Osama bin Laden: A fita, a farsa e o fiasco
O Sol

[No mundo islâmico a fita divulgada pelos EUA foi tratada como chacota]   Na 5ª feira, dia 13 de dezembro de 2001, o Pentágono divulgou uma fita de vídeo na qual uma pessoa, apresentada com Osama bin Laden, se regozijaria pelos resultados dos atentados de 11 de setembro. Como a maioria das pessoas não entende árabe, o prestimoso governo norte-americano se encarregou de traduzir os textos para o inglês. Segundo a Casa Branca, a fita teria sido encontrada em Jalalabad, leste do Afeganistão, convenientemente datada de 09 de novembro.
    Depois que, em plena confusão do dia 11 de setembro, os serviços de informação norte-americanos divulgaram que tinham encontrado o passaporte de um "suposto terrorista" sobre os escombros do WTC, não dá para acreditar em tudo que o Pentágono divulga. Como fogo sobre palha, o descrédito da fita foi imediato. No Cairo, o renomado especialista sobre movimentos islâmicos Diàa Rashwan logo afirmou que a fita era uma montagem e lamentou dizendo que "se é este o tipo de evidência que os EUA têm, o sangue das pessoas que morreram na guerra do Afeganistão está sujando a cabeça do presidente Bush."
    Na Malásia, a fita foi classificada como propaganda do Pentágono. No embalo da farsa, o primeiro-ministro da Malásia, Mahathir Mohamad, criticou o massacre dos EUA contra o Afeganistão e pediu o fim dos ataques. Na Indonésia, país de maior população muçulmana, o líder da Frente Islâmica dos Defensores, Muhammad Rizieq, denunciou que "não se deve acreditar nas coisas que vêm dos EUA, pois, com a tecnologia que os norte-americanos têm, seria muito fácil montar esse vídeo tape e tentar encobrir seus crimes de guerra no Afeganistão".

Fonte: O Sol Frente Solidarista


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