Sem novidades: Ex-chefe dos batalhões do Choque e da Tijuca chefiava grupo criminoso, diz MP

Foto: Ernesto Carriço / Agência O Dia
Foto: Ernesto Carriço / Agência O Dia

É importante relembrar o que já foi escrito por muitos: não existe tráfico de drogas ou milícia sem o Estado. Nosso dinheiro, nosso impostos, são utilizados não apenas eventualmente — trata-se de um sistema que não pode sobreviver sem o aparato estatal.

No mais recente episódio, relatado por esta reportagem do jornal O Dia, o tenente-coronel Márcio de Oliveira Rocha, que comandou o Batalhão de Choque, é acusado pelo Ministério Público de ter chefiado uma quadrilha fardada quando estava à frente do 6º BPM (Tijuca).

Segundo o MP, o esquema de cobrança de propina montado pelo grupo rendia mais de R$ 100 mil por mês, pagos por mototaxistas e motoristas de transporte alternativo com pontos em pelo menos três favelas com Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs). A investigação é da 19ª DP (Tijuca).

O bar Bingo da Barão (foto), aqui pertinho, na rua onde moro (em frente à sede do 6º BPM), era o ponto usado para recolher o dinheiro. Segundo o MP, o local era ponto de encontro dos PMs, mas também servia para guardar valores ilícitos deles. Em meio às investigações, os policiais mudaram o local de entrega da propina para outro comércio na Rua Pinto de Figueiredo.

Segundo o MP, os policiais também recebiam dinheiro em pontos nos morros da Casa Branca, Salgueiro e Chácara do Céu. O MP queria que o caso fosse investigado pela Justiça comum, pois a ordem estaria vindo diretamente de Márcio, comandante do 6º Batalhão.

Trechos da escuta e outros detalhes na matéria do jornal O Dia: http://bit.ly/1hGJ6wG

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