Arquivo: ‘Mundanas’

01/12/2012

Israel e Palestina, uma animação explicativa. Do grupo ‘Voz Judaica para a Paz’

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Israel e PalestinaA campanha é apoiada por uma coalizão nacional dos EUA de cerca de 400 organizações que trabalham para mudar a política dos EUA em relação a Israel e aos palestinos, buscando o apoio aos direitos humanos, ao direito internacional e à igualdade.

Assista:

Saiba mais em endtheoccupation.org


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30/10/2012

Hoje meu avô veio me visitar.

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Foi durante uma névoa onírica, que se foi quando ele chegou. Eu não pude acreditar.

Pude sim. Olhei em seus olhos, bem no fundo deles, porque sabemos todos que esta é a forma mais profunda de intimidade que existe.

Ele estava lá. Olhou de volta, firme, como quem cumprimenta numa tarde de verão no Rio ou na feira de Capela. Ele definitivamente estava lá.

O olhar firme deu lugar à serenidade que lhe era peculiar. “Está tudo bem?” Ele confirmou. Um sinal positivo mais profundo do que qualquer linguagem, em qualquer tempo, poderia demonstrar.

Nada a acreditar, na verdade – apenas o sentimento da tranquilidade que sempre trazia sua companhia. Ele era assim. Algo nele, que nos acompanha e nos envolve, é assim. Está tudo bem, como sempre.

Voltei então a dormir. No seu colo. Ele colocou levemente a mão sobre minha cabeça, com seu carinho hesitante de sempre. No fundo é cuidado com os sentimentos.

Tem mais presença em nós o que nos falta, me lembrou Manoel de Barros.


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06/08/2012

Mundo colonial — os territórios sem soberania

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Você sabe o que territórios como Malvinas, Saara Ocidental, Nova Caledônia, Toquelau, Samoa Americana, Anguilha, Bermudas, Ilhas Virgens Britânicas, Ilhas Cayman, Guam, Montserrat, Ilhas Picárnia, Santa Helena, Ilhas Turcas e Caicos, e Ilhas Virgens Americanas têm em comum?

São todos tópicos de um Relatório da Comissão Especial sobre a implementação da Declaração sobre a Concessão de Independência aos Países e Povos Coloniais de 2012, elaborado pela Assembleia Geral da ONU.

Um dos capítulos é sobre o polêmico tema das Malvinas, disputada pelo Reino Unido e pela Argentina. A reunião sobre o território, ocorrida dias 14 e 15 de junho deste ano, produziu um documento que “lamentou” a falta de diálogo entre os dois governos e deixou “under review” o tema.

Acesse o documento clicando aqui.


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01/08/2012

O Brasil e o comércio de armas

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Estimulada pelo governo, nossa indústria bélica vive dos seus subsídios, compras e benesses. É preciso vetar vendas a países envolvidos em atrocidades

ATILA ROQUE E MAURÍCIO SANTORO (*)

Notícia publicada na Folha em 22/07 revelou, por meio da Lei de Acesso à Informação, que as exportações de armas brasileiras eram bem maiores do que se imaginava.

Elas incluem vendas de armamentos controversos, como bombas de fragmentação, a clientes como o governo do Zimbábue. Fotografia também publicada por este jornal, no dia 23, mostrou que gás lacrimogêneo fabricado no Brasil está sendo usado pelo governo da Turquia para reprimir protestos em campos de refugiados da Síria.

As notícias chamam a atenção também por virem à tona no momento em que autoridades brasileiras anunciaram planos de incentivar empreiteiras e outras grandes empresas a investir na expansão da indústria de defesa, com o objetivo de aumentar as exportações bélicas.

O Brasil é um dos países que em julho negociaram na ONU um Tratado de Comércio de Armas, que tem como objetivo regular a compra, a venda e a transferência de armamento leve e de munição.

Embora existam acordos diplomáticos que controlam armas nucleares, químicas e biológicas, é a primeira tentativa desde a década de 1930 de regular de forma abrangente pistolas, revólveres, fuzis e munições de pequeno calibre -utilizados na maioria de violações de direitos humanos.

