Mais um jovem executado por forças de segurança no Rio

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#ocupeestelita

Ataque covarde da polícia em Recife. Da BBC: “Fizeram meu bebê respirar gás lacrimogêneo”, diz grávida sobre reintegração da ocupação do Cais Estelita (#ocupeestelita), no Recife. Repressão policial foi condenada pela Anistia Internacional, pelo Ministério Público e pela UFPE: http://bbc.in/1oKzqKk

“Pensávamos que era um país mais de paz. Estamos muito assustados”, afirmou a costa-riquenha Astrid Bins: http://bit.ly/1lFKNQ0

Nota de repúdio: “O Ministério Público Federal (MPF) em Pernambuco, surpreendido com a notícia da reintegração de posse da área do Pátio Ferroviário das Cinco das Pontas, no Cais José Estelita, no início desta terça-feira (17/6), vem a público repudiar o ato executado pela Polícia Militar, pelas seguintes razões (…)” (acesse aqui)

Do Mídia Ninja: “Após 27 dias de uma ocupação histórica e propositiva do espaço Público em Recife o Movimento Ocupe Estelita é removido com violência pelo Batalhão de Choque da PM de Pernambuco. Apesar dos acordo firmados entre o movimento e Ministério Público e Secretarias Estaduais de Direitos Humanos e Defesa Social, a reintegração foi realizada sem qualquer aviso prévio ou negociação, violando direitos e desrespeitando as garantias legais dos ocupantes.”

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Relato de Pedro Mara, no Rio: “Hoje eu tava pedalando a tarde em Copacabana quando vi um garoto que foi acusado de furto. Um brutamontes dava um mata leão na criança, com a anuência da PM e guarda municipal. Tentei dizer que, independente de qualquer coisa, tinha uma ‘autoridade’ lá que é quem deveria segurar a criança. Em vão, quase apanhei do guarda municipal.”

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Matéria n’O Globo: “PM detém 15 e usa gás de pimenta em protesto com cerca de 50 manifestantes. Uma hora antes do horário marcado para o ato, havia apenas policiais na Candelária. Às 17h, eram 15 manifestantes”.

Rafucko: “Hoje a PM prendeu mais alguns inocentes, dentre os quais está um dos caras mais calmos e equilibrados que eu conheci no último ano nas ruas, o Cristiano (este da foto abaixo). Segundo relatos, estava defendendo uma menina que também era agredida pelos PMs.”

Atila Roque, da Anistia Internacional, comenta: “Tem horas que chego a pensar que a polícia recebe comissão pelo consumo do spray de pimenta, tal a liberalidade com a qual usam o produto nas pessoas. Sério, 30 manifestantes, 10 meninas com rosto pintado se preto e roupas coloridas, batucando em latas, ofereciam exatamente que tipo de risco para levarem spray de pimenta e serem presas??”

E sobrou até para a torcida.

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Ciclo de violações no Rio: prende-se sem justificativa. E quem reclamar vai preso. E quem reclamar também. Na imagem: “Tenente Bruno, já famoso nos protestos, prendeu e mandou algemar o rapaz que protestava contra a prisão de uma moça.” (leia aqui)

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Exportando violações. O Ministério Público do Trabalho denunciou o grupo empresarial Odebrecht por, segundo o órgão, manter 500 trabalhadores brasileiros em condições análogas à escravidão na construção de uma usina em Angola. E pior: com dinheiro nosso, da população. Dinheiro público: http://bbc.in/1qg0nTF

É a mesma que teve estreitos laços com a ditadura militar, a “campeã” desta Copa do Mundo em editais (viciados), a empresa multinacional que já está em 26 países, a da maior represa do mundo (na Amazônia) e a empresa que financia todo e qualquer governo “democrático” do Brasil: http://abr.ai/1qfZY3y

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Retrato brasileiro. Brazilian Portrait. (Porto Alegre, 2014)

(não sei o crédito da foto; se alguém souber, basta informar aqui)
(don’t know the photo credit; if anyone does, put it here)

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Enquanto isso, longe dos “olhos do mundo”…

Do jornal O Dia: “Após diversas denúncias, de bancadas usadas como macas, pacientes atendidos no chão, déficit de médicos e superlotação, a 7ª Vara de Fazenda Pública condenou, na última segunda-feira [16 de junho], o Município do Rio de Janeiro a adotar medidas para solucionar os problemas crônicos do Hospital Salgado Filho, no Méier, uma das principais unidades de emergência da cidade.

