Tag: ‘capitalismo’

08/12/2011

Esta merda tem de acabar

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28/07/2011

Assistencialismo. O que vem à sua mente?

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'Bancos', por AngeliEu acho curioso que quando falamos a palavra “assistencialismo”, no Brasil logo vem à mente da maioria das pessoas os programas assistenciais do governo que promovem inclusão social, ou as práticas de políticos corruptos que, pretendendo manter seus ‘eleitores’ fieis, promovem ações sociais de responsabilidade do Estado.

Mas nunca vem à mente a “assistência” de milhões e até bilhões de dólares que os governos dão para as transnacionais. Não vem à cabeça, por exemplo, os incentivos fiscais do BNDES à iniciativa ‘privada’ ou o ‘empréstimo’ a fundo perdido de US$ 700 bilhões de Obama para ‘salvar’ os bancos.

Estranho, né?


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02/08/2010

Broken Social Scene

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More here.


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03/04/2010

Capitalismo eleitoral

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Image: www.galizacig.com/avantarEnquanto o capitalismo (bem identificado, diga-se, com suas instituições e atores sociais) segue desrespeitando diariamente milhares de pessoas, com suas falsas promessas, alternativas ilusórias são apresentadas, como se a redução imediata do consumo não fosse a única hipótese de mudança dos rumos destrutivos do sistema

No último sábado, fui comprar uma obra literária numa livraria – tal como eles fazem com o meu cartão de crédito, vou omitir por pura ética as 4 últimas letras da empresa: Sar**** –, como faço há pelo menos 10 anos. Há 6 anos, conforme aponta meu cadastro na empresa, eles prometem que, cada vez que comprar um livro neste estabelecimento, eu ganho “pontos”, que podem ser usados para adquirir outros produtos (tais como outros livros, por exemplo). Isso ocorre desde 2004, pelo menos, pois consta no cadastro minha residência à época. Neste sábado, fiquei sabendo que o acúmulo de pontos simplesmente sumiu. Seis anos de “pontos”, que o sistema “deletou”.

Na semana passada, um grupo de amigos ligamos para uma pizzaria – cujo nome também preservo: Dom**** – que, por meio de outra “promoção”, garante que, se a entrega da pizza não for feita em até 30 minutos, não cobra um só centavo. Pela décima vez – não é chute – o entregador alegou que chegou ao local em exatos 30 minutos, mas, sabe como é, até passar pela portaria, pelo portão número 1, pelo portão número 2, pelo portão número 18, pela defesa e pelo goleiro, fez o tempo de 43 minutos. Novamente, a atendente, ao telefone, confirmou que eles estavam certos e se negaram a isentar a cobrança.

Quando tinha 19 anos, lembro-me ainda que ganhei um concurso da Warner B*** – uma empresa do ramo de entretenimento barato – por conta de uma frase criativa que tinha feito sobre o seriado Friends, à época comercializado por eles. Participaram milhares de jovens de toda a América Latina. O prêmio: um kit da série americana, com caneca, camisa etc. Meu nome chegou a sair no site desta empresa. Até hoje aguardo a caneca (pelo menos a caneca!).

Os casos acima, que se multiplicam em um sistema corrompido como o nosso pelo dinheiro, não deixam de ser um belo demonstrativo do que é o capitalismo na sua forma “avançada”: muitas promessas e poucas realizações. Se estivesse falando de políticos em época de eleições, o coro seria grande. Como estou falando de um sistema que agrada a suas elites bestializadas, serão poucos os que, como está na moda, me “seguirão”.

A promessa começa com o sistema publicitário: para vender sucesso e futuro, jovens brancos e imagens da natureza. Para vender miséria, uma criança negra e favelas. Alternam-se as imagens, de acordo com os estereótipos, com o mesmo propósito: formar uma multidão de consumidores, ideologicamente antenados com o capitalismo destrutivo, em que o consumo em excesso não pode, em hipótese alguma, ser vinculado à destruição. Como paliativos, vendem sínteses inverídicas, na maior parte das vezes, como “consumo consciente” ou “produtos reciclados”, como se a redução imediata do consumo não fosse a única hipótese de mudança dos rumos destrutivos do sistema. Mas que, obviamente, não cabe no sistema.

Violência gera violência

Andre Braugher e Paul Giamatti, que atuaram em "Duets". Foto: Hollywood Pictures - © 2000

Andre Braugher e Paul Giamatti, que atuaram em "Duets". Foto: Hollywood Pictures - © 2000

Fechado o parêntese, volto à questão das promessas. Em um filme mais ou menos recente, Duets (EUA, 2000), o ator Paul Giamatti representa um personagem (Todd Woods) que se cansa de sua vida sem sentido, a ponto de sua família não lhe dar mais atenção. Percebendo que precisava mudar, sai livremente pelo país e faz alguns amigos no circuito de Karaokê nacional. O filme é ótimo e foca nas estórias pessoais dos cantores amadores.

Todd – eis a parte que lembrei há pouco – vive a perambular pelos hotéis em todo o país e tenta usar seu cartão de “milhas”, os famosos “pontos” acumulados que lhe darão direito, um belo dia, a fazer uma reserva gratuitamente. Sentindo-se enganado em uma das oportunidades, já à beira de um ataque de nervos, este sujeito pacífico e até passivo perde a cabeça e ameaça o atendente do hotel com uma arma.

“Duets” tem vários trechos inteligentes, este é um dos principais. A violência de Todd é corretamente equiparada à violência de um sistema que, tal como um político salafrário, promete mundos e fundos com o único objetivo de obter vantagem pessoal (do político, da empresa, tanto faz). O bem comum dá lugar à competição, em busca da “maximização” do lucro, nem que para isso seja preciso enganar os “eleitores”.

Ao contrário do que ocorre com as críticas medíocres (ou seja, medianas, comuns, sem originalidade) contra políticos, este tipo de observação recebe pouca atenção dos meios de comunicação em geral, por estarem os próprios imbuídos de distribuir todo o tipo de anúncios. Estes, por sua vez, prometem, prometem e prometem, induzindo (e não manipulando, como querem, mas de qualquer forma induzindo, ensejando) um amplo público a acreditar que precisam de todos os produtos que são vendidos. E continuar comprando, comprando, comprando.

Sem questionar. Ou, no máximo, utilizando-se de falsos moralismos para desqualificar aqueles que promovem as alternativas ecológicas à atual lógica consumista e destrutiva do capitalismo.


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20/12/2008

Santa Claus S.A.

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Santa Claus S.A.

Para justificar a chamada na primeira página, vamos falar um pouco do Natal. Pois bem. O Natal, como sabemos, é uma data criada pela Organização Mundial do Comércio para que o décimo terceiro dos trabalhadores possa ser resgatado pelos patrões, donos de multinacionais.

Papai Noel há muito não mora mais na Lapônia, tendo mudado seu escritório para o vigésimo sétimo andar de um arranha-céu na fífiti avenú. De lá, administra 36 filiais em todo o planeta.

O negócio cresceu tanto que este ano foi cogitada a possibilidade do coelhinho da Páscoa pedir concordata ou, ainda, ter sua empresa comprada pela Santa Claus S.A.


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