Os Três
Cavaleiros do Apocalipse, por Petrônio Souza
Empresariando artistas
da MPB – estávamos em ‘tournée’ – cheguei a uma pequena cidade
do nosso paupérrimo Vale do Jequitinhonha, nordeste mineiro. À
primeira vista, surpreendi-me com os estado da cidade. A cidade era pequena,
mas se via que estava às mãos de um bom "jardineiro" e por
isso floria, contrastando com as outras cidades do Vale, que há
pouco conheci. Surpreso, perguntei a um dos contratantes, o Sercretário
de Saúde da cidade, e ele revelou-me os dados da pequena Caraí:
índice de analfabetismos bem abaixo da média da região,
mortalidade infantil quase zero, desnutrição infantil zero,
um sucesso de administração pública que fez com que
por duas vezes, o governo do estado, à época, fosse visitar
a pequena/grande cidade, que era uma referência de boa administração
e orgulho do Estado. Indaguei ao Secretário como que se deu todo
processo e ele com um riso e orgulho me contou:
- É
que há algum tempo saiu uma turma de Caraí para estudar em
Belo Horizonte, aí quando nós nos formamos, voltamos e tomamos
o poder, então fazemos aqui todo o trabalho que na Capital aprendemos.
Os meninos
de Caraí saíram da sua cidade para estudar e quando voltaram
para a terra natal, fizeram da pequena uma grande cidade, era uma lição
de amor. FHC, José Serra e Pedro Malan saíram do Brasil,
foram estudar fora e fomentaram os seus ódios do Brasil e dos brasileiros.
Quando voltaram para a terra natal, fizeram da grande nação
uma pequena província do capital internacional, era uma lição
de desamor à pátria.
Em artigo
publicado recentemente na revista Caros Amigos, "Anatomia de um ostracismo
nas ciências sociais: Ruy Mauro Marini", o articulista Gilberto Felisberto
Vasconcelos revela as posições do sociólogo
Ruy Mauro Marini que há trinta anos escrevia um artigo profético
sobre FHC e José Serra. Assim começa o texto: "Acorda, professorança
desses Brasis universitário! É preciso estudar com urgência
o artigo de Rui Mauro Marini sobre FHC e Serra escrito há mais de
30 anos, para inclusive aliviar o vexame que se abate sobre as ciências
sociais, o ponto midiático inicial que levou o tucanato impatriótico
ao poder em 1994."
Esta
dobradinha FHC e Serra já vem de tempos, e Pedro Malan é
o grande agente laranja infiltrado nas diretrizes da nossa política
nacional. Malan parece um chinês que não sabe nada de Brasil
e nem dos brasileiros, e tudo que ele viu e conheceu do Brasil foi através
dos livros das grandes universidades. Recentemente, o vice-governador de
Minas, Newton Cardoso, ironizou na imprensa sobre a visita de Pedro Malan
ao estado, dizendo que ele veio aqui para ver se o estado existia mesmo.
Malan sempre foi um turista no Brasil e está aqui cumprindo ordens
do FMI. Foi Malan quem proibiu, há seis anos, qualquer investimento
no setor energético, para desvalorizar as empresas e vendê-las
barato aos seus financistas estrangeiros, que tentam a todo custo concluir
o intento nazista de domínio do mundo.
A crise
energética já se anunciava num distante 99, quando um grande
blecaute quase deixou todo o país às escuras. FHC, seguindo
as determinações dos conquistadores do mundo, reagiu em profundo
uníssono quanto à questão, e agora decreta um AI-5
à avessa, passando por cima da constituição nacional
e cassando os direitos do cidadão brasileiro.
Mais
à frente no artigo de Gilberto, ele revela que o sociólogo
Marini acusou FHC de ser "um Sancho Pança do Pentágono, cacifado
(junto com Serra) para eliminar do meio universitário a questão
do socialismo na América Latina". Lembro-me que pouco antes da morte
de Florestan Fernandes, em artigo publicado no Caderno Mais, da Folha,
ele declarava com todas as letras que sua maior decepção
era o governo e o ex-aluno FHC. FHC sempre decepcionou as pessoas próximas,
como o tio general Felicíssimo Cardoso, que avisou/declarou aos
amigos que FHC não era confiável.
É
de impressionar observar a determinação destes homens quando
querem acabar com o Brasil. Corrompem a política nacional até
as suas bases moralizando a corrupção, vendem/doam o patrimônio
nacional, freiam o desenvolvimento social e econômico, anulam o pequeno
e médio empresariado, duplicam a divida externa, triplicam o desemprego
e a exclusão social, roem toda a estrutura do ensino médio
e fundamental, e nós assistimos a toda esta derrocada em pleno consentimento.
Citando
Barão de Itararé que afirmou: "Todo homem que se vende recebe
muito mais do que merece", e bom nem pensar o que espera por FHC, Serra
e Malan, a diabólica trindade.
Petrônio
Souza é produtor artístico e fotógrafo
Consciência.Net