2003
Dia 25/12: Centro
de Bagdá é sacudido por série de explosões
Dia 16/12: Ações
de soldados americanos matam 15 no Iraque
Forças dos Estados
Unidos no Iraque disseram ter matado 11 supostos militantes que estariam
realizando uma emboscada contra um comboio militar americano na cidade
de Samarra na segunda-feira. Nenhum americano foi ferido no confronto com
os iraquianos, ocorrido a 100 quilômetros de Bagdá.
Dia 16/12: Vaticano
critica EUA por tratar Saddam 'como animal'
Dia 14/12: Saddam
Hussein capturado
Recente operação
em Bagdá foi uma farsa dos EUA, revela jornal
Dia 15/11. Nem mesmo
os mais influentes jornais norte-americanos estão conseguindo esconder
os erros grosseiros cometidos pelos Estados Unidos no Iraque. Ontem, o
jornal The New York Times revelou que os últimos ataques
norte-americanos contra a resistência iraquiana em Bagdá não
passam de uma farsa arquitetada pelo comando militar das tropas invasoras.
De acordo com o jornal, o primeiro bombardeio da operação
"Martelo de Ferro", ocorrido na última quarta-feira, foi programado
para simular uma ação contra um ponto de encontro de insurgentes
leais a Saddam Hussein e de armazenamento de armas. diário vermelho,
aqui
Iraquiano é preso
por falar mal de tropas de ocupação
Dia 11/11, em Bagdá.
Soldados norte-americanos algemaram e colocaram uma fita adesiva na boca
de um iraquiano ao prendê-lo na terça-feira por reclamar das
tropos de ocupação. Questionado por que o homem havia sido
preso e colocado no banco de trás de um Humvee na Praça Tahrir,
o oficial em comando disse à Reuters: "Esse homem foi detido por
fazer declarações anticoalizão."
Anteriormente, soldados haviam
fechado a praça com arame farpado para procurar bombas caseiras,
as quais, junto com granadas disparadas por foguetes, mataram 153 soldados
dos EUA desde que foi declarado o fim dos principais combates no país,
em 1o. de maio. Por Michael Georgy, da Reuters, via UOL aqui
Iraque, última
esperança
Dia 6/11. "Conforme
os soldados norte-americanos reuniam-se na fronteira do Iraque, em março,
e os diplomatas discutiam a respeito da guerra, um influente assessor do
Pentágono recebeu mensagem secreta de um homem de negócios
libanês-americano: Saddam Hussein queria conversar.
Gente do governo iraquiano,
inclusive o chefe do serviço de inteligência, disseram ao
executivo que eles queriam que Washington soubesse que o Iraque não
tinha mais armas de destruição em massa e que ofereciam aos
norte-americanos acesso a suas tropas e especialistas para conduzir uma
busca independente no país.
O homem de negócios
disse numa entrevista que os iraquianos ofereceram, ainda, entregar um
homem acusado de envolvimento na bomba do World Trade Center em 1993 que
era prisioneiro em Bagdá. Num determinado momento, ele disse, os
iraquianos disseram que promoveriam novas eleições".
Do New York Times
de ontem, dia 5, aqui.
Em Washington, os apelos à negociação foram recusados.
Pedro Doria, aqui
[
29 de outubro, 2003 ]
Guerra
deste ano 'matou 13 mil iraquianos'
Cerca
de 13 mil iraquianos – dos quais 4,3 mil eram civis – morreram durante
a principal fase de combates na guerra do Iraque, segundo um instituto
de pesquisa americano. As estimativas têm como base dados dos próprios
Estados Unidos, relatos de jornalistas que estavam nos campos de batalha
e levantamentos feitos nos hospitais iraquianos. O grupo afirma que, apesar
de armas de grande precisão terem sido usadas no conflito, mais
civis morreram na guerra em março e abril deste ano no Iraque do
que durante a Guerra do Golfo, em 1991. bbc aqui
[
13 de outubro, 2003 ]
Iraque, fraude com cartas
iguais enviadas
Pelo menos 30 blogs hospedados
nos EUA citaram desde sabado materia de um jornal do Estado de Washington,
na costa oeste, sobre cartas idênticas enviadas por soldados americanos
no Iraque para publicaçoes de suas cidades de origem. Segundo a
noticia, 11 jornais americanos receberam o mesmo texto de 5 paragrafos
que descreve os esforços das tropas americanas para reconstruir
o Iraque e só enumera resultados positivos. Menciona crianças
iraquianas apertando as maos dos soldados e adultos acenando para eles.
