Uma visão consciente do conflito
Consciência.Net: (des)cobrindo o conflito
no Iraque, Síria, Irã e sabe Alá onde mais
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2003

Dia 25/12: Centro de Bagdá é sacudido por série de explosões

Dia 16/12: Ações de soldados americanos matam 15 no Iraque

Forças dos Estados Unidos no Iraque disseram ter matado 11 supostos militantes que estariam realizando uma emboscada contra um comboio militar americano na cidade de Samarra na segunda-feira. Nenhum americano foi ferido no confronto com os iraquianos, ocorrido a 100 quilômetros de Bagdá.

Dia 16/12: Vaticano critica EUA por tratar Saddam 'como animal'

Dia 14/12: Saddam Hussein capturado

Recente operação em Bagdá foi uma farsa dos EUA, revela jornal

Dia 15/11. Nem mesmo os mais influentes jornais norte-americanos estão conseguindo esconder os erros grosseiros cometidos pelos Estados Unidos no Iraque. Ontem, o jornal The New York Times revelou que os últimos ataques norte-americanos contra a resistência iraquiana em Bagdá não passam de uma farsa arquitetada pelo comando militar das tropas invasoras. De acordo com o jornal, o primeiro bombardeio da operação "Martelo de Ferro", ocorrido na última quarta-feira, foi programado para simular uma ação contra um ponto de encontro de insurgentes leais a Saddam Hussein e de armazenamento de armas. diário vermelho, aqui

Iraquiano é preso por falar mal de tropas de ocupação

Dia 11/11, em Bagdá. Soldados norte-americanos algemaram e colocaram uma fita adesiva na boca de um iraquiano ao prendê-lo na terça-feira por reclamar das tropos de ocupação. Questionado por que o homem havia sido preso e colocado no banco de trás de um Humvee na Praça Tahrir, o oficial em comando disse à Reuters: "Esse homem foi detido por fazer declarações anticoalizão."

Anteriormente, soldados haviam fechado a praça com arame farpado para procurar bombas caseiras, as quais, junto com granadas disparadas por foguetes, mataram 153 soldados dos EUA desde que foi declarado o fim dos principais combates no país, em 1o. de maio. Por Michael Georgy, da Reuters, via UOL aqui

Iraque, última esperança

Dia 6/11. "Conforme os soldados norte-americanos reuniam-se na fronteira do Iraque, em março, e os diplomatas discutiam a respeito da guerra, um influente assessor do Pentágono recebeu mensagem secreta de um homem de negócios libanês-americano: Saddam Hussein queria conversar.

Gente do governo iraquiano, inclusive o chefe do serviço de inteligência, disseram ao executivo que eles queriam que Washington soubesse que o Iraque não tinha mais armas de destruição em massa e que ofereciam aos norte-americanos acesso a suas tropas e especialistas para conduzir uma busca independente no país.

O homem de negócios disse numa entrevista que os iraquianos ofereceram, ainda, entregar um homem acusado de envolvimento na bomba do World Trade Center em 1993 que era prisioneiro em Bagdá. Num determinado momento, ele disse, os iraquianos disseram que promoveriam novas eleições".

Do New York Times de ontem, dia 5, aqui. Em Washington, os apelos à negociação foram recusados. Pedro Doria, aqui

[ 29 de outubro, 2003 ]

Guerra deste ano 'matou 13 mil iraquianos'
Cerca de 13 mil iraquianos – dos quais 4,3 mil eram civis – morreram durante a principal fase de combates na guerra do Iraque, segundo um instituto de pesquisa americano. As estimativas têm como base dados dos próprios Estados Unidos, relatos de jornalistas que estavam nos campos de batalha e levantamentos feitos nos hospitais iraquianos. O grupo afirma que, apesar de armas de grande precisão terem sido usadas no conflito, mais civis morreram na guerra em março e abril deste ano no Iraque do que durante a Guerra do Golfo, em 1991. bbc aqui

[ 13 de outubro, 2003 ]

Iraque, fraude com cartas iguais enviadas
Pelo menos 30 blogs hospedados nos EUA citaram desde sabado materia de um jornal do Estado de Washington, na costa oeste, sobre cartas idênticas enviadas por soldados americanos no Iraque para publicaçoes de suas cidades de origem. Segundo a noticia, 11 jornais americanos receberam o mesmo texto de 5 paragrafos que descreve os esforços das tropas americanas para reconstruir o Iraque e só enumera resultados positivos. Menciona crianças iraquianas apertando as maos dos soldados e adultos acenando para eles. blue bus aqui

[ 10 de outubro, 2003 ]

Iraquianos protestam contra 'terrorismo' dos EUA
Cerca de dez mil iraquianos xiitas foram às ruas na periferia de Bagdá para protestar contra o que eles chamam de "terrorismo" americano. O protesto ocorreu durante o enterro de dois xiitas supostamente mortos por soldados iraquianos no bairro de Cidade Sadr nesta sexta-feira. bbc aqui

[ 19 de setembro, 2003 ]

Iraque, Brasil diz 'não' aos EUA
O ministro da Defesa, José Viegas, disse ontem ter recusado pedido dos Estados Unidos para o envio de tropas brasileiras ao Iraque. "Os motivos são de conhecimento público", completou, ao lembrar que desde a invasão o Brasil se opõe ao conflito. Ontem, 11 soldados americanos morreram vítimas de emboscadas. Iraquianos fiéis a Saddam Hussein explodiram um caminhão de transporte de soldados e alvejaram um jipe com granadas. A população festejou os ataques. (jb, pág. 1, A8 e A10)

[ 18 de setembro, 2003 ]

Iraque, Blix critica exagero em dossiê britânico
O ex-chefe dos inspetores de armas das Nações Unidas (ONU), Hans Blix, acusou o governo britânico de exagerar nas alegações incluídas no dossiê sobre as armas de destruição em massa do Iraque. Blix criticou a "cultura de manipulação e exagero" do governo britânico e disse à BBC que espera que os governos de Estados Unidos e Grã-Bretanha sejam mais cautelosos ao utilizar seus serviços de inteligência no futuro. bbc aqui

[ 17 de setembro, 2003 ]

Iraque, 'Saddam' pede mais luta contra EUA
Várias fitas foram divulgadas nas últimas semanas por televisões árabes 
Uma nova fita de áudio com uma voz atribuída ao ex-presidente do Iraque Saddam Hussein conclama os iraquianos a aumentar a luta contra os americanos que ocupam o país.

