Desigualdade
Social
A diferença entre
países ricos e pobres aumentou desde o começo dos anos
90, com um grupo minoritário de nações (que representa
14% da população mundial) dominando metade do comércio
mundial..[ONU 2004]
No começo dos anos
60, a renda per capita nas nações mais pobres era de
US$ 212, enquanto nos países mais ricos era de US$ 11.417; em 2002,
essas cifras passaram a US$ 267 (+26%) e US$ 32.339 (+183,3%), respectivamente..[ONU
2004]
Vista pelos olhos da vasta
maioria dos homens e mulheres, a globalização não
atendeu às suas simples aspirações por empregos decentes
e um futuro melhor para seus filhos..[Documento
"A Fair Globalization", ONU 2004]
Quatro cidadãos dos
EUA – Bill Gates, Paul Allen, Warren Buffett e Larry Ellyson – concentram
em suas mãos uma fortuna equivalente ao Produto Interno Bruto de
42 países pobres, com uma população de 600 milhões
de habitantes;
80% da riqueza mundial
está nas mãos de 15% dos mais ricos;
Os quatrocentos homens mais
ricos dos EUA ficaram 10% mais ricos no último ano. A soma de
suas fortunas: 955 bilhões de dólares; tipo 25% mais que
o PIB brasileiro. Números da Forbes,
aqui;
Decada de 90
21 países retrocederam
em seu Índice de Desenvolvimento Humano, contra apenas 4 na década
anterior. Em 54 países a renda per capita é mais baixa do
que em 1990. Em 34 países a expectativa de vida ao nascer diminuiu,
em 21 há mais gente passando fome e em 14 há mais crianças
morrendo antes dos cinco anos [ONU];
No Brasil, 10% brasileiros
mais pobres recebem 0,9% da renda do país, enquanto os 10% mais
ricos ficam com 47,2%. Segundo a Unicef, 6 milhões de crianças
(10% do total) estão em condições de “severa degradação
das condições humanas básicas, incluindo alimentação,
água limpa, condições sanitárias, saúde,
habitação, educação e informação”.
A pesquisa ainda mostra que
15% das crianças brasileiras vivem sem condições sanitárias
básicas. As áreas rurais do Brasil concentram a maioria das
crianças carentes, com 27,5% delas vivendo em “absoluta pobreza”.
O estudo está aqui;
Enquanto
isso, a revista Forbes contabiliza 80 mil milionários
em dólar no Brasil, controlando uma riqueza correspondente a US$
1,75 trilhão, ou duas vezes o PIB brasileiro de 2003.
Os Estados Unidos têm
hoje 313 fortunas acima de US$ 1 bilhão, o maior número de
ricaços já registrado. Na lista dos 400 americanos mais ricos
de 2003 elaborada pela “Forbes”, havia 262 bilionários.
A fortuna combinada dos
400 mais ricos aumentou em US$ 45 bilhões em 2004, atingindo US$
1 trilhão pela primeira vez desde 2000, no auge da bolha da internet.
Concentração
capitalista na Rússia
A capital da Rússia
tem a maior concentração de bilionários do mundo,
revelou pesquisa realizada pela revista "Forbes". A consulta mostrou também
que um quarto da riqueza da Rússia está nas mãos de
apenas cem pessoas.
No topo da lista, com cerca
de US$ 25,2 bilhões, está Mihail Khodorkovsky, ex-presidente
da companhia petrolífera Yukus, que está na cadeia por acusações
de fraude e evasão fiscal. O bilionário Roman Abramovich,
de 37 anos, do ramo de petróleo e alumínio, é o segundo
com US$ 12 bilhões.
No terceiro lugar, o industrial
da área de petróleo e gás Victor Vekselberg, que comprou
neste ano a segunda maior coleção de ovos Fabergé
do mundo. Ele tem US$ 5,9 bilhões em contas bancárias.
Doze anos após
a queda do comunismo, Moscou abriga 33 bilionários. Nova York tem
31.
