Website explora dois séculos de imigração no Brasil pela imprensa

Gustavo Barreto | 7 de março de 2014 | Área(s): diario,Refugiados, migrantes & apátridas | Comentários (0)


Website explora dois séculos de imigração no Brasil pela imprensa

“Dois séculos de imigração no Brasil pela imprensa” – www.midiacidada.org – é um site que busca contar a História das migrações internacionais no país a partir de relatos da imprensa lida e/ou produzida no Brasil.

A iniciativa é, na verdade, uma pesquisa de Doutorado que será apresentada no início de 2015, na Escola de Comunicação da UFRJ. O site oferece uma plataforma interativa, em que qualquer pessoa poderá comentar os textos que deverão compor a tese.

Até fevereiro de 2015, serão publicados toda semana pelo menos dois textos sobre o tema. Lançada em março de 2014, a plataforma já conta com 10 publicações.

A pesquisa sobre os imigrantes proporciona uma profunda reflexão, curiosamente, sobre o que é ser “brasileiro” – e como o pensamento dos formuladores de políticas de imigração no Brasil foi determinante para moldar esse conceito.

Inicialmente, a pesquisa divide o período de 1818 até os dias de hoje em cinco etapas, contendo também outros textos gerais publicados na seção “Etc”.

A autoria é do pesquisador Gustavo Barreto, sob orientação do professor Mohammed ElHajji (coordenador do site oestrangeiro.org). A qualidade da hospedagem do site é garantida pela empresa Axent.

Acesse em www.midiacidada.org

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Uma adaptação pertinente para a imprensa

Gustavo Barreto | 5 de março de 2014 | Área(s): diario | Comentários (0)


Curioso que, em plena era da Internet, ao publicar um estudo ou relatório importante, os meios de comunicação tradicionais não “linkam” a publicação original.

Em outros tempos, é compreensível. Mas, com a Internet cada vez mais acessível, qual é o impedimento?

Será que existe algum temor de que as pessoas comecem a checar as informações?

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Viva Manoel Chagas!

Gustavo Barreto | 3 de março de 2014 | Área(s): diario | Comentários (0)


Manoel Chagas, o homem que roubava para escrever livros. (O registro é do jornal O Globo de 24 de dezembro de 1930.)

O registro é do jornal O Globo de 24 de dezembro de 1930.

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“Outra cousa não esperamos”, senhor governador!

Gustavo Barreto | 2 de março de 2014 | Área(s): diario | Comentários (0)


Reprodução do jornal O Globo de 23 de maio de 1930.

O governador Sérgio Cabral Filho poderia seguir o exemplo de pelo menos um de seus antecessores no que diz respeito ao trato do dinheiro público quando o assunto é o metrô (acesse aqui a matéria envolvendo a corrupção na gestão Cabral).

É o que nos lembra uma matéria do jornal “O Globo” de 21 de maio de 1930 (vide fotocópia), quando o então prefeito do Rio de Janeiro, Antônio Prado Júnior (1926-1930), tinha em mãos um projeto para construir o serviço na cidade.

O projeto não saiu do papel, é verdade – só viria a ser inaugurado muitas décadas depois, em 1979. Mas o exemplo de Prado Júnior é válido. Veja na fotocópia e abaixo o texto do diário na íntegra:

“O prefeito Antonio Prado Junior vetou o projecto que mandava conceder privilégio a determinado engenheiro, para construir o ‘metro’, e fez muito bem. Os serviços publicos dessa natureza devem sempre obedecer ao criterio da concorrencia a fim de se apurar quem maiores vantagens offerece. O projecto do Conselho Municipal deveria mandar o prefeito abrir concorrencia, estabelecendo nella todas as condições indispensaveis aos interesses da cidade e de sua população.

O problema do trafego urbano aqui está exigindo uma prompta solução. Os transportes subterraneos resolvem de golpe os perigos dos congestionamentos, que tanto perturbam o transito hoje em dia. Todas as grandes capitaes adoptaram o ‘metro’, desde que o trafego suspenso trouxe grandes inconvenientes para Nova York.

O veto do prefeito agora veio restabelecer a possibilidade de se organisar o serviço sob perspectivas mais seguras, mediante a concorrencia. Por intermedio della, a prefeitura poderá impôr condições e exigir vantagens em beneficio do publico. Outra cousa não esperamos.