A mensagem, divulgada pelo canal de televisão árabe Al-Arabiya, também traz a exigência de que os soldados dos Estados Unidos se retirem do país de forma incondicional. A voz diz que os iraquianos devem "travar a guerra santa de todas as maneiras possíveis contra os ridículos invasores". A fita é encerrada com uma menção a quando ela teria sido gravada: "meados de setembro". bbc aqui

[ 14 de setembro, 2003 ]

Desenvolvia sim, tá!
O vice-presidente americano, Dick Cheney, disse hoje não ter dúvidas de que o presidente derrocado Saddam Hussein desenvolvia armas de destruição massiva, apesar de o presidente George W. Bush já ter dito que a informação da CIA sobre o armamento iraquiano estava equivocada. 
''Essa não foi uma idéia fabricada de um dia para o outro pelo governo ou pela CIA'', disse Cheney, se referindo as acusações de que a administração Bush havia exagerado nas provas contra o Iraque para justificar a guerra.

Em julho, o próprio Bush e o diretor da Agência Central de Inteligência, George Tenet, admitiram que a informação sobre a capacidade nuclear de Saddam Hussein era equivocada. ''A noção de que não há nada por trás das afirmações de que Saddam Hussein desenvolvia armas deste tipo me parece totalmente falsa'', insistiu Cheney. ''E quanto as armas químicas? Acho que estão escondidas na infraestrutura civil, que não é um lugar habitual para esse tipo de armas'', acrescentou. jb online aqui

[ 3 de setembro, 2003 ]

Inglaterra, dossiê sobre Iraque
O dossiê do governo britânico sobre armas no Iraque continha trechos que não foram considerados precisos por cientistas encarregados de analisar dados de inteligência sobre o país, afirmou Brian Jones, o chefe do grupo técnico encarregado de estudar as informações do documento.

Jones depôs nesta quarta-feira no inquérito sobre a morte do especialista em arma, David Kelly, na Corte Real de Justiça, em Londres. Kelly apareceu morto dias após ter sido apontado publicamente como a fonte de uma reportagem da BBC que sugeria que o governo britânico havia "maquiado" trechos do dossiê para fortalecer a posição pró-guerra. bbc aqui

[ 2 de setembro, 2003 ]

Iraque, milhares lamentam morte de líder xiita
A segurança foi reforçada na cidade iraquiana de Najaf para o funeral do líder xiita, aiatolá Mohammed Baqr al-Hakim, morto em uma explosão na sexta-feira. Centenas de milhares de pessoas deverão ir para as ruas da cidade para homenagear o religioso, que estava entre as cerca de 80 pessoas que morreram no atentado. bbc aqui

[ 28 de agosto, 2003 ]

Iraque, brasileiros se destacam na reconstrução agrícola
(...) o clima de tensão e o temor em relação à segurança não foram suficientes para fazer com que os pesquisadores brasileiros José Toledo, de 51 anos, e Carlos Riede, de 54, deixassem os seus postos e saíssem do país. Os dois têm a missão, junto com outros técnicos internacionais, de mudar a agricultura iraquiana. Estagnado pelas sucessivas guerras e pelo regime de Saddan Hussein, o setor agrícola iraquiano vem se deteriorando nas últimas décadas, deixando o país pelo menos 30 anos atrás do que está acontecendo no setor da agricultura em países como o Brasil, por exemplo. bbc aqui

[ 19 de agosto, 2003 ]

Explosão em Bagdá mata Sérgio Vieira de Mello
Equipes de resgate ainda procuram por sobreviventes da explosão que atingiu a sede da ONU em Bagdá, matando pelo menos 17 pessoas, incluindo o brasileiro Sérgio Vieria de Mello, representante especial da ONU no país. Mais de cem pessoas ficaram feridas no ataque que destruiu três andares de concreto e ocorreu no momento em que a organização realizava uma conferência sobre limpeza de minas. bbc brasil aqui

[ 12 de agosto, 2003 ]

Países árabes rejeitam governo interino do Iraque, diz Egito
Egito não reconhece o governo estabelecido pelos EUA 
Os países árabes não podem reconhecer a legitimidade do Conselho de Governo Interino do Iraque, indicado pelos Estados Unidos, segundo o ministro das Relações Exteriores do Egito, Ahmed Maher.