Infância
Das
55 milhões de crianças de 10 a 15 anos no Brasil, 40%
estão desnutridas. 1,5 milhão entre 7 e 14 anos está
fora da escola. A cada ano, 2,8 milhões de crianças abandonam
o ensino fundamental. Das que concluem a 4ª série, 52% não
sabem ler nem escrever. Informações
do senador Cristovam Buarque, 2005
Uma
em cada 12 crianças do planeta enfrenta as piores formas de
exploração no trabalho, revelou um relatório do Fundo
das Nações Unidas para a Infância (Unicef), divulgado
em Londres em fevereiro de 2005.
''Cerca
de 180 milhões são submetidas a trabalhos perigosos,
escravidão, recrutamento forçado no Exército, prostituição
e outras atividades ilegais'', denunciou o documento, que classifica o
trabalho infantil como uma cicatriz na consciência do mundo no século
21
97%
das crianças exploradas se encontram nos países pobres
ou em desenvolvimento. Só na África, onde a situação
é mais grave, metade dos que tem entre cinco e 14 anos trabalha..UNICEF
A cada
sete segundos, morre uma criança de fome. Documento-base
da Campanha da Fraternidade de 2005
Mais de 27 milhões
de crianças vivem abaixo da linha da pobreza no Brasil, e fazem
parte de famílias que têm renda mensal de até meio
salário mínimo. Aproximadamente 33,5% de brasileiros vivem
nessas condições econômicas no país, e destes,
45% são crianças que têm três vezes mais possibilidade
de morrer antes dos cinco anos. UNICEF
Em 2003, 35 em cada mil crianças
com idade menor de cinco anos morreram no Brasil. (UNICEF)
Mais de 10 milhões
de meninos e meninas do mundo morrem de doenças passíveis
de serem prevenidas, 600 milhões delas vivem na pobreza e mais de
100 milhões – na sua maioria meninas – não vão a escolas.
A maioria dos quase 200 milhões
de crianças e jovens menores de 18 anos da América Latina,
do Caribe, dos Estados Unidos e do Canadá vivem na pobreza.
No Brasil, os direitos de
mais de 23% das crianças e adolescentes (14 milhões)
estão sendo completamente negados, segundo relata documento da ONU
de 2004. Um milhão de crianças entre 7 e 14 anos estão
fora da escola, 1,9 milhão são analfabetas e 2,9 milhões
de crianças entre 5 e 14 anos trabalham, a maioria como empregadas
domésticas e em lixões.
De acordo com o censo de 2000
realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE),
a taxa de mortalidade infantil, apesar da queda nos últimos anos,
está na média de 29,6 mortes para cada mil crianças
nascidas. Entre 1988 e 1990, 4.661 crianças e adolescentes foram
mortos, o que significa quatro assassinatos por dia, em sua maioria meninos
pobres e negros. Desses, 52% foram assassinados pela polícia ou
por seguranças privados.
5,4 milhões de crianças
e jovens trabalham no Brasil. Esse número significa que 12,7%
da população entre 5 e 17 anos estão, de alguma forma,
inseridos no mercado informal de trabalho e longe das salas de aula.
Em um país como o
Uruguai, até a pouco citado como uma das “Suíças
da América Latina”, 46,6% das crianças de menos de 6 anos
viviam em uma família pobre em 2002.
A taxa de mortalidade infantil
de menores de 5 anos é de 7 por mil nos EUA e de 8 por mil no Canadá,
enquanto que no Haiti é de 123, na Bolívia é de 77
e na Guiana é de 72 por mil. A única grande exceção
é Cuba, com uma taxa de 9 por mil, típica de países
do centro do capitalismo.
Pelo menos 2 milhões
de meninos, e principalmente de meninas, estão vinculados ao
trabalho infantil na América Latina e no Caribe, sendo vítimas
de todo tipo de exploração, discriminação e
violências verbais e físicas, assim como abusos sexuais.
