Organizações Globo
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POLÍTICA # 03/10/2007
Sobre a disputa entre Record e Globo

Desde a semana passada, vieram à tona, por denúncia do Observatório do Direito à Comunicação, irregularidades cometidas pela Record no uso da outorga da Rede Mulher, usada para transmitir a programação da Record News. O uso ilegal da concessão por parte da Record é apenas mais um exemplo do conjunto de ilegalidades praticadas por diversos grupos que operam emissoras de rádio e TV no Brasil. Do Observatório do Direito à Comunicação..[+]

ENTREVISTA # 12/04/2007
O avanço da censura na TV Globo

Rodrigo Vianna: ex-repórter da TV Globo, demitido após se recusar a assinar um abaixo-assinado defendendo a cobertura eleitoral da emissora, fala com exclusividade ao Fazendo Media e confirma que, de fato, existe interferência política no Jornal Nacional. No final do ano passado, Rodrigo denunciou as distorções praticadas pela TV Globo para prejudicar a campanha de Lula e favorecer Geraldo Alckmin. Mas não aconteceu apenas durante as últimas eleições. Concedida a Marcelo Salles.

CAÇA ÀS BRUXAS # 12/04/2007
Jornalistas perseguidos na TV Globo

Embora a direção negue, está cada vez mais evidente a perseguição política aos jornalistas que não concordam com a linha editorial da emissora. Leia aqui os bastidores das demissões, das ameaças e da reunião de Ali Kamel com editores do Jornal Nacional num hotel onde a diária não sai por menos de R$ 600,00. E veja também onde o oligopólio da mídia entra nessa história. Matéria de Marcelo Salles no Fazendo Media.

CAÇA ÀS BRUXAS # 23/03/2007
Globo demite editor de economia do Jornal Nacional

Marco Aurélio Mello, editor há quatro anos do principal jornal da emissora, foi demitido por seu trabalho “não ser mais compatível” com a empresa. Em outubro, ele foi um dos jornalistas que se recusou a subscrever o abaixo-assinado em defesa da cobertura da Globo das eleições presidenciais. Matéria de Bia Barbosa na Carta Maior; via Portal Vermelho.

CAMPEONATO CARIOCA # 15/04/2007
Record oferece mais, mas Globo leva transmissão de jogos do Rio

Mesmo após oficializar publicamente uma proposta de R$ 45 milhões, a TV Record não conseguiu tirar os direitos de transmissão do Campeonato Estadual do Rio de Janeiro da Rede Globo. De acordo com a assessoria da TV Globo, a emissora poderá transmitir o campeonato carioca até 2011. Segundo o colunista da Veja Lauro Jardim, a TV Globo deve pagar R$ 35 milhões por temporada, mais do que a sua proposta original de R$ 30 milhões. Nas últimas negociações sobre direitos de transmissão de campeonatos esportivos, a TV Record tenta sempre aumentar os valores envolvidos. Leia matéria de Tiago Cordeiro no Comunique-se.

MÍDIA EM QUESTÃO # 20/12/2006
Repórter da Globo critica direção e é demitido

“O que pedíamos era isonomia”, disse Rodrigo Vianna, que alerta para intervencionismo da direção junto à equipe de jornalismo. Luis Claudio Latgé, diretor de jornalismo da Globo São Paulo, respondeu as críticas. Da redação Consciência.Net..[+]

ANÁLISE # 01/11/2006
Sobre a liberdade de imprensa

(...) O poder midiático no Brasil se concentra nas mãos de algumas poucas famílias e empresas. O maior grupo de comunicação do país, a Rede Globo, possui 227 veículos, entre próprios e afiliados. É o único dos grandes conglomerados que possui todos os tipos de mídia, a maioria dos principais grupos regionais e a única presente em todos os Estados brasileiros. A indústria televisiva domina o mercado da publicidade, detendo cerca de 56,1% de suas verbas. A análise é de Marco Aurélio Weissheimer na Carta Maior.

ELEIÇÕES E MÍDIA # 01/11/2006
População critica cobertura; Globo faz abaixo-assinado pra se defender

Protestos contra atuação da mídia nas eleições saíram das críticas na internet e chegaram às ruas, como nas manifestações durante a festa da reeleição de Lula (foto). Para defender sua cobertura, chefia da Globo colocou abaixo-assinado "à disposição" dos jornalistas. Por Bia Barbosa, da Carta Maior..[+]

JORNALISMO EM QUESTÃO # 01/11/2006
É ignorância, militância ou crueldade?

Cabe a nós, jornalistas, classificar a crueldade “A” como operação e a crueldade “B” como ataques terroristas? Nenhum editor saberá humanizar a pauta e parar de quantificar vítimas de uma lógica perversa? Por Gustavo Barreto..[+]

IMPRENSA, PF E A DINHEIRAMA # 24/10/2006
TV Globo, o delegado e outros assuntos capitais

(...) se o setor não fosse dominado por um oligopólio talvez nem estivéssemos discutindo a atitude do delegado Bruno. Vivesse o Brasil numa democracia midiática, com 40, 50 emissoras abertas, pertencentes aos mais diversos grupos da sociedade civil e em igualdade de condições econômicas, a história seria diferente. Porque aí, se uma delas (ou seis delas, como acontece hoje) resolvesse que as imagens do R$ 1,7 milhão são a coisa mais importante do mundo, outras seis poderiam achar que a privatização da Vale do Rio Doce e de outras empresas do povo brasileiro foi um escândalo maior; outras sete poderiam achar que a auditoria da dívida pública, conforme prevê a Constituição, é o assunto mais premente; de repente, outras cinco destacariam e lei de remessa de lucros e outras poderiam falar, quem sabe, sobre os leilões que entregam o petróleo brasileiro a preço de banana. Por Marcelo Salles no Observatório da Imprensa.

ELEIÇÕES E MÍDIA # 22/10/2006
O “interesse público” da TV Globo

Ali Kamel, que não gosta de mentiras, considera “interesse público” um ato político e ilegal de um delegado da Polícia Federal, útil para o jornalismo “imparcial”. Por Gustavo Barreto..[+]

ELEIÇÕES E MÍDIA # SET/2006
A candidatura de oposição e a TV Globo

(...) até que ponto a posição pessoal do principal dirigente da Globo se confunde com a opinião da empresa – e se isso está interferindo na cobertura política que os veículos sob o seu comando devem fazer da disputa eleitoral, com isenção e sem partidarismo (...) Por Venício A. de Lima, setembro de 2006..[+]

comunicação
TV Globo: lucros altos, salários baixos

Um relatório da TV Globo para os credores mostra que a emissora teve um faturamento líquido com publicidade de R$ 957,4 milhões no primeiro trimestre de 2006, 17,6% a mais do que no mesmo período de 2005. A informação está na coluna de Daniel Castro, da Folha de S. Paulo. O Sindicato dos Jornalistas carioca chama a atenção para o fato de que, nas negociações coletivas com os jornalistas este ano, os patrões, liderados pela Globo, deram apenas 4,86% de reajuste salarial, com abonos (migalhas passageiras) de 15% a 30%..(Da redação, 16/6/2006)

grande perda
Morre, em Porto Alegre, o jornalista Daniel Herz

Autor do livro "A História Secreta da Rede Globo", que relatou a história e os bastidores da construção do maior grupo de mídia brasileiro, Daniel Herz foi o primeiro coordenador do Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação. Aos 51 anos, ele faleceu na tarde desta terça-feira (30/5), na capital gaúcha. Matéria de Marco Aurélio Weissheimer na Agência Carta Maior, em 30/5/2006.

