Uma
visão consciente da guerra
Consciência.Net: (des)cobrindo a guerra no Iraque, Síria, Irã e sabe lá Deus mais quem |
| Segunda,
30 de junho, 2003
Só falta o Bush. Tropas americanas detiveram nesta segunda-feira o prefeito indicado pelos EUA da cidade xiita de Najaf, no sul do país, acusando-o de seqüestro e corrupção e prendendo 62 de seus principais auxiliares. Abu Haydar Abdul Mun’im foi colocado no cargo pelos americanos logo depois de as tropas dos EUA entrarem na cidade em abril, mas o ex-coronel do exército iraquiano era impopular junto à população local devido a seus antecedentes militares. Bananinhas na cabeça. O número de americanos que acreditam que "as coisas estão indo bem" no Iraque caiu drasticamente nos últimos dois meses. Segundo uma pesquisa CNN-USA Today-Gallup divulgada hoje, 56% dos entrevistados expressaram otimismo com a situação no país árabe, contra os 86% verificados em maio. Já o número de americanos que acreditam que "as coisas estão indo mal", de acordo com o mesmo levantamento, subiu de 13% para 42% no mesmo período. A pesquisa mostrou que a opinião pública continua favorável ao presidente George W. Bush, que obteve uma aprovação pessoal de 61%. E dois terços disseram estar confiantes de que os Estados Unidos serão capazes de reconstruir a economia iraquiana.
Sexta, 27 de junho, 2003 Eufemismos. O secretário de Defesa dos EUA, Donald H. Rumsfeld, negou-se a atribuir a onda de violência contra soldados americanos no Iraque a uma guerra de guerrilha. Em vez disso, responsabilizou remanescentes “espalhados e desorganizados” da ditadura de Saddam Hussein. “Eu não sei se usaria essa palavra”, disse Rumsfeld, perguntado se havia uma “guerrilha” atuando contra os EUA no Iraque. [...] As forças americanas e britânicas já sofreram 20 baixas causadas por forças hostis desde que o presidente George W. Bush declarou o fim dos combates, em 1º de maio. Original aqui BBC versus os mentirosos. As relações entre a BBC e o governo britânico enfrentam sua pior crise desde que a discussão sobre a cobertura da guerra no Iraque ameaçou tornar-se um confronto entre Greg Dyke, diretor-geral da BBC, e o primeiro-ministro da Grã-Bretanha, Tony Blair. Dyke prometeu permanecer firme contra "a pressão sem precedentes" de Blair e seu chefe de comunicações, Alastair Campbell, e autorizou pessoalmente uma dura declaração rejeitando o pedido de Campbell por respostas, até a meia-noite, a uma série de questões sobre a conduta da rede. Campbell garante que um repórter da BBC mentiu. A diretoria da emissora checou as acusações e defende o funcionário. O governo britânico passou o dia exigindo que a BBC peça desculpas e dê respostas imediatas a questões sobre suas acusações de que o governo exagerou a ameaça representada pelo Iraque antes da guerra. No cerne da disputa está a integridade de Andrew Gilligan, um experiente correspondente de defesa da BBC. Em 29 de maio, ele levou ao ar uma reportagem na qual afirmou que "a maioria das pessoas no serviço de inteligência não estava contente com o dossiê (sobre as armas de destruição em massa)". Ele disse, ainda, que o governo “provavelmente sabia” que havia exageros no dossiê, antes de publicá-lo. Associated Press, aqui Consumo faz mal à saúde. Testemunhas iraquianas disseram que um soldado americano levou um tiro pescoço enquanto comprava vídeos e Cds em uma loja no noroeste de Bagdá. Um vendedor da loja, Ammar Saad, disse que o disparo que atingiu o militar foi dado a curta distância e que o atacante fugiu em meio à multidão que lotava um mercado nas proximidades. O estado da vítima é “crítico”, informou o porta-voz militar americano, major Sean Gibson, aqui
