EUA garantem impunidade a Sharom
27.12.02

Na 6ª feira, dia 20 de dezembro de 2002, os EUA usaram seu poder de veto no Conselho de Segurança da ONU para rejeitar o projeto de resolução da proposto pela Síria condenando Israel "pela morte de vários funcionários das Nações Unidas nos territórios palestinos". Nos últimos dias, vem sendo freqüente o assassinato de funcionários da Agência das Nações Unidas para ajuda aos refugiados palestinos (UNRWA, na sigla em inglês) pelas tropas de Sharom. Em 22 de novembro foi a vez do britânico Iain Hook, morto a tiros no acampamento palestino de Jenin, na Cisjordânia; em dia 6 de dezembro, dois palestinos integrantes da UNRWA foram assassinados na faixa de Gaza. Antes de ser brecada pelo veto norte-americano, a proposta recebeu 12 votos a favor e duas abstenções (da Bélgica e de Camarões). Pouco depois, em entrevista, Zalman Shoval, conselheiro diplomático do primeiro-ministro Ariel Sharom, disse que seu governo "estava comemorando a posição dos EUA, que, com seu veto, impediu a adoção de uma decisão unilateral".

Fonte: Instituto Solidarista


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