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Gilberto Rocha
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Não faz muito tempo, na cidade do Rio de Janeiro foi debatida a necessidade de se construir o museu Guggenheim. O mesmo problema que ocorreu no Rio se repete em Foz do Iguaçu, uma cidade que já atrai turistas durante todo o ano agora quer fazer uma obra faraônica achando ingenuamente que com isso atrairá mais turistas.

A cidade pretende construir a maior estátua do mundo, mas quem vai para lá não vai pelas intervenções humanas, muito pelo contrário. Vai buscar a Natureza em seu estado mais puro.

Acredito até que quem for à cidade vai tirar foto do monumento, até porque de qualquer lugar da cidade se verá o grandalhão. Assim como no Rio o Guggenheim não representaria aumento significativo no turismo, Foz do Iguaçu não receberá mais pessoas porque ter a maior estátua do mundo.

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A nova moda no Rio é brigar nas boates. Afinal, não é todo dia que a Globo dá tanto Ibope para esses marginais. Aparecer na TV fazendo gestos obscenos, mesmo que seja com o rosto coberto.

É o ápice, mas não pode ser de um ângulo qualquer. Tem que mostrar aquela tatuagem ou aquela cicatriz, para provar à “galera” que aquele troglodita realmente é o animal do “amigo” deles. Na verdade eles gostam de se mostrar, brigam para se mostrar, agora para aparecer na TV são capazes até de matar.

Foi o que aconteceu no final de semana passado, quando o marginal pensou (se é que ele pensa) que se arrumasse mais uma briga só apareceria na Record e na CNT, então resolveu tentar matar. Esfaqueou, porque assim pelo menos o RJTV o mostraria, e se desse sorte até a Fátima Bernardes falaria o nome dele à noite.

A mídia deveria estampar o rosto dos pais desses irracionais, pois eles também são culpados e deveriam ter vergonha dos filhos que têm. Uma pessoa com o mínimo de educação nunca faria uma coisa dessas, por pior que seja a influência de amigos e os treinamentos das academias. Esses pais nunca educaram seus filhos e por isso tem parcela de culpa.

Imagine esses pais indo ao trabalho um dia após seus filhões aparecerem algemados na TV, imagine-os entrando no elevador, dando bom dia ao porteiro, tudo se torna constrangedor e por isso peço, não mostrem os monstros, mostrem os pais deles.
 
 

 
Coluna de 30 de março, 2004.
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