blue bus aqui
[
10 de outubro, 2003 ]
Iraquianos protestam contra
'terrorismo' dos EUA
Cerca de dez mil iraquianos
xiitas foram às ruas na periferia de Bagdá para protestar
contra o que eles chamam de "terrorismo" americano. O protesto ocorreu
durante o enterro de dois xiitas supostamente mortos por soldados iraquianos
no bairro de Cidade Sadr nesta sexta-feira. bbc aqui
[
19 de setembro, 2003 ]
Iraque, Brasil diz 'não'
aos EUA
O ministro da Defesa, José
Viegas, disse ontem ter recusado pedido dos Estados Unidos para o envio
de tropas brasileiras ao Iraque. "Os motivos são de conhecimento
público", completou, ao lembrar que desde a invasão o Brasil
se opõe ao conflito. Ontem, 11 soldados americanos morreram vítimas
de emboscadas. Iraquianos fiéis a Saddam Hussein explodiram um caminhão
de transporte de soldados e alvejaram um jipe com granadas. A população
festejou os ataques. (jb, pág. 1, A8 e A10)
[
18 de setembro, 2003 ]
Iraque, Blix critica exagero
em dossiê britânico
O ex-chefe dos inspetores
de armas das Nações Unidas (ONU), Hans Blix, acusou o governo
britânico de exagerar nas alegações incluídas
no dossiê sobre as armas de destruição em massa do
Iraque. Blix criticou a "cultura de manipulação e exagero"
do governo britânico e disse à BBC que espera que os governos
de Estados Unidos e Grã-Bretanha sejam mais cautelosos ao utilizar
seus serviços de inteligência no futuro. bbc aqui
[
17 de setembro, 2003 ]
Iraque, 'Saddam' pede
mais luta contra EUA
Várias fitas foram
divulgadas nas últimas semanas por televisões árabes
Uma nova fita de áudio
com uma voz atribuída ao ex-presidente do Iraque Saddam Hussein
conclama os iraquianos a aumentar a luta contra os americanos que ocupam
o país.
A mensagem, divulgada pelo
canal de televisão árabe Al-Arabiya, também traz a
exigência de que os soldados dos Estados Unidos se retirem do país
de forma incondicional. A voz diz que os iraquianos devem "travar a guerra
santa de todas as maneiras possíveis contra os ridículos
invasores". A fita é encerrada com uma menção a quando
ela teria sido gravada: "meados de setembro". bbc aqui
[
14 de setembro, 2003 ]
Desenvolvia sim, tá!
O vice-presidente americano,
Dick Cheney, disse hoje não ter dúvidas de que o presidente
derrocado Saddam Hussein desenvolvia armas de destruição
massiva, apesar de o presidente George W. Bush já ter dito que a
informação da CIA sobre o armamento iraquiano estava equivocada.
''Essa não foi uma
idéia fabricada de um dia para o outro pelo governo ou pela CIA'',
disse Cheney, se referindo as acusações de que a administração
Bush havia exagerado nas provas contra o Iraque para justificar a guerra.
Em julho, o próprio
Bush e o diretor da Agência Central de Inteligência, George
Tenet, admitiram que a informação sobre a capacidade nuclear
de Saddam Hussein era equivocada. ''A noção de que não
há nada por trás das afirmações de que Saddam
Hussein desenvolvia armas deste tipo me parece totalmente falsa'', insistiu
Cheney. ''E quanto as armas químicas? Acho que estão escondidas
na infraestrutura civil, que não é um lugar habitual para
esse tipo de armas'', acrescentou. jb online aqui
[
3 de setembro, 2003 ]
Inglaterra, dossiê
sobre Iraque
O dossiê do governo
britânico sobre armas no Iraque continha trechos que não foram
considerados precisos por cientistas encarregados de analisar dados de
inteligência sobre o país, afirmou Brian Jones, o chefe do
grupo técnico encarregado de estudar as informações
do documento.
Jones depôs nesta quarta-feira
no inquérito sobre a morte do especialista em arma, David Kelly,
na Corte Real de Justiça, em Londres. Kelly apareceu morto dias
após ter sido apontado publicamente como a fonte de uma reportagem
da BBC que sugeria que o governo britânico havia "maquiado" trechos
do dossiê para fortalecer a posição pró-guerra.
bbc aqui
[
2 de setembro, 2003 ]
Iraque, milhares lamentam
morte de líder xiita
A segurança foi reforçada
na cidade iraquiana de Najaf para o funeral do líder xiita, aiatolá
Mohammed Baqr al-Hakim, morto em uma explosão na sexta-feira. Centenas
de milhares de pessoas deverão ir para as ruas da cidade para homenagear
o religioso, que estava entre as cerca de 80 pessoas que morreram no atentado.
bbc aqui
[
28 de agosto, 2003 ]
Iraque, brasileiros se
destacam na reconstrução agrícola
(...) o
clima de tensão e o temor em relação à segurança
não foram suficientes para fazer com que os pesquisadores brasileiros
José Toledo, de 51 anos, e Carlos Riede, de 54, deixassem os seus
postos e saíssem do país. Os dois têm a missão,
junto com outros técnicos internacionais, de mudar a agricultura
iraquiana. Estagnado pelas sucessivas guerras e pelo regime de Saddan Hussein,
o setor agrícola iraquiano vem se deteriorando nas últimas
décadas, deixando o país pelo menos 30 anos atrás
do que está acontecendo no setor da agricultura em países
como o Brasil, por exemplo. bbc aqui
[
19 de agosto, 2003 ]
Explosão em Bagdá
mata Sérgio Vieira de Mello
Equipes de resgate ainda
procuram por sobreviventes da explosão que atingiu a sede da ONU
em Bagdá, matando pelo menos 17 pessoas, incluindo o brasileiro
Sérgio Vieria de Mello, representante especial da ONU no país.
Mais de cem pessoas ficaram feridas no ataque que destruiu três andares
de concreto e ocorreu no momento em que a organização realizava
uma conferência sobre limpeza de minas. bbc brasil aqui
[
12 de agosto, 2003 ]
Países árabes
rejeitam governo interino do Iraque, diz Egito
Egito não reconhece
o governo estabelecido pelos EUA
Os países árabes
não podem reconhecer a legitimidade do Conselho de Governo Interino
do Iraque, indicado pelos Estados Unidos, segundo o ministro das Relações
Exteriores do Egito, Ahmed Maher.