A cada ano, 1,2 milhão
de crianças são vítimas, segundo a Organização
Mundial do Trabalho (OIT), de um negócio que produz 100 milhões
de dólares no mundo.
Segundo a OIT, os dados
de trabalhadores domésticos infantis é espantoso: no Peru,
110 mil; no Paraguai, 40 mil; na Colômbia, 64 mil; na República
Dominicana, 170 mil; apenas na Guatemala, 40 mil; no Haiti, 200 mil; e
no Brasil – o campeão de trabalho doméstico na América
Latina e talvez no mundo – 500 mil. (Por Emir
Sader)
Atualmente,
10% das crianças dos países em desenvolvimento morrem
antes dos cinco anos. [CARE]
Há 113 milhões
de crianças fora da escola em todo o mundo;
Cerca de 123 milhões
de crianças no mundo em idade escolar não tiveram acesso
às salas de aula em 2003, segundo a Unicef. Desse grupo, apenas
2% estão nos países ricos;
Na Guatemala, 50% das
crianças menores de cinco anos sofrem de desnutrição
crônica.
Trabalho desenvolvido pela Procuradoria
da Infância e Adolescência aponta que mais de 450 mil crianças
sofrem algum grau de desnutrição na Nicarágua.
[Adital,
23/11/2004]
Violência
urbana
A cada 12 minutos, uma
pessoa é assassinada no Brasil. Por ano, são registrados
45 mil homicídios no País. No entanto, a probabilidade de
um assassino ser condenado e cumprir pena até o fim no Brasil é
de apenas 1%.
O Brasil é, segundo
a ONU, o país onde mais se mata com armas de fogo. Todos os anos
são mortos 40 mil brasileiros;
1,9% do PIB brasileiro
é consumido no tratamento de vítimas da violência;
O Brasil tem cerca de 3%
da população mundial e registra 12% dos homicídios
que acontecem no planeta.
[Carlos Lopes, coordenador-residente
da ONU no Brasil, dezembro de 2003]
No Brasil, nas duas
última décadas, os homens morrem três vezes mais do
que as mulheres da mesma faixa etária por causas relacionadas à
violência e acidentes.
A cada minuto uma
pessoa morre assassinada no mundo. Em 2000 foram assassinadas 520 mil pessoas;
Nos EUA é 12 vezes
mais provável que os jovens negros morram assassinados do que os
brancos;
Na Tanzânia 500 idosassão
assassinadas a cada ano acusadas de ato de bruxaria;
Para
cada dólar que a ONU gasta em missões de paz, o mundo investe
2 mil dólares em guerras. Documento-base
da Campanha da Fraternidade de 2005
Tráfico
desumano
Segundo a Organização
Internacional
de Imigração (OIM), 120 mil pessoas, a maioria mulheres e
meninas, são vítimas todos os anos do tráfico de seres
humanos em direção à Europa Ocidental, saindo principalmente
dos Bálcãs e dos países da África.
Outras 10 mil, de países
como a Romênia e a Ucrânia, trabalham na indústria do
sexo na Bósnia. O tráfico de seres humanos é o terceiro
maior comércio ilegal do mundo, ficando atrás apenas do comércio
de armas e de drogas. Mais aqui
3 mil mulheres das antigas
repúblicas soviéticas (Lituânia, Letônia e Estônia)
são vendidas a cada ano para redes de prostituição
européias;
Segundo a UNICEF, 1,2
milhão de crianças são vendidas por ano.
Água,
essencial à vida
Mais de 1,1 bilhão
de pessoas não têm acesso à água potável
no planeta, segundo dados da ONU. Outros 2.4 bilhões não
têm saneamento básico. A combinação do dois
índices é apontada com a causa de pelo menos 3 milhões
de mortes todo ano. Um europeu consome em média entre 300 e 400
litros diariamente, um americano mais de 600 litros, enquanto um africano
tem acesso a 20 ou 30 litros diários. [JB
com ONU, 23/3/2005]
Um em cada seis habitantes
da
Terra não tem água potável para beber e dois em cada
cinco não dispõem de acesso a saneamento básico.
