Abaixo-assinado em favor da Imprensa Alternativa

Depois de participar de debates sobre a questão da mídia no Brasil e trocar idéias com jornalistas brasileiros, o jornalista uruguaio Mário Deugaudio escreveu matéria sobre a importância da imprensa alternativa para o processo democrático e apresentou algumas sugestões para efetivar a viabilização dessa idéia. Um grupo de cidadãos brasileiros, jornalistas ou não, está colhendo assinaturas nos mais diversos pontos do Rio de Janeiro e do País, em defesa do fortalecimento e viabilização da imprensa alternativa à chamada Grande Imprensa. A matéria em questão foi encaminhada ao deputado Luis Eduardo Greenhalgh e o abaixo-assinado será encaminhado ao Congresso.

Para os signatários, fortalecer a imprensa alternativa é não só da mais ALTA RELEVÂNCIA para a democracia e alternativa à grande imprensa, como é perfeitamente viável, dependendo, claro, da vontade política de se levar adiante esta idéia. Em países como o Canadá e a Venezuela, o poder público viabiliza a existência de imprensas alternativas ao grande monopólio por entender que desta forma se dá vez e voz a quem não tem vez e voz nas páginas diárias da “Grande Imprensa”.

Abaixo-assinado

Nós, abaixo-assinados, pedimos a democratização das verbas públicas para todos os meios de comunicação com o objetivo de garantir a pluralidade da informação e o direito das diferenças se verem representadas no noticiário do dia-a-dia.

Imprensa alternativa: Instrumento indispensável para o funcionamento da democracia

por Mario Deugaudio


Parafraseando Norberto Bobbio ao referir-se à imprensa, uma democracia se considera como tal quando todos os interesses e setores da sociedade podem manifestar sua opinião de maneira livre, orgânica e sem exclusões, usando de iguais oportunidades e direitos, respeitando os mesmos deveres.

Bastião de resistência contra as ditaduras do Cone Sul latino-americano, a imprensa alternativa, isto é, a imprensa partidária, dos movimentos sociais e sindicais, dos estudantes, dos bairros e comunidades, tanto escrita quanto oral, paradoxalmente longe de ter qualquer reconhecimento é um dos setores que mais foi prejudicado pela democracia. Órgãos de informação que tinham grande impacto e tiragem durante o processos de abertura fecharam depois.

Os conglomerados midiáticos que cresceram e engordaram, cúmplices das ditaduras e amparados pela censura que destruiu concorrentes e adversários, agora posam de democráticos e, o que é pior, gozam de um poder como nunca antes. Principalmente, ninguém põe em discussão o que escrevem ou dizem. Primeiro, porque quase aniquilam a capacidade de comunicação da imprensa alternativa, reduzindo-a a uma função subterrânea, praticamente clandestina. Para isso, a “Grande Imprensa”, sem maiores obstáculos, obteve fabulosos investimentos privados e públicos, seja diretamente através de ‘empréstimo a fundo perdido’, como indiretamente através da publicidade.

Investimentos astronômicos e crescentes foram realizados pelo capitalismo financeiro e grandes conglomerados econômicos mundiais na montagem e desenvolvimento de meios de comunicação de direita e ultradireita tanto nos países do Primeiro Mundo quanto nos chamados em vias de desenvolvimento.

Esses planos de valor estratégico e os recursos conjuntamente empregados pelos Estados em infra-estrutura de satélites, informatização e redes de transmissão, assim como em investigação científica, foram os propulsores da chamada ‘revolução tecnológica’ que teve seu principal impacto precisamente na comunicação, modificando radicalmente regimes e códigos de produção.

O controle praticamente absoluto desses novos e poderosos meios consolidou o domínio da comunicação por parte de um pequeno grupo de ideólogos de direita altamente profissionalizados que, enquistados nos principais centros informativos de cada país, projetam suas pautas e enfoques unilaterais através de redes globais.

O método que usam é simples e eficiente: exagerar com o sangue, o sexo, os escândalos pessoais e os espetáculos vazios de arte, talento e conteúdo. Em matéria de política econômica defendem, sobretudo, o ‘livre mercado’ de contratos e trabalho e capitais, as receitas fundomonetaristas de endividar-se e exportar para crescer, de cortar gastos sociais para pagar juros de uma dívida que, apesar de todos os esforços, continua duplicando-se a cada cinco anos.