As declarações de Maher foram feitas depois de um encontro com seus colegas da Arábia Saudita e da Síria. Maher disse que os representantes dos países árabes continuam dispostos a se encontrar com membros do conselho, mas apenas da mesma forma que se encontrariam com representantes de qualquer grupo político iraquiano. (bbc aqui)

[ 8 de agosto, 2003 ]

Iraque, EUA matam pelo menos 2 em busca
Uma ação de busca realizada por forças dos Estados Unidos em um mercado para vendas de armas, na cidade iraquiana de Tikrit, terminou em pelo menos duas mortes, nesta sexta-feira. Segundo o tenente-coronel norte-americano Steve Russel, do 22º Regimento de Infantaria, suas tropas posicionaram atiradores em volta do mercado após terem recebido uma denúncia de que munições e armas estavam sendo vendidos no local toda sexta-feira. (BBC, aqui)

[ 7 de agosto, 2003 ]

Iraque, explosão em Bagdá
Pelo menos oito pessoas morreram em uma grande explosão na embaixada da Jordânia na capital do Iraque, Bagdá, nesta quinta-feira. Informações iniciais sugerem que ela possa ter sido causada por explosivos colocados dentro de um carro ou de um caminhão. (BBC, aqui)

[ 1o de agosto, 2003 ]

Iraque, Saddam dá o ar de sua graça
A rede de televisão Al-Jazeera divulgou nesta sexta-feira uma nova fita atribuída ao ex-líder iraquiano Saddam Hussein. Na mensagem, que teria sido gravada no último domingo, Saddam pede à população que lute contra a ocupação dos americanos, expulsando-os do país.

Outro pedido feito durante a gravação é para que os iraquianos mantenham a calma, não fazendo saques ou ataques revanchistas contra pessoas ou propriedades remanescentes de seu governo. A voz, que segundo o correspondente da BBC era calma e confiante, disse que muitos iraquianos perderam "o sensatez durante e depois da guerra". "Somente as ações de fé e luta podem expulsar os invasores", também disse a voz. (BBC Brasil, aqui)

[ 29 de julho, 2003 ]

Iraque, soldados norte-americanos atacam jornalista japonês
Um jornalista japonês foi agredido e detido durante uma hora pelas tropas norte-americanas que se encontram em território iraquiano, depois de ter filmado um ataque a uma casa de Bagdad onde se pensava que estivesse Saddam Hussein. De acordo com a imprensa japonesa, Kazutaka Sato, de 47 anos, foi atirado ao chão e pontapeado por vários soldados norte-americanos quando filmava os corpos de cinco iraquianos a serem retirados de uma viatura atingida no ataque.

As mesmas fontes avançam que Sato só conseguiu libertar-se das forças americanas quando jornalistas de outros órgãos de comunicação acorreram em seu auxílio. O jornalista ficou ligeiramente ferido nos olhos e nas mãos. Kazutaka Sato explicou o sucedido, afirmando que estava a filmar junto do cordão de segurança instalado pelas tropas norte-americanas quando estas, sem lhe darem qualquer explicação, tentaram impedi-lo de registar mais imagens, "talvez para tentarem esconder as mortes de civis". (Jornal Digital, aqui)

[ 28 de julho, 2003 ]

"Fim da guerra"
Mais um soldado americano foi morto no Iraque. Ele se somou aos outros quatro soldados assassinados no sábado. Desde que o presidente americano, George Bush, anunciou o fim dos principais combates no país, em 1º de maio, 50 soldados perderam a vida, vítimas de ataques iraquianos. (JB, págs. 1 e A6)

Pergunta
Por que não se fala de quantos iraquianos morreram?

[ 26 de julho, 2003 ]

Japão, envio de tropas ao Iraque
O Parlamento japonês autorizou neste sábado o envio de tropas ao Iraque, abrindo caminho para a primeira missão de soldados japoneses em zona de combate desde a II Guerra Mundial. A aprovação ocorre após a queda de uma moção de censura apresentada pelos quatro principais partidos da oposição contra o governo do primeiro-ministro Junichiro Koizumi. Ele iniciará na segunda-feira a elaboração de um calendário de envio das tropas, que poderão partir do Japão a partir de outubro próximo. (Correio do Brasil)
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Mapa: UOL


Quinta, 24 de julho, 2003

O exército americano anunciou nesta quinta-feira que mais três de seus soldados foram mortos no Iraque. O ataque ocorreu no início do dia no norte do país, a mesma região onde um soldado havia sido morto na quarta-feira. Os soldados foram atingidos provavelmente por granadas deflagradas por foguetes. (Correio do Brasil)

Iraque, novo ataque mata três soldados dos EUA
O exército americano anunciou nesta quinta-feira que mais três de seus soldados foram mortos no Iraque. O ataque ocorreu no início do dia no norte do país, a mesma região onde um soldado havia sido morto na quarta-feira. Os soldados foram atingidos provavelmente por granadas deflagradas por foguetes. (Correio do Brasil)

Análise: Estranha guerra
A morte dos filhos de Saddam gerou alívio, mas quem conhece teoria literária sabe que a catarse da tragédia nasce também do fato de que protagonistas, até a catástrofe, não a vivem como tragédia, mas como conquista. (Flávio Aguiar, Agência Carta Maior, aqui)


Quarta, 23 de julho, 2003

Deus está vendo tudo
Os EUA estão usando a guerra como instrumento político e tornaram-se poderosos demais para parar com isso, disse o presidente da Federação Luterana Mundial na abertura da assembléia da entidade que se reúne a cada seis anos e que representa mais de 60 milhões de fiéis em 76 países.

O bispo emérito luterano, Christian Krause, criticou a guerra liderada pelos EUA no Iraque como injusta e contrária às normas legais. “As leis internacionais não podem garantir a paz se os EUA não as respeitam e preferem substituí-las pelo direito dos poderosos”, disse Krause no discurso que abriu a assembléia da Federação. Agência Estado, original aqui

Filhos de Saddam mortos?
Os EUA afirmaram ter matado Uday, 39, e Qusay Hussein, 37, filhos do ex-ditador Saddam Hussein e integrantes da cúpula do antigo regime iraquiano. Os dois teriam sido mortos durante ação militar em Mossul (norte do Iraque).

