Fecharam a
Fábrica de Mártires? (parte 2), por
Renato Kress
A habilidade norte-americana e a capacidade
multinacional de controlar as mentes assegura solidamente o império
dos opressores sobre os oprimidos. Roma nos ensina isso, para dominar um
povo é preciso subjugar a sua cultura e impor a cultura, a língua
e os costumes do Império, fazendo-os, aos dominados, sentirem-se
mais "nacionais", enquanto são explorados da mesma forma.
A força bruta
não é a solução. A dominação
cultural subliminar já vem sendo estudada, inclusive com adaptações
dos estudos maquiavélicos, pela constatação da maior
eficácia dentro do campo inconsciente do ser. Burrice e força
bruta são coisas do passado, hoje em dia os dominadores são
intelectuais inescrupulosos grupados em fabricantes de persuasão
clandestina como o Manhattan Institute, a Brookings Institution, a Heritage
Foundation, o American Enterprise Institute e o Cato Institute, entre outros.
Instituições que estão sempre convidando repórteres,
professores, administradores públicos, dirigentes, sociólogos,
economistas e outros que, posteriormente irão se encarregar de disseminar
os códigos, as ideologias e informações jurídicas,
sociais e econômicas que estas instituições fornecem
para resolver os problemas que elas criam, claro que códigos que
condigam com a ideologia neoliberal.
Todas essas instituições
estão abarrotadas dos futuros presidentes, ministros e senadores
da América Latina, África e Ásia em suas palestras,
assim como Fernando Henrique, antes de se tornar ministro de Itamar fazia
parte do público cativo de seus seminários, onde, entre outras
coisas, ele aprendia a desestabilizar e destruir a soberania de um país.
Assim como ele, há anos atrás, hoje em dia há milhares
de intelectuais brasileiros, mexicanos, bolivianos, sulafricanos, russos,
albaneses, franceses, iugoslavos e outros dentro das esponjas sugadoras
que são as universidades, os laboratórios e as empresas norte-americanas.
Milhares de cérebros abduzidos.
A dominação
estabelecida com a criação de uma nova ordem mundial tende
a um domínio norte americano. A política externa norte-americana
tende a reger a política internacional, uma vez que está
à frente das instâncias multilaterais que determinam os destinos
do mundo, como a Organização das Nações Unidas
(ONU), o Grupo dos sete países mais industrializados (G-7), Fundo
Monetário Internacional (FMI), Banco Mundial (Bird), Organização
Mundial do Comércio (OMC), Organização de Cooperação
e Desenvolvimento Econômico (OCDE) e Organização do
Tratado do Atlântico Norte (OTAN).
A ideologia neoliberal,
com os seus afluentes no consumismo capitalista e na transnacionalização
das indústrias, é também insuflada pelo "novo mundo
virtual", os gigantes da informática, Microsoft, IBM e Intel, e
os maiores da Internet, Yahoo, Amazon e America On Line, advêm do
centro do neoliberalismo, os Estados Unidos, e primam por sua ideologia.
A nova estratégia
dos centros de poder é exercer a hegemonia no campo cultural e ideológico.
Obtendo o Domínio sobre os símbolos culturais. Esse "delicioso
despotismo", nas palavras de Ignacio Ramonet- editor do Le Monde Diplomatique,
exerce simultaneamente o domínio sobre as indústrias culturais
e o nosso imaginário. Isso floreado por um lindo discurso de liberdade
de escolha e de liberdade de consumo. O campo da publicidade, por exemplo,
é dos que mais crescem ultimamente, o marketing já não
aspira vender uma marca, mas uma identidade.
O controle de cabresto,
imposto pela força já está sendo substituído,
gradativamente, pela submissão, seguida de "lavagem cerebral". O
enlevo já vem se instalando em nossas mentes, apostando na nossa
sede de prazer e a identificando conforme as suas ideologias, enxertando
idéias que não são as nossas e nos escravizando.
Até quando nos
subjugaremos?
Renato
Kress
Consciência.Net