[2004]
42% das pessoas sem água
segura vivem nos países da África Subsaariana. Na parte de
saneamento, entre 1990 e 2002, a população com acesso a serviço
básico de esgoto subiu de 49% para 58%, progresso considerado pequeno
pelos especialistas. Na velocidade atual, isso deixaria 2,4 bilhões
de pessoas sem saneamento em 2015. [2004]
Anualmente morrem 1,8 milhão
de pessoas de diarréias e gastrenterite por consumo de água
não potável. Deles, 90 por cento são menores de cinco
anos dos países em desenvolvimento. [OMS]
Mais de 80 países,
representando 40% da população mundial, sofrem com falta
d‘água potável.
Mais de 2,2 milhões
de pessoas morrem anualmente devido ao consumo de água contaminada
e à falta de saneamento.
Aproximadamente 40% da
população mundial vive em áreas sem saneamento adequado.
A porcentagem corresponde a 2,6 bilhões de pessoas. Um bilhão
não possui água segura para beber.
Na América Latina,
cerca de 80 milhões de pessoas não têm acesso a água
potável e pelo menos 120 milhões permanecem sem serviços
de saneamento básico.
As crianças são
as mais atingidas por esses problemas. "A crescente disparidade entre
os que possuem e os que não possuem, em termos de acesso a serviços
básicos, está matando quatro mil crianças por dia.
Temos de agir agora, ou o número de mortes crescerá", declarou
a diretora executiva do Unicef, Carol Bellamy, em 2004.
Doenças relacionadas
à ausência de água potável matam uma criança
a cada oito segundos no mundo.
Até 2050, quando 9,3
bilhões de pessoas devem habitar a Terra, entre 2 bilhões
e 7 bilhões de pessoas não terão acesso à água
de qualidade.
EUA
militarizam o mundo
Para
cada dólar que a ONU gasta em missões de paz, o mundo investe
2 mil dólares em guerras. Documento-base
da Campanha da Fraternidade de 2005
Em
2003, o total de gastos militares somou 960 bilhões de dólares.
Documento-base
da Campanha da Fraternidade de 2005
De acordo com um estudo
do Instituto Oakland, os Estados Unidos são responsáveis
pela metade dos gastos militares do mundo. Este ano, o país deve
gastar mais de um trilhão de dólares com o Departamento de
Defesa.
Segundo a economista
Anuradha Mittal, de 1997 a 2003, os gastos militares estadunidenses passaram
de 296 bilhões de dólares para 397 bilhões de dólares.
Segundo documentos do governo, as forças militares dos Estados Unidos
estão presentes em, pelo menos, 134 países dos 192 existentes
no mundo.
Em 2004, os Estados Unidos
têm 1,7 milhão de militares, um terço dos quais no
exterior. Para o ano que vem, caso seja reeleito, Bush pretende gastar
1,1 milhão de dólares em armas por dia, algo como 11 mil
dólares por segundo..—.Brasil
de Fato, 4/11/2004
Nos 19 séculos anteriores
ao século XX, as guerras acabaram com a vida de 40 milhões
de seres humanos. Em apenas um século — o XX — o ser humano
desenvolveu técnicas mais avançadas de genocídio e
conseguiu eliminar 110 milhões de seres humanos.
E com
tanta desgraça...
Mais
de 1 milhão de pessoas que tiram a própria vida por ano.
Em 2001, por exemplo, os suicídios registrados em todo o mundo superaram
a cifra de mortes por homicídio (500 mil) e por guerras (230 mil).