Ao mesmo tempo o prefeito combateu (…) veso do Conselho, que costuma conceder favores nominaes, sem outros motivos além dos que inspiram os empenhos. É tempo de se estimularem os progressos da cidade por processos claros e honestos, que possam ser examinados sem [?].”

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Mario Rodrigues, um grande jornalista pouco lembrado

Gustavo Barreto | | Área(s): diario | Comentários (0)


Os filhos de Mário Rodrigues

Poucos sabem, mas esse negócio de Mídia Ninja e Black Bloc é coisa muito antiga.

E seu idealizador é nada mais nada menos que o sujeito que “produziu” Nelson Rodrigues e Mário Filho (ambos na foto): o grande jornalista Mário Rodrigues, pai de ambos e fundador dos jornais “A Manhã” e “Crítica”.

“(…) Cada leitor – segundo ‘Crítica’ – conhece um caso sensacional que desejaria ver publicado. Como incentivo, oferecia todas as terças-feiras 100 mil réis para o melhor caso.”

Mário Leite Rodrigues

Vale cada palavra deste texto de Matías M. Molina, para quem se interessa pela imprensa: http://bit.ly/1eRHsWC

Um outro filho, mais desconhecido do grande público — Roberto Rodrigues — foi um dos maiores artistas de sua época: http://bit.ly/1eRIjqf

"O Globo" publicou uma nota poucos dias após a sua morte, na edição de 21 de março de 1930, o descrevendo como "o jornalista de tanta popularidade que a mão da morte vem de roubar ao convívio de amigos, parentes e confrades".

“O Globo” publicou uma nota (acima) poucos dias após a sua morte, na edição de 21 de março de 1930, o descrevendo como “o jornalista de tanta popularidade que a mão da morte vem de roubar ao convívio de amigos, parentes e confrades”.

Sobre o “A Manhã”: hemerotecadigital.bn.br/artigos/manh%C3%A3-1

No Wikipédia: pt.wikipedia.org/wiki/M%C3%A1rio_Rodrigues

Na mini-bio de Nelson: www.nelsonrodrigues.com.br/site/sobre.php

Quem tiver referências — assim como pistas sobre bibliografia para o jornal “Crítica”, ficarei eternamente grato.

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Será que teremos esse tipo de jornalismo humano e cidadão de volta?

Gustavo Barreto | 1 de março de 2014 | Área(s): diario | Comentários (0)


A matéria é do jornal “O Globo” de 26 de agosto de 1929, reproduzo-a na íntegra, respeitando a gramática da época, fotocópia nesta imagem. São particularmente interessantes as duas últimas frases:

Matéria é do jornal O Globo de 26 de agosto de 1929

Matéria é do jornal O Globo de 26 de agosto de 1929

“A POLICIA PROMOVENDO DESORDENS; VARIAS PESSOAS FERIDAS A PAO E A TIROS; Uma avenida em polvorosa

Custa a crer hajam investigadores promovido a desordem de que nos vamos occupar nesta noticia, taes os excessos a que se entregaram os seus promotores, chegando a balear um menor e apontar os seus revólveres para mulheres.

Foi hontem, à noite, que o facto ocorreu.

Pela rua Dr. Maciel, passava, á noite, uma turma de cinco investigadores, chefiada por um de côr parda, baixo e magro. Ao defrontarem com a casa n. 27 da referida rua, vendo às portas da mesma varias mulheres e homens ali residentes, o chefe ordenou a todos que se recolhessem, pois, esta era a ordem do commissario de serviço.

Como era natural, houve estranhesa de parte dos intimados, que articularam razões que os levavam a ali permanecer.

Os policiaes retrucaram aos gritos, intimando os moradores a que se recolhessem.

Nessa occasião, Francisco Remper, de 19 annos, solteiro, operario, approximou-se do que os intimava e tentou uma explicação.

A resposta foi um pescoção terrivel.

Percebendo o perigo a que se expunha, Remper correu, procurando fugir ao grupo. O chefe da turma, porém, o perseguiu, a tiros, baleando-o nas costas.

Emquanto isso se passava com Francisco, seu irmão Raphael, de 17 annos, era espancado a begaladas.

Como loucos, os policiaes sacaram dos revólvers e os apontaram contra os demais passageiros, que aggrediram, conseguindo, assim, apavoral-os.

Quando terminarão essas scenas vergonhosas?”

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