As declarações
de Maher foram feitas depois de um encontro com seus colegas da Arábia
Saudita e da Síria. Maher disse que os representantes dos países
árabes continuam dispostos a se encontrar com membros do conselho,
mas apenas da mesma forma que se encontrariam com representantes de qualquer
grupo político iraquiano. (bbc aqui)
[
8 de agosto, 2003 ]
Iraque, EUA matam pelo
menos 2 em busca
Uma ação de
busca realizada por forças dos Estados Unidos em um mercado para
vendas de armas, na cidade iraquiana de Tikrit, terminou em pelo menos
duas mortes, nesta sexta-feira. Segundo o tenente-coronel norte-americano
Steve Russel, do 22º Regimento de Infantaria, suas tropas posicionaram
atiradores em volta do mercado após terem recebido uma denúncia
de que munições e armas estavam sendo vendidos no local toda
sexta-feira. (BBC, aqui)
[
7 de agosto, 2003 ]
Iraque, explosão
em Bagdá
Pelo menos oito pessoas
morreram em uma grande explosão na embaixada da Jordânia na
capital do Iraque, Bagdá, nesta quinta-feira. Informações
iniciais sugerem que ela possa ter sido causada por explosivos colocados
dentro de um carro ou de um caminhão. (BBC, aqui)
[
1o de agosto, 2003 ]
Iraque, Saddam dá
o ar de sua graça
A rede de televisão
Al-Jazeera divulgou nesta sexta-feira uma nova fita atribuída ao
ex-líder iraquiano Saddam Hussein. Na mensagem, que teria sido gravada
no último domingo, Saddam pede à população
que lute contra a ocupação dos americanos, expulsando-os
do país.
Outro pedido feito durante
a gravação é para que os iraquianos mantenham a calma,
não fazendo saques ou ataques revanchistas contra pessoas ou propriedades
remanescentes de seu governo. A voz, que segundo o correspondente da BBC
era calma e confiante, disse que muitos iraquianos perderam "o sensatez
durante e depois da guerra". "Somente as ações de fé
e luta podem expulsar os invasores", também disse a voz. (BBC Brasil,
aqui)
[
29 de julho, 2003 ]
Iraque, soldados norte-americanos
atacam jornalista japonês
Um jornalista japonês
foi agredido e detido durante uma hora pelas tropas norte-americanas que
se encontram em território iraquiano, depois de ter filmado um ataque
a uma casa de Bagdad onde se pensava que estivesse Saddam Hussein. De acordo
com a imprensa japonesa, Kazutaka Sato, de 47 anos, foi atirado ao chão
e pontapeado por vários soldados norte-americanos quando filmava
os corpos de cinco iraquianos a serem retirados de uma viatura atingida
no ataque.
As mesmas fontes avançam
que Sato só conseguiu libertar-se das forças americanas quando
jornalistas de outros órgãos de comunicação
acorreram em seu auxílio. O jornalista ficou ligeiramente ferido
nos olhos e nas mãos. Kazutaka Sato explicou o sucedido, afirmando
que estava a filmar junto do cordão de segurança instalado
pelas tropas norte-americanas quando estas, sem lhe darem qualquer explicação,
tentaram impedi-lo de registar mais imagens, "talvez para tentarem esconder
as mortes de civis". (Jornal Digital, aqui)
[
28 de julho, 2003 ]
"Fim da guerra"
Mais um soldado americano
foi morto no Iraque. Ele se somou aos outros quatro soldados assassinados
no sábado. Desde que o presidente americano, George Bush, anunciou
o fim dos principais combates no país, em 1º de maio, 50 soldados
perderam a vida, vítimas de ataques iraquianos. (JB, págs.
1 e A6)
Pergunta
Por que não se fala
de quantos iraquianos morreram?
[
26 de julho, 2003 ]
Japão, envio de
tropas ao Iraque
O Parlamento japonês
autorizou neste sábado o envio de tropas ao Iraque, abrindo caminho
para a primeira missão de soldados japoneses em zona de combate
desde a II Guerra Mundial. A aprovação ocorre após
a queda de uma moção de censura apresentada pelos quatro
principais partidos da oposição contra o governo do primeiro-ministro
Junichiro Koizumi. Ele iniciará na segunda-feira a elaboração
de um calendário de envio das tropas, que poderão partir
do Japão a partir de outubro próximo.
(Correio do Brasil)
.
Mapa: UOL
Quinta,
24 de julho, 2003
O
exército americano anunciou nesta quinta-feira que mais três
de seus soldados foram mortos no Iraque. O ataque ocorreu no início
do dia no norte do país, a mesma região onde um soldado havia
sido morto na quarta-feira. Os soldados foram atingidos provavelmente por
granadas deflagradas por foguetes. (Correio do Brasil)
Iraque, novo ataque mata
três soldados dos EUA
O
exército americano anunciou nesta quinta-feira que mais três
de seus soldados foram mortos no Iraque. O ataque ocorreu no início
do dia no norte do país, a mesma região onde um soldado havia
sido morto na quarta-feira. Os soldados foram atingidos provavelmente por
granadas deflagradas por foguetes. (Correio do Brasil)
Análise: Estranha
guerra
A morte dos filhos de Saddam
gerou alívio, mas quem conhece teoria literária sabe que
a catarse da tragédia nasce também do fato de que protagonistas,
até a catástrofe, não a vivem como tragédia,
mas como conquista. (Flávio Aguiar, Agência Carta Maior, aqui)
Quarta,
23 de julho, 2003
Deus
está vendo tudo
Os
EUA estão usando a guerra como instrumento político e tornaram-se
poderosos demais para parar com isso, disse o presidente da Federação
Luterana Mundial na abertura da assembléia da entidade que se reúne
a cada seis anos e que representa mais de 60 milhões de fiéis
em 76 países.