Segundo os EUA, eles foram delatados por um morador, que os viu entrando numa casa. De acordo com o comandante das tropas terrestres no Iraque, general Ricardo Sanchez, 200 soldados cercaram o local. Houve tiroteio, e os soldados invadiram a casa. Após seis horas de combate, quatro mortos, entre eles Usay e Qusay, foram retirados do local. (...) (Folha de S. Paulo, pág. 1 e A10)

Saddam Hussein, nova mensagem
O canal de televisão árabe, Al Arabiya, divulgou nesta quarta-feira uma nova gravação do ex-presidente iraquiano, Saddam Hussein, um dia depois da morte de seus dois filhos, Uday e Qusay, na cidade de Mossul, no norte do Iraque. Na mensagem, Saddam afirma que “a guerra ainda não terminou” e convoca seus soldados a lutar contra a ocupação das tropas norte-americanas. Não há menção sobre a morte de seus filhos. Segundo a rede árabe, a gravação foi feita no dia 20 de julho, dois dias antes da morte de Uday e Qusay. Original aqui


Terça, 22 de julho, 2003

Acharam um bode expiatório
O vice-conselheiro de Segurança Nacional da Casa Branca, Stephen Hadley, assumiu a culpa pela falsa acusação de que o Iraque tentou comprar urânio na África para o programa nuclear de Saddam Hussein. A menção da suposta tentativa foi feita pelo presidente americano, George W. Bush, durante o discurso sobre o Estado da União em janeiro, para justificar a necessidade de lançar um ataque preventivo contra o Iraque.

Hadley admitiu que tinha sido advertido pela CIA de que a informação sobre o caso não tinha sido confirmada, mas, mesmo assim, não suprimiu a referência do discurso de Bush. "Está claro agora que eu errei nisso", disse Hadley a repórteres. Agência Estado, aqui


Segunda, 21 de julho, 2003

A maioria dos americanos (51%) tem dúvidas sobre a capacidade do presidente George W. Bush para governar os EUA, segundo pesquisa da revista "Time" e da rede CNN. O número é dez pontos superior ao verificado na sondagem feita em março, mês da invasão do Iraque. O aumento da desconfiança reflete a crise atual na ocupação do país.

Ontem, mais dois militares americanos foram mortos no Iraque, elevando para 151 o número de baixas dos EUA. Em Najaf, 10 mil xiitas protestaram contra as forças americanas. Pela primeira vez, o diplomata americano Paul Bremer, chefe da Autoridade Provisória da Coalização, declarou que em um ano o Iraque pode ter um governo soberano. (Folha de S. paulo, págs. 1 e A7)

EUA, China e Coréia do Norte
EUA, China e Coréia do Norte provavelmente manterão conversações “muito em breve” em Pequim sobre o programa de armas nucleares norte-coreano, informou nesta segunda-feira um alto funcionário sul-coreano. Ao mesmo tempo, o presidente da Coréia do Sul, Roh Moo-hyun, descartou o informe de que a Coréia do Norte construiu outra usina para produzir plutônio. O informe provocou temores de que a nação comunista esteja acelerando seus esforços para produzir bombas atômicas. Agência Estado, original aqui


Sexta, 18 de julho, 2003

A polêmica dos dossiês britânicos
As discussões acerca do papel dos serviços de inteligência britânicos na guerra contra o Iraque continuam aumentando. A agência BBC explica os pontos mais controversos da polêmica que envolve o governo britânico, seus serviços de informações e o papel desempenhado pela própria BBC na questão, aqui


Quinta, 17 de julho, 2003

Eles endoidaram de vez

O primeiro-ministro do Reino Unido, Tony Blair, disse ao Congresso dos EUA acreditar, “com toda fibra de instinto e convicção”, que a guerra promovida pelos Estados Unidos e Grã-Bretanha para derrubar Saddam Hussein foi justa - mesmo se as alegações sobre armas de destruição em massa que a motivaram se mostrarem falsas. “Prometemos ao Iraque um governo democrático, e vamos cumprir”, disse ele.

No texto preparado para seu discurso perante o conjunto da Câmara e do Senado americanos, o primeiro-ministro sugere que a história perdoará a derrubada de Saddam Hussein, mesmo se ficar provado que tanto Blair quanto o presidente George W. Bush estavam errados quanto à capacidade do arsenal iraquiano. Pois hesitar “em face desta ameaça, quando deveríamos ter oferecido liderança... isso é lago que a história não perdoará”, afirmou. Original aqui

Já o presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, defendeu mais uma vez a decisão de ir à guerra no Iraque, e disse que, sob sua liderança, o país jamais irá “supor a boa vontade de inimigos perigosos”, numa possível referência às alegações de Saddam Hussein antes da guerra, de que o país não possuía armas de destruição em massa.

“Nós estamos sendo testados no Iraque”, disse o presidente, em entrevista coletiva ao lado do premier britânico Tony Blair. “Eles procuram sinais de fraqueza. Não encontrarão nenhum”, afirmou, referindo-se à intensificação da guerrilha de resistência à ocupação americana. Original aqui


Quarta, 16 de julho, 2003

. A escalada de ataques contra as forças americanas de ocupação no Iraque entra em uma fase de maior envergadura com o uso de mísseis contra aviões militares, no mesmo dia em que a morte de mais um soldado em combate - o 147º - igualou o número de vítimas dos EUA na Guerra do Golfo de 1991. A ação de resistência levou o chefe do Comando Central militar dos EUA, general John Abizaid, a reconhecer que os americanos enfrentam uma "guerra de guerrilhas" - termo repudiado há duas semanas pelo secretário da Defesa, Donald Rumsfeld - e uma organização "em nível regional, em estrutura celular".