Quinta, 26 de junho, 2003 'Mentira', diz ONU. Contrariando os argumentos utilizados pelos Estados Unidos para irem à guerra no Iraque, a Agência Internacional de Energia Atômica da ONU (AIEA) disse nesta-quinta-feira que o material encontrado e que faz parte do programa original de desenvolvimento de armas nucleares no país árabe parece confirmar sua tese de que tal projeto não havia sido reativado. Os comentários refletem a disputa em marcha entre as Nações Unidas e Washington a respeito de se Saddam Hussein estava tentando construir armas de destruição em massa. O governo dos EUA alegou o desenvolvimento desse programa para ir à guerra contra Bagdá, enquanto que os inspetores da ONU disseram que suas investigações no território iraquiano não forneceram pistas sobre esses projetos. Museu. Alimentando a controvérsia, um oficial de inteligência dos EUA disse na quarta-feira que as autoridades americanas estavam examinando material e documentos sobre o programa de armas do Iraque do início dos anos 90 que lhes foi fornecido por um cientista nuclear iraquiano. O cientista, Mahdi Shukur Obeidi, ex-chefe do programa de enriquecimento de urânio iraquiano, teria dito que enterrou o material sob uma roseira há 12 anos por ordem de Qusay, filho de Saddam. O oficial de inteligência admitiu, no entanto, que a descoberta não é uma “prova contundente” daquilo que Washington está tentando provar. Em Viena nesta quinta-feira, a AIEA sugeriu que as revelações de Obeidi confirmam exatamente o contrário. Original aqui Esconde-esconde. A Câmara dos Representantes dos Estados Unidos repudiou duas tentativas de deputados democratas, na oposição, para ampliar as investigações sobre a suposta manipulação de relatórios dos serviços secretos americanos a respeito das armas de destruição em massa do regime de Saddam Hussein. Uma proposta da deputada Sheila Jackson Lee, para que fossem analisadas as informações compartilhadas por agentes americanos com inspetores de armas da ONU, foi rejeitada por 239 votos a 185. Uma emenda apresentada pelo deputado Dennis Kucinich, que pedia a análise das comunicações entre a CIA e o vice-presidente Dick Cheney, foi reprovada por uma margem de 347 votos a 76. Original aqui Enquanto isso na Libéria... Campos de refugiados de Monróvia, capital da Libéria, foram atingidos nesta quarta-feira por intensos disparos de artilharia após uma noite de duros combates entre tropas leais ao governo e rebeldes. O correspondente da BBC na região, Jonathan Paye-Layleh, disse que várias pessoas morreram atingidas pelos bombardeios em áreas residenciais na periferia da cidade. Milhares de liberianos, assustados com a aproximação do combate na direção da capital, se dirigiram ao centro da cidade, procurando refúgio em escolas, estádios e outros edifícios. "Continuaremos a correr e correr - não há fim à nossa corrida", disse uma mulher, fugindo da periferia de Monróvia. No início do mês, pelo menos 300 pessoas morreram quando os rebeldes chegaram a ficar a 5 km da cidade, antes de serem obrigados a recuar. Original aqui
Quarta, 25 de junho, 2003 Cada vez mais na cara. O chefe de comunicações do governo britânico, Alastair Campbell, reconheceu que houve um erro quando trechos da tese de um estudante americano foram copiados da internet para compor um dossiê sobre as armas de destruição em massa supostamente mantidas pelo Iraque. A controvérsia sobre o dossiê - usado para embasar os argumentos do governo a favor da guerra - intensifica-se num momento em que o primeiro-ministro da Grã-Bretanha, Tony Blair, volta a ser pressionado para retirar suas tropas do país invadido, após a morte de seis policiais militares britânicos. Original aqui
Terça, 24 de junho, 2003 Constrangedor. O ministro do Exterior britânico, Jack Straw, admitiu diante da Comissão de Assuntos Internacionais do Parlamento – ao defender a publicação dos relatórios de inteligência sobre o caso – que o dossiê sobre as supostas armas de destruição em massa no Iraque é "duvidoso" e "constrangedor". [...] Ele admitiu ainda que o caso foi uma "zorra completa". Um comentário do analista de Defesa da BBC, Andrew Gilligan, contribuiu para incendiar a polêmica sobre a defesa, feita pelo governo britânico, da necessidade da guerra. Em maio, Gilligan disse que um alto funcionário do governo britânico havia lhe contado que o dossiê sobre as armas iraquianas havia sido "maquiado" a pedido da cúpula. Dois ex-colegas de Straw no gabinete de Tony Blair, Clare Short e Robin Cook, já afirmaram que o público foi iludido pelo governo. [BBC Brasil] Mudanças. Milhares de palestinos foram expulsos de Bagdá desde a queda de Saddam Hussein, sob cujo regime recebiam asilo e ajuda de custo, incluindo dinheiro