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03/08/2012

Primeiro debate eleitoral no Rio – rapidinhas

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Abaixo o resumo das ‘tuitadas’ feitas por meio do @GustavoBarreto_ sobre o primeiro debate na TV para as eleições municipais do Rio de Janeiro. Participaram Aspásia Camargo (PV), Eduardo Paes (Coligação Somos Um Montão de Partidos), Marcelo Freixo (PSOL/PCB), Otávio Leite (PSDB) e Rodrigo Maia (DEM, cuja vice é do PR, Clarissa Garotinho).

MOMENTO ESTADISTA. Otavio Leite disse que, assim como JK, multiplicará cada ano por 10.

Antes, pediu, ao melhor estilo Pelé: “Procure saber sobre a vida de Otávio Leite”.

MÃE PAES. O atual prefeito afirmou que “cuidou dos cariocas”.

‘GELÉIA’ ELEITORAL. Freixo terminou o debate que cidade precisa de um debate democrático sobre questões-chave. Ele lembra que há eleições para vereador.

O seu partido, o PSOL, não é a “geléia” que são outros partidos. Foi o único que citou o seu vice, Marcelo Yuka.

Classificou ainda as alianças do PDMB como “espúrias” e disse que vai governar com a sociedade.

MULHERES NO PODER. Aspásia joga na cara dos candidatos que é a única mulher do debate e a apresentadora – outra mulher – corta: “SEU TEMPO ACABOU, ACABOU”.

BOMBA! Aspásia disse que somos a quinta economia do mundo! Quer dizer: Passamos a França!

PROZAC. “Paes: ‘Essa cidade passou muito tempo deprimida. Agora está dopada.” (@ericmacedo)

LONGA FICHA. Maia quis falar sobre a história dele. Disse que está em Brasília há quatro mandatos. Fim.

NOVO OLHAR. Paes disse que o Rio “parou de olhar pra trás”. Agora olha só pro lado, pros amigos, parceirões.

ACUSAÇÃO. Otávio Leite lembrou que promessas de campanha deveriam ser cumpridas por lei – é um projeto dele, segundo ele. Leite lembra que Paes disse que não ia criar taxas e criou uma, de iluminação pública.

MOMENTO REGINA DUARTE. Maia disse que vai criar o “Aliança pela Vida”, contra o crack e as drogas, junto com as igrejas, no dia 1o de janeiro. Feriado – vão receber dobrado.

MOMENTO CONFUSÃO [1]. Aspásia Camargo: “Taxistas precisam de pontos de apoio e não sabemos exatamente o que fazer, não podem ficar rodando por aí, muitas vezes vazios, precisamos ouvi-los porque eles conhecem.”

Se a pergunta pra Aspásia fosse sobre motorista particular, ela ia responder direitinho.

MOMENTO CONFUSÃO [2]. Otávio Leite quer que catadores de papel, não, digo, de resíduos catem também plásticos e organizem a cadeia de reciclagem melhor.

GRANDE DAVID. Ao responder pergunta do professor e ambientalista David Zee, Otávio Leite destacou sua biografia durante um terço do tempo da resposta.

COMO MELHORAR AS CALÇADAS? Otávio Leite acredita que, começando pelo mensalão, a gente chega lá. Foi assim que começou sua fala, respondendo a esta pergunta.

Aí Freixo alfinetou: “Acho que devemos investigar vários mensalões – também o do DEM, do PSDB…”

ASPASITADAS [1]. “Precisamos repensar a Comlurb. Inclusive, os funcionários da Comlurb são, muitos deles, competentes.”

ASPASITADAS [2]. “Temos hospitais demais no Rio e profissionais de menos.”

E disse, pouco antes: “A rede de saúde no Rio tem três cabeças que não se comunicam” – mas Dilmão, Serginho e Dudu se dão tão bem…

Edmilson Migowski, um respeitado profissional da área médica da UFRJ, foi autor da pergunta sobre a falta de pediatras. Freixo diz que esse é um problema nacional, “temos de ser honestos”. No entanto, alfinetou: “Aqui faltam pediatras, mas falta todo o resto também. Paes deixou de investir 1,5 bilhão no setor”.