A decisão obriga a prefeitura a apresentar a listagem dos profissionais concursados lotados no hospital, a carga horária e as escalas dos plantões. Em nota, o Ministério Público afirmou que na punição ainda consta que a prefeitura deverá comprovar a abertura de um novo concurso público para suprir a defasagem de funcionários do hospital, enquanto o déficit de profissionais concursados não for sanado.

O secretário municipal de Saúde, Hans Dohmann, deverá apresentar soluções emergenciais para minimizar a carência de pessoal na unidade, com o aval técnico-jurídico da Procuradoria-Geral do Município. Os prazos para que a prefeitura cumpra a decisão — e se é cabível recurso — não foram divulgados pelo MP.

Segundo um levantamento feito por João de Oliveira, assessor do vereador Paulo Pinheiro (Psol), e divulgado em fevereiro deste ano, o hospital teria perdido aproximadamente R$ 12 milhões das verbas no orçamento de 2014. Na época, a prefeitura alegou que os recursos estavam retidos e seriam liberados conforme o cronograma para este ano.”

E da Agência Brasil, belíssima (e triste) matéria: “Moradores do terreno da Oi continuam sem teto e longe da Copa”

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Comissão Nacional da Verdade torna públicos relatórios das sindicâncias instauradas pelos comandos das Forças Armadas

A Comissão Nacional da Verdade recebeu na tarde do dia 17 de junho, ofício do ministro da Defesa, Celso Amorim, que encaminhou os expedientes recebidos dos Comandos da Marinha, Exército e Força Aérea, em resposta ao ofício 124/2014-CNV, de 18 de fevereiro de 2014, que solicitou a instauração, pelas Forças Armadas, de sindicâncias administrativas para apurar desvios de finalidade na utilização de instalações militares utilizadas como centros de tortura.

Leia mais e acesse os documentos na íntegra clicando aqui.

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A estupidez de nossa elite

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Copa com humor

(de 2010)

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Lamentável. Nos EUA, pastor que fazia ‘cura gay’ é preso por abuso sexual de dois homens. Reverendo Ryan J. Muehlhauser pode pegar até dez anos de prisão por cada crime (leia aqui).

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Médicos cubanos revolucionam atendimento em comunidades no Espírito Santo

Em um dos casos, profissionais de Cuba já conseguiram resolver o atraso nas consultas de pré-natal, desenvolveram um programa de atendimento para os casos de hipertensão e diabetes e sistematizaram as consultas domiciliares. Programa ‘Mais Médicos’ tem apoio da OPAS: http://bit.ly/T7hXNJ

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Um discurso que não deve ser esquecido

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Regras claras!

Jornalismo, para ser marrom, tem que ser pelo menos jornalismo

Foto: Reprodução/Facebook

Você vai ao médico, ele coloca 40 gotas de dipirona pra criança, mas diz que são 10 (até aqui, tudo o que foi explicado pela “imprensa”).

A paciente sabe disso, está bem atendida e, inclusive, elogia o médico.

Uma outra médica, como se não tivesse nada pra fazer, vê que o médico é… cubano. E decide “denunciar” o colega. Um erro do idiota do médico cubano que poderia ter matado um pequeno brasileirinho. A Globo na Bahia compra a mentira e vai fundo: http://glo.bo/I60G2n

Uma comissão ouviu a mãe, diarista, que disse: eu entendi tudo, está tudo OK, aliás o médico é ótimo.

A comissão ouviu o médico: ele confirmou que a dose deveria ser fracionada em quatro vezes. “Não estou vendo problema na prescrição fracionada porque o raciocino clínico foi correto”, afirma a comissão.

O médico, concluíram, não errou e ninguém poderia, portanto, em hipótese alguma, se prejudicar — pelo contrário, diz a mãe: “Ele me atendeu muito bem. Ele tratou meu filho super bem, porque tem médico que nem olha na cara da mãe e nem da criança. Ele me explicou direitinho como dar o remédio, disse ainda que a quantidade de gotas é definida a partir do peso da criança”.