para pagar o aluguel, denunciou o Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (Acnur). Kris Janowski, porta-voz do Acnur, disse que cerca de 800 famílias de palestinos, ou cerca de 4.000 pessoas, foram obrigadas a se retirar de suas casas desde maio, a pedido dos proprietários. Outras 200 famílias foram instruídas a deixar os apartamentos quando seus filhos terminarem os exames escolares do final do mês. Janowski disse à imprensa, em Genebra, que os palestinos estão acampando em tendas distribuídas pela ONU. O Acnur pediu à coalizão que governa o Iraque para que permita aos refugiados se alojarem em prédios públicos vazios. Original aqui
Segunda, 23 de junho, 2003 Terceira geração. A ONU divulgará na semana que vem um relatório revelando que a rede terrorista Al-Qaeda tem cerca de 800 integrantes prontos para atacar alvos turísticos ou econômicos no mundo. De acordo com Roland Jacquard, chefe do Observatório Internacional sobre Terrorismo, Osama bin Laden enviou para fora do Afeganistão a chamada 'terceira geração da Al-Qaeda' antes de as forças lideradas pelos EUA derrubarem o regime extremista islâmico Talibã, em novembro de 2001. Revista Época, original aqui Conexões. Segundo informações divulgadas pela ONU, a Al-Qaeda foi ligada a atentados recentes na Arábia Saudita, em Riad, em Casablanca, no Marrocos, no shopping Rio Sul (RJ), em um condomínio no Irajá e ainda é apontada como principal mentora da canelada que eu dei ontem à noite na mesa. Neocolonização. A administração interina dos Estados Unidos anunciou a formação de um novo Exército iraquiano e disse nesta segunda-feira que começará a recrutar soldados na próxima semana. Walter Slocombe, alto assessor do governo interino liderado pelos EUA em Bagdá, disse que uma nova divisão com 12.000 soldados deverá estar pronta para iniciar operações no prazo de um ano. Esse número deverá crescer para três divisões com 40.000 soldados em três anos - exatamente um décimo do total da força militar que o deposto presidente Saddam Hussein jogou em março contra as forças invasoras do país. Muitos líderes do governo têm conhecidos vínculos com empresas de fabricação de material bélico, como Dick Cheney (vice-presidente) e Donald Rumsfeld (secretário de 'Defesa'). Original aqui Confrontos na Síria. Forças especiais dos EUA balearam diversos guardas de fronteira sírios durante um tiroteio que irrompeu durante a caçada, empreendida pelos americanos, a um suposto comboio de fugitivos iraquianos. Um número não-revelado de pessoas foi morto, ferido ou capturado no ataque ao comboio e no cofronto de fronteira subseqüente, no extremo oeste do Iraque, informam fontes do Pentágono. Uma alta autoridade de defesa, falando na condição de anonimato, disse que cinco sírios ficaram feridos, três dos quais foram socorridos por soldados americanos. A fonte não disse de que lado da fronteira Iraque-Síria a escaramuça ocorreu. Os fatos ocorreram na quarta-feira (18). Original aqui
Quinta, 19 de junho, 2003 Batatinhas. Um presidenciável do Partido Democrata atacou o presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, por ter “exagerado” o perigo representado pelo Iraque nas semanas que antecederam a ofensiva. John Kerry, um dos principais pré-candidatos democratas à Casa Branca, que foi a favor do conflito, disse que Bush “enganou a todos”. Ele afirmou que o Congresso vai investigar a fundo se o governo manipulou informações sobre armas de destruição em massa iraquianas. A principal explicação dada pelas autoridades em Washington para justificar a guerra contra o Iraque foi que o país estava escondendo armas de destruição em massa, mas, até agora, nenhum arsenal foi lá encontrado. Original aqui
Quarta, 18 de junho, 2003 Bananinhas. O primeiro-ministro Tony Blair, enfrentando duas investigações sobre as alegações que fez, de que o Iraque possuía armas proibidas, insistiu que Saddam Hussein representava uma ameaça ao Oriente Médio e ao resto do mundo. Na terça-feira, dois ex-ministros acusaram o governo de Blair de ter exagerado a ameaça representada pelo arsenal de Saddam. Mas Blair afirmou, na Câmara dos Comuns, que nunca acusou o líder iraquiano de representar uma ameaça direta à Grã-Bretanha. "Saddam Hussein era uma ameaça para sua região e para o mundo em geral", alegou. "Sempre deixei claro que a questão não era se ele estava prestes a lançar um ataque imediato contra a Grã-Bretanha. A questão era se ele apresentava uma ameaça para sua região e para o mundo em geral". Deu (no bom sentido) no Estadão, original aqui
