O Vaticano criticou duramente
Israel hoje por obrigar os palestinos a viverem em uma "situação
injusta e humilhante" e criticou os atentados terroristas contra o Estado
judaico. Em um comunicado marcado por declarações fortes,
o Vaticano afirmou ter convocado ontem os embaixadores israelense e norte-americano
junto à Santa Sé para discutirem a crise no Oriente Médio.
Além de ter condenado
os atos de terrorismo, em uma referência aparente à recente
onda de atentados suicidas realizados por palestinos, o comunicado trazia
uma longa lista de críticas a Israel. O documento afirmou que o
papa João Paulo 2º "rejeita a situação injusta
e humilhante em que os palestinos são obrigados a viver assim como
a represália e os ataques vingativos que apenas alimentam o sentimento
de frustração e o ódio".
Em uma outra aparente
crítica a Israel, o Vaticano pediu que a força fosse usada
de modo equilibrado para "atos de legítima defesa" e com respeito
às resoluções da ONU (Organização das
Nações Unidas). O comunicado é divulgado no momento
em que os tanques israelenses ocupam várias cidades da Cisjordânia,
entre as quais Belém, onde cerca de 200 palestinos armados se abrigaram
na Igreja da Natividade, um dos locais mais sagrados do cristianismo.
A ONU aprovou no sábado
(30) uma resolução exigindo que Israel se retirasse das áreas
palestinas. A agência de notícias do Vaticano, Fides, pediu
hoje por uma solução pacífica para o impasse em Belém.
Segundo a agência, cerca de 40 monges e freiras católicos
estavam dentro da igreja, assim como 30 monges ortodoxos gregos e armênios.
"Se isso não acontecer, o local onde Jesus nasceu se tornará
o teatro de massacres e da violência", disse a Fides.
Consciência.Net