MOMENTO DELÍRIO. “Eu tenho orgulho da educação carioca” – PAES, Eduardo.

NERD DO DEM. Rodrigo Maia parecia um internauta repetindo as manchetes mais bombásticas do Facebook.

GRAVE PROBLEMA. Um das primeiras questões de Freixo não foi respondida por Paes. “Tá caro viver no Rio, e o pior: não temos o retorno do que pagamos. Por que você insiste no modelo rodoviário?”.

Além disso, o programa ‘Morar Carioca’ tem a ver com a melhoria da região – e só! Com evidente aumento dos preços e expulsão dos pobres. Afinal, é a Prefeitura que faz política de moradia.

INDIRETA. Freixo lembrou que Eduardo Paes elogiava as milícias como um mal necessário.

‏@SergioSantosoff completa: “Em Campo Grande quem domina as vans é a milícia. Eduardo Paes sabe e nada faz. Nem planejar combate com o Estado faz.”

Milicias começaram, aliás, na gestão César Maia – seu filho disse no debate que “transportes devem estar com o governo, e não com as milícias”.

ACUADO. Sem ser questionado, Paes se defendeu dizendo que a licença para vans sempre foi individual – o que é mentira, as cooperativas dominavam esquemas criminosos e ele sabia disso desde 2008, oficialmente.

CARTÉIS DO TRANSPORTE. Eduardo Paes ficou sem resposta sobre cartéis de ônibus e licitação de cooperativas de vans…

Freixo o questionou e soltou: “Eu entreguei o relatório da CPI das Milícias nas suas mãos e disse: faça licitação das vans individualmente e você não fez.”

Paes se defendeu, no caso dos ônibus: “Nunca foi feita licitação. Agora quatro consórcios assumem os ônibus.”

Freixo lembrou: “Na licitação que você fez em 2010 o Tribunal de Contas viu indícios de formação de cartel”. Todas as empresas que ganharam eram, digamos, muito parecidas – e tinham o mesmo endereço.

Um leitor do Méier pediu medidas da Zona Sul por lá. Freixo disparou: “Transporte alternativo deixou de ter esse nome porque em muitos bairros é o único que tem, não é mais alternativa.”

E concluiu: “O Sistema BRS diminuiu o número de ônibus, mas a passagem só aumenta. Mostra a submissão aos interesses econômicos.”

CRUZADO DE ESQUERDA. “Ônibus não é transporte de massa em lugar nenhum do mundo. Você sabe disso, vocês viajam muito no PMDB.” – Marcelo Freixo para Eduardo Paes.

NOVAS IDEIAS. Maia quer integrar o Méier à Tijuca, caso eleito. É só pegar o 217 ou o 232, ué?

SEGURANÇA EM QUESTÃO. “O que faz uma sociedade segura é um conjunto de direitos, uma responsabilidade municipal”, disse Marcelo Freixo.

CULTURA NÃO É MERCADORIA. “Política de cultura é diferente de política de espetáculo, a cidadania de aplausos. É preciso participação”, diz Freixo. “A educação precisa se aproximar da cultura. Precisamos sair da lógica comercial”, completou.

TEMA IGNORADO. A pergunta de Ricardo Cravo Albin feita a Rodrigo Maia foi completamente ignorada. “O caso do Canecão é grave e de instância federal”. Ele deixou de lado o tema e voltou a falar sobre juventude, aquela da tradição…

FAMÍLIA, TRADIÇÃO E PROPRIEDADE. Maia: “Precisamos valorizar a família” – A família dele por exemplo, que esteve tão valorizada por 16 anos, precisa voltar a reinar!

DELÍRIO TROPICAL. “Prefeitura do Rio recuperou salário do magistério”, disse Paes – Exato, pegou pra si – tudo recuperado, investido em empreiteiras.

Paes aproveitou para destacar fim da aprovação automática nas escolas, em uma menção à medida oposta da gestão de César Maia.