Sustentam o financiamento público dos grandes conglomerados privados, especialmente financeiros e, em causa própria, os de comunicação. Conseguem, assim, a incrível façanha de transformar em públicas as próprias dívidas, aumentar seu próprio poder e, ao mesmo tempo, valendo-se da impressionante supremacia tecnológica alcançada, liquidar qualquer expressão organizada diferente.

Na política, essa ‘Grande Imprensa’ chantagea partidos e políticos democraticamente, ou seja, sem exceções. Se querem divulgar suas opiniões têm que ‘ajoelhar-se’ da maneira mais vil que se tenha notícia na história ante seus desígnios, idéias e projetos. Do contrário, um silêncio sepulcral se abaterá sobre eles.

Um dos objetivos dessa ‘Grande Imprensa’ autodenominada democrática é alienar o cidadão de seus interesses, da realidade, fazê-lo esquecer seus direitos mais elementares e induzi-lo ao ‘consumismo’ e à apatia política, inclusive a emitir opiniões e praticar atos que o prejudicam.

Como martelos pneumáticos esses meios se abatem sobre as cabeças promovendo o individualismo, a solução do ‘salve-se quem puder’, a expressão primeira dos instintos básicos, o racismo direto ou velado, a agressão às minorias e às maiorias sem poder econômico, a aculturação forçada.

Por outra parte, são ajudados inconscientemente pelos partidos que, longe de defender interesses populares e nacionais em função de posições táticas de poder alcançadas, renunciam a promover uma imprensa verdadeiramente independente que represente interesses claros de setores sociais presentes e não encobertos.

Lamentavelmente muitos dirigentes, talvez a maioria dos quadros políticos que lutaram contra as ditaduras, terminaram ‘convencendo-se’ de que pode existir uma ‘imprensa neutra ou imparcial’ e que nela é possível o debate, a confrontação de idéias, leal e aberta, de modo que os leitores, ouvintes ou telespectadores formem sua própria opinião.

Ante qualquer hipócrita pretensão de apresentar a ‘Grande Imprensa’ como tribuna de livre expressão, de informação plural e objetiva, de igualdade de oportunidades para defender idéias e pontos de vista diferentes, é possível observar que por detrás dessa vitrine o que predomina é a mais raivosa defesa dos interesses dos ‘poderes fortes’ a que estão aliados e os financiamentos estatais ‘a fundo perdido’ dos quais são beneficiários. As idéias, a cultura e até os gostos dos setores dominantes, da direita e ultradireita que os compactam em um ‘pensamento único’, terminam predominando e, o que é pior, sendo assumidos como seus pela maioria da sociedade, inclusive pelos adversários.

O eixo deste azeitado sistema de enganos em cadeia é a informação. Através dela o cidadão discerne, forma sua opinião ou renuncia a tê-la. Por isso é tão importante para a “Grande Imprensa” fracionar seus adversários, reduzir a concorrência ao ridículo e a ser, no melhor dos casos, pantomima da tendência imposta.

O “Irmão Maior” sabe que a política necessária para manter o ‘status quo’ significa, sobretudo, capacidade de comunicação, e que manter a hegemonia política em uma sociedade é uma luta que impõe métodos de divulgação das idéias baseados nas ciências da informação e na potência tecnológica para ocupar cada espaço de tempo e toda a atenção das pessoas e do conjunto da sociedade, de modo que todos e cada um sejam consensuais com os interesses do conglomerado midiático.

A estratégia de ocupar esta máquina monstruosa e, valendo-se da independência e consciência dos jornalistas, conduzi-la por um caminho ‘virtuoso’, evidentemente fracassou. O monstro comeu a muitos e aqueles que escaparam com vida sobrevivem nas condições mais improváveis. A imprensa partidária foi parar nas catacumbas. Órgãos de imprensa de movimentos sociais amplos e sindicatos com dezenas de milhares de filiados são divulgados como se estivessem na clandestinidade. Sobrevivem editados e distribuídos artesanalmente sem o menor apoio do Estado.

