01/03/2012

Educação

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RETROCESSO EM MINAS GERAIS
Prefeito de Belo Horizonte (MG) quer corte na verba da educação para investir na Copa 2014
Lancepress, 14/12/2012

O prefeito de Belo Horizonte, Márcio Lacerda (PSB), recorre ao Superior Tribunal Federal (STF) para diminuir a verba de educação e usá-la em obras que visam a Copa do Mundo de 2014, no país. A intenção do político é suspender o dispositivo da Lei Orgânica do Município que prevê a aplicação de 30% da renda da cidade em investimentos no ensino.

Uma resposta positiva do órgão nacional para o governante mineiro acarreta na diminuição de R$ 500 milhões dos investimentos em educação no ano de 2013. Hoje, o município determina que a receita é de R$ 9,9 bilhões.

Na documentação que enviou ao STF, Márcio Lacerda alega que uma recusa pode comprometer os investimentos para a Copa do Mundo. O político ainda diz que a não realocação dos recursos da educação pode fazer com que as contas da prefeitura sejam rejeitadas.

Em 2013, Belo Horizonte sediará três jogos da Copa das Confederações, sendo um deles pela semifinal do torneio. O Mineirão foi totalmente reformado e será entregue no próximo dia 21 de dezembro, com uma apresentação da banda Jota Quest. Além das obras no estádio, são previstas melhorias no transporte público, rede hoteleira e aeroportos.

PANORAMA DE 2012
Para SBPC, Brasil precisa de Educação e CT&I para manter seu crescimento econômico
Evanildo da Silveira para o Jornal da Ciência, 06/12/2012

(…) Entre os acertos das políticas de ciência e tecnologia do Brasil, a presidente da SBPC [Helena Nader] citou o sistema de pós-graduação com avaliação. “Aumentou consideravelmente o número de estudantes de mestrado e doutorado dos anos 80 para cá”, disse. “Hoje, temos quase 70 mil alunos de doutorado e 120 mil de mestrado.” Outro aspecto positivo citado por Helena é a produção científica brasileira, que representa 2,7% do total mundial, o que coloca o País na 13ª posição. Em algumas áreas do conhecimento, no entanto, a ciência brasileira está acima desta média, como, por exemplo, em agricultura, plantas e animais, farmacologia e toxicologia e microbiologia.

Além disso, o Brasil se destaca em tecnologia e inovação em algumas áreas, como agricultura (laranja, soja, frutas tropicais e cereais), produção animal (bovinos, suínos e frangos), aeroespacial (aviões, ciência e tecnologia espaciais), biocombustíveis (etanol e biodiesel), petróleo (exploração em águas profundas), indústria de celulose e papel, controle biológico de insetos e doenças tropicais e saúde pública. “Não estamos como gostaríamos, mas estamos melhorando”, disse Helena.

Mas há o outro lado, os aspectos negativos e os desafios. A presidente da SBPC citou entre eles os cortes e contingenciamentos nas verbas e orçamentos destinados à ciência, tecnologia e inovação e o atraso no desenvolvimento do ensino básico, principalmente o ensino médio, que afeta diretamente a qualidade nas universidades e, por consequência, a produção científica, tecnológica e a inovação.

Um sinal disso pode ser visto no desempenho dos estudantes brasileiros no Programa Internacional de Avaliação de Alunos (Pisa, na sigla em inglês). “Nós estamos péssimos em leitura, matemática e ciências”, lamentou. Em outros aspectos, o País também tem desafios a superar. O Brasil ocupa a 6ª/7ª posição na economia mundial, mas é o 4º país com maior desigualdade da América Latina e apenas 47º colocado no ranking global de inovação. “Além disso, aplicamos apenas 1,1% do PIB em CTI (0,6% governo e 0,5% indústria) e falta inovação nas empresas”, disse Helena. “Como se não se bastasse, temos uma dependência crescente das exportações de commodities e a maioria das patentes é de universidades, quando deveria ser das empresas.” (leia na íntegra aqui)


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