O terrorista, qualquer que seja a sua motivação política ou a sua história, geralmente a justificativa, é alguém que ultrapassou o limite da sanidade, no caso de Bush, ou da suportabilidade, no caso de homens bombas palestinos.
No início da semana que termina o principal líder, ou pelo menos o visível, da organização terrorista que ocupa a Casa Branca, George Bush, de cara limpa (pela manhã, ainda não havia começado o "expediente" e nem comido nenhum pretzel), afirmou que se Saddam não desse um fim aos tais mísseis não permitidos, a guerra era inevitável.
No fim da semana Saddam anunciou que vai destruir os mísseis e as principais redes de tevê do mundo, mesmo as oficiais como a "CNN", a "Foxnews", mostraram atividade nesse sentido por parte do governo iraquiano.
Aí, o terrorista da Casa Branca vem e diz que isso é trapaça, que "manobra para enganar", quer dizer, o cara quer a guerra de todo jeito, de todas as formas, até se Saddam for derrubado, pois está dizendo que vai espargir democracia pelos países do Oriente Médio. "Novos ventos".
Fica definido depois da fala de Bush que controle do petróleo e de uma importante região do mundo, com intuitos imperiais, com a cumplicidade de herr Sharon, uma espécie de Goering nessa aliança que envolve ingleses, espanhóis, italianos e australianos, que tudo isso é sinônimo de democracia.
Como o terrorista Bush vai fazer não sei. Pesquisas indicam que em seu país as pessoas começam a perceber que a verdadeira trapaça foi sua eleição. A maioria já se mostra contra a guerra desde que o governo do Iraque cumpra as decisões dos inspetores da ONU. E boa parte dos norte-americanos já não quer ver Bush noutro mandato, temem pela própria sorte.
Circulam por todo o mundo simulações do projeto Guerra nas Estrelas, outra decisão insana de Bush. Imagino que deva ter entendido "Jornada nas Estrelas" ao contrário e esteja disposto a incorporar o bandido, para lutar contra quem não sei.
O Iraque somos todos nós. Um terrorista para-militar que preside a Colômbia, Álvaro Uribe, parceiro menor de Bush, quer que o governo brasileiro considere as FARCs como organização terrorista, como há cerca de um mês pediu a ocupação militar da Amazônia pelos Estados Unidos. Falou em combate ao narcotráfico, a guerrilheiros, no melhor estilo de governador geral para a sua província. Falou para a corte.
O que precisa ser entendido em toda essa operação irresponsável do IV Reich, o novo Eixo, Estados Unidos, Inglaterra, Itália, Espanha, Austrália e Israel (e outros menos votados) é que o que está, de fato, em jogo, é muito mais que a paz. É o sentido da vida, lato senso. A liberdade, tanto quanto a soberania de cada uma das nações do mundo.
A ofensiva contra o Iraque, ocorra ou não e deve ocorrer, o cara é louco de pedra e está a serviço de bandidos do petróleo e da indústria armamentista, não importa que Saddam seja um ditador, o alvo real não é Saddam, é um ataque direto a todos os países do mundo, a todos os povos.
Vem aí a república dos pretzel e dos hambúrgueres. Mcdonald's vai virar símbolo de prosperidade.
Laerte Braga é
jornalista e analista político. [laerte.braga@uol.com.br]
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