Sua periodicidade não pertence ao tempo real nem ao tempo da gente, alguns saem quando podem, são trimestrais, mensais, em casos excepcionais, semanais. Encaram uma luta praticamente inútil contra a “Grande Imprensa” que não deixa uma brecha, bombardeando sem pausas com uma infinidade de publicações e transmissões que ocupam com tenacidade cada espaço de tempo e lugar.

Sem dúvida, ainda que muitos tenham perdido a esperança, é possível reverter essa situação catastrófica. Basta ter vontade política de fazê-lo e um plano que deve, por força, ser ambicioso: construir um Sistema de Comunicação Alternativo poderoso, eficiente e de verdade independente dos grupos econômicos e financeiros internacionais.

(com o apoio inicial dos jornalistas e cidadãos brasileiros Maria Luiza Franco, Mário Augusto Jakobskind, Irene Cristina, Clara Marinho, Carlos Magno, Cristina Duque Estrada, Ricardo Soca, Ana Clara Oliveira, Jesus Antunes, Zilda Ferreira, Elza Neves Moraes, Ana Clara Polakof, Oseas de Carvalho)

PS: as assinaturas começaram a ser recolhidas no começo de abril de 2004 e foram atualizadas em novembro de 2006.

ATENÇÃO

 
Quem já assinou, por ordem de nome e local
  1. Alexsandro Acioli de Matos — Macapá/AP — Bibliotecário, Estudante de Direito e Funcionário Público Federal
  2. José Tenório de Sousa — Barreiras/BA — Jornal Novoeste. Jornalista e Publicitário
  3. Lara Ferrero — Salvador/BA — Bióloga
  4. Roberto Santanna — Salvador/BA — Jornalista profissional, sócio da ABI, Abrajet, Abrarj, Sinjorba e Fenaj. Editor da Folha da Praia (www.folhadapraia.com.br)
  5. Vinicius Carvalho d'Alcantara Freire — Salvador/BA — Universitário
  6. Ana Elizabeth M. de Albuquerque — Brasilia/DF — Professora SEEDF
  7. Carla Lisboa — Brasilia/DF — Jornalista
  8. Débora Avelina Felipe — Brasilia/DF — Professora, Psicanalista e Aluna de Especialização da Universidade de Brasília
  9. Dioclécio Luz — Brasilia/DF — Jornalista, membro da Campanha contra baixaria