Dois jornais locais, que não saíram no G1, deram a versão correta: http://glo.bo/I8ITaW e http://bit.ly/I8IVQg

Aí vem o G1 e apresenta a mesma informação, que deveria ser no mínimo uma retratação, da seguinte forma — “Médico cubano suspeito de receitar dose excessiva voltará a atender”: http://glo.bo/I8J8mj

O detalhe sórdido: a primeira manchete deste link acima, pasmem, foi “Médico cubano que receitou dose excessiva volta a atender na segunda”. (O caminho da URL permanece “medico-cubano-que-receitou-dose-excessiva-volta-atender-na-segunda.html”, denunciando a mudança)

É simplesmente inacreditável. Jornalismo, para ser marrom, tem que ser pelo menos jornalismo — o que não é o caso.

Até onde, pergunto, vai a estupidez de uma elite que não quer, a todo custo, melhorar a vida da população que mais precisa de serviços médicos? Que lógica um “jornalista” (o editor) — a não ser a má-fé não declarada — usa para tornar isto uma notícia?

Com a palavra, a diarista, a mãe: “Ela não teve ética. Fez algo que não autorizei. O médico me explicou certo. Eles estão com raiva porque os cubanos estão fazendo o trabalho que eles não querem fazer. Os médicos brasileiros tratam a gente como se fôssemos animais, diferente dos cubanos”.

O jornal local A Tarde registra:

“A notícia do afastamento do médico levou inúmeros moradores do conjunto Viveiros para a Unidade de Saúde para reclamar da atitude da secretária e solicitar o retorno imediato do profissional que, segundo eles, era atencioso e tratava todos com respeito.

Cristiane Araújo Fonseca fiz que levou o filho de 4 anos na quarta-feira para a unidade com febre, vômito e diarréia e que o médico fez todos os exames e o medicou. “Meu filho melhorou logo graças ao médico. Queremos o médico de volta, passamos mais de 2 meses sem médico e agora inventam coisa para tirar o médico daqui”, afirmou.

Os moradores afirmaram que, caso o médico não retorne para a unidade, eles farão uma manifestação fechando a entrada da unidade. “Se não retornar na próxima semana, iremos impedir o funcionamento do posto de saúde. A secretaria deveria ouvir a comunidade e não acreditar em uma mentira”, ameaçou Maria da Glória Martins.”

AIDS: Entre a prevenção e a censura

No artigo “A prevenção à AIDS no governo Dilma e a censura dos vídeos da campanha do Carnaval de 2012”, os pesquisadores Jorge Beloqui, do Grupo de Incentivo à Vida (GIV), e Veriano Terto Jr, da Associação Brasileira Interdisciplinar de Aids (ABIA), analisam uma série de episódios de censura do governo federal às campanhas governamentais de prevenção à AIDS, em especial a recente campanha de prevenção para o carnaval de 2012.

Segundo eles, tais atos de censura devem ser conhecidos e debatidos pela opinião pública e devem ser confrontados por todos aqueles que lutam por uma saúde sexual de qualidade e pela promoção e garantia dos direitos sexuais. “O silêncio e a omissão nestes casos poderão significar retrocessos, não só na resposta ao HIV/AIDS, mas também a toda uma série de possíveis avanços e conquistas na defesa e promoção dos direitos sexuais e no caráter laico do estado brasileiro”.

Clique aqui para ler o artigo A prevenção à AIDS no governo Dilma e a censura dos vídeos da campanha do Carnaval de 2012.

Veja abaixo o vídeo censurado:

E o que foi veiculado:

Criminalizar o aborto resolve?

O Ipas Brasil, organização não-governamental cuja missão é contribuir para redução da mortalidade materna por aborto inseguro e promover a melhoria da qualidade da atenção para mulheres e adolescentes em situação de violência sexual, lançou na ocasião do Fórum Social Mundial 2009 o site interativo da campanha “Criminalizar o aborto resolve? Vai pensando aí”.

Conheça também o caso de Alagoinha, Pernambuco:

Acesse em vaipensandoai.com.br