ONG acusa Exército israelense de uso de civis como escudo humano
da Efe, em Jerusalém

    A ONG (organização não-governamental) Centro de Informação Israelense para os Direitos Humanos nos Territórios Ocupados denunciou hoje o uso de civis palestinos como escudos humanos na cidade de Nablus, onde há cinco dias entraram as tropas israelenses.
    A mesquita al-Baq, situada na cidade velha de Nablus, abriga agora uma clínica de emergência improvisada desde que o Exército de Israel invadiu a cidade, explica um comunicado da organização.
    Segundo a nota, na madrugada de hoje seis soldados israelenses entraram na mesquita "com suas armas apoiadas nos ombros de civis palestinos que foram forçados a andar diante das tropas como escudos humanos", explicou o médico da clínica, Zahara el-Wawi, a membros da ONG.
    Nesse momento havia no interior da mesquita 45 pessoas feridas, quatro médicos, vários voluntários e dez corpos que não puderam ser retirados porque o Exército impede o acesso de ambulâncias. Wawi disse que "os soldados separaram a equipe médica dos pacientes, revistaram os corpos, comprovaram a identidade dos feridos" e depois foram embora do mesmo modo. Segund Wawi, os remédios e a água acabaram, assim como o gás que alimenta o gerador de energia, por isso a clínica não pode admitir mais pacientes.
    A ONG pede em seu comunicado a "imediata retirada dos feridos, equipe médica e corpos" e denuncia a "flagrante violação de princípios básicos das leis internacionais" com o uso de civis inocentes como "escudos humanos".


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