  10. na TV da Câmara dos Deputados
  11. Elício Bezerra Pontes — Brasilia/DF — Professor da Universidade de Brasília (UnB)
  12. Hugo Alex Rodrigues Sousa — Brasilia/DF — Fuzileiro naval
  13. João Arnolfo Carvalho — Brasilia/DF — Jornalista e economista
  14. José Luiz Dias da Silva Lima — Brasilia/DF — Jornalista
  15. Leonardo Araujo — Brasilia/DF — Jornalista
  16. Raquel de Almeida Moraes, Profª. Dra. — Brasilia/DF — Faculdade de Educação (FE) da Universidade de Brasília (UnB), Departamento de Planejamento e Administração (PAD)
  17. Danilo Sérgio Salvadeo — Aracruz/ES — Editor do Folha do Litoral
  18. Lígia Benevides Batista — Goiânia/GO — Estudante de Jornalismo da Universidade Federal de Goiás (UFG)
  19. Vania Vieira — Goiânia/GO — Estudante de Fisioterapia
  20. Ana Paula Vitorino — Piracanjuba/GO — Editora do Jornal O Pouso Alto
  21. Diogo Diniz Ribeiro Cabral — Raposa/MA — Educador popular, membro do Movimento de Libertação da Democracia
  22. Ed Wilson Ferreira Araújo — São Luís/MA — Jornalista, diretor da Associação Brasileira de Rádios Comunitárias no Maranhão (ABRAÇO-MA)
  23. Rodrigo de Assis Costa Rocha — São Luís/MA — Bibliotecário e estudante de Comunicação da UFMA
  24. José Humberto Rodrigues — Belo Horizonte/MG — Professor Universitário, Bibliotecário e Mestrando em Comunicação Social ("O discurso alternativo e a trajetória do jornal DE FATO em Belo Horizonte 1976 - 1978")
  25. Juliana Moreira — Belo Horizonte/MG — Administradora
  26. Petrônio Souza Gonçalves — Belo Horizonte/MG — Jornalista
  27. Rafael Pissolato — Belo Horizonte/MG — Estudante universitário (UFMG)
  28. Graziele Moreira Brisolla — Ipatinga/MG — Jornalista, Publicitária e Professora
  29. André de Queiroz Faria — Uberlândia/MG — Universitário
  30. Daniela Corrêa e Castro de Carvalho — Viçosa/MG — Estudante da primeira turma de jornalismo da UFV; membro do CA de Comunicação da Universidade Federal de Viçosa
  31. Viviane Viaut — Amambai/MS — Jornalista
  32. Adejair Morais da Silva — Chapadão do Sul/MS — Jornal O Correio; diretor proprietário
  33. Sônia Maria de Lima Santos — João Pessoa/PB — Jornalista, Coordenadora do LIBERTA - Centro de Pesquisa, Comunicação e Educação para a Cidadania.
  34. José Claudinier de Freitas Filho — Recife/PE — Auditor do Tesouro e Professor Universitário
  35. Jônatas Domingos Barbosa Campos — Tamandaré/PE — Jornalista; Rádio Comunitária Costa Dourada FM - 104,9
  36. Mariana Gonçalves da Silva — Teresina/PI — Estudante de Comunicação Social da Universidade Federal do Piauí (UFPI)
  37. Mário Lopes Amorim — Curitiba/PR — Professor do Centro Federal de Educação Tecnológica do Paraná (CEFET-PR)
  38. Jussara Rezende Araújo — Londrina/PR — Pesquisadora em produção e recepção de mídia e professora universitária com doutorado em Ciências da Comunicação.
  39. Antonio Ozaí da Silva — Maringá/PR — Editor da Revista Espaço Acadêmico (www.espacoacademico.com.br), Departamento de Ciências Sociais, Universidade Estadual de Maringá (UEM)
  40. Adhemir Rebello — Niterói/RJ — Editor de fotografia/ Jornal da Cidade
  41. Áthila Rocha Trindade — Niterói/RJ — Mestrando em Ciência da Computação
  42. Claudio Salles — Niterói/RJ — Músico, radialista e vídeo maker
  43. Jane Duarte — Niterói/RJ — Funcionária Pública e Jornalista
  44. Leonardo Caldeira e Sousa — Niterói/RJ — Diretor da MLR Comunicação e colunista do Jornal da Cidade
  45. Mário de Sousa — Niterói/RJ — Editor do Jornal da Cidade
  46. Therezinha Bittencourt — Niterói/RJ — Colunista do Jornal da Cidade
  47. Alexandre Florêncio dos Santos — Rio de Janeiro/RJ — Professor da Rede Pública
  48. Alice Franca Leite Cafezeiro — Rio de Janeiro/RJ — Professora Aposentada da Universidade Federal do Rio de Janeiro / Letras na Pós-Graduação
  49. Achille Lollo — Rio de Janeiro/RJ — Presidente da Associação para o Desenvolvimento da Imprensa Alternativa (ADIA) e diretor da Revista Nação Brasil, dos suplementos trimestrais Conjuntura Internacional e Crítica Social e do site www.portalpopular.org.br
  50. Claudia Santiago — Rio de Janeiro/RJ — Jornalista. Coordenadora da Secretaria de Comunicação da CUT-RJ e Fundadora do Núcleo Piratininga de Comunicação (NPC).
  51. Eduardo Pereira da Silva — Rio de Janeiro/RJ — Músico e estudante
  52. Evandro Vieira Ouriques, Prof. Dr. — Rio de Janeiro/RJ — Coordenador do Centro de Estudos de Comunicação e Consciência/Escola de Comunicação/UFRJ
  53. Fernanda Isabel Marques Teixeira — Rio de Janeiro/RJ — Estudante de Direito PUC-RJ
  54. Gustavo Barreto de Campos — Rio de Janeiro/RJ — Estudante de Comunicação da UFRJ e editor de imprensa alternativa
  55. José Ribamar Bessa Freire — Rio de Janeiro/RJ — Jornalista, fundador e ex-editor do jornal Porantim, ex-repórter do jornal O SOL
  56. Joyce Enzler — Rio de Janeiro/RJ — Representante da APEDEMA (Assembléia Permanente em Defesa do Meio Ambiente) nos Fóruns de Comunicação do Rio de Janeiro; Militante da rádio Bicuda
  57. Luciana Crespo — Rio de Janeiro/RJ — Jornalista
  58. Márcia Andréa Martins de Araujo — Rio de Janeiro/RJ — Diretora-presidente do Jornal Copacabana /Zona Sul
  59. Mauro Franco — Rio de Janeiro/RJ — Jornalista, editor do Jornal Posto Seis (jornal comunitário do bairro de Copacabana), com tiragem de 30 mil exemplares, quinzenalmente
  60. Paulo Mendonça — Rio de Janeiro/RJ (Zona Oeste) — Diretor geral do Jornal Real Notícias
  61. Rafael Rodrigues Nobre — Rio de Janeiro/RJ — Estudante universitário
  62. Renata Moreira Lima — Rio de Janeiro/RJ — Sub-editora do Jornal Copacabana/ Zona Sul