ESPÍRITO OLÍMPICO. Otávio Leite quer mais educação infantil para que os alunos cheguem com “musculatura” mais à frente.

Gabriel O Pensador havia feito a pergunta básica sobre educação e Otávio conseguiu dizer o impossível – “Educação é tudo”.

RECADO PARA VOTAR BEM. Rodrigo Maia sugeriu a prevenção como estratégia no combate às drogas. Ouviu, galera?!

‘ATÉ RECIFE!’ Aspásia Camargo disse que os jovens precisam de empregos. 70% da nossa população não tem o Ensino Fundamental completo, disse ela. “Queremos a economia do petróleo e da CSA, ou uma outra economia? Estamos dando dinheiro pra uns e tirando de outros”

Tava indo bem, até que disse, em uma referência às empresas de tecnologia da informação, a tal economia limpa: “Até a cidade de Recife está ganhando essa disputa!”

PRESENTINHO. Rodrigo Maia disse que vai dar, se eleito, um Instituto pra Clarissa Garotinho de presente.

PERGUNTAR NÃO OFENDE. César Maia diz que duas palavras definem o Rio: sustentabilidade e prevenção. Será que ele é a favor da camisinha?

GÊNIO DA LÂMPADA. Otávio Leite se colocou contrário à derrubada da Perimetral, ali na Praça XV, porque “vai se gastar três Cidades da Música”.

Aí ele soltou: “Vai se gerar transtorno pras pessoas que hoje estão engarrafadas”.

Um absurdo mesmo a derrubada da Perimetral. Derrubar o IASERJ tudo bem – melhor não falar sobre isso…

GRANDES IDEIAS. Otávio Leite, pra resolver de vez o problema da saúde, vai chamar toda as Faculdades de Medicina para “dentro da rede de saúde” – seremos tratados somente por estagiários.

MELHORES MOMENTOS. As melhores opiniões são as do tipo: “O que você acha que deveria ser feito em relação ao ACABOU O TEMPO, CANDIDATO, ACABOU”.

MOMENTO DELÍRIO TROPICAL. Otávio Leite, inspirado: “Vamos licitar internacionalmente a Cidade da Música e com o dinheiro abrir um centro de cultura popular na Zona Oeste”.

ÓBVIO! “Já que vem a Copa e as Olimpíadas, a gente vai estimular a cultura” – estratégia frequente de Paes: a esquizofrenia.

JOGANDO UM VERDE. Paes falou meio torto sobre os servidores como seus parceirões – os que mais odeiam ele. Índice baixíssimo de aprovação.

ALIÁS. O Educopédia, sistema educacional online da Prefeitura, não está disponível para nenhum professor que eu conheço. Limitadíssimo.

EDUCAÇÃO NA BERLINDA. “Professores não têm plano de cargos e salários – é o mínimo que se faz. Paga-se 1.100 reais, desde quando isso é digno?”, disse Marcelo Freixo, que é professor e tem mãe e pai ex-profissionais da área. Ele disparou para Paes: “Você só pensa em números porque não conhece a educação”.

TRUCULÊNCIA. Paes falou da abertura do Parque de Madureira, divertidíssimo – o único problema é a Guarda Municipal.

SIMBÓLICO. “O Rio de Janeiro tem o maior número de casos de tuberculose”, disse um candidato – aí nesse momento a apresentadora dá uma tossidinha, pra ilustrar o problema.

PROBLEMA ANTIGO. Rodrigo Maia, pensando no seu velho pai, lembrou o que queria perguntar pro Freixo, depois de um estranho esquecimento logo no primeiro bloco – gastos abusivos com propaganda.

Freixo lembrou que o aumento de verba de publicidade do Rio de Janeiro foi de 13.700%, chegando a R$ 90 milhões – isso na pior capital na área de saúde.

NOVAS IDEIAS. Rodrigo Maia: “Otávio, você sempre traz boas ideias pro debate”. Otávio havia conjecturado sobre uma ideia interessantíssima, “saúde”. Nesse momento, curiosamente, minha rinite recomeçou.

