Ideologia
política só traz resultados virtuais, por Maria Izabel
Bruginski
No mundo universitário sempre
houve e ainda há partidarismo. Os que se dizem esquerda e os defensores
da direita.
Enquanto o lado petista
grita, faz escândalo, sapateia, os tais neoliberais de direita respondem
do alto de sua arrogância, com um cinismo irritante um escracho intelectualmente
e gramaticalmente correto.
Mas os universitários
precisam ver a realidade!!!! Vale lembrar que esta situação
já existe há anos. Todavia, por que não muda? Talvez
pelo motivo de que ninguém lembrou de perguntar a uma pessoa que
já tenha passado por essa situação. Pois foi o que
fiz.
Os relatos chegaram na
mesma conclusão: que a política visa apenas poder e o simples
fato de mencionar a algum membro que se utiliza dela afirmando que o que
importa é o “bem comum” gera urticárias nos mesmos.
Porém, houve um
que realmente me fez refletir. Um senhor, já grande executivo de
uma grande empresa, fez uma análise curiosa. Quando ainda era acadêmico
havia dois grupos partidários e um terceiro, que não se envolvia.
Ele era deste, no qual defendia-se que era mais eficaz estudar, ganhar
dinheiro, ajudar instituições, ONGs, ao invés de ficar
discutindo ideologias. Inclusive, nessa época já era vonluntário,
bastante atuante como seus colegas do terceiro grupo.
Anos depois, fazendo uma
especialização no exterior, deparou-se com vários
colegas deste “terceiro grupo” e constatou que todos estavam engajados
em causas sociais, fosse em ONGs, mantendo instituições,
prestando melhorias nas empresas que trabalhavam em favor da qualidade
de vida dos funcionários.
Quando entretanto deparou-se
o que havia acontecido com os amigos dos grupos partidários, todos
estavam coordenando empresas que eles refutavam por ser capitalista ou
ao lado de pessoas de esquerda corruptas. Disseram que perderam tempo naquelas
discussões e agora precisam recuperar o tempo perdido, pensando
apenas neles. Claro que lhes foi perguntando das causas sociais que tanto
defendiam e disseram com agradável desprezo que isso não
tinha importância...
Após essa história
fica fácil perceber que mudar as coisas brigando por ideologias
não funciona. O que realmente faz com que o bairro, a cidade, o
país, o mundo fique mais humano são atos pequenos, constantes
de uma palavra muito usada demagogicamente, mas pouco praticada que é
a tal da cidadania.
Adianta, por exemplo,
criticar o governo pela falta de estrutura, falar mal e correr para o plano
de saúde que abusa de seus conveniados e estes continuam calados?
Quem preocupa-se em doar sangue ao menos uma vez por ano? Alguém
ajuda uma instituição de vez em quando?
Enfim, política
é coisa de “ratos” e o que faz as coisas andarem para frente são
atos de cidadania de pessoas que nada tem a ver com o partido tal, ou alguém
defendendo uma ideologia erroneamente interpretada ou aplicada. Cada um
ajudando sempre e como pode é o que fará do nosso planeta
um lugar mais humano e igual.
Maria
Izabel Bruginski
Consciência.Net