[OMS] |
Últimas
Triste
realidade constatada pela Organização das Nações
Unidas para a Agricultura e a Alimentação (FAO): aproximadamente
854 milhões de pessoas passam fome de forma crônica em todo
o mundo. Destas, 820 milhões vivem em países em desenvolvimento,
25 milhões são dos países da antiga União Soviética
e nove milhões vivem nos países mais ricos..(2006)
Uma
em cada 12 crianças do planeta enfrenta as piores formas de
exploração no trabalho, revelou um relatório do Fundo
das Nações Unidas para a Infância (Unicef), divulgado
em Londres em fevereiro de 2005.
''Cerca
de 180 milhões são submetidas a trabalhos perigosos,
escravidão, recrutamento forçado no Exército, prostituição
e outras atividades ilegais'', denunciou o documento, que classifica o
trabalho infantil como uma cicatriz na consciência do mundo no século
21
97%
das crianças exploradas se encontram nos países pobres
ou em desenvolvimento. Só na África, onde a situação
é mais grave, metade dos que tem entre cinco e 14 anos trabalha..UNICEF
Cinco
mil famílias brasileiras – 0,01% da população – têm
em mãos patrimônio de R$ 700 bilhões (média
de R$ 140 milhões por família). Documento-base
da Campanha da Fraternidade de 2005
A cada
sete segundos, morre uma criança de fome. Documento-base
da Campanha da Fraternidade de 2005
Para
cada dólar que a ONU gasta em missões de paz, o mundo investe
2 mil dólares em guerras. Documento-base
da Campanha da Fraternidade de 2005
Em
2003, o total de gastos militares somou 960 bilhões de dólares.
Documento-base
da Campanha da Fraternidade de 2005
Pobreza
A cada
sete segundos, morre uma criança de fome. Documento-base
da Campanha da Fraternidade de 2005
O capitalismo, vigente
há 200 anos, fracassou para a maioria da população
mundial. Hoje, somos 6 bilhões de habitantes. Segundo o Banco Mundial,
2,8 bilhões sobrevivem com menos de US$ 2 por dia. E 1,2 bilhão,
com menos de US$ 1 por dia.
Nos últimos 20 anos,
91 milhões de pessoas se tornaram pobres na América Latina
e 226 milhões vivem com menos de 2 dólares por dia. [2004]
Enquanto
isso, a 2ª Câmara Cível do Paraná negou
em novembro de 2004, por unanimidade, apelação do estado,
que pretendia cobrar
IPVA sobre jet ski. No Brasil, o helicóptero está igualmente
semi-isento de impostos.
800 milhões -
entre eles 150 milhões de crianças - sofrem de desnutrição
no planeta;
54 milhões de brasileiros
vivem abaixo da linha da miséria: recebem menos de meio salário
mínimo por mês;
1 em cada 3 habitantes
do planeta (cerca de 1,8 bilhões) vive com menos de US$ 2 ao dia;
Segundo
estudo realizado pela Comissão Econômica para a América
Latina e Caribe e pela Organização Ibero-Americana da Juventude,
em 2002 existiriam na América Latina ao redor de 58 milhões
de jovens pobres, 7,6 milhões a mais que em 1990.—.Adital
Enquanto
isso, os cachorros que freqüentam com seus donos o restaurante
Beco do Alemão, na Barra, no Rio, têm tratamento vip. Lá
funciona o "estacãonamento". São gaiolas importadas e confortáveis,
onde os donos deixam os cães enquanto almoçam. Os lulus ganham
biscoitos e água fresca.
A fome no mundo, depois
de recuar na primeira metade dos anos 90, voltou a crescer e já
atinge cerca de 850 milhões de pessoas. A cada ano, entram nesse
grupo mais 5 milhões de famintos. [Estudo da
ONU divulgado em 25.11.2003]
Mais de 27 milhões
de crianças vivem abaixo da linha da pobreza no Brasil, e fazem
parte de famílias que têm renda mensal de até meio
salário mínimo. Aproximadamente 33,5% de brasileiros vivem
nessas condições econômicas no país, e destes,
45% são crianças que têm três vezes mais possibilidade
de morrer antes dos cinco anos. (UNICEF)
Na Argentina, igualmente
citada até a pouco tempo por seus índices sociais “europeus”,
a incidência da pobreza entre crianças de 6 a 12 anos é
de mais de 60%, comparada com uma média geral de 41,5%.