imprensa em questão
Quando a falta de bom senso fala mais alto

O desemprego estrutural é um problema cuja solução é – pelo menos para os astutos produtores do programa de Luciano Huck – tentar reafirmar que uma classe poderosa, detentora de grande poder, é “amável” o suficiente para doar migalhas para alguns dos pobres coitados da plebe e, ainda por cima, achar que está fazendo caridade. Por Gustavo Barreto, editor Consciência.Net, 26/3/2006..[+]

copa do mundo
Globo manda, governo obedece

Já está pronta no Ministério das Comunicações minuta de decreto presidencial que permitirá que as 14 milhões de antenas parabólicas do país recebam os sinais de todos os jogos da Copa do Mundo da Alemanha. Com o decreto, informou o jornal Folha de S. Paulo da sexta (17/3), a Globo pode descumprir cláusula de seu contrato com a Fifa que a obriga a só transmitir a Copa via satélite com sinal codificado. Codificados, os sinais não podem ser recebidos por antenas parabólicas. A regra da Fifa visa proteger os direitos da Copa em TV aberta nos países vizinhos, uma vez que o sinal de satélite da Globo é captado em parte da América do Sul. Com seu sinal aberto no satélite, a Globo ganha em audiência, e o governo deixa de ter problemas com parlamentares que defendem interesses de locais em que as parabólicas são o único meio de acesso à TV aberta. Na Copa de 2002, FHC fez o mesmo..(Da redação, 24/3/2006)

audiência
Desespero da Globo

Nota da Folha de S. Paulo da quarta (15/3) informa que a Rede Globo voltou a divulgar para a imprensa audiências prévias de suas produções. Em janeiro, informa o jornal, a rede suspendeu a divulgação desses números depois que a Record anunciou ter batido o "Jornal Nacional" numa prévia, que acabou não sendo confirmada pelo Ibope. Na época, a Globo disse que prévias são "irreais". Um dos argumentos da Globo para "desmoralizar" os 15 pontos do primeiro capítulo de "Cidadão Brasileiro" é que a novela foi ao ar sem intervalos. Mas "Bang Bang" já foi exibida durante 40 minutos sem comerciais..(Da redação, 23/3/2006)

organizações globo
Discurso nacionalista, negócios nem tanto

No auge da sua crise de endividamento, as Organizações Globo começaram uma série de iniciativas visando transformar sua imagem. Foram debates, seminários, anúncios comerciais e muitas declarações a imprensa para provar que, especialmente a sua TV, é a quintessência da cultura nacional e guardiã da língua portuguesa. (...) o discurso nacionalista surgia justamente no momento em que a Globo vendia boa parte do seu capital para grandes grupos estrangeiros. Por Gustavo Gindre, janeiro de 2006..[+]

tv digital
A estratégia do ministro das Comunicações

O Brasil vai adotar a TV digital com uma lei da época em que a própria TV analógica ainda era uma novidade no país. Ao mesmo tempo em que cancela reuniões com a sociedade civil e não atende pedidos de audiência, o ministro Hélio Costa esteve em reuniões fechadas com os representantes das principais emissoras do país. Enquanto isso, as Organizações Globo, motivadas por interesses comerciais, não escondem o desejo de usar o padrão japonês. Por Gustavo Gindre, do Boletim Prometheus, janeiro de 2006..[+]

linguagem
A Globo cria os Homer's, sim, mas nos ensina a falar para milhões

Bonner diz que a linguagem que ele procura usar deve ser uma linguagem que atinja e não afaste nem o intelectual e nem a pessoa sem escolaridade. A Globo dele se preocupa em atingir os dois. Esta afirmação traz à memória um outro texto da Globo que está transcrito no livro “A História Real”, de Josias de Souza e Gilberto Dimenstein. Estávamos em 1994, durante a campanha do FHC contra Lula. O comitê de propaganda da campanha do tucano passou uma cartilha para FHC aprender a falar “para a maioria”. (...) Por Vito Giannotti, janeiro de 2006, para o Núcleo Piratininga de Comunicação..[+]

ibope
Com medo da novela

Espantoso! Sem interrupção, durante quase 35 minutos, o Jornal Nacional ofereceu há pouco notícias policiais, em seguida esportivas e depois econômicas. Só foi para o primeiro intervalo quando acabou na Record mais um capítulo da novela Prova de Amor. O jornal popularizou sua pauta de assuntos e mais do que duplicou o tamanho do seu primeiro bloco desde que a novela começou a lhe tomar pontos no IBOPE. Comentário de Ricardo Noblat em seu blog, 24/1/2006.

jornal nacional
William Bonner: meio Homer, meio Lineu

vcard.homer-simpson.deApresentador compara telespectadores do Jornal Nacional a personagem da série ‘Os Simpsons’ e pai em ‘A Grande Família’. Leia aqui com compilação preparada pela redação, em dezembro de 2005..[+]

Boas notícias no Império

Deu no Coleguinhas: Em sua estréia, a Globo Comunicação Participações S/A - soma da TV Globo com as empresas da holding Globopar, fora as rádios e o Infoglobo (O Globo mais o Extra) - bateu um bolão. No terceiro trimestre do ano, a Globo S/A obteve um receita líqüida de R$ 1,459 bilhão, maior 6,4% do que o mesmo período de 2004, tomando-se as empresas na época separadas. O Ebitda (sigla em inglês de Lucro Antes do pagamento de Juros, Impostos e Amortizações) foi de R$ 406, 4 milhões, um crescimento de 3,2% em relação a 2004. Já dívida baixou à beça em apenas três meses: era de US$ 1,996 bilhão em junho e em setembro ficou em U$S 1,494 bi. E a empresa espera chegar em 31de dezembro com apenas US$ 1,11 bilhão em papagaios empinados. Original aqui. (Dezembro 8, 2005)

Disciplina militar: um caso “exemplar”

Depois da bela (e parcial) denúncia feita pelo ‘Fantástico’, dominical noturno da TV Globo, acerca de torturas praticadas durante trotes realizados em um quartel em Curitiba, o jornal O GLOBO resolveu fazer uma média com o Exército na seção ‘Cartas aos Leitores’ desta quarta. Por Gustavo Barreto, 16/11/2005..[+]

O monopólio do silêncio

Atenção, silêncio na platéia. Câmera... luz... ação! Entra ACM Neto no ar, para todo o Brasil, uma vez por hora nas TVs Globo e Globonews. Na edição do JORNAL NACIONAL de quinta (3/11), o bloco era quase todo dele. Microfones, câmeras, holofotes: o homem está sendo perseguido! O show, afinal, não pode parar. Longe dos holofotes, a vida real. Enquanto a mídia faz escândalo pelos R$ 55 milhões do “valerioduto” e supostos grampos em gabinetes, um relatório do Tribunal de Contas do Estado (TCE) da Bahia aponta uma movimentação, entre 2003 e abril de 2005, de R$ 101 milhões em uma conta bancária não registrada no sistema de controle do Erário baiano. Por Gustavo Barreto, 4/11/2005..[+]

Jornal Nacional: duas boas notícias

Boa noite. Temos duas notícias na edição desta noite. Uma boa, uma ruim. A ruim é que, mais uma vez, o JORNAL NACIONAL, principal produto comercial da TV Globo, tentou distorcer grosseiramente os avanços políticos da Venezuela. Fátima Bernardes faz chamada na edição de 2/11/2005, antes do ‘comercial’: “Você vai ver (...) porque a Venezuela de Hugo Chávez provoca tanta preocupação”. Da redação, 2/11/2005..[+]

Lacônica e educada, TV Globo respalda corrupção tucana

Patética a cobertura que o programa Fantástico deste domingo (23/10), da TV Globo, deu à recente denúncia de utilização de caixa 2, em 1998, pelo atual presidente do PSDB, o senador por Minas Gerais Eduardo Azeredo. Ao contrário da extensa reportagem sobre casos de corrupção envolvendo um Estado menos importante no cenário nacional (Rondônia), cuja produção incluiu uma música de terror ao fundo (!), a Rede Globo foi lacônica no caso tucano. A “reportagem” da Globona verdade, era uma notinha bem pequenatermina com a fala de Azeredo “explicando” que sua relação com Valério foi “absolutamente normal”, nada demais, bobagem. E termina aí. Da redação, 23/10/2005..[+]

tendência tucana
Repórter da Globo critica cobertura política da emissora

Carlos Dorneles, repórter especial da TV Globo e autor do livro "Deus é inocente, a imprensa não", enviou na terça-feira a uma lista de jornalistas da emissora e-mail em que, numa iniciativa inédita, critica abertamente a cobertura que a rede vem fazendo da crise política, informa o colunista da "Folha de S. Paulo" Daniel Castro. No e-mail, há a seguite declaração: "Ontem [segunda] fiz uma matéria sobre as tentativas de intermediações do irmão do presidente Lula. Denúncia baseada em matéria de 'Veja' de dois dias antes. Saiu no 'JN', com o devido destaque. Mas, no mesmo dia, o 'Estadão' dava matéria sobre a descoberta de conexões entre Cristiano Paz, sócio de Marcos Valério, e o comitê de campanha de José Serra. Não demos. Seria uma ótima oportunidade para mostrar que estamos fazendo uma cobertura jornalística da crise política. Falhamos". Do UOL TV, 14/10/2005.