O governo americano esperava a intensificação de ataques nesta semana porque hoje se comemoraria a subida de Saddam ao poder, em 1979, e amanhã, o aniversário do golpe que levou seu partido, o Baath, ao poder, em 1968. Original aqui

Faz sentido. A Itália poderia ser a fonte da informação, difundida por Washington e Londres, de que Saddam Hussein tentou comprar urânio na África, disse o presidente de um comitê parlamentar de inteligência. O governo do primeiro-ministro Silvio Berlusconi negou que os serviços de espionagem italianos tenham transmitido "documentos" sobre o assunto. Os Estados Unidos e a Grã-Bretanha utilizaram a informação sobre a suposta tentativa iraquiana de comprar urânio em Níger para sustentar seus argumentos a favor da guerra. No entanto, ficou demonstrado que os documentos utilizados eram falsos.

Enzo Bianco, titular do comitê italiano, não negou a possibilidade de a informação ter sido entregue de maneira informal. "É possível, não descarto (tal possibilidade)", disse ele, depois de uma reunião do comitê com um alto funcionário do governo. Original aqui

Um grupo de ex-altos funcionários dos serviços de inteligência está pedindo, em carta aberta ao presidente George W. Bush, a renúncia do vice-presidente dos EUA, Dick Cheney, informou o jornal The Independent. Apontado como porta-voz dos falcões na Casa Branca, Cheney é acusado de ter usado falsas evidências para levar o país à guerra contra o Iraque.

Segundo o grupo, o vice-presidente teria recorrido a seu alto cargo para incluir no discurso do presidente George W. Bush uma informação falsa de que o regime de Saddam Hussein teria buscado comprar urânio no Níger para levar adiante seu programa nuclear militar, menosprezando preocupações do diretor da CIA, George Tenet. Original aqui


Terça, 15 de julho, 2003

Enquanto isso, na África... A campanha militar no Iraque custou até o momento US$ 48 bilhões ao Departamento de Defesa dos Estados Unidos (Pentágono), número que deve aumentar em aproximadamente US$ 10 bilhões até o fim de setembro, informou Dov Zakheim, auditor do orçamento militar americano.

Em entrevista à Associated Press, Zakheim comentou que o custo estimado da guerra inclui a fase de combates, iniciada em 20 de março, os esforços de estabilização no pós-guerra e os cerca US$ 30 bilhões em gastos anteriores à guerra com atividades como mobilização de tropas e construção de instalações. Original aqui

Ou seja, para sempre. O administrador americano do Iraque, Paul Bremer, estabeleceu nesta terça-feira uma relação direta entre a permanência de forças dos EUA e o processo político interno iraquiano. Ele afirmou que as tropas ficarão no país até que os iraquianos tenham uma nova constituição e estabeleçam um governo democrático. Mais aqui


Segunda, 14 de julho, 2003

Mentirinha. Dois terços dos britânicos acreditam que o primeiro-ministro Tony Blair os enganou ao apresentar seus argumentos para justificar a guerra contra o Iraque, de acordo com uma pesquisa publicada nesta segunda-feira. A sondagem do instituto ICM, encomendada pelo jornal The Daily Mirror, constatou que 66% dos entrevistados pensam que Blair enganou o povo para explicar a guerra contra o Iraque.

Apesar de 39% das pessoas acreditarem que Blair errou inadvertidamente, 27% acham que o primeiro-ministro sabia que estava mentindo. O instituto ICM entrevistou 1.012 adultou nos dias 11 e 12 de julho. A margem de erro é de três pontos porcentuais. Original aqui


Domingo, 13 de julho, 2003

Foi a gente, foi a gente. Um grupo desconhecido que alega ter vínculos com a rede extremista Al-Qaeda assumiu neste domingo a responsabilidade pelos ataques que vêm sendo lançados contra as forças dos Estados Unidos no Iraque. "Juro por Deus que nenhum dos seguidores dele (Saddam Hussein) realizou operações da jihad (guerra santa) como eles alegam. Eles (os ataques) são resultantes da jihad de nossos irmãos", disse uma voz não identificada em uma fita de áudio divulgada pela TV árabe por satélite Al-Arabiya, com sede em Dubai, nos Emirados Árabes Unidos.

Profecia. A voz falou em um novo atentado em breve, que "abalará os Estados Unidos completamente", e denominou o grupo como o Movimento Islâmico Armado da Al-Qaeda, ala de Faluja (cidade xiita no Iraque, onde é grande a resistência às forças dos EUA). Neste domingo, uma bomba explodiu perto de uma delegacia de polícia em Bagdá, matando um iraquiano e ferindo outro. O local costuma ser visitado pelas tropas dos EUA que estão formando a nova polícia do país. Notícia da Agência Estado.


Sexta, 11 de julho, 2003

O dono da bola sempre ganha. O diretor da CIA, George Tenet, disse que a agência cometeu um erro ao permitir que o presidente George W. Bush acusasse, em um importante discurso proferido em janeiro, que o Saddam Hussein havia tentado comprar urânio na África. No início da semana, o governo dos EUA reconheceu que a informação era falsa. Da AP.


Quinta, 10 de julho, 2003

O exército dos EUA informou hoje sobre a morte de dois soldados americanos e ferimentos em outro em ataques separados contra comboios de veículos militares no Iraque. Ao receber a notícia em meio a sua visita a Botsuana, na África, o presidente americano, George W. Bush, admitiu que suas tropas estão enfrentando dificuldades no país ocupado.