Terça, 17 de junho, 2003 Não perca de vista. Mais de dois meses depois da invasão do Iraque, não há nenhuma prova concreta de que o país árabe possuísse armas proscritas, o principal pretexto usado por Washington para iniciar a guerra. O porta-voz da Casa Branca, Ari Fleischer, disse a jornalistas que o presidente ainda espera que tais armas sejam encontradas. Dizem... Segundo a versão do Exército dos Estados Unidos, soldados americanos foram vítimas de uma emboscada e abriram fogo para se proteger e defender civis que viajavam em um ônibus, pego inadvertidamente em meio ao fogo cruzado. Na verdade... Na versão dos civis iraquianos, os soldados americanos abriram fogo indiscriminadamente contra o ônibus, depois de uma explosão que teria como alvo os veículos militares. Seis passageiros e o motorista ficaram feridos, pelo menos um deles pelos disparos americanos. Um pedestre também saiu ferido, segundo testemunhas e o motorista do ônibus. Culpado. Sessenta por cento das pessoas entrevistadas durante uma pesquisa internacional conduzida pela BBC têm opinião negativa sobre o presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, e mais da metade acredita que o governo americano errou ao invadir o Iraque, informa a emissora britânica nesta terça-feira. Cinqüenta e sete por cento dos entrevistados têm uma visão bem desfavorável ou muito desfavorável com relação a Bush. O número sobe para 60% quando são excluídas as opiniões dos entrevistados americanos. A emissora apresentou os resultados da sondagem realizada para a produção do programa "O Que o Mundo Pensa Sobre os Estados Unidos", que vai ao ar hoje na Grã-Bretanha. [Associated Press, aqui]
Segunda, 16 de junho, 2003 Mereceu, com ressalvas. O ex-embaixador iraquiano na ONU, Mohammed al-Douri, afirmou nesta segunda-feira que o governo do presidente iraquiano, Saddam Hussein, mereceu ser deposto. Entretanto, durante a entrevista concedida à BBC, da Grã-Bretanha, o ex-embaixador disse que o povo iraquiano é quem deveria ter tirado Saddam do poder e não as forças lideradas pelos Estados Unidos. Al-Douri declarou ainda que até a última hora o Iraque não acreditava que seria atacado. "Naji Sabri (ministro do Exterior) me disse que a guerra jamais aconteceria”, comentou. Segundo Al-Douri, ele avisou que o perigo de um ataque era real e que ainda hoje não consegue entender como o governo de Saddam não levou a sério a questão. Nova colônia. Perguntado se ele nunca se sentiu envergonhado em representar o regime de Saddam, o ex-embaixador fez questão de salientar que estava lá servindo ao seu país, seu povo e não ao governo. Para Al-Douri, os Estados Unidos e a Grã-Bretanha estão “colonizando” o Iraque e não “libertando” o seu povo. Embaixador na época da ofensiva militar contra o Iraque, Al-Douri, mais uma vez, afirmou que seu país não possuía armas de destruição em massa e que o governo iraquiano garantiu que essas armas foram destruídas em 1991-91, durante a primeira Guerra do Golfo. Original aqui
Domingo, 15 de junho, 2003 Colonização anglo-americana
em pleno séc. XXI
Os manifestantes percorreram as principais ruas de Basra e se concentraram diante da sede das forças de ocupação. Não foram registrados incidentes. No dia 24, o Exército britânico dissolveu o Conselho de Basra, instalado depois da ocupação, e o substituiu por um comitê presidido por um oficial britânico. Original aqui
Sexta, 13 de junho, 2003 Mais crimes de guerra. As forças americanas mataram 27 iraquianos nesta sexta-feira, depois de um ataque a uma patrulha de tanques dos EUA ao norte de Bagdá. O comando central das tropas americanas que invadiram o Iraque disse que um “grupo organizado” emboscou os tanques e lançou granadas contra eles em Balad, a cerca de 60 km da capital. Original aqui