A Anistia Internacional está em campanha para que o tratado tenha uma “regra de ouro” que proíba a venda e transferência de armamentos a governos envolvidos em atrocidades, como as que ocorrem atualmente na Síria. Algo semelhante ao Protocolo Kimberley, que veda o comércio de diamantes extraídos em zonas de conflito armado.

Cerca de 75% das exportações globais de armas são realizadas pelos cinco membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU (EUA, China, Rússia, Reino Unido, França) e pela Alemanha.

Os três países europeus são favoráveis à “regra de ouro”. Os governos chinês e russo se mostram contrários, embora a Rússia seja signatária de acordos com a União Europeia com cláusulas semelhantes.

Os EUA modificaram a sua tradicional objeção ao Tratado de Comércio de Armas, mas impediram que o texto fosse aprovado em julho. Ele foi encaminhado para a Assembleia Geral da ONU, o que adiará sua avaliação pelo menos até outubro -provavelmente até depois das eleições presidenciais do mês seguinte.

Nos últimos cinco anos, as importações de armas para a América do Sul aumentaram 77%. Venezuela e Chile passaram a figurar entre os 20 maiores importadores mundiais.

O Brasil é o 20º maior exportador, com uma indústria bélica dependente de compras oficiais, subsídios e outras benesses públicas, com frequência executadas em operações de pouca transparência, com escassa prestação de contas.

Prioridades econômicas questionáveis numa região que sofre de graves problemas sociais e onde o controle insuficiente cria o risco de que parte desse armamento seja desviado para usos ilegais. Mesmo antes das atuais denúncias sobre a Turquia, empresas brasileiras foram acusadas de fornecer gás lacrimogêneo para o governo do Bahrein, envolvido na repressão às manifestações pró-democracia.

O governo brasileiro tem apoiado as negociações e se manifestado favorável ao Tratado de Comércio de Armas e à “regra de ouro”, ainda que com ressalvas com relação aos riscos que se estabeleçam barreiras à transferência de tecnologia bélica.

A negociação do Tratado de Comércio de Armas dá ao país excelente oportunidade para sintonizar sua diplomacia com o compromisso humanitário que caracteriza as melhores aspirações da nossa sociedade.

Já as iniciativas em favor da expansão da “indústria de defesa”, com a inclusão de novos atores privados, em particular as grandes empreiteiras, motivados claramente pelas facilidades de obter lucros fabulosos no mercado global de armas, carece de maior discussão pública, transparência e participação cidadã.

As negociações do Tratado de Comércio de Armas em curso podem oferecer os parâmetros de respeito aos direitos humanos que devem orientar as políticas do Estado brasileiro nesse setor.

____________________
ATILA ROQUE, 52, historiador, é diretor-executivo da Anistia Internacional no Brasil

MAURÍCIO SANTORO, 34, cientista política, é assessor de direitos humanos da Anistia Internacional no Brasil

Artigo publicado no jornal Folha de S. Paulo de 01/08/2012.


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30/07/2012

Pela extinção da PM

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Por VLADIMIR SAFATLE no jornal ‘Folha de S. Paulo’, 24/7/2012

No final do mês de maio, o Conselho de Direitos Humanos da ONU sugeriu a pura e simples extinção da Polícia Militar no Brasil. Para vários membros do conselho (como Dinamarca, Espanha e Coreia do Sul), estava claro que a própria existência de uma polícia militar era uma aberração só explicável pela dificuldade crônica do Brasil de livrar-se das amarras institucionais produzidas pela ditadura.

No resto do mundo, uma polícia militar é, normalmente, a corporação que exerce a função de polícia no interior das Forças Armadas. Nesse sentido, seu espaço de ação costuma restringir-se às instalações militares, aos prédios públicos e aos seus membros.

Apenas em situações de guerra e exceção, a Polícia Militar pode ampliar o escopo de sua atuação para fora dos quartéis e da segurança de prédios públicos.