  63. Ricardo Rabelo — Rio de Janeiro/RJ — Editor do Jornal Bafafá / Bafafá On Line
  64. Rod Britto — Rio de Janeiro/RJ — Jornalista e um dos editores do jornal Alto-Falante Cultural.
  65. Tiago Andre de Melo Bahia — Rio de Janeiro/RJ — Estudante universitário
  66. Virgilio de Souza — Rio de Janeiro/RJ — Jornalista Responsável pelo Jornal Capital Cultural
  67. Marcus Vinicius Cavalcante Dantas — Natal/RN — Estudante secundarista
  68. Joaquim Pinheiro de Araújo — Natal/RN — Engenheiro agrônomo, com Mestrado em Ciências Sociais; Coordenador da Cooperativa TECHNE
  69. Frei Pilato Pereira — Canoas/RS — Frade Capuchinho, Equipe de "Outras Vozes" (www.outrasvozes.hpg.ig.com.br)
  70. Márcio José da Rosa Barreto — Flores da Cunha/RS — /
  71. Roberto Quevedo — Pelotas/RS — Estudante de Filosofia
  72. Cristiane Ostermann — Porto Alegre/RS — Jornalista
  73. Edgar Vasques — Porto Alegre/RS — Cartunista
  74. Janice de Cândido — Porto Alegre/RS — Servidora pública estadual
  75. Jefferson Kologeski Pinheiro — Porto Alegre/RS — Jornalista
  76. Marco Aurélio Weissheimer — Porto Alegre/RS — Jornalista, correspondente da Agência Carta Maior (agenciacartamaior.uol.com.br) em Porto Alegre.
  77. Vera Cardozo — Porto Alegre/RS — Jornalista
  78. Wladymir Ungaretti — Porto Alegre/RS — Jornalista, editor do sítio www.pontodevista.jor.br
  79. Volnei Batista de Carvalho — Barra Velha/SC — Advogado, Economista e Filósofo
  80. David Eastwood Gruginski — Florianópolis/SC — Estudante
  81. Jussara Pereira de Lima — Florianópolis/SC — Coordenador geral da UNEGRO/SC, estudante téc. Magistério, Movimento Hip Hop de Florianópolis, Conselheira do Conselho Estadual das Populações Afrodescendentes. Formada em Técnica de Enfermagem
  82. Cristina Teresa Santos — Jaraguá do Sul/SC — Jornalista
  83. Elair Floriano — Joinville/SC — Jornalista
  84. Priscila Figurski — Rio dos Cedros, SC — Estudante de comunicação (com RG ok)
  85. Ana Paula Cortez — São Francisco do Sul/SC — Educadora Infantil
  86. Ana Maria Lima de Carvalho — Tubarão/SC — Trabalhei 2 anos com comunicação alternativa em Rádios Comunitárias, hoje estou cursando a faculdade de Jornalismo em Tubarão e sou militante da União da Juventude Socialista
  87. Marcelo Bombonatti de Sousa — Barueri/SP — Estudante
  88. Eliane Aparecida de Almeida Barros — Bauru/SP — Estudante de jornalismo da UNESP
  89. Marta Vieira Caputo — Bauru/SP — Mestranda em Comunicação Midiática - UNESP
  90. Renato Fontes Gomes — Botucatu/SP — Médico e pastor religioso
  91. Carlos Gilberto Roldão — Campinas/SP — Jornalista e Professor universitário
  92. Raquel Villela — Cruzeiro/SP — Jornalista
  93. José Eduardo Meneghetti — Franca /SP — Jornalista Profissional - Jornal Labuta.
  94. Ocimar Barbosa Ferreira — Pindamonhangaba/SP — Jornalista e editor do jornal local O Tempo
  95. Walter Estevam Junior — Santo André/SP — Presidente da ABRARJ (Associação Brasileira de Revistas e Jornais) e Presidente do Conselho da ADJORI (Associação de Jornais do Interior do Estado de São Paulo); Residência: Ribeirão Pires/SP
  96. Camila da Cunha Almeida Azevedo — Santos/SP — Estudante de Jornalismo da UniSantos
  97. Carlos Gustavo Yoda — Santos/SP — Jornalista e Coordenador do Centro de Imprensa Alternativa (CIA)
  98. Fabiana de Souza Silva — São Bernardo do Campo/SP — Concluindo o curso de Pedagogia, assessora da vereadora Fátima Araújo, do PT de SBC (SP)
  99. Nelson Reis C. Pedroso — São Bernardo do Campo/SP — Jornalista e Psicólogo
  100. Odair Ricardo de Sene — São Bernardo do Campo/SP — Editor do jornal Mundo Lusíada
  101. Jose Ivan de Oliveira — São Carlos/SP — Estudante de pedagogia
  102. Rita de Cassia Pazeto — São Joaquim da Barra/SP — Estudante
  103. Ricardo Faria — São José dos Campos/SP — Jornalista
  104. Antonio Celada — São Paulo/SP — Economista
  105. Bruno Augusto Sabóia Pinto — São Paulo/SP — Jornalista
  106. Bruno Constantino Leonardi — São Paulo/SP — Contador e Moderador da Rede Virtual Setor Social (BR_Setor3).
  107. Cesar Antonio Alves Cordaro — São Paulo/SP — Advogado Público; Editor do sítio "Guia dos Museus (www.guiadosmuseus.org); Membro do Conselho Editorial do Jornal "Palavra Latina"
  108. Daniel Zanini Filho (Zanini H.) — São Paulo/SP — Jornalista, editor do www.guevarahome.org
  109. Daniela Ramos Teixeira — São Paulo/SP — Analista
  110. Eduardo Cedeño Martellotta — São Paulo/SP — Jornalista / Repórter do Jornal do Brás
  111. Fernando Proni — São Paulo/SP — Operador de triagem dos Correios e estudante universitário; residente do bairro de Pirituba
  112. Jacobus Johannes Cornelius de Wit — São Paulo/SP — Pedagogo Social; Presidente da ONG Fênix – Associação de Pedagogia Curativa
  113. Jesus Carlos de Lucena Costa — São Paulo/SP — Repórter fotográfico
  114. Joaquim Carlos Alves Costa — São Paulo/SP — Técnico em Edificações e formado em Ciências Sociais.
  115. Mara Cristina Nunes — São Paulo/SP — Jornalista voluntária do Depto de Comunicação da Pastoral da Criança Arquidiocese de S. Paulo
  116. Maria Angela Abduch — São Paulo/SP — Professora universitária e de curso técnico profissional; consultora
  117. Maria Inês Amarante — São Paulo/SP — Professora e radialista
  118. Maria Lyra Müller — São Paulo/SP — Estudante de psicologia da PUC-SP
  119. Michelle Carrasco Mancini — São Paulo/SP — Estudante do Último Ano de Jornalismo na Universidade São Judas Tadeu (USJT)
  120. Patrícia Marini — São Paulo/SP — Jornalista, com passagens pela 'grande' e pela 'pequena' imprensa.

