Continua o massacre no Afeganistão
    A matança no Afeganistão está cada vez mais cruel, atingindo a indefesa população civil de todo o país, em episódios facilmente caracterizados como genocídio. Em Jalalabad, no leste do Afeganistão, a brutal ofensiva aérea da aviação norte-americana sobre o distrito residencial de Agam, próximo à zona montanhosa de Tora Bora, iniciada na 6ª feira, dia 30 de novembro, matou 126 civis e feriu outras 322 pessoas. Em Kandahar, no sul do Afeganistão, a situação não é diferente.

    No sábado, dia 1º de dezembro, em entrevista à agência de notícias AIP, o mulá Abdul Salam Zaeef, ex-embaixador do Taleban no Paquistão, denunciou que trinta civis que se dirigiam em quatro caminhões e cinco ônibus pequenos, pela estrada que liga Kandahar a Spin Boldak, na fronteira com o Paquistão, foram mortos pelo bombardeio dos norte-americanos. No mesmo dia, ainda em Kandahar, o bombardeio de um jeep particular matou quinze civis, entre os quais nove crianças. Refugiado em Chaman, no Paquistão, o afegão Mohamed Jan, sobrevivente do massacre de Kandahar, contou que, na 3ª feira, dia 27 de novembro, seus cinco filhos morreram no bombardeio da aldeia em que morava perto do aeroporto e a cidade.
    Indiferentes à repercussão internacional da matança dos civis afegãos, quase dois mil marines norte-americanos estão engajados numa cruel ofensiva terrestre para tomar Kandahar, que é controlada pelo Taleban. O Departamento de Defesa dos EUA insiste em dizer que a principal missão de suas tropas no sul do Afeganistão é prender ou matar Osama bin Laden e líderes das organizações Al Qaeda e Taleban. Até agora, no entanto, a matança e a destruição já cometidas não ofereceram resultados, pois as tropas norte-americanas continuam sem ter noção do verdadeiro paradeiro de Osama bin Laden, do mulá Mohammed Omar, líder supremo do Taleban ou, mesmo, dos principais líderes da Al Qaeda.

Fonte: O Sol


Consciência.Net