O bispo
emérito luterano, Christian Krause, criticou a guerra liderada pelos
EUA no Iraque como injusta e contrária às normas legais.
“As leis internacionais não podem garantir a paz se os EUA não
as respeitam e preferem substituí-las pelo direito dos poderosos”,
disse Krause no discurso que abriu a assembléia da Federação.
Agência Estado, original aqui
Filhos
de Saddam mortos?
Os
EUA afirmaram ter matado Uday, 39, e Qusay Hussein, 37, filhos do
ex-ditador Saddam Hussein e integrantes da cúpula do antigo regime
iraquiano. Os dois teriam sido mortos durante ação militar
em Mossul (norte do Iraque).
Segundo
os EUA, eles foram delatados por um morador, que os viu entrando numa casa.
De acordo com o comandante das tropas terrestres no Iraque, general Ricardo
Sanchez, 200 soldados cercaram o local. Houve tiroteio, e os soldados invadiram
a casa. Após seis horas de combate, quatro mortos, entre eles Usay
e Qusay, foram retirados do local. (...) (Folha de S. Paulo, pág.
1 e A10)
Saddam
Hussein, nova mensagem
O
canal de televisão árabe, Al Arabiya, divulgou nesta quarta-feira
uma nova gravação do ex-presidente iraquiano, Saddam Hussein,
um dia depois da morte de seus dois filhos, Uday e Qusay, na cidade de
Mossul, no norte do Iraque. Na mensagem, Saddam afirma que “a guerra ainda
não terminou” e convoca seus soldados a lutar contra a ocupação
das tropas norte-americanas. Não há menção
sobre a morte de seus filhos. Segundo a rede árabe, a gravação
foi feita no dia 20 de julho, dois dias antes da morte de Uday e Qusay.
Original aqui
Terça,
22 de julho, 2003
Acharam
um bode expiatório
O
vice-conselheiro de Segurança Nacional da Casa Branca, Stephen Hadley,
assumiu a culpa pela falsa acusação de que o Iraque tentou
comprar urânio na África para o programa nuclear de Saddam
Hussein. A menção da suposta tentativa foi feita pelo presidente
americano, George W. Bush, durante o discurso sobre o Estado da União
em janeiro, para justificar a necessidade de lançar um ataque preventivo
contra o Iraque.
Hadley
admitiu que tinha sido advertido pela CIA de que a informação
sobre o caso não tinha sido confirmada, mas, mesmo assim, não
suprimiu a referência do discurso de Bush. "Está claro agora
que eu errei nisso", disse Hadley a repórteres. Agência Estado,
aqui
Segunda,
21 de julho, 2003
A
maioria dos americanos (51%) tem dúvidas sobre a capacidade
do presidente George W. Bush para governar os EUA, segundo pesquisa da
revista "Time" e da rede CNN. O número é dez pontos superior
ao verificado na sondagem feita em março, mês da invasão
do Iraque. O aumento da desconfiança reflete a crise atual na ocupação
do país.
Ontem,
mais dois militares americanos foram mortos no Iraque, elevando para 151
o número de baixas dos EUA. Em Najaf, 10 mil xiitas protestaram
contra as forças americanas. Pela primeira vez, o diplomata americano
Paul Bremer, chefe da Autoridade Provisória da Coalização,
declarou que em um ano o Iraque pode ter um governo soberano. (Folha de
S. paulo, págs. 1 e A7)
EUA,
China e Coréia do Norte
EUA,
China e Coréia do Norte provavelmente manterão conversações
“muito em breve” em Pequim sobre o programa de armas nucleares norte-coreano,
informou nesta segunda-feira um alto funcionário sul-coreano. Ao
mesmo tempo, o presidente da Coréia do Sul, Roh Moo-hyun, descartou
o informe de que a Coréia do Norte construiu outra usina para produzir
plutônio. O informe provocou temores de que a nação
comunista esteja acelerando seus esforços para produzir bombas atômicas.
Agência Estado, original aqui
Sexta,
18 de julho, 2003
A
polêmica dos dossiês britânicos
As
discussões acerca do papel dos serviços de inteligência
britânicos na guerra contra o Iraque continuam aumentando. A agência
BBC explica os pontos mais controversos da polêmica que envolve o
governo britânico, seus serviços de informações
e o papel desempenhado pela própria BBC na questão, aqui
Quinta,
17 de julho, 2003
Eles
endoidaram de vez
O primeiro-ministro
do Reino Unido, Tony Blair, disse ao Congresso dos EUA acreditar, “com
toda fibra de instinto e convicção”, que a guerra promovida
pelos Estados Unidos e Grã-Bretanha para derrubar Saddam Hussein
foi justa - mesmo se as alegações sobre armas de destruição
em massa que a motivaram se mostrarem falsas. “Prometemos ao Iraque um
governo democrático, e vamos cumprir”, disse ele.