Quinta, 12 de junho, 2003 Na mosca. Um helicóptero americano foi abatido no oeste do Iraque, poucas horas depois de aviões de combate dos EUA bombardearem um "campo de treinamento terrorista" na região central iraquiana. Os dois incidentes ocorreram enquanto tropas terrestres levavam à frente, ao norte de Bagdá, uma maciça operação visando encontrar aqueles que organizam ataques contra as forças de ocupação. Os eventos de hoje marcaram uma forte escalada de operações militares americanas nas regiões central e ocidental do Iraque, onde guerrilhas intensificaram ataques contra forças dos EUA na últimas semanas. Original aqui Tão óbvio... O contrato obtido pela empresa Halliburton para reativar a indústria petrolífera do Iraque poderá permanecer por mais tempo sem licitação, informou o Exército americano. Segundo especialistas, enquanto os militares postergam uma decisão sobre a licitação, que estava prevista para agosto, o custo para o governo do acordo com a Halliburton, empresa à qual o vice-presidente Dick Cheney já esteve vinculado, disparou dos US$ 76,7 milhões previstos inicialmente para US$ 184,7 milhões. Vários congressistas citaram Cheney, aludindo ao favoritismo no contrato. Menos um. Promotores federais indiciaram um desenhista de páginas da Internet por interceptar mensagens de correio eletrônico e conteúdo pertencentes ao site da emissora de televisão árabe Al-Jazira e por redirecionar o endereço para uma página patriótica. projetada por ele. John William Racine II, de 24 anos, também conhecido como John Buffo, foi indiciado por interceptação ilegal de comunicação eletrônica e fraude na rede mundial de computadores. Ele ficará em liberdade provisória até segunda-feira, data para a qual foi convocada uma audiência judicial. Associated Press, original aqui
Quarta, 11 de junho, 2003 Velhos generais. O secretário de Defesa americano, Donald Rumsfeld, voltou a repetir as distinções que fizera anteriormente entre a "velha" e a "nova" Europa, e sugeriu que a “falta de visão” fez com que as nações ocidentais do Velho Continente se opusessem à guerra no Iraque. "Como em uma família, de vez em quando não concordamos em tudo", disse Rumsfeld, aqui
Terça, 10 de junho, 2003 Tony Bliar. Uma influente comissão parlamentar britânica criticou o governo do primeiro-ministro Tony Blair por per permitido a publicação de um dossiê sobre as supostas armas iraquianas de destruição em massa sem, primeiro, pedir a revisão dos dados pelos serviços secretos do país. [...] O documento, com supostas evidências sobre os programas de armas químicas e biológicas de Saddam Hussein, causou constrangimento ao governo britânico após a revelação de que alguns trechos foram copiados de uma tese universitária publicada na Internet e elaborada há mais de uma década, por um estudante americano. Original aqui
Segunda, 9 de junho, 2003 Nada aqui (III). Os soldados americanos não têm mais onde procurar as supostas armas de destruição em massa que estariam escondidas em alguma parte do Iraque, segundo insiste o presidente dos Estados Unidos, George W. Bush. "Por enquanto, parece que não temos mais onde procurar", disse sob condição de anonimato um comandante envolvido nas buscas pelas armas de destruição em massa supostamente mantidas pelo deposto regime de Saddam Hussein. Turismo no Oriente Médio. Sem nada a fazer, as unidades militares responsáveis pelas buscas estão recebendo folgas ou sendo empregadas em outras tarefas, apesar do aumento da pressão internacional pelo fato de nada ter sido encontrado até o momento. Após três meses de buscas infrutíferas, os inspetores de armas americanos dizem que ficaram sem locais importantes onde procurar e esperam novas instruções de um grupo do serviço secreto do Pentágono incumbido de apontar os locais suspeitos de armazenar armas químicas, biológicas ou nucleares. Original aqui