No Brasil, principalmente depois da ditadura militar, a Polícia Militar paulatinamente consolidou sua posição de responsável pela completa extensão do policiamento urbano. Com isso, as portas estavam abertas para impor, à política de segurança interna, uma lógica militar.

Assim, quando a sociedade acorda periodicamente e se descobre vítima de violência da polícia em ações de mediação de conflitos sociais (como em Pinheirinho, na cracolândia ou na USP) e em ações triviais de policiamento, de nada adianta pedir melhor “formação” da Polícia Militar.

Dentro da lógica militar, as ações são plenamente justificadas. O único detalhe é que a população não equivale a um inimigo externo.

Isto talvez explique por que, segundo pesquisa divulgada pelo Ipea, 62% dos entrevistados afirmaram não confiar ou confiar pouco na Polícia Militar. Da mesma forma, 51,5% dos entrevistados afirmaram que as abordagens de PMs são desrespeitosas e inadequadas.

Como se não bastasse, essa Folha mostrou no domingo que, em cinco anos, a Polícia Militar de São Paulo matou nove vezes mais do que toda a polícia norte-americana (“PM de SP mata mais que a polícia dos EUA”, “Cotidiano”).

Ou seja, temos uma polícia que mata de maneira assustadora, que age de maneira truculenta e, mesmo assim (ou melhor, por isso mesmo), não é capaz de dar sensação de segurança à maioria da população.

É fato que há aqueles que não querem ouvir falar de extinção da PM por acreditar que a insegurança social pode ser diminuída com manifestações teatrais de força.

São pessoas que não se sentem tocadas com o fato de nossa polícia torturar mais do que se torturava na ditadura militar. Tais pessoas continuarão a aplaudir todas as vezes em que a polícia brandir histericamente seu porrete. Até o dia em que o porrete acertar seus filhos.


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29/05/2012

Relatório sobre supostas ações militares de Ruanda na RDC gera polêmica

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Cidadãos de Ruanda teriam sido recrutados e treinados para lutar em prol de rebeldes do Exército na vizinha República Democrática do Congo (RDC), segundo um relatório confidencial da ONU obtido hoje pela BBC – informou o News 24 Online, da África do Sul.

A Ministra dos Negócios Estrangeiros de Ruanda, Louise Mushikiwabo, rotulou os boatos que circulam sobre o envolvimento do país no leste da RDC como “categoricamente falsos e perigosos”.

Segundo o relatório, soldados foram recrutados e treinados em Ruanda e, em seguida, transferidos para o leste da RDC para participar do conflito entre as forças governamentais e rebeldes, informou o All Africa online.

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Na Libéria, o “senhor da guerra” Charles Taylor vai ser condenado por crimes de guerra por um tribunal especial da ONU nesta quarta-feira (30), após ser considerado culpado por armar os rebeldes de Serra Leoa em troca de “diamantes de sangue”, informou o ‘Independent’, da África do Sul.

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O Fundo Central de Resposta de Emergência (CERF), instituição vinculada à ONU, apresentou seu Relatório Anual 2011.

O documento observa que 427 milhões de dólares foram alocados em 11 agências da ONU e da Organização Internacional para as Migrações no referido ano.

Emergências relacionadas com o clima – secas, inundações e tempestades – receberam mais de 149 milhões de dólares do Fundo. O CERF deu ainda mais de 128 milhões de dólares para o Chifre de África.

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A diarreia e o vômito começaram antes do amanhecer. Por volta das oito da manhã, Steward Okoulokami, de 12 anos, estava fraco, perdendo peso. Seu pai em pânico, Dimitri, colocou Steward em uma canoa e o levou para a capital da República do Congo, Brazzaville.

“Na parte da manhã, por volta de oito horas, quando eu olhei para o meu filho, ele tinha perdido muito peso e parecia um esqueleto”, explica Dimitri. “Então eu pensei, não – eu devo ir para Brazzaville. Quando chegamos, ele foi hospitalizado e passamos 5 dias lá. No sexto dia saímos e agora ele está vivo e com boa saúde.”

Leia a história completa: http://bit.ly/LcwUUO


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