No
texto preparado para seu discurso perante o conjunto da Câmara e
do Senado americanos, o primeiro-ministro sugere que a história
perdoará a derrubada de Saddam Hussein, mesmo se ficar provado que
tanto Blair quanto o presidente George W. Bush estavam errados quanto à
capacidade do arsenal iraquiano. Pois hesitar “em face desta ameaça,
quando deveríamos ter oferecido liderança... isso é
lago que a história não perdoará”, afirmou. Original
aqui
Já
o presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, defendeu mais uma
vez a decisão de ir à guerra no Iraque, e disse que, sob
sua liderança, o país jamais irá “supor a boa vontade
de inimigos perigosos”, numa possível referência às
alegações de Saddam Hussein antes da guerra, de que o país
não possuía armas de destruição em massa.
“Nós
estamos sendo testados no Iraque”, disse o presidente, em entrevista coletiva
ao lado do premier britânico Tony Blair. “Eles procuram sinais de
fraqueza. Não encontrarão nenhum”, afirmou, referindo-se
à intensificação da guerrilha de resistência
à ocupação americana. Original aqui
Quarta,
16 de julho, 2003
Dã.
A escalada de ataques contra as forças americanas de ocupação
no Iraque entra em uma fase de maior envergadura com o uso de mísseis
contra aviões militares, no mesmo dia em que a morte de mais um
soldado em combate - o 147º - igualou o número de vítimas
dos EUA na Guerra do Golfo de 1991. A ação de resistência
levou o chefe do Comando Central militar dos EUA, general John Abizaid,
a reconhecer que os americanos enfrentam uma "guerra de guerrilhas" - termo
repudiado há duas semanas pelo secretário da Defesa, Donald
Rumsfeld - e uma organização "em nível regional, em
estrutura celular".
O governo
americano esperava a intensificação de ataques nesta semana
porque hoje se comemoraria a subida de Saddam ao poder, em 1979, e amanhã,
o aniversário do golpe que levou seu partido, o Baath, ao poder,
em 1968. Original aqui
Faz
sentido. A Itália poderia ser a fonte da informação,
difundida por Washington e Londres, de que Saddam Hussein tentou comprar
urânio na África, disse o presidente de um comitê parlamentar
de inteligência. O governo do primeiro-ministro Silvio Berlusconi
negou que os serviços de espionagem italianos tenham transmitido
"documentos" sobre o assunto. Os Estados Unidos e a Grã-Bretanha
utilizaram a informação sobre a suposta tentativa iraquiana
de comprar urânio em Níger para sustentar seus argumentos
a favor da guerra. No entanto, ficou demonstrado que os documentos utilizados
eram falsos.
Enzo
Bianco, titular do comitê italiano, não negou a possibilidade
de a informação ter sido entregue de maneira informal. "É
possível, não descarto (tal possibilidade)", disse ele, depois
de uma reunião do comitê com um alto funcionário do
governo. Original aqui
Um
grupo de ex-altos funcionários dos serviços de inteligência
está pedindo, em carta aberta ao presidente George W. Bush, a renúncia
do vice-presidente dos EUA, Dick Cheney, informou o jornal The Independent.
Apontado como porta-voz dos falcões na Casa Branca, Cheney é
acusado de ter usado falsas evidências para levar o país à
guerra contra o Iraque.
Segundo
o grupo, o vice-presidente teria recorrido a seu alto cargo para incluir
no discurso do presidente George W. Bush uma informação falsa
de que o regime de Saddam Hussein teria buscado comprar urânio no
Níger para levar adiante seu programa nuclear militar, menosprezando
preocupações do diretor da CIA, George Tenet. Original aqui
Terça,
15 de julho, 2003
Enquanto
isso, na África... A campanha militar no Iraque custou até
o momento US$ 48 bilhões ao Departamento de Defesa dos Estados Unidos
(Pentágono), número que deve aumentar em aproximadamente
US$ 10 bilhões até o fim de setembro, informou Dov Zakheim,
auditor do orçamento militar americano.
Em
entrevista à Associated Press, Zakheim comentou que o custo
estimado da guerra inclui a fase de combates, iniciada em 20 de março,
os esforços de estabilização no pós-guerra
e os cerca US$ 30 bilhões em gastos anteriores à guerra com
atividades como mobilização de tropas e construção
de instalações. Original aqui
Ou
seja, para sempre. O administrador americano do Iraque, Paul Bremer,
estabeleceu nesta terça-feira uma relação direta entre
a permanência de forças dos EUA e o processo político
interno iraquiano. Ele afirmou que as tropas ficarão no país
até que os iraquianos tenham uma nova constituição
e estabeleçam um governo democrático. Mais aqui
Segunda,
14 de julho, 2003
Mentirinha.
Dois terços dos britânicos acreditam que o primeiro-ministro
Tony Blair os enganou ao apresentar seus argumentos para justificar a guerra
contra o Iraque, de acordo com uma pesquisa publicada nesta segunda-feira.
A sondagem do instituto ICM, encomendada pelo jornal The Daily Mirror,
constatou que 66% dos entrevistados pensam que Blair enganou o povo para
explicar a guerra contra o Iraque.
