Israel foi protegido por vetos na ONU, diz jornal iraquiano
BBC Brasil, 12 de março de 2003

Em editorial, o jornal iraquiano Al-Thawrah afirma que os Estados Unidos foram o país que mais usaram seu poder de veto no Conselho de Segurança das Nações Unidas. Na opinião do jornal, o veto sempre foi usado de forma tendenciosa pela superpotência, que teria se aproveitado desse poder para "proteger" Israel nas votações em que o país foi confrontado.

Ainda na imprensa iraquiana, o jornal Babil acusa os governos americano e britânico de querer transformar o Conselho de Segurança da ONU em um "instrumento de guerra". Os jornais egípcios dão destaque para os protestos antiguerra que reuniram dez mil pessoas na Universidade de Al-Azhar, em Asyut. Segundo o jornal Al-Wafd, além de condenar a agressão americana ao Iraque, os manifestantes fizeram um apelo aos líderes árabes para se unam no apoio ao Iraque e à Palestina.

A crise iraquiana também é o principal destaque na imprensa árabe baseada em Londres. O jornal Al-Arabi, por exemplo, diz que não acredita que algum líder árabe tenha coragem de pedir a Saddam Hussein que renuncie. Segundo o jornal, o pedido abriria um precedente perigoso na interferência de assuntos árabes internos. Além disso, a idéia sugeriria que o governo iraquiano é inteiramente responsável pela atual crise.

E o al-Alamiyah, que também é baseado em Londres, afirma que a "diplomacia do dólar" usada pelos Estados Unidos para comprar os países que são membros provisórios do Conselho de Segurança da ONU falhou. De acordo com a publicação, cujos proprietários são sauditas, as "ameaças econômicas" que Washington teria lançado contra os membros permanentes do conselho também teriam fracassado.

Já o jornal Asharq al-Awsat destaca a informação de que a rede extremista Al-Qaeda teria criado uma organização que reúne mulheres dispostas a realizar atentados suicidas. A informação é baseada na entrevista de uma mulher a um site.


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