NOVOS CONCEITOS. Otávio Leite quer implementar o “PIB verde”, que na explicação dele é igual a “conservacionismo”. Oi?

A CEDAE, aliás, não tem dinheiro porque não consegue “captar recursos no mercado”, afirmou Aspásia. Ela esqueceu de informar que a CEDAE (ainda) é pública e poderia receber mais recursos… públicos!

CUMPADIS. Otávio, Paes e Aspásia tudo parceirão, se sentindo num coquetel quando se dirigiam uns aos outros.

Aspásia chegou a introduzir uma pergunta para Otávio da seguinte forma: “Fico muito feliz de fazer uma pergunta pro Otávio, que sei que ele sabe muito bem a resposta”.

Já teve gente maldosa chamando o candidato tucano de Otávio Café com Leite…

MEIO AMBIENTE NO DOS OUTROS… Paes, pra falar bem do Rio, citou Seropédica e Duque de Caxias. Mais um minuto de tempo e ele citaria Paris, Londres, Tóquio…

Já Aspásia criticou a Comlurb, que considera resistente à coleta seletiva de lixo e tem uma “filosofia velha e ultrapassada”.

EGOS TROPICAIS. Paes decidiu tentar faturar em cima da Rio+20: A reunião dos prefeitos, que ele teria organizado, foi “talvez o que teve de mais efetivo na Rio+20”. Aí Aspásia rebateu: “As resoluções foram baseadas em uma lei minha.”

COMPETÊNCIAS. Rodrigo Maia falou que ia expandir o Metrô – apesar disso ser responsabilidade da administração estadual e não municipal. Mas Freixo também defendeu que se fale sobre o assunto.


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30/10/2010

O caso de 89

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Devemos ficar sempre atentos. “Foi há muito tempo”, minimizam alguns. No entanto, na sociedade do espetáculo, devemos lembrar que a percepção ainda é mais importante que a realidade (infelizmente). A comunicação – enquanto ferramenta e enquanto lógica – é um instrumento de poder. E os poderes instituídos, mesmo que estejam perdendo força, ainda são importantes. Ainda mais em um país com um nível educacional tão baixo (entre todas as classes sociais, ressalto).

(Trecho do filme “Muito Além do Cidadão Kane”, que pode ser baixado aqui)


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16/09/2010

Voto não tem preço, tem consequência

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Leia o texto “Contrários”, de Fernanda Torres.

“OS PARCOS segundos dados aos candidatos a deputado na televisão obrigam os aspirantes a uma concisão de dar pena. Alguns optam pela simpatia, disparando com a rapidez de um raio seu nome de campanha com um sorriso congelado no rosto.

Outros preferem declamar com determinação o seu número de inscrição no TRE, 8!4!7!9! Alguns gritam e muitos demonstram indignação.

É como se, por meio da anunciação do sujeito, devêssemos compreender toda a capacidade legislativa e gestora dos participantes.

Já fiz muitos comerciais e sei da dificuldade de condensar as qualidades incomparáveis de um produto até caberem em apertadas frações de momento. Mesmo assim, é possível descartar inúmeros concorrentes pela inabilidade com que se apresentam. Entre os que gozam de um espaço maior aqui no Rio, um me causou imenso espanto: Flávio Bolsonaro.

Eu posso não entender o mundo da mesma maneira do que ele, mas poucas vezes vi alguém se apresentar de forma tão clara e definitiva.

“Sou de direita. Luto contra os direitos humanos, que só servem para proteger os bandidos e os marginais.” No milênio do politicamente correto, fascina a firmeza com que Bolsonaro defende suas convicções.

Nascido em Resende, na Academia Militar das Agulhas Negras, Bolsonaro é jovem e bem apessoado; defende a pena de morte, a redução da maioridade penal, é contra as cotas nas universidades e criou a Lei Estadual nº 4.916/06, que torna gratuitas laqueadura e vasectomia nos hospitais da rede pública.

Ligado ao Partido Progressista, foi eleito deputado estadual com mais de 40 mil votos. Defende a dignidade das forças militares e auxiliares, jamais esteve envolvido em corrupção e se preocupa com a explosão demográfica e a valorização da família.

