamento previsto, e 9% nas penitenciárias - como fez o planalto central até 10 de outubro.

E, para disfarçar, vira todos os holofotes para o necessário porém apenas complementar Estatuto do Desarmamento, que sem investimentos como estes tende a ficar inócuo.

É preciso lembrar que Jorge Bittar faria, sem dúvida, um melhor governo que Conde ou César Maia. Mas isso é mais fácil que roubar doce de criança.

É mentira dizer que o PT nunca foi governo no Rio. Esteve no comando do Estado por nove meses, inclusive com a participação de Bittar e cia., e foi o que foi. Passou longe de ser o que Bittar chama de "o jeito petista de governar".

Piada maior foi o atual vereador pelo partido e ex-secretário de Ação Social da Benedita, Adilson Pires. Segundo ele, o principal diferencial de Bittar é que "ele está com tesão para ganhar". Falou ainda que Bittar pode usar a máquina federal para se eleger no Rio. Quem estava na plenária ouviu, sendo que os "argumentos" acabaram, de fato, por aí.

Paulo Pinheiro, deputado estadual que atua na área da saúde, disse nesta oportunidade querer "um governo que faça tudo o que os outros governos não conseguem executar". Estamos pacientemente à espera deste governo em Brasília.

Carlos Minc completou a festa dizendo estar de acordo, sem ressalvas, com Bittar e a política do governo federal. Devemos deduzir que ele inclui a política ambiental nesse meio - e que está satisfeito com ela.

Nós, que gostamos de preservar nosso senso de realidade na política, ficamos com Jandira ou Chico. O resto é resto.
 

Consciência.Net
Rio, cidade partida
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