Não esqueçam o Bobo da Corte, por Petrônio Souza
    Depois de ressuscitar o Poder Moderador de Dom Pedro I, FHC recebe o poder interventor encarnado na visita do neoliberal Tony Blair, inspecionando a eterna colônia Tupiniquim. Tony Blair, o Ciro Gomes inglês, é o garoto propaganda da globalização hegemônica, financiada pelo G8 que suga suas colônias até os dias de hoje.

    Tony Blair conquistou o parlamento inglês, com uma conversa mole de esquerdista revolucionário, e agora sai ao mundo anunciando as trombetas do novo Deus do Novo Mundo: a globalização.
    Não posso deixar de fazer um paralelo entre Ciro e Blair, pois ambos adoram o poder, são desenvoltos, moços, e sabem muito bem a quê, e para quem vieram. Ciro, atualmente se diz de esquerda, prega a terceira-via – mão que Blair pegou há muito tempo – e vai peregrinando e vendendo esta idéia mundo afora. Blair, depois de aclamado como um ‘novo líder’, sai visitando suas ‘colônias’ e representado o poder interventor mandatário. Ciro, o ex-PDS, ex-PSDB, se diz contrário a tudo que representou, Blair se revelou o contrário a tudo que pregou.
    Tony Blair e Ciro Gomes até no nome se parecem, um, é a versão pior ou melhorada do outro. Quem duvidar, que pague para ver, pois está sessão, tem um final anunciado...
Assim falou Brizola

    Brizola quando esteve em Belo Horizonte, articulando a filiação de Itamar Franco no PDT, o velho caudilho, alicerçado por tudo que passou e viveu, assim falou/declarou à imprensa mineira:
    “Se um dia o presidente Fernando Henrique Cardoso amanhecer bem inspirado, como um patriota, e quiser renunciar, eu aplaudiria, mas não podemos criar uma situação que não é realidade. Então, temos que apostar nas próximas eleições.”
    “Se Lula insistir com a sua candidatura, estará sendo egoísta. Nós já o apoiamos três vezes. Precisamos agora de uma fórmula que dê segurança.”
    “Se Lula agisse mesmo como um patriota, teria me dito em 1989: ‘essa é a sua vez. Esse estado teme a ti e eu vou te ajudar a ser presidente’. Hoje ele estaria na presidência. Collor não passaria naquele debate se tivesse disputado comigo. Lula não perdeu por incompetência, mas porque não tinha experiência.”
    “Os interesses internacionais já penetraram no Brasil de uma forma intolerável. Não podemos excluir os estrangeiros, mas não podemos entregar o país. Precisamos de um candidato que possa somar nesse sentido.”
    “Eu me sinto mais capacitado que os ministros do Tribunal Superior Eleitoral para falar sobre a urna eletrônica, porque tenho a minha mente de engenheiro. Essa urna não permite a recontagem. Na minha concepção, a eleição de Fernando Henrique não foi legítima e a reeleição também. Para mim, Lula ganhou de Collor e Fernando Henrique”.
    “Da forma como está, a urna eletrônica faz o próximo presidente. Se disserem que o ministro da fazenda Pedro Malan, é o candidato, ele ganha.”
    Entenda, quem puder entender...


Êta vida besta, meus Deus!

E agora, José?

A festa acabou,

A luz apagou,

O ouro sumiu,

A Argentina ruiu,

O interventor voltou,

A noite esfriou,

E agora, José?

- Faremos escambo.


O perdão revelador

    Batizada como Margarida, ficou conhecida como Rita. Nasceu em Roccaporena, perto de Cássia, na Itália em 1381.
    Conta-se que desde a infância demonstrava traços de santidade. Teve uma vida atribulada. Casou-se, foi por duas vezes mãe, e tempos depois, teve o marido assassinado. Os filhos, juraram vingar a morte do pai. Rita, que já perdoara os culpados, rogava para que não se cumprisse a vingança, preferia ter os filhos mortos que assassinos. O que se cumpriu. Santa Rita, viúva e sem filhos, foi morar em um convento, onde teria recebido uma das chagas de Cristo em sua testa.
    O perdão inundou o coração de Santa Rita de Cássia, e ele, transborda amor para todo o mundo até hoje.

Petrônio Souza é produtor artístico e fotógrafo.


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