Apesar
de 39% das pessoas acreditarem que Blair errou inadvertidamente, 27% acham
que o primeiro-ministro sabia que estava mentindo. O instituto ICM entrevistou
1.012 adultou nos dias 11 e 12 de julho. A margem de erro é de três
pontos porcentuais. Original aqui
Domingo,
13 de julho, 2003
Foi
a gente, foi a gente. Um grupo desconhecido que alega ter vínculos
com a rede extremista Al-Qaeda assumiu neste domingo a responsabilidade
pelos ataques que vêm sendo lançados contra as forças
dos Estados Unidos no Iraque. "Juro por Deus que nenhum dos seguidores
dele (Saddam Hussein) realizou operações da jihad (guerra
santa) como eles alegam. Eles (os ataques) são resultantes da jihad
de nossos irmãos", disse uma voz não identificada em uma
fita de áudio divulgada pela TV árabe por satélite
Al-Arabiya, com sede em Dubai, nos Emirados Árabes Unidos.
Profecia.
A voz falou em um novo atentado em breve, que "abalará os Estados
Unidos completamente", e denominou o grupo como o Movimento Islâmico
Armado da Al-Qaeda, ala de Faluja (cidade xiita no Iraque, onde é
grande a resistência às forças dos EUA). Neste domingo,
uma bomba explodiu perto de uma delegacia de polícia em Bagdá,
matando um iraquiano e ferindo outro. O local costuma ser visitado pelas
tropas dos EUA que estão formando a nova polícia do país.
Notícia da Agência Estado.
Sexta,
11 de julho, 2003
O
dono da bola sempre ganha. O diretor da CIA, George Tenet, disse que
a agência cometeu um erro ao permitir que o presidente George W.
Bush acusasse, em um importante discurso proferido em janeiro, que o Saddam
Hussein havia tentado comprar urânio na África. No início
da semana, o governo dos EUA reconheceu que a informação
era falsa. Da AP.
Quinta,
10 de julho, 2003
O
exército dos EUA informou hoje sobre a morte de dois soldados
americanos e ferimentos em outro em ataques separados contra comboios de
veículos militares no Iraque. Ao receber a notícia em meio
a sua visita a Botsuana, na África, o presidente americano, George
W. Bush, admitiu que suas tropas estão enfrentando dificuldades
no país ocupado.
Dinamarca, o 'grave' problema
da neve no Iraque
As tropas dinamarquesas
no Iraque podem estar sonhando com o gelado inverno escandinavo, especialmente
quando a temperatura no Golfo sobe a 46º centígrados. Mas muitos
dos soldados dinamarqueses em ação no Iraque devem estar
se perguntando se seus chefes na Dinamarca precisavam ir tão longe
a ponto de enviar um suprimento de sal e um caminhão para remover
neve usados para desbloquear estradas congeladas.
Cozinhando no calor e na
poeira nas imediações de Basra, a tropa de 380 dinamarqueses
não se assustou apenas com o caminhão para remover gelo,
mas também com um carregamento de cortadores de grama, que chegou
no mesmo carregamento. "Nós admitimos que houve alguns enganos no
envio de material", disse o porta-voz do Exército dinamarquês,
major Jan Brinck, à agência de notícias AFP.
Dinamarca: cômico,
se não fosse trágico
O engano parece "cômico",
disse o major, especialmente quando os jornais dinamarqueses "publicam
artigos falando da escassez de materiais essenciais no Iraque". "Estamos
tentando remediar o problema e trabalhando duro para enviar os materiais
necessários aos nossos homens", disse o porta-voz. (...)
Além do caminhão
e dos cortadores de grama, os soldados do país receberam coletes
à prova de balas em tamanhos errados e veículos militares
velhos. O ministro da Defesa da Dinamarca, Svend Aage Jensby, disse a um
jornal do país que estava incomodado com os enganos e prometeu resolver
o problema. (BBC Brasil)
Inglaterra, governo já
não espera achar armas no Iraque
Membros do alto escalão
do governo britânico admitiram pela primeira vez que já não
esperam encontrar armas de destruição em massa no Iraque,
segundo informação obtida pelo editor de política
da BBC, Andrew Marr.
O fato "tem grande significado
político", segundo Marr. O gabinete do primeiro-ministro britânico,
Tony Blair, insiste em dizer que "evidências" das armas de destruição
em massa de Saddam Hussein devem aparecer. De acordo com os funcionários
do governo ouvidos por Marr, o governo acredita que as armas existiram,
mas acham agora que elas foram destruídas ou escondidas antes do
início da guerra. (BBC Brasil)
Quarta,
9 de julho, 2003
Mentirinha.
A soldado americana Jessica Lynch, de 19 anos, não foi ferida por
iraquianos. Ela ficou gravemente ferida quando o veículo militar
em que viajava foi atingido por uma granada e colidiu, a 70 quilômetros
por hora, com outro do mesmo comboio. Jessica também não
combateu os soldados que a capturaram, segundo trechos de um relatório
do Exército dos EUA publicados pelos diários The Washington
Times e The Oregonian. O documento será divulgado amanhã
pelos militares.
Jessica
integrava uma unidade técnica do Exército atacada em 23 de
março. No incidente, morreram pelo menos três americanos.
Semanas depois, forças especiais dos EUA tomaram o controle de um
hospital iraquiano e levaram a soldado, que continua em tratamento nos
EUA.
