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O pudim enigmático
;)
O
sítio www.pudim.com.br é uma piada. Há pelo menos
cinco anos, mas pode ser muito mais, este endereço exibia uma foto
velha de um pudim e... só. Mais nada. Sem contato, sem esclarecimentos,
só a foto, meio escura, do pudim.
Por cinco
anos, essa estranha página me fez gastar, todo ano, um minuto para
entrar no endereço e verificar se ainda permanecia a foto do pudim.
No começo de 2006, entrei no sítio e... surpresa! Agora a
foto sumiu, e no lugar foi colocada a palavra “pudim” 390 vezes, em laranja,
com algumas poucas palavras em verde, azul e por aí vai. No final,
no entanto, apareceu um contato: “pudim@pudim.com.br 2005”.
Não
resisti:
“From:
GB; To: pudim@pudim.com.br
Sent:
Saturday, January 28, 2006 12:09 PM
oi. Há
quantos anos o site existe? Por que vocês nunca colocam nada? Cadê
aquela foto do pudim? Por que vocês tiraram? abraços”.
E a resposta
veio dois dias depois:
“Oi,
GB. Não sabemos há quantos anos o site existe. Faz tempo.
O Pudim é tudo o que temos. Para mudar um pouco. O Pudim agradece
sua atenção. Valeu.”
::::31/1/2006
Ah, entendi.
Lendo
a grande imprensa brasileira diariamente, finalmente entendi o real significado
da expressão “análises econômicas”.
::::29/1/2006
Não sei se o
Bush é o anticristo, mas...
Tá
lá no Tao Te Ching, compilado em 300 a.c.:
‘(...)
Quando morreu a consciência do povo,
Falou-se
em autoridade do governo
E lealdade
dos cidadãos’ – Lao Tse, fragmento final do poema 18.
Acerca
de Bush e a explosão de movimentos sociais:
‘Tenro
e flexível é o homem quando nasce
Duro
e rígido quando morre
Tenras
e flexíveis são as plantas
Quando
começam,
Duras
e rígidas quando terminam.
Rígido
e duro o que sucumbe à morte,
Tenro
e plasmável o que é repleto de vida.
Quem
julga ser forte só pelas armas
Não
vencerá.
Árvores
que parecem possantes
Sempre
se aproximam do fim.
Pelo
que vale isto,
O que
é grande e forte
Já
está a caminho da decadência.
Mas o
que é pequeno e plasmável
Isto
cresce.’ – Lao Tse, poema 76 do Tao Te Ching
Afeganistões,
Iraques e demais massacrados:
‘Que um
país seja pequeno
E de
escassa população –
Que importa!
E se
suas forças armadas
Fossem
de apenas 10 ou 100 homens,
Que nem
usassem suas armas –
Deixemos
seus habitantes viver em paz
E cultivar
seu torrão de terra!
E se
não usassem seus navios,
Nem os
seus carros de batalha,
Nem suas
armaduras –
Deixemo-los
voltar às tradições paternas!
Estão
contentes com seus alimentos,
E felizes
com seus trajes,
Acham
lindas as suas moradias
E bons
os seus usos e costumes
E se
tão próximos deles fossem os vizinhos,
Que se
ouvissem o canto dos galos e o latir dos cães,
De lá
pra cá e de cá pra lá
Deixemo-los
viver em paz!
Envelhecer
contentes
Morrer
tranqüilos...
Mas não
os privemos de sua liberdade.’ – Lao Tse, poema 80 do Tao Te Ching
Bom
livrinho esse Tao, tem até dicas de como assistir ao Jornal Nacional:
‘Quem
conhece a sua ignorância
revela
a mais alta sapiência.
Quem
ignora sua própria ignorância
Vive
na mais profunda solidão.
Não
sucumbe à ilusão
Quem
conhece a ilusão como ilusão.
O sábio
conhece o seu não-saber,
E essa
consciência do não-saber
O preserva
de toda ilusão.’ – Lao Tse, poema 71 do Tao Te Ching
Ou
dicas de turismo para o Rio de Janeiro:
‘Um grande
estado deve ser
Como
um vale profundo,
A que
afluem os rio menores.
Deve
ser como o lar dos povos,
Como
a mãe dos estados menores.
Assim
como, na vida humana,
A fêmea
sempre subjuga o macho
Por sua
suavidade e recipiência,
Assim,
na vida pública:
O estado
sempre vence os outros quando é receptivo.
Receptividade
revela superioridade.
Seja
o estado grande ou pequeno,
O que
importa é que o grande estado nada queira,
Senão
unir e favorecer.
E que
o estado pequeno não queira
Outra
coisa senão o bem comum.
Assim,
nessa mútua colaboração,
Lucra
cada um dos dois poderes.
A verdadeira
grandeza se revela sempre
Pela
receptividade e pelo auxílio mútuo.’ – Lao Tse, poema 61
do Tao Te Ching
::::28/1/2006
Ditados revisados
Devagar
com a dor que o santo é de farra.
::::28/1/2006
Nunca é demais
relembrar
“Vou
dizer uma coisa aqui que os economistas não gostam que eu diga:
o país não pode continuar pagando essa quantidade de juros”.
De quem?
Do Lula? Acertou. =)
No jornal
“O Estado de S. Paulo”, em 17/1/1999.
::::27/1/2006
Tá ficando chato
Falta
de criatividade esse negócio de chamar de stalinismo tudo o que
não gosta.
::::27/1/2006
Engraçadinhos
“O
Gmail não está disponível no momento. Com os dedos
cruzados, tente novamente daqui a alguns minutos. Pedimos desculpas pelo
transtorno causado.” :^)
::::27/1/2006
A vida não poderia
existir sem eletricidade
“(…)
You couldn’t even walk without electricity, cause your muscles wouldn’t
work. Your heart wouldn’t work without electricity. I can go further: you
couldn’t even think without electricity. I realize that are people that
cannot think even with electricity [risos da platéia],
but they are not in my audience today.”
Interessante
palestra
do físico Walter H. G. Lewin no MIT School of Engineering Professional
Education Program sobre eletricidade e magnetismo.
::::26/1/2006
Em
um lenço de papel
::::25/1/2006
Quero-queros em desespero
O fotógrafo
é Cesar Loureiro, n'O Globo de hoje.
O quero-quero
é uma ave encontrada em áreas alagadas. O que faziam no Maracanã?
Nada que
a gente não
venha avisando.
::::24/1/2006
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