monopólio
Barões vencem outra no CCS

Do Ivson, no Coleguinhas: “O Conselho de Comunicação Social, que é dominado pelos barões da mídia, decidiu, segunda-feira, apoiar a Proposta de Emenda Constitucional que limita a participação estrangeira a 30% do capital das empresas produtoras, programadoras ou provedoras de conteúdo de comunicação social eletrônica e também nas empresas de acesso à internet. A PEC 55/2004, de autoria do senador Maguito Vilela (PMDB-GO), tramita na Comissão de Constituição e Justiça do Senado. O parecer aprovado é do conselheiro Paulo Tonet, que representa as empresas da imprensa escrita no CCS (mas como os barões mandam em todas as mídias, exceto (ainda) na internet, essa distinção só existe para eles serem sobrerepresentados no Conselho). A PEC do senador Maguito é uma tentativa de impedir que as capitalizadas telecoms entrem no campo da produção de conteúdo, promovendo uma maior diversidade de produtos e permitindo a virtual monopolização do setor nas mãos das Organizações Globo. Aprovada a PEC, só os atuais barões - com as OG à frente - poderão produzir conteúdo no país, obrigando as telecoms a comprar deles as produções que necessitarem para ocupar os seus sites e celulares.” (12/10/2005)

parceria
Com PT, Globo aumenta sua fatia no bolo

Os veículos de comunicação das Organizações Globo tiveram um aumento na participação do bolo publicitário estatal federal no governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. As empresas desse grupo, o maior do país nessa área, estão em primeiro lugar em três categorias (TV, rádio e jornal) como as que recebem mais verbas de propaganda sob comando do Planalto. Matéria na Folha de S. Paulo de 5/9/2005.

história
Livro-reportagem reconstitui fraude da Globo contra Brizola

O livro-reportagem "Plim-Plim: a peleja de Brizola contra a fraude eleitoral", dos jornalistas Paulo Henrique Amorim e Maria Helena Passos, com orelha de Mino Carta, lançado neste sábado (3/9), reconstitui com riqueza de detalhes a frustrada tentativa do extinto Serviço Nacional de Informações (SNI) de impedir a vitória de Brizola nas eleições para governador do Rio em 1982 fraudando a totalização de votos com a ajuda da Proconsult, empresa de informática contratada pelo TRE do Rio, e da Rede Globo de Televisão. Do Diário Vermelho, 4/9/2005.

mídia
Ministério Público Federal no Rio move ação contra novela da TV Globo

Ação Civil Pública contra emissora foi motivada por reclamações de cidadãos sobre duas situações observadas na novela 'A lua me disse': o conteúdo discriminatório aos povos indígenas e cenas de violência e insinuações de sexo. Da Agência Consciência.Net, em 31/8/2005.

especial
Por trás da tela

Já que a rede avassaladora transmitirá sua verdade única a milhões de brasileiros, cabe aos veículos alternativos o contraponto. A começar explicando a verdadeira idade desta velha senhora. O fato é que a Globo não tem apenas 40 anos, "idade da loba", como definiu uma sorridente Cristiane Torloni no Jornal Nacional desta segunda-feira (25/4). A questão é que revelar sua própria idade implica, nesse caso, algo mais do que assumir as rugas. Vejamos esse trecho do livro A história secreta da Rede Globo, de Daniel Herz: "No ano seguinte, em 1962, a Globo assinou com Time-Life dois contratos e passou a ser subvencionada por milhões de dólares". Leia o especial do FAZENDO MEDIA, em 2005, sobre os 40 anos da Globo.

povos indígenas
O estrago que a “índia” da Rede Globo faz

Justo nesse novo momento para os povos indígenas na América Latina - que já nos trouxe Rigoberta Menchu como Prêmio Nobel e que pode levar ainda Evo Morales à presidência da República na Bolívia - ela apareceu para estragar a festa. No Brasil, quando as organizações indígenas dos vários povos se mobilizam para reconquistar as terras perdidas e exigir direitos constitucionais, quando a imagem negativa dos índios como “selvagens” começa a se dissipar e muitas pessoas perdem a vergonha de se assumir abertamente como indígenas, a “Índia” da novela da Globo vem mostrar que ainda não estamos no século XXI. (...) Análise de Florêncio Vaz, do povo indígena Maytapu (Pará), em agosto de 2005..[+]

brasil
Cientista política revela relação antiga entre Lula e Rede Globo

Ex-dirigente do PT, Cesar Benjamin diz ainda, em entrevista na Bandeirantes, que esquema de caixa 2 é "sistêmico" e antigo dentro do partido. Da redação, 1/8/2005..[+]

oligopólio
Cumplicidade global

De acordo com o último boletim do Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação (FNDC), das 332 emissoras brasileiras de TV, 263 estão vinculadas às redes Globo, SBT, Record, Bandeirantes, Rede TV e CNT. A Globo possui 20 emissoras próprias, apesar da lei permitir no máximo dez concessões, sem contar as “afiliadas”. O governo Lula, até o presente momento, não moveu uma palha para cumprir a lei e democratizar o sistema de radiodifusão. Na.coluna Espelho da Mídia, 21/7/2005, no Brasil de Fato

Mais democratização 

O Fórum de Entidades Nacionais de Direitos Humanos e a Comissão de Direitos Humanos e Minorias, da Câmara dos Deputados, realizam, nos dias 17 e 18 de agosto, no Auditório Nereu Ramos, em Brasília, o 1º Encontro Nacional de Direitos Humanos, que vai tratar do tema “Direito Humano à Comunicação”. É mais uma oportunidade para debater a nefasta concentração dos meios de comunicação nas mãos de alguns poucos grupos econômicos privados. Na.coluna Espelho da Mídia, 21/7, no Brasil de Fato

violência
Criminosos equivocados

Os agressores da equipe da TV Globo, que realizava uma reportagem na noite de 21 de junho, no Centro de São Paulo, têm que ser exemplarmente punidos. O lamentável episódio, que já tem inclusive repercussão internacional, não pode ficar impune. O crime revelou que os equivocados agressores confundem linha editorial de uma empresa de comunicação com seus trabalhadores. O equívoco dos agressores foi tão grande, que acabaram ferindo justamente um diretor do Sindicato dos Radialistas de São Paulo: o assistente, Marçal Araújo, que fraturou o maxilar, foi hospitalizado e sofreu uma cirurgia na face. Leia a nota do Sindicato dos Jornalistas de São Paulo em 27/6.

trabalho
Globo processada por crime econômico 

De acordo com o jornal Unidade, do Sindicato dos Jornalistas de São Paulo, os pais do jornalista Bruno Kauffmann pretendem processar a EPTV, afiliada da Rede Globo, por danos morais. O jornalista morreu aos 31 anos de idade, em 2004, em acidente rodoviário, por ter sido obrigado a dirigir, em serviço, o veículo da emissora, que havia dispensado seus motoristas profissionais por economia. O objetivo é denunciar as condições de trabalho impostas pela Rede Globo. As informações são da coluna "Espelho da Mídia", do jornal Brasil de Fato (www.brasildefato.com.br) desta semana (2 a 8/6/2005).

economia
Símbolo da desinformação ideológica

Miriam Leitão, a repórter da TV Globo e do jornal O Globo que maior influência exerce no noticiário econômico nacional, oráculo do capital especulativo global que domina a cena mundial, resolveu jogar pesado contra as intenções geopolíticas dos governos dos países da América do Sul em sua intenção de agirem favoravelmente à criação do oligopólio do petróleo no continente sul-americano. Por César Fonseca, maio/2005, do NPC..[+]

tv globo
Disfarce angelical

Depois de 40 anos de sacanagens contra o povo brasileiro, a concessionária do serviço público de radiodifusão denominada TV Globo, da família Marinho, está empenhada agora em parecer uma emissora boazinha, preocupada com as manifestações culturais do povo, interessada em projetos sociais, e aberta ao diálogo com a sociedade. Um de seus projetos é envolver estudantes e professores e aplacar, nas universidades, a visão crítica sobre a verdadeira história da Rede Globo. Por.Hamilton Octavio de Souza, 19/5/2005, no Brasil de Fato

Anatel multa Globopar em R$ 1,2 milhão

A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) multou a Globo Comunicações e Participações S.A. (Globopar) em R$ 1,2 milhão por ter transferido o direito de exploração do serviço de televisão por assinatura via satélite para a Net Sat Serviços Ltda., antiga Sky Brasil, sem prévia autorização da agência. A multa, publicada ontem no "Diário Oficial", é resultado de processo aberto pela Anatel em 2003. Segundo a assessoria da agência, não cabe recurso administrativo da decisão, restando à empresa, portanto, apenas a opção de recorrer à Justiça comum. Da Tribuna da Imprensa, 12/5/2005

Muito Além do Cidadão Kane

Vídeo que conta um pouco da história das Organizações Globo, em particular da emissora de TV, mas que explora bem a questão do oligopólio. Sua exibição no Brasil tem sido, digamos, "limitada" de maneiras não conhecidas, pois é um documento histórico de fundamental importância. Mas, com todas as pressões, sempre haverá um link disponível na Internet. Ponto para a História. Pode ser baixado nos site: www.midiaindependente.org/media/ ; O arquivo está divido em 4 partes: kane1, 2, 3 e 4. Vale a pena!

povos indígenas
Entidades de Mato Grosso iniciam movimento contra TV Globo por preconceito

Um grupo de entidades de Mato Grosso ligado à questão indígena e à defesa dos direitos humanos elaborou uma nota de repúdio contra a direção da novela "A lua me disse", da TV Globo, pela maneira como a personagem Bumba, uma nambiquara, vem sendo tratada. A atração televisiva passa às 19 horas e é dirigida por Miguel Falabella. Por Gibran Lachowski, jornalista em Cuiabá, maio de 2005..[+]

Globo Repórter ou Globo Ecologia?