O jornal
The Washington Post publicou na época reportagem, citando fontes
militares, destacando que ela havia combatido ferozmente, disparando até
seu último cartucho, até cair, ferida a tiros e golpes de
baioneta. Essa notícia fez com que Jessica recebesse tratamento
de herói no país. O Post admitiu o erro em junho. Associated
Press, original
aqui
Terça,
8 de julho, 2003
'Tudo
bem por lá', diz Bush (I). Uma série fulminante de ataques,
praticamente um a cada hora, deixou sete soldados americanos feridos em
Bagdá e arredores nesta terça-feira. A administração
provisória americana no país ofereceu uma recompensa de US$
2.500 por informações que levem à prisão de
quem tenha matado soldados ou policiais. A recompensa foi prometida pelo
ex-comissário de polícia de Nova York, Bernard Kerik.
Hoje,
enqunato soldados americanos revistavam um prédio de Bagdá,
alguns moradores cantaram slogans pró-Saddam. Além disso,
uma bomba de fabricação caseira foi jogada de uma ponte da
cidade sobre um comboio americano, ferindo dois soldados. Outros dois se
machucaram quando seu veículo passou por uma mina terrestre. Original
aqui
Dã.
A Casa Branca reconheceu pela primeira vez que o presidente George W. Bush
estava errado ao ter dito, em seu discurso sobre o Estado da União,
em janeiro, que o Iraque estava tentando comprar urânio na África
para recomeçar seu programa de armas nucleares.
O reconhecimento
do governo americano foi estimulado pela publicação do relatório
de uma comissão parlamentar britânica que levantou sérias
dúvidas sobre a credibilidade dos serviços de inteligência
ingleses, citados por Bush como parte do esforço de convencer os
EUA de que o programa de armas de destruição em massa de
Saddam Hussein era uma ameaça à segurança nacional.
Original aqui
Contagem.
O Estado de S. Paulo mantém em sua página sobre a guerra
um botão permanente com os seguintes dizeres: "Há 92 dias
os EUA ocupam o Iraque, e até agora não foram achadas as
armas químicas que foram a justificativa para a guerra". Parabéns
para a cobertura internacional do jornal. A nacional continua a mesma bosta,
mas temos que fazer justiça. A página sobre as armas está
aqui
Nunca
mais. Apenas 10% dos artefatos roubados dos museus iraquianos depois
do início da guerra foram recuperados até agora, afirmou
Neil MacGregor, diretor do Museu Britânico. Ele acrescentou que os
arqueólogos que participaram de uma conferência de cinco dias
em Londres, concluída ontem, contam agora com um cálculo
preciso dos objetos danificados no Museu Nacional de Bagdá e no
Museu de Mosul. No entanto, a situação de segurança
no Iraque e a falta de eletricidade dificultam as tarefas de catalogação
das peças desaparecidas. Original aqui
"A vitória está
próxima". Uma segunda gravação atribuída
ao ex-presidente iraquiano Saddam Hussein pediu à população
do país que expulse as forças de ocupação do
Iraque. "A vitória está próxima. Está próxima,
se Deus quiser", diz a voz na gravação, que foi transmitida
por uma TV libanesa, o canal a cabo Hayat-LBC.
Na segunda-feira, agentes
da CIA (agência de inteligência americana) disseram que a primeira
gravação, transmitida pela estação de TV árabe
Al-Jazeera, era provavelmente verdadeira. "A administração
americana e seus seguidores serão afastados e que Deus os amaldiçoe
até o fim dos dias", afirma a voz a gravação. Não
houve confirmação sobre a autenticidade da fita, ou qualquer
indicação de quando a mensagem foi gravada. Original aqui
Segunda,
7 de julho, 2003
'Tudo
bem por lá', diz Bush (II). Dois soldados norte-americanos foram
mortos em diferentes ataques na noite deste domingo no Iraque, informou
o Exército dos Estados Unidos. Um dos soldados morreu baleado enquanto
perseguia iraquianos em Azamiyah, subúrbio de Bagdá. Um iraquiano
também morreu e outro ficou ferido.
O segundo
soldado foi morto, em Kadhimiya, perto de Bagdá, quando uma granada
atingiu o carro onde estava. Ainda durante a noite de domingo, em Ramida,
a 100 km da capital iraquiana, outros quarto soldados norte-americanos
ficaram feridos e em uma emboscada com granadas. Segundo testemunhas, as
tropas dos EUA mataram dois civis iraquianos em um carro. Original aqui
Sexta,
4 de julho, 2003
Relação
de amor e ódio com si próprio. O presidente americano,
George W. Bush, fez uma apaixonada defesa da guerra no Iraque em seu discurso
de 4 de julho, declarando que os EUA estão “na ofensiva contra o
terrorismo e todos os que o apóiam”.
Num
momento em que sua administração vem sendo crescentemente
questionada sobre a ocupação do país árabe,
Bush disse na base aérea de Wright-Patterson em Dayton, estado de
Ohio, perante milhares de espectadores, que os EUA aprenderam muito com
os ataques de 11 de setembro de 2001.
“Desde
aquele dia de setembro”, disse, “deixamos claras nossas intenções
em relação a eles: os EUA não vão ficar parados
e esperar por um próximo ataque ou acreditar nas boas intenções
desses homens malignos”. Nada original aqui
Próxima
vítima.
O governo dos EUA deu nesta quinta-feira um ultimato ao presidente da Libéria,
Charles Taylor. O político africano que vive um cenário político
de grande tensão, tem 48 horas para deixar o poder e abandonar o
país, disse à CNN uma fonte do governo liberiano.
O ultimato
foi acompanhado de um novo chamado do presidente americano, George W. Bush,
que recomendou que Taylor abandone a Libéria "e tome a decisão
certo, se ele se preocupa com seu país", afirmou a fonte.
