Tag: ‘meio ambiente’

04/06/2012

Rio+20: à procura de um líder

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Texto de Daniela Chiaretti no jornal ‘Valor Econômico’ de hoje, 4 de junho de 2012.

Um assunto muito discutido nas redes sociais nos últimos dias foi se Wagner Moura deveria ou não substituir Renato Russo, morto em 1996, na homenagem à Legião Urbana, a “banda que mudou a vida da gente”, como lembrou o ator referindo-se a quem fez a trilha de uma geração. “Que País é Este?”, uma das canções mais conhecidas, expõe o lado arrogante do Brasil, no momento em que deixaria de ser “Terceiro Mundo” e ia “ficar rico”. O assombro do refrão cai bem para o Brasil de 2012: às vésperas de sediar a megaconferência da ONU sobre desenvolvimento sustentável, o governo reduz o IPI dos carros, o Congresso aprova a redução de sete unidades de conservação na Amazônia e há mais um polêmico capítulo da novela do Código Florestal. Mas amanhã, no Dia Mundial do Meio Ambiente, as autoridades irão fazer pose de “verdes” e lembrar o quanto o Brasil é sustentável. Que país é este?

A Rio+20 acontece em um momento internacional difícil e isso, claro, não pode ficar na fatura do governo. A crise na Europa preocupa seus líderes e inibe o bloco que sempre disputa a vanguarda em conferências do gênero. O silêncio dos Estados Unidos sobre o assunto fala por si. O tema está fora da pauta dos americanos (o que é terrível para o resto do mundo) e o presidente Barack Obama, em campanha presidencial, sequer cogita em sair do encontro do G-20, no México, e dar um pulinho no Riocentro. Esse é o azar da Rio+20 e do futuro que queremos – o nosso e o do insosso documento que os delegados discutem para o evento.

O anfitrião tem pouco a fazer se os convidados estão enrolados em casa, mas a total falta de entusiasmo do governo em abraçar, de verdade, esta agenda, é de sua única responsabilidade. O assunto não contagiou um palmo além dos ministérios obviamente envolvidos – o do Meio Ambiente e o das Relações Exteriores. Os demais, ou ignoram o tema ou têm um discurso tão vazio que não enganam um pé de alface. Também ninguém sabe ao certo o quanto a presidente Dilma Rousseff acredita nesse negócio de desenvolvimento sustentável. A Rio+20 é uma conferência à procura de um líder.

Desenvolvimento sustentável empolga pouco o governo

Comparando laranjas: quando o Brasil sediou a Rio92, o então presidente Fernando Collor percebeu o tamanho da visibilidade que teria e mandou seus soldados a campo. O Itamaraty chamou diplomatas de todos os lados para reforçar o time e empurrar as negociações. Todo chefe de Estado tinha que vir – e ia se dar um jeito, como se deu, para receber o Dalai Lama e também os líderes chineses que diziam que não pisariam no Rio se o religioso estivesse por aqui também. “O presidente George Bush, o pai, não queria vir”, lembra o físico José Goldemberg, à época na pasta do Meio Ambiente. “O Collor me mandou lá, convencê-lo. Ele veio.”

Em outra ocasião, durante a conferência de Copenhague, em 2009, o Brasil se saiu muito bem. O país tomou a dianteira e apresentou metas de redução de gases-estufa. O discurso mais brilhante do evento foi do presidente Lula. Dilma Rousseff era a chefe da delegação. Sabe-se que ela se opunha à ideia de o Brasil ter metas, mesmo voluntárias, mas depois cedeu.

A Rio+20 não produzirá nenhum documento da envergadura das convenções do Clima, Biodiversidade e Desertificação, e nem se propôs a isso. Mas tem boas promessas na pauta. Os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável são importantes desde que definidos e o Brasil pode empurrar esse bonde. Fazer com que o meio ambiente no mundo tenha mais prestígio e seja comandado por uma agência, como querem europeus e africanos, poderia ser uma decisão histórica. O Brasil nunca apoiou a proposta. Diz que não vai dar, porque os EUA não querem. O discurso oficial é que país que tem que erradicar a miséria e crescer, não quer só ambiente, quer desenvolvimento sustentável. Mas uma coisa não exclui a outra. Falta sinceridade nesse argumento.

Ou há algo de sustentável em tomar decisões que coloquem mais carros nas ruas? A indústria vem repetindo resultados negativos, e claro que proteger a economia é prudente e necessário. Mas o melhor caminho é aumentar o congestionamento das grandes cidades e não exigir das montadoras nenhuma melhora ambiental em troca? Os brasileiros estão condenados a ver carros menos poluentes apenas nos estandes das feiras ou quando viajam ao exterior? Estudos famosos da Faculdade de Saúde Pública da USP mostram o quanto a poluição do ar em São Paulo reduz o tempo de vida de todos que vivem na capital, sejam ricos ou pobres. Ar ruim não é problema só ambiental: é econômico e social.