Programa das sextas-feiras à noite na TV Globo, o Globo Repórter, originalmente, propõe a abordagem de temas polêmicos, mas o que se vê nas telinhas não condiz com a teoria. Com uma média de 10 edições com pautas ligadas à responsabilidade social, economia ou segurança no período de um ano (03/2004 a 03/2005) o programa caminha gradativamente para se tornar o paraíso dos biólogos, ao tratar correntemente de jacarés barriga-branca ou de espécies raras de cachorro-do-mato que só se encontram no cerrado. Por Brisa Grillo, março de 2005..[+]

Um projeto político contra 'os debaixo'

Diário impresso e de tevê das Organizações Globo atacam trabalhadores bolivianos, camponeses brasileiros e servidores públicos. Enquanto isso, fazem campanha para FHC e ignoram fatos relevantes. Da redação, 10 de março, 2005..[+]
 

O calote global
Por Sebastião Nery, 23/2/2005, na Tribuna da Imprensa

Roberto Irineu, presidente das Organizações Globo, deu entrevista à revista "Tela Viva" dizendo que "foi burrice vender emissoras pequenas (como a de São José dos Campos) e imóveis da família, para tentar impedir a moratória da dívida, em 2002, na época avaliada em US$ 1,3 bilhão, reduzida em negociação para US$ 800 milhões, e que terá de ser paga até 2012" ("Folha"). Miriam Leitão, faça como seu patrão, defenda a negociação! Nunca mais chame de calote a negociação ou a moratória das dívidas públicas. Ou será que você acha que seus patrões globais são caloteiros? Se acha, escreva!

TV no telefone

Roberto Irineu confessa que a Globo está apavorada com a concorrência da TV no telefone celular: "Ele defende uma lei que restrinja a distribuição de conteúdo por empresa estrangeira, principalmente as de telefonia, mesmo que isso implique em novas regras para a televisão aberta. Por trás do discurso pelo `conteúdo nacional' está o temor do poder do capital estrangeiro e da concorrência desregrada com novas mídias, principalmente a celular, que já oferece TV. 

`O que precisamos regular melhor é o conteúdo, já que a legislação permitiu vender o corpo, que é a infra-estrutura (a privatização das teles permitiu 100% de capital estrangeiro), tem que preservar a alma, que é o conteúdo, pois a defesa do conteúdo é questão de soberania nacional'". Patético. A Globo falando em "conteúdo" e "soberania nacional".

Ombudsman

A "soberania nacional" deles é a censura. As TVs européias mostraram a jornalista italiana, seqüestrada no Iraque, fazendo um apelo desesperado: "Vocês devem acabar com a ocupação. É o único jeito de sairmos dessa situação. Pressionem o governo. Ninguém deve vir ao Iraque neste momento. Nem mesmo jornalistas. Saiam do Iraque, este povo não deve continuar sofrendo! Chegaram aqui matando crianças e velhos, massacrando"!

As TVs brasileiras também mostraram o apelo. Mas censuraram. Cortaram as frases em que ela denunciou a invasão norte-americana e inglesa, o massacre do povo, o genocídio das crianças e velhos por Bush e Blair. A "alma" e a "soberania" deles é a alma e a soberania dos vassalos.

Aos 40 anos, a Globo quer ser a senhora do destino

"Senhora do Destino" atrai 45 milhões de telespectadores diariamente. Reportagem da revista Veja explica bem o fenômeno. Mas não tira a conclusão necessária. A de que a estratégia das novelas globais é totalitária. Algo que vem sendo construído há 40 anos. Por Sérgio Domingues, do Mídia Vigiada, fevereiro de 2005..[+]

STJ manda prosseguir ação contra o "Linha Direta"

O Superior Tribunal de Justiça decidiu dar seqüência a uma ação de indenização por danos morais a uma mulher que se sentiu ofendida com a divulgação de seu nome no programa policial "Linha Direta", da Globo. O processo se arrasta desde 1996, e o nome da autora é mantido sob sigilo. A emissora tentou barrar a ação argumentando que a moça não notificou a rede para que fosse preservada a gravação original. O ministro Aldir Passarinho entende que a lesão, "eventualmente, pode ser provada por outros meios". O valor da indenização não foi revelado. Do Advillage, 22/2/2005..[+]

Juíza decidirá ação da Globo

A juíza Maria Helena Pinto Machado Martins, da 42ª Vara Cível, será responsável pelo julgamento do processo que os herdeiros da família Ortiz Monteiro movem contra o espólio de Roberto Marinho e a TV Globo Ltda, com objetivo de retomar o controle da antiga TV Paulista (hoje, TV Globo de São Paulo, responsável por mais de 50% do faturamento da rede. Os autores da ação alegam que Roberto Marinho assumiu o controle da emissora utilizando documentos falsificados, segundo laudo pericial emitido pelo Instituto Del Picchia de Documentoscopia. Assim, se a juíza reconhecer a inexistência do ato jurídico (a suposta venda das ações majoritárias da TV Paulista a Roberto Marinho), a propriedade da emissora terá de ser devolvida à família Ortiz Monteiro. Da Tribuna da Imprensa, 15/2..[+]

rede globo ganha outra
Governo recua e esvazia o projeto da agência do audiovisual

Para o ministro Gil, o poder da emissora é mínimo se comparado ao dos grandes grupos mundiais. “Ela não tem essa força toda”. Fernão Lara Mesquita, do Estadão, ataca o monopólio da emissora e pergunta: “Que político vai enfrentar essa máquina?” Por Ana Paula Sousa e Sérgio Lírio, da CartaCapital, janeiro de 2005..[+]

Globo: o futuro não começou porque o passado está escondido

A Globo completa 40 anos, em 2005. Metade desse tempo, a emissora passou apoiando a ditadura militar. Como isso vai ser lembrado? Uma hipótese é a de que as trevas militares vão ser suavizadas pelos holofotes da Globo. E enquanto os arquivos da ditadura não forem abertos, podemos fazer pouco contra isso. Por Sérgio Domingues, do Mídia Vigiada, dezembro de 2004..[+]

Rede Globo é acusada de violar direitos autorais em novela

A Rede Globo está sendo acusada de ter violado direitos autorais com a veiculação da novela “O amor está no ar”, transmitida em 1997. O Superior Tribunal de Justiça já começou a apreciar o Recurso Especial movido em nome de Amylton Dias de Almeida, falecido há nove anos. Almeida foi o autor, roteirista e diretor do longa-metragem "O Amor Está no Ar", lançado no mesmo mês da novela, em 1997, em circuito nacional..Consultor Jurídico, 7/11/2004

Jornalista recebe intimação no Rio

O jornalista Mário Augusto Jakobskind recebeu uma intimação judicial para confirmar ou desmentir o teor das afirmações divulgadas no portal de internet Observatório da Imprensa sobre a atuação do Sindicato dos Jornalistas do Município do Rio de Janeiro durante o episódio da morte do jornalista Tim Lopes. Autores da intimação, o Sindicato e a Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj) defendem o projeto de lei do governo que institui o Conselho Federal de Jornalismo, sendo que, pelo projeto proposto, o Conselho teria integrantes indicados pela própria Fenaj. Veja, abaixo, o texto publicado dia 15 de junho de 2004...Matéria do jornal Brasil de Fato; setembro de 2004
 