Na Bolívia, 41
mil pessoas padecem com a pior seca no país desde 1997.
[2004]
Trabalho desenvolvido pela Procuradoria
da Infância e Adolescência aponta que mais de 450 mil crianças
sofrem algum grau de desnutrição na Nicarágua.
[Adital,
23/11/2004]
Na Guatemala, 50% das
crianças menores de cinco anos sofrem de desnutrição
crônica.
Enquanto
isso, em abril de 2003, o Departamento de Defesa dos Estados
Unidos levantou US$ 1,7 bilhões em ajuda para socorro e reconstrução
do Iraque. Em contraste, o Programa de Alimentos da ONU para evitar que
40 milhões de africanos em 22 países morram de fome enfrenta
uma escassez de US$ 1 bilhão;
No ano fiscal findo em
setembro de 2002, no Afeganistão, a guerra custou US$ 13 bilhões,
ao passo que o esforço total do Pentágono em obras civis
e humanitárias alcançou apenas US$ 10 milhões (com
emê).
A dívida externa do
Brasil
Em 1985, era de 105 bilhões
de dólares. Entre 1985 e 1998 o Brasil pagou 282 bilhões
de juros e amortizações. Só de juros a conta foi de
126 bilhões. Mesmo assim, em 1998 tal dívida cresceu para
230 bilhões de dólares. [Fonte: Ministério
da Fazenda];
Em 2003, foram gastos R$
145 bilhões com juros da dívida pública, mais
do que todas as despesas dos três poderes no âmbito federal
(descontados os gastos com previdência social) e o equivalente a
mais de 18 vezes o orçamento geral anual de todas as universidades
federais.
Segundo dados do governo
brasileiro, quase 6 milhões de brasileiros não têm
teto [2004];
Enquanto
isso, em setembro de 2004,
em menos de uma semana, foram vendidas dez jóias, que custam entre
R$ 80 mil e R$ 1 milhão, da nova coleção da H.Stern.
Quatro pessoas esperavam na fila por uma nova leva.
Trabalho
185 milhões de pessoas
estão desempregadas no planeta (6,2% da força de trabalho)..[ONU
2004]
Cerca de 40 mil empresas
mandam em 25% da economia do planeta, mas empregam (diretamente) apenas
1,5% da mão-de-obra.
Segundo a OIT, os dados
de trabalhadores domésticos infantis é espantoso: no Peru,
110 mil; no Paraguai, 40 mil; na Colômbia, 64 mil; na República
Dominicana, 170 mil; apenas na Guatemala, 40 mil; no Haiti, 200 mil; e
no Brasil – o campeão de trabalho doméstico na América
Latina e talvez no mundo – 500 mil.
Ecologia
A OMS
(Organização Mundial da Saúde) estima que 160
mil pessoas estão morrendo por causa do aquecimento global, número
que poderia dobrar até 2020 - contabilizando-se catástrofes
naturais e doenças relacionadas a elas. [2004]
Fome
Triste
realidade constatada pela Organização das Nações
Unidas para a Agricultura e a Alimentação (FAO): aproximadamente
854 milhões de pessoas passam fome de forma crônica em todo
o mundo. Destas, 820 milhões vivem em países em desenvolvimento,
25 milhões são dos países da antiga União Soviética
e nove milhões vivem nos países mais ricos..(2006)
A cada
sete segundos, morre uma criança de fome. Documento-base
da Campanha da Fraternidade de 2005
Cerca
de 24.000 pessoas morrem diariamente devido à fome, ou a causas
relacionadas com a fome. Três quartos das mortes dão-se em
crianças com menos de cinco anos..[ONU]
Atualmente,
10% das crianças dos países em desenvolvimento morrem
antes dos cinco anos. CARE
A escassez
de alimentos e as guerras são responsáveis por apenas
10% das mortes devido à fome, embora sejam estas, normalmente, as
causas apontadas mais freqüentemente. A maior parte das mortes por
fome são provocadas pela desnutrição crônica.