Dinamarca, o 'grave' problema da neve no Iraque
As tropas dinamarquesas no Iraque podem estar sonhando com o gelado inverno escandinavo, especialmente quando a temperatura no Golfo sobe a 46º centígrados. Mas muitos dos soldados dinamarqueses em ação no Iraque devem estar se perguntando se seus chefes na Dinamarca precisavam ir tão longe a ponto de enviar um suprimento de sal e um caminhão para remover neve usados para desbloquear estradas congeladas.

Cozinhando no calor e na poeira nas imediações de Basra, a tropa de 380 dinamarqueses não se assustou apenas com o caminhão para remover gelo, mas também com um carregamento de cortadores de grama, que chegou no mesmo carregamento. "Nós admitimos que houve alguns enganos no envio de material", disse o porta-voz do Exército dinamarquês, major Jan Brinck, à agência de notícias AFP.

Dinamarca: cômico, se não fosse trágico
O engano parece "cômico", disse o major, especialmente quando os jornais dinamarqueses "publicam artigos falando da escassez de materiais essenciais no Iraque". "Estamos tentando remediar o problema e trabalhando duro para enviar os materiais necessários aos nossos homens", disse o porta-voz. (...)

Além do caminhão e dos cortadores de grama, os soldados do país receberam coletes à prova de balas em tamanhos errados e veículos militares velhos. O ministro da Defesa da Dinamarca, Svend Aage Jensby, disse a um jornal do país que estava incomodado com os enganos e prometeu resolver o problema. (BBC Brasil)

Inglaterra, governo já não espera achar armas no Iraque
Membros do alto escalão do governo britânico admitiram pela primeira vez que já não esperam encontrar armas de destruição em massa no Iraque, segundo informação obtida pelo editor de política da BBC, Andrew Marr.

O fato "tem grande significado político", segundo Marr. O gabinete do primeiro-ministro britânico, Tony Blair, insiste em dizer que "evidências" das armas de destruição em massa de Saddam Hussein devem aparecer. De acordo com os funcionários do governo ouvidos por Marr, o governo acredita que as armas existiram, mas acham agora que elas foram destruídas ou escondidas antes do início da guerra. (BBC Brasil)


Quarta, 9 de julho, 2003

Mentirinha. A soldado americana Jessica Lynch, de 19 anos, não foi ferida por iraquianos. Ela ficou gravemente ferida quando o veículo militar em que viajava foi atingido por uma granada e colidiu, a 70 quilômetros por hora, com outro do mesmo comboio. Jessica também não combateu os soldados que a capturaram, segundo trechos de um relatório do Exército dos EUA publicados pelos diários The Washington Times e The Oregonian. O documento será divulgado amanhã pelos militares.

Jessica integrava uma unidade técnica do Exército atacada em 23 de março. No incidente, morreram pelo menos três americanos. Semanas depois, forças especiais dos EUA tomaram o controle de um hospital iraquiano e levaram a soldado, que continua em tratamento nos EUA.

O jornal The Washington Post publicou na época reportagem, citando fontes militares, destacando que ela havia combatido ferozmente, disparando até seu último cartucho, até cair, ferida a tiros e golpes de baioneta. Essa notícia fez com que Jessica recebesse tratamento de herói no país. O Post admitiu o erro em junho. Associated Press, original aqui


Terça, 8 de julho, 2003

'Tudo bem por lá', diz Bush (I). Uma série fulminante de ataques, praticamente um a cada hora, deixou sete soldados americanos feridos em Bagdá e arredores nesta terça-feira. A administração provisória americana no país ofereceu uma recompensa de US$ 2.500 por informações que levem à prisão de quem tenha matado soldados ou policiais. A recompensa foi prometida pelo ex-comissário de polícia de Nova York, Bernard Kerik.

Hoje, enqunato soldados americanos revistavam um prédio de Bagdá, alguns moradores cantaram slogans pró-Saddam. Além disso, uma bomba de fabricação caseira foi jogada de uma ponte da cidade sobre um comboio americano, ferindo dois soldados. Outros dois se machucaram quando seu veículo passou por uma mina terrestre. Original aqui

. A Casa Branca reconheceu pela primeira vez que o presidente George W. Bush estava errado ao ter dito, em seu discurso sobre o Estado da União, em janeiro, que o Iraque estava tentando comprar urânio na África para recomeçar seu programa de armas nucleares.

O reconhecimento do governo americano foi estimulado pela publicação do relatório de uma comissão parlamentar britânica que levantou sérias dúvidas sobre a credibilidade dos serviços de inteligência ingleses, citados por Bush como parte do esforço de convencer os EUA de que o programa de armas de destruição em massa de Saddam Hussein era uma ameaça à segurança nacional. Original aqui

Contagem. O Estado de S. Paulo mantém em sua página sobre a guerra um botão permanente com os seguintes dizeres: "Há 92 dias os EUA ocupam o Iraque, e até agora não foram achadas as armas químicas que foram a justificativa para a guerra". Parabéns para a cobertura internacional do jornal. A nacional continua a mesma bosta, mas temos que fazer justiça. A página sobre as armas está aqui

Nunca mais. Apenas 10% dos artefatos roubados dos museus iraquianos depois do início da guerra foram recuperados até agora, afirmou Neil MacGregor, diretor do Museu Britânico. Ele acrescentou que os arqueólogos que participaram de uma conferência de cinco dias em Londres, concluída ontem, contam agora com um cálculo preciso dos objetos danificados no Museu Nacional de Bagdá e no Museu de Mosul. No entanto, a situação de segurança no Iraque e a falta de eletricidade dificultam as tarefas de catalogação das peças desaparecidas. Original aqui

"A vitória está próxima". Uma segunda gravação atribuída ao ex-presidente iraquiano Saddam Hussein pediu à população do país que expulse as forças de ocupação do Iraque. "A vitória está próxima. Está próxima, se Deus quiser", diz a voz na gravação, que foi transmitida por uma TV libanesa, o canal a cabo Hayat-LBC.

