Não sei, por Thiago Brigada
    Já se ouviu dizer que é ótimo poder falar “não sei” ao ser perguntado sobre algo ou então ao ser pedida uma opinião. Essa conversa para muitos hoje não é mais uma “conversa fiada”.

    Porque quando se passa a escutar novas coisas, e por serem novas, não se compreende, fica-se, como diria a juventude carioca, “boladão”. Sei lá! Fica-se sem saber o que falar. E muito menos o que pensar. Talvez, talvez não, certamente é por isso que estou escrevendo. Para poder pensar em algo.
    Eu acho, e afirmo eu mesmo, eu acho que deveria assumir o termo “não sei” na minha rotina diária, mas é um ato precário para a condição deste eterno aprendiz. Mas aos poucos eu vou assumindo os “não sei”s da vida cotidiana. Eu gosto de saber das coisas, até um certo ponto. E ao não saber de alguma coisa, fico “boladão”. Devemos sim aceitar novos horizontes, novas possibilidades, dessa forma poderemos atingir maiores níveis de sabedoria e cultura.
    É apenas uma “conversa fiada” que não valeu a pena de ser debatida até hoje, pelo menos para alguns. Mas hoje ela valeu. É claro que não vou concluir um debate – quem diria, um debate com apenas uma pessoa... – como se fosse dar um xeque-mate num tabuleiro de xadrez. Mas ao menos no xadrez eu teria um adversário para me opor e para que eu tentasse atos ou jogadas para o meu progresso. Aqui não tenho adversários para me opor, mas um oponente que é minha própria sabedoria.

Thiago Brigada


Consciência.Net