“O PAC é o que há de mais insustentável”, diz uma autoridade do governo brasileiro. Mas o Brasil quer posar de mestre em desenvolvimento sustentável porque tem matriz energética limpa. É verdade que a matriz é limpa – mas é muito hipócrita dizer isso como se tivesse sido uma escolha ecologicamente planejada. “Se o Brasil tivesse carvão barato, íamos de carvão mesmo”, continua o representante do governo. A produção de energia solar, em um país como este, é ridícula. O lugar com menor insolação do Brasil (em Florianópolis), tem mais sol que o local com mais insolação da Alemanha, costuma dizer o especialista Ricardo Ruther. Lá, a participação de energia produzida por painéis solares já bate em 4% do consumo.

Não é segredo que o desenvolvimento brasileiro continua sendo o de Juscelino Kubitschek, pavimentar estradas e carregar tudo em caminhões movidos a diesel. Ou há projetos-modelo de se melhorar a navegação na Amazônia? É por eles que milhões de pessoas que vivem na floresta se deslocam, em barcos precários e lentos. Trem? Alguém falou em trens?

Cidades sustentáveis, energia limpa, segurança alimentar, água e oceanos são alguns dos temas críticos da Rio+20. Proteger a vida nos mares, por exemplo, é um ponto fundamental da discussão – os estoques de peixes estão diminuindo, a excessiva absorção de CO2 ameaça a base da cadeia marinha, o nível dos mares tem subido. É bom que se avise: oceano, na Rio+20, é uma discussão que passa longe do Pré-Sal. Está mais do que na hora de entender que a conferência é, plagiando Wagner Moura, fundamental para mudar a vida da gente.


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19/01/2012

Mais 12 crianças indígenas mortas no Acre

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Índios da etnia Kaxinawá. Foto: pib.socioambiental.orgChegou a doze o número de crianças indígenas mortas, no período de um mês, por possível contaminação viral – a suspeita é de rota vírus – em comunidades localizadas entre os municípios de Santa Rosa do Purus e Manoel Urbano, no Acre.

Segundo informe da organização indigenista Cimi, as vítimas são das etnias Hui Nukui (Kaxinawá) e Madjá (Kulina), do Alto Rio Purus.

O ministro da Saúde Alexandre Padilha declarou hoje (19) para a Agência Brasil que não confirma as mortes – apesar da divulgação feita pela Procuradoria Geral da República –, mas disse que “não é a primeira vez que se registram casos de diarreia aguda na região”.

Saiba mais aqui.

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Prostituição afeta 40 milhões em todo o mundo

Matéria da BBC informa que mais de 40 milhões de pessoas no mundo se prostituem atualmente, citando estudo da fundação francesa Scelles, que luta contra a exploração sexual. A maioria (75%) são mulheres com idades entre 13 e 25 anos.

O documento afirma, com base em dados da agência da ONU contra as drogas e o crime (UNODC), que o tráfico de mulheres brasileiras na Europa estaria aumentando – não revela, no entanto, números em relação a esse crescimento. “Essas vítimas são originárias de comunidades pobres do norte do Brasil, como Amazonas, Pará, Roraima e Amapá.”

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SEMANA DE COMBATE AO TRABALHO ESCRAVO. Pelo terceiro ano consecutivo, entidades públicas e organizações civis brasileiras realizam na última semana de janeiro atos e debates para marcar o Dia Nacional de Combate ao Trabalho Escravo (28 de janeiro).

Estão programadas atividades em vários estados para chamar atenção sobre o problema e mobilizar por avanços na erradicação do trabalho escravo contemporâneo. Os detalhes estão no site do Repórter Brasil, saiba aqui.

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PINHEIRINHO (SP) GANHA 15 DIAS. A Justiça suspendeu por 15 dias a ordem de desocupação da área do Pinheirinho, em São José dos Campos. A decisão foi deferida ontem (18/1), pelo juiz titular da 18ª Vara Cível de São Paulo Luiz Bethoven Giffoni Ferreira.

A decisão foi em resposta ao pedido do senador Eduardo Suplicy (PT), do deputado federal Ivan Valente (PSOL) e os deputados estaduais Adriano Diogo (PT) e Carlos Giannazi (PSOL). A própria massa falida da Selecta, que reivindica a área ocupada, concordou com a suspensão. Saiba mais detalhes aqui.

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A MÍDIA QUE QUEREMOS. Que lindo seria se os “comentaristas” da grande mídia fossem como esse analista político: lúcido, com conhecimento apurado e do lado do povo.