Marcelo FreixoMarcelo Freixo partilha de muitas das preocupações de Bolsonaro, mas as encara sob um ponto de vista diametralmente oposto. Ex-professor de história, esteve à frente da comissão dos direitos humanos da Alerj, é vice-presidente da CPI do Tribunal de Contas do Estado e presidiu a CPI das Milícias.

Em 2008, entrou com o pedido de cassação de Álvaro Lins, então deputado, ex-secretário de Segurança do governo Garotinho. Freixo vive hoje sob ameaça de morte.

Apesar dos 50 mil eleitores que provavelmente votarão nele, existe uma forte possibilidade de Freixo não assumir o cargo. Para ter o direito de eleger um deputado, qualquer partido deve receber mais de 120 mil votos como um todo.

A campanha de Heloísa Helena na última eleição viabilizou a candidatura de Freixo, mas desta vez o PSOL não conta com um presidenciável tão popular, além de não ter feito nenhuma coligação. Será muito difícil repetir o feito.

Foi a primeira vez que pensei em ir a público apoiar uma candidatura nesta eleição. Não tenho nenhuma afinidade com o PSOL e não acredito na mistura de arte com corrida eleitoral, mas o Rio perderá muito sem um homem como Freixo.

Bolsonaro afirma que o dinheiro na gaveta do comandante do filme “A Tropa de Elite” é uma questão crucial de segurança para o Estado.

Acredito que Freixo concorde com ele, mas discorda certamente do fim da sentença: “…não o saco na cabeça do vagabundo”.

FERNANDA TORRES é atriz. Texto publicado na Folha de S. Paulo, no dia 12/09/2010, original aqui. Acesse o site de Freixo: www.marcelofreixo.com.br


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15/09/2010

Cinematografia eleitoral contemporânea: “Ele poderia estar no meu programa todo dia, mas não é o caso”

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“O Lula nunca governou”, “O Lula não tem experiência”, “O Lula não fala inglês”, “O Lula não tem diploma universitário”. Esse era o discurso da campanha do candidato tucano José Serra, em 2002, e de todo o exército convocado para elegê-lo presidente. Os preconceitos, traço mais marcante de uma elite decadente e ignorante, vinham de diversos e notórios membros da nobreza tupiniquim.

Incluindo a Regina Duarte (sua fobia crônica, lembram?) e o jornalista William Bonner, que começou a entrevista no Jornal Nacional da seguinte forma:

“A primeira pergunta é a seguinte: O senhor não considera arriscado o desafio de assumir a presidência da República sem ter uma experiência administrativa anterior?”

Assista a este vídeo abaixo (logo no início se dá a pergunta).

Agora leia e ouça abaixo o que diz o José Serra, que incluiu o próprio Lula em seu programa eleitoral (!), mesmo que o Presidente apoie sua principal adversária:

“O Lula é um personagem muito importante no cenário político e no cenário eleitoral brasileiro. (…) Eu citei o Lula normalmente. É um homem que tem experiência, é um homem que viveu bastante, que tem História, disputou muitas eleições, fez-se um paralelo comigo mesmo, de que também fiz isso. Eu não fiz um juízo de valor a respeito do Lula. Isso foram 5 segundos exatamente. A partir daí se criou a doutrina de que o Lula tava todo dia no meu programa. Poderia até estar, se fosse necessário. Mas eu não creio que seria o caso.”

Aí eu pergunto: Quer dizer que, se fosse preciso, o Lula poderia estar no programa do Serra todo dia?! Mas heim?! Desisto de entender.


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13/04/2010

Eliane Cantanhêde, da Folha: “O PSDB é um partido de massa, mas uma massa cheirosa”

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Parece piada, mas não é: a jornalista da Folha de S. Paulo, Eliane Cantanhêde, afirmou para quem quiser ouvir, citando um assessor político, que o PSDB é um partido de massa, “mas uma massa cheirosa”. É inacreditável. Piada ou não (haja mau gosto!), será que o PSDB pensa que o povo fede?