Na segunda-feira, agentes da CIA (agência de inteligência americana) disseram que a primeira gravação, transmitida pela estação de TV árabe Al-Jazeera, era provavelmente verdadeira. "A administração americana e seus seguidores serão afastados e que Deus os amaldiçoe até o fim dos dias", afirma a voz a gravação. Não houve confirmação sobre a autenticidade da fita, ou qualquer indicação de quando a mensagem foi gravada. Original aqui


Segunda, 7 de julho, 2003

'Tudo bem por lá', diz Bush (II). Dois soldados norte-americanos foram mortos em diferentes ataques na noite deste domingo no Iraque, informou o Exército dos Estados Unidos. Um dos soldados morreu baleado enquanto perseguia iraquianos em Azamiyah, subúrbio de Bagdá. Um iraquiano também morreu e outro ficou ferido.

O segundo soldado foi morto, em Kadhimiya, perto de Bagdá, quando uma granada atingiu o carro onde estava. Ainda durante a noite de domingo, em Ramida, a 100 km da capital iraquiana, outros quarto soldados norte-americanos ficaram feridos e em uma emboscada com granadas. Segundo testemunhas, as tropas dos EUA mataram dois civis iraquianos em um carro. Original aqui


Sexta, 4 de julho, 2003

Relação de amor e ódio com si próprio. O presidente americano, George W. Bush, fez uma apaixonada defesa da guerra no Iraque em seu discurso de 4 de julho, declarando que os EUA estão “na ofensiva contra o terrorismo e todos os que o apóiam”.

Num momento em que sua administração vem sendo crescentemente questionada sobre a ocupação do país árabe, Bush disse na base aérea de Wright-Patterson em Dayton, estado de Ohio, perante milhares de espectadores, que os EUA aprenderam muito com os ataques de 11 de setembro de 2001.

“Desde aquele dia de setembro”, disse, “deixamos claras nossas intenções em relação a eles: os EUA não vão ficar parados e esperar por um próximo ataque ou acreditar nas boas intenções desses homens malignos”. Nada original aqui

Próxima vítima. O governo dos EUA deu nesta quinta-feira um ultimato ao presidente da Libéria, Charles Taylor. O político africano que vive um cenário político de grande tensão, tem 48 horas para deixar o poder e abandonar o país, disse à CNN uma fonte do governo liberiano.

O ultimato foi acompanhado de um novo chamado do presidente americano, George W. Bush, que recomendou que Taylor abandone a Libéria "e tome a decisão certo, se ele se preocupa com seu país", afirmou a fonte.

Bush disse nesta quinta-feira que ainda não decidiu sobre o envio de tropas americanas para a Libéria, país assolado por matança e fortes tensões civis, mas destacou que o "primeiro passo" para a solução da crise é a saída do presidente Charles Taylor da nação africana.

- Estou na fase de reunir informações necessárias para tomar uma decisão racional para garantir o cessar-fogo em curso - disse Bush a jornalistas da África antes de sua primeira viagem ao continente. [O Globo]


Quinta, 3 de julho, 2003

"Imperdível". O governo americano está oferecendo US$ 25 milhões como recompensa por qualquer pista que leve à captura de Saddam Hussein ou à confirmação de sua morte, e US$ 15 milhões por qualquer informação que leve a seus dois filhos, informaram nesta quinta-feira as forças de ocupação. Dizem que a oferta é imperdível, mas o próprio Saddam nunca mais será achado. Original aqui (a notícia, não o Saddam)


Quarta, 2 de julho, 2003

. O líder de um destacado grupo xiita acusou a administração George W. Bush de descumprir suas promessas de entregar o poder no Iraque a grupos políticos locais. Hamid al-Bayati, do Conselho Supremo para a Revolução Islâmica no Iraque, CSRII, também afirmou que os americanos não conseguiram garantir a segurança após a queda de Saddam Hussein, e "mergulharam o país num ciclo interminável de violência". Original aqui


9 de junho, 2003

Pacifistas protestam contra empresas beneficiárias da guerra
Quase 200 pacifistas norte-americanos tomaram as ruas próximas da construtora Bechtel, na cidade de São Francisco, e bloquearam as entradas da empresa. A ação ocorreu no último dia 5 e foi reprimida pela polícia, que mandou um efetivo de 50 homens ao local. Cerca de 20 pacifistas foram presos. A Bechtel foi a ganhadora do maior contrato das obras de reconstrução do Iraque. A Agência dos EUA para o Desenvolvimento Internacional (Usaid) outorgou à empresa, em abril, um contrato estimado em US$ 680 milhões. A construtora é uma das mais importantes doadoras de recursos para os partidos políticos norte-americanos, e teve entre seus principais executivos vários republicanos de renome. Os manifestantes levaram faixas com frases de protestos, como “Um mundo melhor é possível”, “Abaixo à guerra, abaixo ao Império” e “Iraque: aberto para negócios”. As informações são do Indymedia. Da Agência Carta Maior, 9/6/2003..[+]


17 de abril, 2003

Candidato ao governo sob suspeita
José Meirelles Passos, O Globo, 17 de abril de 2003. A grande maioria dos iraquianos não tem a menor idéia de quem seja Ahmad Chalabi, o homem que os Estados Unidos vêm preparando para ser o novo presidente (interino) do Iraque no período de transição até as eleições. Ele lidera um grupo chamado Congresso Nacional Iraquiano (CNI), criado em 1992 pela CIA, que pretendia concentrar num só pólo vários setores de oposição a Saddam Hussein no exílio. [+]