Ele trata da resistência do Pinheirinho no Jornal da Cultura.

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MARINHA AMEAÇA QUILOMBOLAS NA BAHIA. O documentário abaixo denuncia a situação de violações dos direitos humanos dos quilombolas no Rio dos Macacos, no município baiano de Simões Filho, Bahia.

A Marinha do Brasil deflagrou nesta região uma guerra a um grupo de famílias negras descendentes de escravos que vivem ali desde antes da chegada da Marinha. Hoje, constituem mais de 50 famílias reconhecidas pela Fundação Cultural Palmares como remanescentes de quilombo.

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BBB EM CADEIA NACIONAL. Que bonita foi a mobilização em torno do possível estupro no ‘Big Brother Brasil’, o BBB.

Seria bom manter o ritmo dessa mobilização: em 2011, 43% das mulheres disseram que já foram vítimas de violência em sua própria residência. Enquanto a violência sexual lidera entre as diversas ‘modalidades’, o Brasil é um dos campeões neste tipo de covardia.

Uma pena que muita gente vai ficar contente em fazer a caveira do tal do Daniel, enquanto a situação no país – envolvendo inclusive seus vizinhos, conhecidos, colegas de trabalho – continuará piorando, diante da cultura machista e esquizofrênica promovida por estes programas especializados em baixaria, como o BBB.

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ALIÁS. Imagina o Pedro Bial após o atentado de Realengo:

“Depois de criteriosa avaliação, a direção da escola entendeu que o comportamento deste ex-aluno foi motivo de expulsão da turma. Mas vamos seguir, crianças, o show tem que continuar.”

Pois foi assim que o apresentador tratou do tema no dia seguinte, nesta terça-feira 17: sem se referir diretamente ao caso e afirmando que “o show tem que continuar”.

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REPERCUSSÃO NOS MOVIMENTOS SOCIAIS. O Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação (FNDC), a Rede Mulher e Mídia e outras entidades do movimento de mulheres divulgaram ontem mesmo nota conjunta pedindo a responsabilização da Globo no caso do suposto estupro no BBB.

Para as organizações, entre os fatos que justificam a responsabilidade da emissora, estão a ocultação de um fato que pode constituir crime e a tentativa de prejudicar a integridade da vítima e enviar para o país uma mensagem de permissividade diante de uma suspeita de estupro de uma pessoa vulnerável.

Leia aqui na íntegra a carta.

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VIOLÊNCIA NO PIAUÍ. Durante os últimos protestos contra o aumenta abusivo das passagens em Teresina, Piauí, o estudante de filosofia da Universidade Federal do Piauí (UFPI) Hudson Christh Silva Teixeira acabou – vejam vocês – cego.

A Polícia Militar foi responsável pela lesão permanente no olho direito. Inaceitável.

“Eu também estava sentado na Frei Serafim. Quando a Tropa de Choque dispersou os estudantes, também corri. Foi quando vi que um grupo permaneceu sentado e estava sendo pisoteado. Pensei comigo: ‘Pô, não precisa disso’. Então, voltei para ajudar”, relatou o estudante.

O fluxo da via está acima da vida humana, oficialmente: “A corporação afirma ainda que a ação do dia 10 de janeiro foi planejada para desobstrução da avenida Frei Serafim, que estava tomada pelo protesto. Segundo a PM, como os manifestantes não saíram, a Tropa de Choque foi acionada.”

Confira aqui na íntegra o relato de Hudson.

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ENERGIAS INSUSTENTÁVEIS. Uma empreiteira contratada pelo consórcio Energias Sustentável do Brasil (ENERSUS) – que em 2009 teve 7,2 bilhões de reais aprovados pelo BNDES para a construção da Usina Hidrelétrica de Jirau, no rio Madeira (RO) – consta entre os mais novos integrantes da “lista suja” do trabalho escravo no Brasil.

A Construtora BS foi flagrada utilizando 38 trabalhadores em condições análogas à escravidão, como revelou o Blog do Sakamoto. A lista foi atualizada no final de 2011.

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VEJA, AQUELA REVISTA DE FOFOCAS. Deu no Vi o Mundo: Ao repercutir o debate em andamento no Brasil sobre o suposto estupro no suposto programa de TV Big Brother, a revista britânica The Week chamou a suposta revista Veja de “gossip magazine”. Na tradução: “revista de fofocas”.

“Now, according to the website of Brazilian gossip magazine Veja, police in Rio are investigating the seven minutes of footage, even though there has been no official allegation and the participants of the show are unaware of the furore.”

Faz sentido.

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ADNET, COMO SEMPRE BRILHANTE. O comediante Marcelo Adnet, no vídeo abaixo, faz mais uma crítica brilhante.