Uma mancha no sindicalismo brasileiro

Mário Augusto Jakobskind. Um episódio que entrou para a história como uma mancha no sindicalismo brasileiro diz respeito ao caso Tim Lopes e envolve duas entidades dos jornalistas. Tanto a atual diretoria da Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj) como a do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Município do Rio de Janeiro defenderam com unhas e dentes a versão sustentada pelo empregador do repórter assassinado pelo narcotráfico, a TV Globo, recusando-se inclusive a examinar denúncias, bem fundamentadas, segundo as quais a tragédia ocorrida a 2 de junho de 2002 poderia ter sido evitada...via Observatório da Imprensa; via Consciência.Net

A todo vapor

Continua a campanha pelo desarmamento na Rede Globo. O canal exibiu neste domingo (26/9) "A Colônia", com Jean Claude Van Damme e Dennis Rodman. O filme, sobre espiões internacionais que salvam bases americanas do perigo do contrabando iraquiano de armas químicas (!), teve, só no primeiro minuto, três explosões e 50 tiros de armamento pesado. É como dizem por lá: "Tudo a ver"...da redação, 27/9

Quanto pagam e quanto ganham

Por Sebastião Nery, 21 de setembro, 2004. Jayme Dantas, ex-correspondente da revista Time, chefe de redação na Globo e suspeitamente esquecido no livro dos 35 anos do "Jornal Nacional"..[+]

Parceiros da ditadura 

Pery Cotta. 22 anos depois do Caso, posso garantir que, pelo menos no que se refere às eleições de 1982 e ao Caso Proconsult, este livro sobre os 35 anos do Jornal Nacional é uma obra de ficção política. Tenta, inutilmente, retocar uma imagem que nunca mais poderá ser mudada: a TV Globo fez mesmo o jogo e foi sempre a parceira preferida da ditadura, até porque isto era conveniente e interessante a ambas...Observatório da Imprensa, 14/9/2004

Aumenta o império

Em um fato inédito pelo menos nos últimos 15 anos, a Globo está tirando uma afiliada do SBT. A partir de outubro, a TV Planície, de Campos, uma das maiores cidades do Rio de Janeiro, trocará o sinal do SBT pelo da Globo. A TV Planície é a oitava afiliada a deixar o SBT em menos de um ano. A rede do SBT, que já teve 113 emissoras, possuirá em outubro 106 TVs. A Globo passará a 118...Daniel Castro, Folha de S. Paulo, 13/8/2004

Entrevista com Miro Teixeira: A Globo e a Proconsult 

Luiz Egypto. Entre os necrológios e obituários veiculados pela imprensa após a morte do ex-governador Leonel Brizola, ocorrida em 21 de junho, um episódio ligado à sua trajetória política mereceu rememorações umas mais e outras menos apaixonadas. Trata-se do chamado "caso Proconsult", uma bem urdida tentativa de fraude levada a cabo nas eleições de 1982, quando Brizola disputou (e ganhou) o cargo de governador do estado do Rio de Janeiro...Observatório da Imprensa, 6/7/2004

Resposta à TV Globo

Eliakim Araújo, do Direto da Redação. Ao contrário do Diretor-Executivo de Jornalismo da TV Globo, que leu com “desalento” meu artigo "Globo se rende a Brizola", li sua "Resposta a Eliakim" (ver abaixo) com satisfação, pois, apesar de longas e minuciosas explicações e da alegada “pesquisa em documentos”, o texto de Kamel acabou por confirmar na prática tudo que afirmei baseado em jornais e revistas da época, em minha memória e no meu testemunho, que pode ser ratificado por dezenas de profissionais que estavam na Globo e na Rádio JB nos idos de 1982...Direto da Redação, 30/06/2004

Leia também: Resposta a Eliakim & A Globo se rende a Brizola

Telmex vai entrar no mercado de TV a cabo no Brasil

Homem mais rico da AL, Carlos Slim amplia negócios...Financial Times, 29/06/2004

Telmex/Org. Globo/Embratel
Telmex comprará até 60% da Net

Apenas dois meses depois de comprar a Embratel, a mexicana Telmex anunciou ontem a intenção de se tornar sócia da Net, maior operadora de TV a cabo do país. A empresa do magnata Carlos Slim Helú prevê pagar de US$ 250 milhões a US$ 370 milhões por uma participação de 30% a 60% das ações em circulação da Net. Os papéis serão comprados da Globopar, pertencente às Organizações Globo e controladora da Net, com a qual a Telmex assinou acordo. Matéria de Larissa Morais no Jornal do Brasil, 29/6/2004..[+]

Grupo Telmex fecha acordo de US$ 130 milhões para compra da Net

A Globopar (Globo Comunicações e Participações) assinou um acordo de venda de uma participação na Net Serviços de Comunicação, maior canal de TV a cabo do país, para a mexicana Telmex (Teléfonos de México). A holding das Organizações Globo também fechou um acordo de reestruturação de sua dívida com credores. Para ser concretizado, o negócio depende da aprovação da Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações). Já o plano de reestruturação da dívida prevê converter débitos de R$ 560 milhões em ações da empresa. A Net estima sua dívida total em R$ 1,4 bilhão...Folha Online, Valor, 28/06/2004

Opção de Telmex adquirir 34% da Net só vale se outras não vingarem

A Globopar ganhou, no acordo assinado com a mexicana Telmex, a opção de vender 34% do capital total da Net Serviços para a empresa, mas ela só vale como alternativa às outras opções em estudo pelas companhias, de acordo com Francisco Valim, diretor-presidente da Net...Valor Econômico, 28/06/2004

O outro golpe que Brizola evitou

O primeiro golpe que Leonel Brizola evitou foi o de 1961. O segundo foi a tentativa de golpe nas eleições para governador do Rio, em 1982. Tentaram tomar a eleição dele no tapetão. E, agora, trama-se um golpe dentro do golpe. O jornal "O Globo" e a "TV Globo" faziam parte desse golpe. E, no elogio fúnebre de Brizola, a Globo dá uma versão imprecisa dos acontecimentos...Paulo Henrique Amorim, UOL News, 23/06/2004

Chega de dar dinheiro à NET

A ordem, taxativa, é do Tribunal de Contas. Foi feita uma longa auditoria nas relações entre a NET Comunicações (ex-Globo Cabo) e o BNDES. O relator, ministro Lincoln Magalhães Rocha, diz: “O BNDES tem que parar de aportar recursos na NET, pois seus prejuízos acumulados nos últimos sete anos já somavam R$ 3,8 bilhões”. O resultado completo da investigação está no Diário Oficial da União de 15 de março...Dioclécio Luz, Brasil de Fato, 17/06/2004

BNDES doou R$ 300 milhões à NET

“Os R$ 300 milhões (quase 100 milhões de dólares) que o BNDES destinou à NET em 2002 não foram suficientes para modificar a situação financeira da empresa”, diz o relator do Tribunal de Contas, ministro Lincoln Magalhães Rocha. Só o presidente do BNDES da época não viu que o banco estava perdendo mais R$ 300 milhões, que significavam pouco para a NET, com dívidas de quase R$ 4 bilhões...Dioclécio Luz, Brasil de Fato, 17/06/2004

Anatel quer ajudar a NET

O superintendente de Serviços de Comunicação de Massa da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), Ara Apqar Minassian, anunciou que até a primeira quinzena de julho a população de baixa renda terá acesso à TV a cabo. A idéia é permitir que as operadoras a cabo vendam à população de baixa renda uma “cesta básica” de canais a cabo: um educativo, um esportivo e um infantil, junto com os canais da televisão aberta. É desse jeito que a Anatel tenta resolver o problema das operadoras a cabo que estão indo à falência porque o número de assinantes cai todo ano – usando a Lei de Sílvio Santos, isto é, pegando dinheiro dos pobres...Dioclécio Luz, Brasil de Fato, 17/06/2004

O Reich dos mil anos

Dentro desse prazo, julgarão a propriedade da TV-Globo? Por Hélio Fernandes, 8 de junho, 2004. Leia mais

Globo e o governo

Dia 19 de maio, o presidente Lula falou em cadeia nacional sobre as ações do governo. Dois minutos depois, o Jornal Nacional entrou com uma matéria sobre o pronunciamento. Isto é, pegaram antes o pronunciamento e fizeram uma “matéria” ao gosto do governo. Talvez aí se explique por que 70% das verbas publicitárias do governo caiam na conta dos Marinho...Espelho da Mídia, Brasil de Fato, 27/5/2004

