Sermão
Quem nunca recebeu um sermão após ter feito algo errado? Ou após não conseguir o que desejava? Acho que todo mundo já recebeu sermões. E também já os deu. É claro que são válidos. Isso eu não discuto. O que quero discutir é o mau uso do sermão. E também a necessidade de as pessoas receberem um afago, um afeto e não apenas palavras.

Acho que os sermões mais inteligentes estão presentes na Bíblia. Não quero discutir as bases religiosas, até porque não tenho nenhum domínio. Apenas sinto que suas histórias são extremamente inteligentes e até sábias. Histórias que pregam humildade, amor, vontade e outro podem nos ensinar boas lições. É horrível errar. “Mas é errando que se aprende”. Um sermão que todos conhecem. Este é um clássico exemplo de sermão sábio, se ajusta a todas situações. Há aqueles que não ajudam em nada algumas pessoas. Depende da ocasião e do sentimento do indivíduo. Não adianta dizer para uma pessoa que está sofrendo a perda de alguém que “são coisas da vida”.
Não adianta. O mais sensato, a meu ver, é dar um abraço e dizer poucas palavras. Aquele afeto que guardamos tanto deve ser usado ali. Quando não há palavras, apenas olhe nos olhos da pessoa e faça uma cara sensível. Mesmo. Tente mostrar que você também está ali, sofrendo. Use as mãos, as suas com as dela, e dê um abraço.

Acho que o sermão é algo válido, mas ele precisa ser precioso. Nunca peça para a pessoa nada. Não prometa. Não julgue. Apenas seja amigo, se isso é pouco... Acho que é tudo. Enfim um sermão sensato: “Faça com que suas palavras sejam melhores do que o silêncio”. Você já deve ter ouvido em algum lugar, portanto ensine-o.

Thiago Brigada


Consciência.Net