Bush
disse nesta quinta-feira que ainda não decidiu sobre o envio de
tropas americanas para a Libéria, país assolado por matança
e fortes tensões civis, mas destacou que o "primeiro passo" para
a solução da crise é a saída do presidente
Charles Taylor da nação africana.
- Estou
na fase de reunir informações necessárias para tomar
uma decisão racional para garantir o cessar-fogo em curso - disse
Bush a jornalistas da África antes de sua primeira viagem ao continente.
[O Globo]
Quinta,
3 de julho, 2003
"Imperdível".
O governo americano está oferecendo US$ 25 milhões como recompensa
por qualquer pista que leve à captura de Saddam Hussein ou à
confirmação de sua morte, e US$ 15 milhões por qualquer
informação que leve a seus dois filhos, informaram nesta
quinta-feira as forças de ocupação. Dizem que a oferta
é imperdível, mas o próprio Saddam nunca mais será
achado. Original aqui
(a notícia, não o Saddam)
Quarta,
2 de julho, 2003
Dã.
O líder de um destacado grupo xiita acusou a administração
George W. Bush de descumprir suas promessas de entregar o poder no Iraque
a grupos políticos locais. Hamid al-Bayati, do Conselho Supremo
para a Revolução Islâmica no Iraque, CSRII, também
afirmou que os americanos não conseguiram garantir a segurança
após a queda de Saddam Hussein, e "mergulharam o país num
ciclo interminável de violência". Original aqui
9
de junho, 2003
Pacifistas protestam contra
empresas beneficiárias da guerra
Quase 200 pacifistas norte-americanos
tomaram as ruas próximas da construtora Bechtel, na cidade de São
Francisco, e bloquearam as entradas da empresa. A ação ocorreu
no último dia 5 e foi reprimida pela polícia, que mandou
um efetivo de 50 homens ao local. Cerca de 20 pacifistas foram presos.
A Bechtel foi a ganhadora do maior contrato das obras de reconstrução
do Iraque. A Agência dos EUA para o Desenvolvimento Internacional
(Usaid) outorgou à empresa, em abril, um contrato estimado em US$
680 milhões. A construtora é uma das mais importantes doadoras
de recursos para os partidos políticos norte-americanos, e teve
entre seus principais executivos vários republicanos de renome.
Os manifestantes levaram faixas com frases de protestos, como “Um mundo
melhor é possível”, “Abaixo à guerra, abaixo ao Império”
e “Iraque: aberto para negócios”. As informações são
do Indymedia. Da
Agência Carta Maior,
9/6/2003..[+]
17
de abril, 2003
Candidato ao governo sob
suspeita
José Meirelles
Passos,
O Globo, 17
de abril de 2003. A
grande maioria dos iraquianos não tem a menor idéia de quem
seja Ahmad Chalabi, o homem que os Estados Unidos vêm preparando
para ser o novo presidente (interino) do Iraque no período de transição
até as eleições. Ele lidera um grupo chamado Congresso
Nacional Iraquiano (CNI), criado em 1992 pela CIA, que pretendia concentrar
num só pólo vários setores de oposição
a Saddam Hussein no exílio. [+]
9
de abril, 2003
General que comandará
o Iraque é duro crítico dos palestinos
AP, 9 de abril, 2003.
O general da reserva do Exército dos Estados Unidos que irá
supervisionar a reconstrução do Iraque certa vez assinou
um documento que acusa os palestinos de instigar o ódio em suas
crianças e que elogiava Israel - comentários que podem complicar
seu novo trabalho no volátil Golfo Pérsico. Líderes
árabes e muçulmanos reprovam a indicação.
[+]
8
de abril, 2003
Síria não
reconhecerá governo dos EUA no Iraque
A Síria anunciou
hoje que não reconhecerá nenhum governo militar estabelecido
pelos EUA no Iraque. "Um governo militar no Iraque será uma ocupação",
disse a porta-voz da chancelaria síria, Buzaina Shaaban. Ela acrescentou
que "internacionalmente, apenas se reconhecem os governos eleitos pelos
povos". Ela também qualificou de infundadas as acusações
de que soldados sírios estão colaborando com o Exército
iraquiano na atual guerra e garantiu que o governo está fazendo
de tudo para impedir que os voluntários sigam para o Iraque. Informações
da Agência Estado.
Março
de 2003
Israel
foi protegido por vetos na ONU, diz jornal iraquiano
Em
editorial, o jornal iraquiano
Al-Thawrah afirma que os Estados Unidos
foram o país que mais usaram seu poder de veto no Conselho de Segurança
das Nações Unidas. Na opinião do jornal, o veto sempre
foi usado de forma tendenciosa pela superpotência, que teria se aproveitado
desse poder para proteger Israel nas votações em que o país
foi confrontado. Da
BBC Brasil, 12/3/2003..[+]
As
crianças do Iraque
José
Luiz Stedile, Prefeito de Cachoeirinha, de Bagdá, 11/3/2003.
[+]
Fevereiro
de 2003
Parlamentares
vão ao Iraque em missão de paz
1
de fevereiro de 2003. Cinco deputados brasileiros viajam para o
Iraque. Eles integrarão a caravana internacional de parlamentares
que vai a Bagdá manifestar solidariedade ao povo iraquiano e pedir
que a paz na região seja mantida. [+]
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