Os Generais da Informação

Gustavo Barreto, 26 de maio, 2004. Abra aspas. A Globo informa o que quer e como quer, desde que isso não vá contra o pensamento oficial. Se existe um poder soberano neste país, ele é a Rede Globo de Televisão. E o mais importante é que ela exerce esse poder graças ao Governo Federal, e sem ter sido eleita por pessoa alguma. Só em uma ditadura poderia existir semelhante poder sem controle social. Fecha aspas. Leia aqui

Globopar tem lucro, mas dívida beira R$ 6 bilhões

Jornal do Commercio (RJ), 20 de maio, 2004. Após contabilizar prejuízos de R$ 5,021 bilhões em 2002, a Globopar, holding da família Marinho para área de televisão paga, voltou ao equilíbrio no ano passado e conseguiu lucro de R$ 47,529 milhões. A TV Globo, por sua vez, carro-chefe de televisão aberta do País, registrou lucro de R$ 120,865 milhões, com queda de 45% em relação aos R$ 220,247 milhões de 2002. Leia mais

Rede Globo: fama a qualquer preço

Gustavo Barreto, 17 de maio, 2004. Com a finalidade de aumentar a audiência da novela "Celebridade", a Rede Globo irá realizar no próximo dia 25 de maio, em horário nobre, uma suposta cena de ficção, mas que tem objetivos comuns com os interesses da emissora e do autor da novela. Leia mais

Sonegação global

A Justiça vai acabar precisando criar uma vara especial, só para os processos públicos contra as Organizações Globo. Os auditores fiscais do INSS reuniram várias NFLDS (Notificação Fiscal de Lançamentos de Débitos) e juntaram numa única ação de execução fiscal, contra a Rádio Globo, como sonegadora da Previdência Social.

O processo está na 1ª Vara de Execução Fiscal da Justiça Federal do Rio, já em fase de decisão. Réu: Rádio Globo. Réu solidário: João Roberto Marinho. Valor da ação: R$ 10 milhões (US$ 3,5 milhões).

A TV Globo, e as Organizações Globo, solidariamente, entraram com a ação nº 2000.51010056887 na Justiça Federal do Rio, para impedir cobrança de Imposto de Renda (pessoa jurídica).

Já perderam na primeira instância: Justiça Federal. Apelaram para a segunda instância: Tribunal Regional Federal. Perderam novamente. Eles estão sempre trovejando contra empresas brasileiras ou entidades filantrópicas, acusando-as de sonegação de Imposto de Renda. E vivem dando o beiço. ..Sebastião Nery, Tribuna da Imprensa, 10/05/2004

Rio oculto em Celebridades

Quem vê a novela da TV Globo, Celebridades, não vê o Rio de Janeiro. Em todas as cenas externas as favelas não aparecem. Intencionalmente as câmaras focam somente as luzes da cidade, os bairros ricos, e um Andaraí maquiado, evitando a “contaminação” pelas moradias dos pobres. Aliás, pobre também não aparece, a não ser uns falsos pobres que teoricamente morariam em Andaraí. A novela omite ainda a sujeira das ruas; a miséria e a violência, os moradores de rua. Até a moeda oficial desse Rio de Janeiro é outra – o dólar. Eis um bom exemplo de como a Globo mostra a “cultura” nacional...Brasil de Fato, 06/05/2004

Você viu a Record esta noite?

"Parecia mentira", comenta leitor. "Mas não era". Narra: "Quem assistiu na noite de hoje, 1o de abril, ao Repórter Record, viu uma quase continuação daquele documentário que dissecava o império da Globo uns 10 anos atrás. Muito além do cidadão Kane. O programa, que pode ter alcançado bons índices de audiência, talvez dignos da Rede Globo, dedicou-se a criticar o bilionário empréstimo que o BNDES poderá ceder a empresas de comunicação, entre elas, a dos Marinho.

A tecla em que a Record não se cansou de bater foi que essa 'ajudinha' vai sair do bolso de todos os brasileiros. Argumenta que milhares de micros e médias empresas pelo Brasil estão endividadas ou fechando as portas, sem que nenhum banco amigo apareça para socorrer. Toca no ponto de que o relacionamento financeiro entre Governo e mídia pode influenciar as pautas jornalísticas e a cobertura editorial dos veículos, comprometendo a imparcialidade das notícias". Leia, de ontem, Record vai 'denunciar' a Globo na TV...BlueBus, 02/04

O Globo, o réu
Sebastião Nery, Tribuna da Imprensa, 3 de abril, 2004

Já está em fase final de Execução Fiscal (é o 12º e último movimento) o processo 98.0050892-9, iniciado em 29 de maio de 98, do INSS contra "O Globo" e a família Marinho, por sonegação à Previdência.

Agora, vai ser a decisão final do plenário da Justiça Federal do Rio, na 4ª Vara da Execução Fiscal. A dívida ultrapasa R$50 milhões. "O Globo" negociou, adiou, prorrogou por seis anos e foi perdendo todas, uma a uma.

Chegou a hora de a onça beber água. Não há mais recursos. É chiar e pagar. Tentando perdão para o crime de que é réu, "O Globo" vive denunciando empresas que devem ao INSS e lesam a Previdência. Mas a Justiça não pode mais engavetar nem adiar um caso tão grave e escandaloso, o de "O Globo".

O processo

Nos próximos dias, a Justiça vai fixar a data do pagamento. No Diário Oficial e no "site" da Justiça Federal, está lá, completa, a ficha do processo: Processo: 98.0050892-9. Autor: INSS. Réus: O Globo Empresa Jornalística Brasileira Ltda., Roberto Marinho e João Roberto Marinho. Classe: Execução Fiscal. Juiz: Vigdor Teitel. Procurador: Itauci Gonçalves de Lima Beltrão.

Só no Brasil!

Vejam que absurdo. Além de todas as homenagens ao empresário Roberto Marinho, estão tentando aprovar nova lei que vai beneficiar o ex-homem-forte da Globo. Leia aqui

Globopar obtém vitória na Justiça
FSP, 21.fev.2004. Corte nos EUA rejeita pedido de credores para reestruturação de dívida da empresa.

O que se vê por trás do nacionalismo na TV.[18.02]

Novo capítulo na Rede Globo
Gustavo Barreto, 22 de janeiro, 2004. Dívida da Globo Comunicações com credores internacionais expõe relações pouco compreendidas da empresa.

Credores pedem falência da Globo
>.Processo pode atrapalhar negócios nos EUA
>.Lessa: Globo não terá tratamento especial
>.Investidor vai à Justiça contra Globopar
>.TV Globo de SP enfrenta processo na Justiça
>.Aprovada homenagem a Roberto Marinho na Alerj

Cesar veta criação da Av. Roberto Marinho

O prefeito Cesar Maia (PFL-RJ) vetou ontem o projeto do vereador Alberto Salles (PDT) que muda o nome da Estrada dos Bandeirantes para Avenida Jornalista Roberto Marinho. A justificativa do prefeito é que o projeto apresenta vícios de inconstitucionalidade e ilegalidade..[Jornal do Commercio, 11.12.2003]

Câmara quer instituir o ano nacional Roberto Marinho

Rodrigo Savazoni, Agência Carta Maior, 3 de dezembro, 2003. Para homenagear Roberto Marinho, dono das Organizações Globo, falecido em 7 de agosto deste ano, o deputado Marcelo Ortiz (PV-SP) elaborou um projeto de lei (PL 1650/03) que institui 2004 como ano nacional Roberto Marinho. Leia mais

Nomes de rua, praça e viaduto

Ricardo A. Setti, NoMínimo, 20 de novembro, 2003. A mudança de nome, para Avenida Roberto Marinho, da grande Avenida Água Espraiada – que desemboca perto da ultra high tech sede da Rede Globo de Televisão em São Paulo – foi uma vitória política da prefeita Marta Suplicy (PT), que para isso se empenhou fundo junto à Câmara Municipal.

Outras trocas de nome em São Paulo, porém, permanecem esquecidas. O falecido general Milton Tavares de Souza, o “Miltinho”, eminência da ditadura militar e defensor da tortura e do assassinato de opositores do regime, por exemplo, continua sendo homenageado com um viaduto sobre a avenida Marginal do Tietê e uma praça no Parque Novo Mundo, ambos na zona norte da cidade. Leia mais

Troca de favores
Gustavo Barreto, 19 de novembro, 2003. Onde começa a iniciativa pública e onde termina a privada? Pelo jeito, as Organizações Globo e alguns governos andam constantemente de mãos dadas. Mas não se preocupem: estão apenas 'ficando'. Leia aqui

Medo justificado
Gustavo Barreto, 16 de outubro, 2003

Nesta quinta, fiz um convite para a exibição do vídeo da BBC sobre a Rede Globo. Foi enviado para toda a imprensa. Todos os principais jornais do Brasil receberam.