  121. Pedro Nastri — São Paulo/SP — Jornalista e Diretor Responsável “Jornal da Semana”
  122. Rachel Franco Lara — São Paulo/SP — Publicitária
  123. Rosana Telles — São Paulo/SP — Jornalista; assessora de imprensa da ONG Clube de Mães do Brasil.
  124. Silvia Andreasi — São Paulo/SP — Médica
  125. Suelen Maria Rodrigues — São Paulo/SP — Estudante de jornalismo
  126. Tânia Barros De Lamonica — São Paulo/SP — Fonoaudióloga
  127. Ute Craemer — São Paulo/SP — Professora Waldorf, palestrante internacional, fundadora da Associação Comunitária Monte Azul, membro do Conselho Década pela Cultura de Paz na Assembléia Legislativa, co-fundadora da Aliança pela Infância no Brasil e no Japão e do Fórum pela Humanização do Social no Brasil
  128. Silvio de Azevedo Soares — São Pedro do Turvo/SP — Estudante universitário
  129. Wesley Silas Barbosa da Cruz — Gurupi /TO — Jornalista / editor jornal Atitude
  130. Aline Sêne — Palmas /TO — Estudante de Comunicação Social da Universidade Federal do Tocantins.
  131. Antonio Ferrero Fort — Granada, Espanha — Professor
     