Sexta, 6 de junho, 2003 Nada aqui (I). O serviço de informações do Departamento de Defesa dos Estados Unidos relatou, em setembro último, que não dispunha de evidências confiáveis de que o Iraque possuía agentes químicos próprios para serem usados como armas, disseram autoridades. Na mesa época, o secretário da Defesa, Donald H. Rumsfeld, e outros funcionários do governo americano argumentavam que Saddam Hussein possuía armas químicas, biológicas e nucleares e as estava escondendo. Dois meses depois que os grandes combates no Iraque terminaram, os EUA ainda não encontraram nenhuma das supostas armas de destruição em massa, apesar de expressarem confiança de que elas serão descobertas. Nada aqui (II). O inspetor-chefe da ONU, Hans Blix, criticou a qualidade das informações que lhes foram passadas pelos serviços de inteligência americano e britânico, sobre as armas de destruição em massa do Iraque. Em entrevista à BBC, Blix revelou que as equipes de inspetores sob seu comando seguiram as pistas que lhes foram passadas, mas nada encontraram ao chegar aos locais. "Apenas em três casos encontramos algo e, em nenhum desses casos, havia armas de destruição em massa, o que me incomodou um pouco", disse. "Eu pensei: ´Meu Deus, se estes são os melhores dados de inteligência que eles têm e não encontramos nada, o que será do resto?`". Original aqui, Agência Estado aqui, BBC Brasil aqui
Quinta, 5 de junho, 2003 Lógico. O inspetor-chefe da ONU (Organização das Nações Unidas), Hans Blix, disse nesta quinta-feira que não foi encontrada nenhuma evidência da existência de armas de destruição em massa no Iraque. Falando ao Conselho de Segurança da ONU pela última vez antes de se aposentar, no fim do mês, Blix afirmou que várias perguntas ficaram sem resposta no Iraque, mas que isso não significa necessariamente que o país possua o arsenal proibido. "Não é justificado chegar a uma conclusão precipidada de que algo existe só porque não foi encontrado", disse. BBC Brasil, original aqui "Realmente enganados". Um ex-oficial do Departamento de Estado americano, Greg Thielman, disse em entrevista à BBC que as evidências apresentadas pelos Estados Unidos sobre a existência de armas no Iraque antes da guerra foram distorcidas. Até setembro do ano passado, Thielman era encarregado de analisar as informações vindas de todas as fontes disponíveis no governo americano. "A forma como outras áreas da comunidade de inteligência, como a CIA (o serviço secreto americano), embalaram as informações e as apresentaram aos seus superiores não pareceram sempre ser a mais objetiva", disse Thielman. "As evidências foram distorcidas e o público foi realmente enganado em assuntos que ajudaram a decidir sobre guerra e paz". BBC Brasil, original aqui
Quarta, 4 de junho, 2003 Despirocou. O subsecretário de Defesa dos EUA, Paul Wolfowitz, teria admitido, numa reunião com autoridades de segurança da Ásia, em Cingapura, que a verdadeira causa da invasão do Iraque por EUA e Grã-Bretanha não foram as supostas armas de destruição em massa de Saddam Hussein, mas o fato de que o Iraque está “nadando em petróleo”. A suposta declaração de Wolfowitz foi divulgada por dois jornais alemães e reproduzida pelo diário britânico The Guardian. Perguntado sobre a diferença de tratamento entre o Iraque a Coréia do Norte - onde há suspeitas fortes da existência de armas nucleares - Wolfowitz teria respondido, segundo o Guardian: “Vamos encarar isso de maneira simples. A diferença mais importante entre a Coréia do Norte e o Iraque é que, economicamente, nós não tivemos escolha quanto ao Iraque. O país nada em petróleo”. Agência Estado, original aqui E continua a guerra... Um homem não identificado matou nesta quinta-feira um soldado norte-americano e feriu outros cinco durante conflitos na cidade iraquiana de Falluja, 60 km a oeste de Bagdá, informou o Comando Central das Forças Armadas dos EUA no Kuwait. Em Falluja tem acontecido os incidentes mais violentos entre a população civil iraquiana e os soldados dos EUA desde 20 de março, quando teve início a invasão militar das tropas anglo-americanas ao Iraque. Na fim de semana, 1.500 soldados dos EUA foram enviados para esta região para tentar conter a população de Falluja, onde o Partido Baath, do ex-presidente iraquiano, Saddam Husseim, tem grande influência. No final de abril, durante manifestações contra a presença norte-americana na cidade, confrontos entre soldados e a população deixaram um saldo de 18 iraquianos mortos e 78 feridos. AP, aqui
··Faça seus comentários sobre o conflito. ··Últimas notícias sobre a guerra. Consciência.Net |