Pouco tempo depois de enviado, volta uma resposta da redação do jornal 'O Globo'. Queriam saber onde exatamente iria ser a exibição no Rio, já que no panfleto dizia apenas 'Praça XV'.

O detalhe é que a redatora esqueceu, provavelmente sem querer, de tirar a última parte do e-mail. Lá estava um e-mail dela mesmo, que havia repassado a informação para Ali Kamel. Nada demais, é claro. Mas, para quem não sabe, Kamel é um dos mais altos executivos das Organizações Globo, atual editor-executivo da Central Globo de Jornalismo (CGJ). No site Canal da Imprensa ele ganha fama de 'durão e competente', aqui

Kamel é quem defende com unhas e dentes que a Rede Globo foi imparcial ao relatar no Jornal Nacional as manifestações das Diretas Já, em São Paulo, no dia 24 de janeiro de 1984.

Contra ele, uma infinidade de jornalistas, muitos absolutamente consagrados, como Clóvis Rossi, aqui, e Mario Sergio Conti, aqui.

Citando Mario:
"(...) Nessas quase duas décadas, acho que li boa parte do que foi publicado a respeito. Conversei com dezenas de colegas da Globo. Entrevistei alguns deles e lhes fiz perguntas específicas sobre a campanha das diretas. Pois nenhum deles, jamais, defendeu a tese do “bom jornalismo”. Alguns falaram em “erro”, outros se referiram a “pressões”, muitos disseram que “foi feito o possível”. Nenhum deles se vangloriou do que foi levado ao ar. A começar por Roberto Marinho", original aqui

Mais trechos do livro de Mario, "Notícias do Planalto", você encontra aqui

Cada vez que a Globo tenta defender a péssima cobertura de um evento histórico e único, se enrola mais. Não é incomum ver iniciativas intelectuais contrárias à Rede Globo só porque um integrante da CGJ decide se defender de algo. Para cada defesa, no mínimo dez artigos contundentes. É o caso do jornalista Ivson Alves, aqui, ou via Comunique-se, aqui

Com razão a Globo vai à luta para fazer revisionismo histórico. Isso porque qualquer cidadão com dois neurônios ou mais que assistir ao vídeo "Além de Cidadão Kane" (da BBC de Londres), que terá exibições públicas neste 17 de outubro em São Paulo e no Rio de Janeiro, deve ficar furioso o suficiente para culpar a CGJ por muitos dos atrasos sócio-políticos que enfrentamos hoje.

O vídeo é simplesmente auto-explicativo. Ou você finge que não vê, ou entende como se mantém um monopólio de comunicação, controlando redes de TV por assinatura (Globosat, Sky e Net), rádios (CBN, rádio Globo), jornais (O Globo, Valor Econômico, Extra, Diário de São Paulo), revista (Época), internet (Globo.com), editora de livros (Editora Globo), gravadora (Som Livre) e uma produtora de filmes (Globo Filme).

Muitas vezes às custas do bolso do contribuinte.

Mais de 40% dos brasileiros vêem a rede Globo de televisão todos os dias. Nada contra a Globo em si: contra o monopólio da palavra, isso sim, temos muito a falar.

Morreu o Imperador do Mar
Marcelo Salles, 16 de agosto, 2003

Aos treze dias deste agosto cinzento, morreu o imperador do mar.

Em seu funeral, a confraria marinha esteve reunida. Tubarões e peixes grandes de todo tipo foram render homenagem àquele que reinou sobre o mar durante a segunda metade do século XX.

Uns choraram, outros não. Mas é bom que se diga: todos os peixes grandes se alimentaram das sobras da rede imperial. Os peixes-estrela e os peixes-diretores que, juntos, foram incumbidos de encantar os peixes-povo, pareciam órfãos de pai e mãe. O imperador marinho havia faltado.

No dia seguinte, o mar amanheceu turbulento. O império agora se dividia nas mãos dos três herdeiros. Outros tubarões observavam atentos o desenrolar dos fatos e espreitavam, aguardando o melhor momento para tentar abocanhar parte do império. Por isso, durante todo o dia, os peixes-apresentadores se apressaram em ler e reler a nota dos familiares onde o poder do império era sublinhado por generosos adjetivos. Até na hora da morte a soberba se impunha aos corações maculados pela ganância.

Mas o complexo sistema marinho não parou. Embora as correntes possam ser fortes e divergentes nas profundezas, acabam convergindo quando na superfície. Assim, os peixes-estrela e os peixes-diretores continuam encantando os peixes-povo para dominar o mar. Dessa forma, as pérolas extraídas deste rico oceano seguem para outras paragens, sem que ninguém fique sabendo.

Onde quer que esteja, o imperador marinho deve estar orgulhoso. O canto da sereia platinada segue ecoando.

Roberto Marinho foi tarde

A grande mídia amanheceu chorosa no dia 7 de agosto, lamentando o desaparecimento do presidente Rede Globo. Quanto a nós, do lado de cá, não é bem o caso de soltar fogos. Se há algo que temos que lamentar, são os prejuízos que o falecido nos causou. O título acima pode parecer raivoso, mas é um reconhecimento de que a burguesia perdeu um general talentoso. Sérgio Domingues, agosto de 2003, no Mídia Vigiada

Imprensa brasileira

Mauro Santayana, Agência Carta Maior, 8 de agosto, 2003. Roberto Marinho foi um homem controvertido. Apesar da tentativa de separar a comunicação da política, todos os capitães da indústria editorial tiveram forte influência na construção de líderes no Brasil. Leia aqui

Documentário contra a Rede Globo completa dez anos

Antônio Brasil, agosto de 2003. “Muito além do cidadão Kane”, documentário de Simon Hartog sobre a Rede Globo, continua proibido para aqueles que seriam os principais interessados: os telespectadores brasileiros. A justiça se tornou desculpa para censura. Leia mais

TV Globo quer que rádios comunitárias transmitam seus programas

CMI Brasil, 24 de junho, 2003. A TV Globo, em parceria com a Rede Viva Favela (rede de 300 rádios comunitárias do Rio, ligada à ONG Viva Rio) está lançando o projeto "TV na Rede" que disponibiliza o áudio de programas da TV para serem retransmitidos por rádios comunitárias. Leia mais

Muito Além do Cidadão Kane
Vídeo que conta um pouco da história das Organizações Globo, em particular da emissora de TV. Arquivos kane1, 2, 3 e 4

“É como tomar um calmante depois de um dia de trabalho”
General Médici, anos 70, sobre o noticiário da TV Globo

Jornal Nacional
Observatório do diário televisivo de maior repercussão do país

Especial Globo 40
Produzido pelo diário FAZENDO MEDIA.

O Poder da Globo
Como a emissora influencia as pessoas através de cada programa.

A saga do filme 'Muito Além do Cidadão Kane'
Como a celeuma em torno da censura ao documentário "Além do Cidadão Kane" ajudou a transformar o filme num cult.

Roberto Marinho, Lula e o engano do povo.[Caio Navarro de Toledo]

CMI: Morreu Roberto "Cidadão Kane" Marinho

Outros textos

Grupo RBS

BNDES e a Globo: nota à imprensa
Assessoria de imprensa do BNDES em 14/09/2006.

Roberto Marinho.1904-2003

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Outros textos
Império ideológico
Danielson Roaly para o Canal da Imprensa

(...) A existência da TV Globo foi fruto de uma parceria não permitida por lei, com o capital estrangeiro. O senador João Calmon solicitou em 1966 que essa união, com a Time-Life, fosse investigada. Uma CPI foi instaurada declarando que a Globo infringira o artigo 160 da Constituição da República. Mas o presidente Castelo Branco considerou as acusações como infundadas fechando o inquérito em 1967. Em troca, por debaixo dos panos, foi preparada uma grande propaganda do governo militar, um jornal de cunho nacionalista.

Em 1.º de setembro de 1969 vai ao ar o Jornal Nacional marcando a primeira entrada em rede nacional. Inicialmente com duração de 15 minutos, passou a 30 e, por fim, a 45 minutos. Os apresentadores eram Léo Batista e o lendário Heron Domingues, apresentador do "Repórter Esso" durante muito tempo.

Os padrões ideológicos do grupo Time-Life predominaram durante boa parte da década de 60 até início dos anos 70, em pleno período da Guerra Fria. Neste período idealizou-se que "o que é bom para os Estados Unidos é bom para o Brasil". Os jornais censurados apresentavam notícias segundo os interesses da ditadura, que eram os mesmos do Estados Unidos.