Imita desta vez o comentarista Arnaldo Jabor que, como se vê, sempre fala, fala, fala e não chega a lugar algum. Sempre com uma pitada de conservadorismo.

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LUIZA SE SALVOU. Ainda bem que a Luiza está no Canadá, do contrário ela estaria presenciando essas coisas horríveis que estão acontecendo aqui, como a remoção de comunidades por conta dos megaeventos.

Ufa!

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ENTRANDO NA BRINCADEIRA DA LUIZA. Todo mundo sabe que o transporte público no Rio de Janeiro é uma merda.

Menos o Sergio, que tá em Paris.

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GRANDE POETA. ‎”A mãe reparou que o menino
gostava mais do vazio
do que do cheio.
Falava que os vazios são maiores
e até infinitos.”

– Manoel de Barros


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18/11/2011

Milhares de assassinatos na Amazônia. Quase todos previstos

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Assista a todos os vídeos e a reportagem em http://www.vice.com/pt_br/toxic/toxic-amazon-full-length


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18/07/2011

Sem saber que estava sendo gravado, Diretor do IBAMA reconhece intenção de exterminar índios

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Sem saber que estava sendo gravado, Diretor do IBAMA reconhece intenção de exterminar índios

Em entrevista a uma equipe de TV da Austrália, sem saber que estava sendo filmado, o presidente do IBAMA, Curt Trennepohl, sugeriu que o Brasil faria com os índios a mesma coisa que a Austrália fez com os aborígenes, população nativa do país da Oceania que foi praticamente extinta do continente por colonos britânicos em campanhas de extermínio no século 19.

A TV fazia uma reportagem sobre a licença de instalação da usina de Belo Monte, assinada por Trennepohl. Indagado pela repórter se sua função seria de “cuidar do ambiente”, ele respondeu: “Não, meu trabalho é minimizar os impactos”.

Irritado com o tom recriminatório adotado pela jornalista, Trennepohl rebateu: “Vocês têm os aborígenes lá e não os respeitam”. Ouviu de réplica: “Então vocês vão fazer com os índios a mesma coisa que nós fizemos com os aborígines?”, para em seguida confirmar: “Sim, sim”.

Assista ao vídeo aqui.

(Com Bahia Notícias)


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27/05/2011

Rumo à destruição do nosso maior patrimônio

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Erik Haagensen Gontijo: "O cacique Raoni chora ao saber que Dilma liberou o inicio das construções de Belo Monte, que inundará pelo menos 400.000 hectares de floresta, expulsando 40.000 indígenas e populações locais e destruindo o habitat precioso de inúmeras espécies - tudo isto para criar energia que poderia ser facilmente gerada com maiores investimentos em eficiência energética."

O Brasil vende para o exterior a imagem da “sustentabilidade”. Dentro de casa, destroi florestas e seus povos.

Todo o discurso vazio do “marketing ambiental” de nada adiantou na tentativa de parar Belo Monte e a mudança no Código Florestal. O legislativo deu isenção para desmatar cerca de 90% da Reserva Legal brasileira, cerca de 70 milhões de hectares. Exclui ainda as áreas de risco urbanas, que levaram a tragédias como a da Região Serrana e de Ilha Grande e Angra dos Reis, e considera “pequenas propriedades” terras de até 400 hectares, sem critério social! Entre outros retrocessos (leia quais são aqui e aqui). Grande legado!

De Erik Haagensen Gontijo no Facebook:

“O cacique Raoni chora ao saber que Dilma liberou o início das construções de Belo Monte, que inundará pelo menos 400.000 hectares de floresta, expulsando 40.000 indígenas e populações locais e destruindo o habitat precioso de inúmeras espécies – tudo isto para criar energia que poderia ser facilmente gerada com maiores investimentos em eficiência energética.”

Sonia Mariza Martuscelli completa:

“O pior sempre vem depois. Belo Monte é só a ponta do iceberg das hidrelétricas projetadas para toda a Amazônia, brasileira e estrangeira. Vejam-se essas outras usinas já engatilhadas para o rio Tapajós, inclusive, com alagamento de terras indígenas. Obras do PAC, jantando comunidades: http://tapajoslivre.org/site/?p=136

Isso é politica de limpeza étnica. Quem diria, nos inícios dos anos 80, que o PT protagonizaria o genocídio no pais…”

Em relação ao desastroso código florestal aprovado na Câmara, o líder do PT no Senado acenou para mudanças:

“A maneira como o texto foi votado na Câmara vai ensejar que internacionalmente haja questionamentos da posição do Brasil e até mesmo adoção de barreiras internacionais. Países deixarão de adquirir produtos brasileiros pelo fato de termos adotado medidas como estas” (leia aqui)

A ver.


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26/05/2011

Mudanças no código florestal brasileiro

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Mudanças no código florestal brasileiro


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