As famílias simplesmente não conseguem obter comida suficiente.
Além
da morte, a desnutrição crônica também provoca
a diminuição da visão, a apatia, a atrofia do crescimento
e aumenta consideravelmente a susceptibilidade às doenças.
As pessoas que sofrem de desnutrição grave ficam incapacitadas
de funções até mesmo a um nível mais básico..[FAO]
Muitas
vezes, são necessários apenas alguns recursos simples
para que os povos empobrecidos tenham capacidade de produzir alimentos
de modo a se tornarem auto-suficientes. Estes recursos incluem sementes
de boa qualidade, ferramentas adequadas e o acesso a água. Pequenas
melhorias nas técnicas de cultivo e nos métodos de armazenamento
de alimentos também são úteis..[Oxfam]
Muitos
peritos nas questões da fome acreditam que, fundamentalmente,
a melhor maneira de reduzir a fome é através da educação.
As pessoas instruídas têm uma maior capacidade para sair deste
ciclo de pobreza que provoca a fome..[UNICEF]
Educação
Há 113 milhões
de crianças fora da escola em todo o mundo;
Cerca de 123 milhões
de crianças no mundo em idade escolar não tiveram acesso
às salas de aula em 2003, segundo a Unicef. Desse grupo, apenas
2% estão nos países ricos;
Dois terços dos analfabetos
do mundo são do sexo feminino e 80% dos refugiados são mulheres
e crianças.
Documento recente da Unesco
recomenda que os países pobres, ou em desenvolvimento, invistam
pelo menos 6% do Produto Interno Bruto em Educação. Os defensores
da Educação, no Brasil sempre reivindicaram um investimento
de 10% do PIB no setor. No entanto, o governo Lula segue a linha dos anteriores
e aplica somente 4,2% do Produto em Educação..(18/11/2004)
Em 2003, foram gastos R$
145 bilhões com juros da dívida pública, mais
do que todas as despesas dos três poderes no âmbito federal
(descontados os gastos com previdência social) e o equivalente a
mais de 18 vezes o orçamento geral anual de todas as universidades
federais.
Distribuição
da terra no Brasil
De
acordo com dados oficiais do Incra, a concentração de
terras no Brasil se mantém inalterada desde 1967. O índice
de Gini, que varia de zero a um, oscilou entre 0,831 e 0,854 nos últimos
30 anos. Esse índice mede o nível de concentração
de terras no país. Quanto mais distante de zero, menos igualitária
é a distribuição da terra.
Existem
cerca de 4 milhões de famílias sem-terra no Brasil. Se
entregássemos 15 hectares a cada família, seria necessário
desapropriar 60 milhões de hectares. Segundo o governo existem 120
milhões de hectares que podem ser desapropriados. (2004)
As 18 maiores propriedades
do Brasil somam 18 milhões de hectares e tem um território
equivalente a Portugal, Suíça e Holanda juntos. 18 senhores
cercaram para si o espaço equivalente a 3 países europeus.
Saúde
Cerca
de 44 milhões de brasileiros vivem em condições sanitárias
abaixo do mínimo esperado, em 2004. Esse número é
maior do que o do relatório do ano de 2003. (UNICEF)
230
milhões dos habitantes da América Latina, 46% do total,
não contam com seguro-saúde; 125 milhões carecem de
acesso permanente aos serviços básicos de saúde; 17%
dos nascimentos não têm assistência de pessoal qualificado;
82 milhões de crianças não completam um programa de
vacinação.
HIV
/ Aids
O número de pessoas
que vivem com o HIV continua crescendo e passou de 35 milhões em
2001 para 38 milhões em 2003.