(...) O maior poder exercido pela Globo foi o poder político. Ela que nascera de mãos dadas com a política, resolveu ditar o rumo da nação, quando percebeu que o seu poder estava para ser abalado com as "Diretas Já!", que durante muito tempo relutou em apresentar.

(...) No Ministério das Comunicações ACM corta vínculos com a NEC, empresa que fornecia equipamentos de telecomunicações para o governo. Isto fez com que o valor da NEC brasileira despenca-se. Com isto, mais tarde, a Globo compra a empresa "a preço de banana", e logo depois, ACM voltou a restabelecer vínculos com a NEC.

(...) Com a crise no governo de Sarney, sucessor de Tancredo, a Globo prepara seu sucessor. Em 1987, um jovem político desconhecido, Fernando Collor, governador do pobre Alagoas, começa a aparecer freqüentemente nos jornais e programas da Rede Globo.

Em 1989, Collor e Lula vão para o segundo turno. A Globo transmitiu dois debates, sendo o segundo, três dias antes da eleição. No dia seguinte, ela dá a cartada final, após vários meses de campanha para o jovem político, apresenta um resumo de seis minutos, onde apresenta Collor como o todo poderoso. Assim a Rede Globo deixa mais uma vez suas digitais na história brasileira.

Neste dia, Alexandre Garcia termina o Jornal Nacional dizendo: "... mantivemos um canal aberto entra a TV e seus eleitores, para que melhor se exerça a democracia...".

Dois anos mais tarde, tudo se vira contra a "menina dos olhos" da Globo, Fernando Collor. Assume Itamar Franco, que prepara o sucessor Fernando Henrique. A Globo festeja a entrada do Plano Real e o tetracampeonato do Brasil.

Num clima de festa, agora era a hora de FHC, fiel submisso dos interesses americanos. A Globo, com sua ideologia, também não podia perder essa. Com seu poder regenerado, ela elege Fernando Henrique, que derrota novamente o inimigo da Rede Globo.

Quatro anos depois, o Brasil está à beira de uma grande crise, e está em anos de eleição. ACM lança a idéia, FHC2. Fernando Henrique faz a sua parte, pegando emprestado cerca de 30 bilhões de dólares com o FMI, que garante a estabilidade da nação. E a Globo que até então criticava o governo, apresentando cenas da seca no nordeste, troca pela chance do pentacampeonato da seleção brasileira, e elege FHC.

(...) De maneira muito hábil transformou seus artistas em estrelas. Os programas de entretenimento passaram a girar em torno da vida pessoal dos artistas. Os convidados dos programas de auditório passaram a ser os mesmos que estavam nas novelas das emissoras.

Essa influência foi tão grande, que as demais emissoras foram contaminadas por esse olhar egocêntrico da Rede Globo. E sentiram a obrigação de também falar do umbigo alheio. Os programas das outras emissoras começaram a divulgar informações sobre artistas, novelas, programas e funcionários da Rede Globo. Porque isto se tornou notícia.

O objetivo sempre foi criar no indivíduo uma identidade Globo. No próprio slogan já diz: "A gente se vê por aqui". Não estão dizendo que vão te ver na TV Globo, mas sim que você se vê na TV Globo. Você se torna um indivíduo de identidade Globo, esse é o monopólio mais forte exercido por eles. (...) Leia o texto completo

A TV Globo e sua história secreta
Por José Lucas Alves Filho: As reais motivações que a Globo teve, e tem agora, depois das eleições, com uma inusitada e inesperada aproximação do Governo Lula. Uma reflexão sobre o papel da emissora na implantação do poder do capital especulativo sobre o produtivo no Brasil. Leia aqui

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Carta do leitor da Folha
"Gostaria de dar meus pêsames aos familiares do jornalista Roberto Marinho, que não podem ser responsabilizados pelos desmandos do patriarca. Mas é importante lembrar, neste país sem memória, a sua participação no DIP, na ditadura Vargas, censurando jornais, a sua campanha contra a criação da Petrobras e o seu engajamento no apoio ao regime militar, do qual participou ativamente e do qual beneficiou-se tremendamente (caso Globo-Time Life). Hoje, já morto, é visto como grande democrata, mas é bom lembrar que fez o que pôde para solapar a campanha das "Diretas-Já" e fez de seu canal a rampa que levou Collor ao poder. Sem dúvida, foi um grande empresário, mas nunca um grande brasileiro".

Federico Erdocia (Jundiaí-SP), Painel do Leitor da Folha de São Paulo, 08/08/2003

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Epifania editorial
(...) A morte do presidente das Organizações Globo, o jornalista e empresário Roberto Marinho, produziu manifestações de pesar por demais emblemáticas para serem ignoradas. De antigos aliados a opositores ferrenhos ouvimos e/ou lemos declarações entusiásticas sobre o cidadão, o companheiro e o empreendedor. Não pretendo, ao longo desse pequeno artigo, analisar as intenções que moveram os gestos. Seria tão inútil quanto presunçoso. Mas se alguma lição há que se extrair desse episódio, ela não poderá ignorar um ponto fulcral: ao morrer, Roberto Marinho mostrou os acertos das apostas que fez em vida. E isso, per si, explicaria sua longevidade como figura central do cenário político brasileiro.

Apostou no poder das estruturas oligárquicas e acertou na mosca. Jogou todas as fichas em forças sociais que perpetuariam o atraso e raspou a mesa. Foi, em nome da expansão de seu império, parceiro de regimes que suprimiram liberdades civis e acentuaram a exclusão social. Desde jovem soube, como bom jogador de pôquer, que parcela expressiva da intelectualidade que lhe criticava era facilmente cooptável. A retórica cidadã não resistiria a pequenos favores. Não precisou ler Gramsci para ter perfeita noção do que significa transformismo. E, como senhor do cassino, foi avalista de diversas transições pelo alto, de modernizações conservadoras e desconstruções de projetos nacionais. Por tudo isso, foi um vencedor. (...) Leia aqui

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Globo e as Diretas Já
"Durante o primeiro semestre de 1984, todo o Brasil foi sacudido pela campanha chamada de ‘diretas-já’, pedindo o imediato restabelecimento das eleições diretas para a Presidência da República, suprimidas pelo regime militar imposto em 1964. Num primeiro momento, a Rede Globo de Televisão – principal veículo de comunicação do país – foi contra a campanha.

Era seu direito fixar tal posição. Mas ela ultrapassou claramente a fronteira entre opinião e informação, ao tentar fazer passar a seus telespectadores que o primeiro grande comício pelas diretas-já em São Paulo (25.01.1984) fora apenas uma manifestação a mais dentro das comemorações ao aniversário da cidade, que transcorre justamente no dia 25 de janeiro".

Clóvis Rossi, Vale a pena ser jornalista? São Paulo: Moderna, 1986, p. 9.

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(...) O “Jornal Nacional” não deu manchete com o comício pela diretas, que levou mais de duzentas mil pessoas à praça da Sé. Logo, não o considerou um dos grandes fatos jornalísticos do dia. O título da matéria do Paglia também omitiu que se tratava de uma manifestação pelas diretas. O tema das diretas ocupa metade do tempo da reportagem, cerca de trinta segundos. Nela, dois entrevistados falam, D. Paulo Evaristo Arns e Franco Montoro, e apenas o governador se refere às diretas. A reportagem cita o nome de dez artistas e apenas o de dois políticos: a então ministra da Educação, Ester Figueiredo Ferraz, e Montoro.

(...) Todos os órgãos da grande imprensa cobriram o ato público na Sé de maneira extensa e intensa. Para os seus diretores e proprietários, ele foi a grande notícia do dia e da semana. Só o “Jornal Nacional” fez diferente. Ele reduziu drasticamente a relevância e o impacto da notícia. Ele colocou dentro da notícia informações que visavam disfarçar o seu sentido, a sua verdade – a de manifestação popular contra a ditadura.

(...) Nessas quase duas décadas, acho que li boa parte do que foi publicado a respeito. Conversei com dezenas de colegas da Globo. Entrevistei alguns deles e lhes fiz perguntas específicas sobre a campanha das diretas. Pois nenhum deles, jamais, defendeu a tese do “bom jornalismo”. Alguns falaram em “erro”, outros se referiram a “pressões”, muitos disseram que “foi feito o possível”. Nenhum deles se vangloriou do que foi levado ao ar. A começar por Roberto Marinho.

Mario Sergio Conti, original aqui


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