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OS PRESIDENCIÁVEIS estão no twitter: @dilmabr (PT), @joseserra_ (PSDB), @silva_marina (PV), @CiroFGomes (PSB), @pliniodearruda (PSOL) e @eymael (PSDC) [dica de @inagaki]. Alguém mais se candidata?

@uira, mobilizador de redes culturais pelo país, opina: “A eleição não deveria ser uma disputa, mas sim uma oficina de 3 meses, com todo o país, pra decidir juntos qual o melhor projeto”. Faz sentido!

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MOBILIZAÇÃO NO RIO. Motoristas dos ônibus das empresas Pégaso, Jabour, Zona Oeste e Real estão em greve. Segundo o @virusplanetario: “Alguns rodoviários estão com salário atrasado e só tiveram aumento de 4% nos últimos anos”. O tom das matérias será o tradicional “trânsito complica”, mas fique atento às reivindicações da classe. Todo e qualquer trabalhador merece condições dignas, não é verdade?

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O JORNAL FAZENDO MEDIA publicou excelente entrevista com Leonardo Chaves, Subprocurador Geral de Justiça de Direitos Humanos no Rio. Ele comenta a importância da construção de contenção nas encostas da cidade, a incostitucionalidade de remoção de comunidades e atribui a tragédia que ocorreu no estado à omissão do estado e à especulação imobiliária. “A favela foi a solução para o problema habitacional que o estado nunca resolveu, o estado e a elite econômica, a especulação imobiliária. Nunca resolveram esse problema, e o povo resolveu sozinho”, afirma Chaves a Eduardo Sá, leia aqui.

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E TOME VAIA. No site do Sidney Rezende: “O governador do estado do Rio de Janeiro foi vaiado durante entrevista coletiva na tarde deste domingo no Morro do Bumba, em Niterói. Na ocasião ele anunciou que 80 casas serão removidas do Morro do Céu, também no município de Niterói. Incomodado com as vaias, ele reagiu: “Essas pessoas estão sendo estimuladas por políticos de quinta categoria”, abandonando a entrevista em seguida. Ele também afirmou que em até um ano dará novas residências para as famílias prejudicadas pelas chuvas na comunidade.”

O site @kibeloco ironizou: “Peraí. Deixa eu ver se entendi: para o Sérgio Cabral, político de quinta categoria é aquele que faz propaganda no meio da desgraça? Ah, tá.”

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CRIME EM DEBATE. Começou nesta segunda (12), em Salvador (BA) o 12º Congresso das Nações Unidas sobre Prevenção ao Crime e Justiça Criminal. O evento, que reunirá mais de três mil participantes de cerca de 140 países do mundo, tem como tema principal as “Estratégias Globais para Desafios Globais: A Prevenção do Crime e o Desenvolvimento dos Sistemas de Justiça Criminal em um Mundo em Transformação”.

Acompanhe a transmissão ao vivo em www.un.org/webcast/crime2010

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HOJE NO @consciencia_net: “Talvez no passado tenham existido casos tão simples como este, mas nenhum foi mais simples. Nem a Lei 6683 nem a Lei 10559 dizem uma palavra, implícita ou explícita, que contemple a anistia dos agentes do estado que atuaram na repressão, durante o regime de exceção, no período 1964-1985. Quem defende o contrário, deve ter coragem para dizer “entre a justiça e os interesses corporativos preferimos estes”. Qualquer membro do judiciário de qualquer país do planeta que facilite esta distorção estará colocando o pragmatismo político acima da justiça. Este seria um perigoso caminho para a oficialização das ditaduras.” O artigo é de Carlos Alberto Lungarzo, leia aqui.

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No futebol, mais do mesmo, segundo @gzir: “Se mantiver o padrão, o Carioca vai ser decido por um erro do juiz, e o Wright vai dizer na Globo que foi tudo normal.”

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BOBEIRA DO DIA. Finalmente @Cavalodefogo_ está no twitter: “Eu ainda não encontrei a Princesa Sara, nem o Brutus, nem o Alvinar nem ninguém. Se você souber o Twitter deles você me avisa?”


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