Paulo Renato de Souza, o professor e ex-reitor da Unicamp
As palavra são
de Pedro Malan, declaradas em nota oficial sobre as greves:
"De janeiro a setembro,
embora estivessem autorizados e prontos para ser liberados, R$ 5,850 bilhões
não foram usados pelos órgãos do governo. Esse dinheiro
poderia ter sido gasto se fosse solicitado. Não teríamos
problemas se os ministros tivessem pedido os recursos. O Ministério
da Educação foi o que menos utilizou os recursos a que tinha
direito. Deixou de usar R$ 822,5 milhões dos R$ 3,9 bilhões
previstos, ou seja, aproveitou 79,1%. O Ministério da Saúde
deixou de sacar R$ 671,9 milhões dos R$ 14,9 bilhões a que
tinha direito. Usou 95,5% dos recursos previstos".
Bom, para matar a charada,
o Cláudio Humberto deu uma forcinha, publicando na sua coluna: “Colheita
no laranjal – O Ministério Público Federal investiga, com
paciência de Jó, denúncias que apontam o ministro Paulo
Renato como o suposto proprietário, através de "laranjas",
de faculdades particulares, em São Paulo e Brasília, criadas
durante o seu período no Ministério da Educação”.
O melífluo da palavra
Arthur Gianotti poderia
ser o ministro do Ministério dos puxa-sacos de FHC. Estava lá
na tevê falando aquelas chorumelas vencidas de quê política
e moral são coisas distintas. Gianotti faz parte daqueles palradores
eleitos pelo stablishement desde a ascensão burguesa que, por meio
de teorias, distanciam cada vez mais a política dos cidadãos,
criando uma entidade etérea, com valores próprios, e sempre
justificada pelas idéias dos grandes gênios, no caso dele,
protegido pelos muros das universidades.
Dizer que política
e moral são coisas distintas fica muito fácil, justificável,
aceitável. É um vexame estas teorias que vêm há
anos prestando um desserviço à humanidade. Política
e moral não se separam, elas se entrelaçam, se fundem no
indivíduo, por que é nele que ela assiste, no ser representativo,
no político.
Em Madri, FHC fez o
discurso “Transição democrática”, foi aplaudido de
pé. Mas bem à maneira do indivíduo, escreveu uma coisa
e falou outra. Ou seja, mandou para a imprensa um e leu outro muito diferente,
foi conveniente, amoral, sem palavra, justificado pela teoria do Gianotti.
No discurso escrito, criticava o levante anglo-americano contra o terrorismo,
exaltando os valores civis, no discurso não quis se indispor. Pensa
uma coisa e fala outra muito diferente...
Daqui a pouco, estaremos
lendo nos jornais que jornalismo e verdade não têm nada a
ver. Depois que a música se separou da arte, tivemos esta maravilha
que está aí, é dividir pra confundir. Talvez seja
por isso que o Gianotti está por toda parte, no jornal, no rádio
e na tevê.
São João Nepomuceno, o guardião da verdade
Nascido em Nepomut,
na Boêmia, seguiu a vida clerical, distinguindo-se como grande pregador.
Por se negar a relatar o segredo da confissão da Rainha Joana, o
rei Wenceslau da Boêmia ordenou que ele fosse lançado ao rio
Moldávia. Recebeu pelo seu martírio o título de Protomártir
do Sacramental Sigilo ou Mártir da Confissão.
A verdade estava em
seu coração, não poderia viver fora dela...
Petrônio
Souza é neto do Seu Chiquinho
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