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      "O Brasil é o segundo país com o maior número de jornais de bairro no mundo. Somos mais de dois milhões de exemplares distribuídos gratuitamente, porta a porta, semanalmente. Faça chuva ou faça sol.  Um número expressivo se levarmos em conta a tiragem dos grandes veículos de comunicação.

      Somos nós que vivemos o dia-a-dia da comunidade a que pertencemos; atendemos os anseios de nossa região; informamos coisas da comunidade; alavancamos o comércio local; cobrimos os eventos regionais, que para muitos não tem a menor importância; cobramos, junto às Sub-prefeituras, o fechamento daquele buraco feito na calada da noite; levamos as informações menosprezadas pelos grandes órgãos de imprensa, enfim, somos os autênticos representantes de nossa comunidade.

      Como se isso não bastasse, somos, também, geradores de empregos: contatos publicitários, jornalistas, diagramadores, fotógrafos, entregadores e tantos outros têm o sustento de sua família garantido trabalhando nestes veículos de comunicação.

      Porém, somos marginalizados pelos governos Federal, Estadual e Municipal, que não conseguem enxergar a importância do Jornal de Bairro.

      Embora exista uma lei que regulamenta a destinação de uma fatia da verba publicitária dos Governos aos Jornais de Bairro, esta não vem sendo cumprida ou, segundo critérios não muito claros, destinados a alguns jornais que se curvam, por motivos de sobrevivência, às imposições de nossos governantes.

      Não temos um verdadeiro representante de nossa classe para lutar por nossos direitos.

      Alguns Jornais de Bairro uniram-se para formar Associações Regionais. Já é um bom começo. Nós, abnegados da imprensa regional, sabemos o quanto amamos o que fazemos e a quantas duras penas sobrevivemos.

      Sempre lutei por aquilo que acredito e acho que assim como usamos de criatividade para solucionarmos problemas oriundos de administração nefasta, poderemos unir forças para sobreviver aos interesses escusos de alguns e levar à nossa comunidade a verdadeira informação. Portanto, compete a nós, porta-vozes das várias regiões de São Paulo, sobreviver com respeito e dignidade dando direito ao povo de reivindicar suas prioridades." Pedro Nastri — São Paulo/SP — Jornalista e Diretor Responsável “Jornal da Semana”, 22/1/2006

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      "A imprensa alternativa é que esta realmente próxima de cada comunidade. São nas páginas dos periódicos que os cidadãos conseguem aparecer em suas ações por uma sociedade melhor." Paulo Mendonça - Rio de Janeiro - Zona Oeste - diretor geral do Jornal Real Notícias, 4/10/2005

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      "Olà meu nome Francisco Pereira de Melo, popularmente conhecido como Dom Chico em São João de Meriti [RJ], onde trabalhei por quatro anos na rádio comunitária Onda Livre FM 95,3, sendo o único comunicador popular do mundo a entrevistar o herdeiro da Coroa Britânica, o príncipe Charles. Quando de sua visita ao Brasil no dia 05 de março de 2002, hoje estou todos os sábados na rádio Alternativa fm 98,7 de São João de Meriti no Rio de Janeiro, onde também sou presidente administrativo do GRES Independente da Praça da Bandeira, da mesma cidade." Francisco Pereira de Melo (Dom Chico), 29/9/2005



    Desde 15 de abril de 2004. Última atualização: 22 de agosto de 2007

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