A proporção
de mulheres infectadas
tem crescido regularmente. Em 2002, cerca da metade dos portadores do vírus
da Aids eram do sexo feminino.
A epidemia também
está afetando os jovens de maneira desproporcional: a metade dos
novos casos de infecção no mundo corresponde a jovens com
entre 15 e 24 anos.
A África Subsaariana
segue
sendo a região mais afetada pela Aids, com 25 milhões de
infectados, enquanto na Ásia a epidemia avança com maior
rapidez: 1,1 milhão de pessoas contraiu a Aids em 2003.
China, Indonésia e
Vietnã registram fortes aumentos. A Onuaids destaca que, com
60% da população mundial, a situação asiática
tem repercussões mundiais. Na Índia há cerca de 5,1
milhões de pessoas infectadas com o HIV.
Na América Latina,
cerca de 1,6 milhão de pessoas vivem com o HIV e a epidemia tende
a se concentrar principalmente entre os grupos de risco, como viciados
em drogas e homossexuais.
Com mais de três milhões
de consumidores de drogas injetáveis, a Rússia segue sendo
um dos países mais afetados pela Aids na Europa Oriental e Ásia
Central, com mais de 80% dos infectados abaixo dos 30 anos. O uso do preservativo
é pouco difundido nesta zona.
O relatório revela
que o número de infectados também cresce nos Estados Unidos
e na Europa Ocidental. Nos EUA, cerca de 950 mil pessoas vivem com o HIV,
com a ocorrência de 50 mil infecções nos últimos
três anos, especialmente entre a população afro-americana.
Na Europa Ocidental, há cerca de 580 mil portadores do HIV, contra
540 mil em 2001.
Apesar do gasto mundial com
a Aids ter sido multiplicado por 15, passando de 300 milhões de
dólares em 1996 para quase 5 bilhões de dólares em
2003, a verba atual não chega à metade do que seria necessário
para os países em desenvolvimento. Calcula-se que para a prevenção
e o atendimento dos pacientes nos países em desenvolvimento serão
necessários 12 bilhões de dólares em 2005 e 20 bilhões
em 2007. [AFP
com ONU, 6/7/2004]
*
A cada minuto,
uma criança
morre de AIDS.
A Aids já deixou
mais de 11 milhões de órfãos na África; o devastador
avanço desta doença fará com que, em 2010, pelo menos
40 milhões de menores em todo o continente tenham perdido pelo menos
um de seus pais, segundo a UNICEF.
O programa da ONU para
a Aids (Unaids) divulgou relatório apontando que cerca de 3 milhões
de pessoas devem morrer da doença em 2003 (contra 2,8 milhões
de mortes em 2002), o pior resultado desde o registro dos primeiros casos
de Aids, há duas décadas.
Em 2002 morreram 2,8 milhões
de infectados pelo vírus da AIDS e em 2003 o total chegará
a 3 milhões - só na África, 2,3 milhões;
Apenas
um por cento dos milhões de africanos que precisam de tratamento
contra Aids tem acesso ao coquetel de remédios que prolonga a vida
dos doentes, segundo dados da OMS e do grupo não-governamental Médicos
sem fronteiras (MSF). Seria possível ter acesso ao tratamento por
menos de US$1 por dia, caso houvesse uma política contundente.
8,4 mil brasileiros morrem
em consequência da Aids em 2001, segundo a ONU. No entanto, 61% dos
brasileiros entrevistados não acreditam que a Aids e o HIV possam
provocar a morte, segundo pesquisa da BBC.
45 milhões de pessoas
serão infectadas pelo vírus do AIDS no mundo, nos
próximos 8 anos;
Até 2020 o planeta
perderá 68 milhões de habitantes vítimas da
AIDS;
Fontes:
Documentos internacionais, principalmente da ONU, UNICEF, OMS, FAO e UNAIDS.
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