Estamos nós como
sempre, época de eleições – não por acaso Copa
do Mundo também –, correndo contra o tempo para produzir material
suficiente contra a número um do miserê, como bem explicitado
na Caros Amigos, Roseana Sarney.
Lutar contra toda essa
lavagem cerebral propagandista é complicado. É quase como
um e-mail que recebi outro dia, contando as diretrizes do PFL, seus programas
de desgoverno para terminar a doação do patrimônio
nacional, que iniciava da seguinte maneira: "Agora que a Roseana Sarney
é a sua presidente e você não tem mais nada a fazer
(...)". O tempo não tem sido muito amigo, não.
Faço às
vezes umas preces a Cronos; que me dê alguns meses com dias de 36
horas. (É, eu sei que não sou o único, leitor). Esse
tempo de internet, tevê a cabo, globalização, FMI,
CPI, CPMF, IPVA, IPTU, Imposto de Renda, Condomínio, "encargos sociais",
déficit interno, déficit externo, falsa valorização
da moeda arquitetada na venda e empréstimo de dólares contínua,
entrevistas e matérias compradas na Veja tanto pelo "esquerda light"
, Ciro Gomes, quanto pela engomadinha e pré-fabricada andróide
política representante mais baixa e facilmente discernível
máscara do pós-coronelismo tupi, Roseana Sarney, volta das
críticas ferrenhas de Gabriel O Pensador num último CD maravilhoso,
a trama "imperdível" de O "Crone", Big Brother (sinceramente não
tenho tempo para desancar críticas a um programa que é auto-clean,
como o famigerado "No limite" apenas imita mais um enlatado americano que
deu completamente certo, porque desviou a atenção do público,
seja do que o curtia, seja do público que perdia tempo criticando,
de assuntos mais importantes – ele se esgotará, "irá ao esgoto"
simplesmente pelo que é), fim do apagão – tá todo
mundo achando que o Sr. Engomadinho Cardoso foi super dinâmico na
resolução do problema, não é? Daqui a pouco
ele volta no aumento do preço do impulso elétrico, cês
vão ver – a crise na Argentina, – Diversos estudos da Escola Superior
de Guerra previram o Apagão e até mesmo a crise estava prevista
no livro que escrevi entre 1998-99 – e a famigerada "Guerra" contra o terrorismo
– onde, aliás, os E.U.A. deveriam em primeiro lugar combater a si
mesmos, o que seria no mínimo engraçado, imaginem cada congressista
ou mesmo cada político americano jogando a sua granada destravada
para o céu e esperando cair...
Infelizmente isso não
vai acontecer (eu acho). E vamos continuar vendo o tempo passar, acumulando
encargos para os nossos filhos e netos que talvez, se tiverem culhão
pra isso, possam desamarrar essas tirinhas que nos fazem fantoches tão
fáceis, dóceis e submissos. Comecei o texto com uma citação
e não estou resistindo a terminar com duas de presente pro nosso
futuro de flores, bons votos!
"Escarra na mão vil que te afaga"
– Augusto dos Anjos
"Até quando você vai ficar
levando porrada?" – Gabriel, o Pensador