9 de abril, 2003

General que comandará o Iraque é duro crítico dos palestinos
AP, 9 de abril, 2003. O general da reserva do Exército dos Estados Unidos que irá supervisionar a reconstrução do Iraque certa vez assinou um documento que acusa os palestinos de instigar o ódio em suas crianças e que elogiava Israel - comentários que podem complicar seu novo trabalho no volátil Golfo Pérsico. Líderes árabes e muçulmanos reprovam a indicação. [+]


8 de abril, 2003

Síria não reconhecerá governo dos EUA no Iraque
A Síria anunciou hoje que não reconhecerá nenhum governo militar estabelecido pelos EUA no Iraque. "Um governo militar no Iraque será uma ocupação", disse a porta-voz da chancelaria síria, Buzaina Shaaban. Ela acrescentou que "internacionalmente, apenas se reconhecem os governos eleitos pelos povos". Ela também qualificou de infundadas as acusações de que soldados sírios estão colaborando com o Exército iraquiano na atual guerra e garantiu que o governo está fazendo de tudo para impedir que os voluntários sigam para o Iraque. Informações da Agência Estado.


Março de 2003

Israel foi protegido por vetos na ONU, diz jornal iraquiano
Em editorial, o jornal iraquiano Al-Thawrah afirma que os Estados Unidos foram o país que mais usaram seu poder de veto no Conselho de Segurança das Nações Unidas. Na opinião do jornal, o veto sempre foi usado de forma tendenciosa pela superpotência, que teria se aproveitado desse poder para proteger Israel nas votações em que o país foi confrontado. Da BBC Brasil, 12/3/2003..[+]

As crianças do Iraque
José Luiz Stedile, Prefeito de Cachoeirinha, de Bagdá, 11/3/2003. [+]


Fevereiro de 2003

Parlamentares vão ao Iraque em missão de paz
1 de fevereiro de 2003. Cinco deputados brasileiros viajam para o Iraque. Eles integrarão a caravana internacional de parlamentares que vai a Bagdá manifestar solidariedade ao povo iraquiano e pedir que a paz na região seja mantida. [+]


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Para lembrar
Os EUA desrespeitaram
uma decisão da Organização das Nações Unidas em março de 2003, bombardeando um país do Oriente Médio. Qualquer país que toma tal atitude é expulso da entidade e sofre sanções econômicas. Os Estados Unidos mantiveram, com a conivência de dirigentes das Nações Unidas, lugar permanente no Conselho de Segurança e nenhuma sanção foi imposta aos americanos. [G.B.]
Declarações
“Vamos encarar isso
de maneira simples. A diferença mais importante entre a Coréia do Norte e o Iraque é que, economicamente, nós não tivemos escolha quanto ao Iraque. O país nada em petróleo”. [Paul Wolfowitz, subsecretário de Defesa dos EUA, junho de 2003]


"A forma como outras áreas da comunidade de inteligência, como a CIA (o serviço secreto americano), embalaram as informações e as apresentaram aos seus superiores não pareceram sempre ser a mais objetiva. As evidências foram distorcidas e o público foi realmente enganado em assuntos que ajudaram a decidir sobre guerra e paz". [Greg Thielman, ex-oficial do Departamento de Estado americano]


"Antes, era tudo proibido. Agora, não temos energia elétrica e água, mas somos livres". [Mohammed Jabbar, aposentado iraquiano]


"O bombardeio humanitário já conseguiu salvar dezenas de crianças das garras do Saddam Hussein, matando-as". [Luis Fernado Verissimo, escritor brasileiro]


"O Iraque provavelmente não tem armas de destruição em massa, segundo o que se entende comumente por esse termo, ou seja, um artefato capaz de ser lançado contra um alvo urbano estratégico" [Robin Cook, líder da Câmara dos Comuns do gabinete britânico e que tinha acesso a informações britânicas de alto nível]


"Resultados eleitorais fictícios, que elegem um presidente fictício, significam que nós temos um homem nos enviando para a guerra por razões fictícias. Que vergonha, senhor Bush". [Michael Moore, cineasta norte-americano que ganhou o Oscar 2003 de melhor documentário]


"Vamos ver agora os melhores momentos da guerra do Golfo". [Ana Paula Padrão, apresentadora do Jornal da Globo, na quarta, dia 18 de março]


"A violência e as armas não podem jamais resolver os problemas do homem". [papa João Paulo II]


"A imprensa pode causar mais danos que a bomba atômica. E deixar cicatrizes no cérebro". [Noam Chomsky, escritor note-americano]


"These governments they don't mind the procrastination / They say "We'll kill them off, take their land and go there for vaction'". [Letra da música 'Darkness of Greed', da banda Rage Against The Machine]
Outros destaques
Homenagem à Paz
. Em meio à guerra, o Consciência.Net pede passagem e faz uma homenagem à paz. Para começar bem, vamos transcrever 28 pensamentos de Mahatma Gandhi, um pacifista muito citado e pouco lido. Ler


Confira a lista com o nome de todas as vítimas civis do conflito no Iraque, divulgada pelo governo suiço a fim de "podermos nos dar conta de quanto isto é terrível"..Clique aqui


Mobilizações anti-guerra. Ler


BBC: A crise em mapas.Ler
Pergunta pertinente
"E as bombas que os EUA
usarão no Iraque, não são de destruição em massa?" [Sérgio Augusto, jornalista]
Edição | Gustavo Barreto