Promotor chama maior abrigo da prefeitura do Rio de Janeiro de ‘depósito infecto de seres humanos’

Do Jornal O Dia

Depósito infecto de seres humanos. Essa foi a definição utilizada pelo promotor Rogério Pacheco Alves, da 7ª promotoria de Justiça de Tutela Coletiva da Cidadania, sobre o Rio Acolhedor – maior abrigo para pessoas em situação de rua no Rio.

“Um mero depósito infecto de seres humanos. É disso que se trata. Não há nenhuma perspectiva de restabelecimento de laços sociais, reinserção no mercado de trabalho, nenhuma politica de educação, não há nenhuma atenção para os que precisam de atendimento de saúde mental”, afirmou Alves.

Do lado de dentro, a sala para oficinas de qualificação está entulhada e sem uso. Foto: Divulgação

Em entrevista coletiva concedida na manhã desta terça-feira (11), o promotor informou que fará uma nova Ação Civil Pública na próxima semana contra a prefeitura do Rio pelo descumprimento do Termo de Ajustamento de Conduta realizado em 2012. Na semana passada, o MP fez uma vistoria no local e verificou condições insalubres, denúncias de violência e superlotação: a capacidade de 150 pessoas está 200% acima no normal.

Além disso faltam serviços de qualificação profissional, como definido pelo TAC. Os abrigados denunciam que sofrem com as picadas de percevejos que infestam os colchões da unidade. O Ministério Público divulgou um vídeo com as imagens colhidas durante a vistoria.

Secretário diz que unidade está dentro do ‘padrão’

O vice-prefeito e secretário de Desenvolvimento Social do Rio, Adilson Pires (PT), negou a falta de condições de higiene. Ele disse que acha a situação “inadmissível”, mas que a dedetização do abrigo é feita com regularidade.

Para ele, os insetos são levados pelos moradores de rua. “Muitas vezes o percevejo é levado para o abrigo”, afirmou Pires.

Sobre a superlotação, o secretário disse que a prefeitura considera que o local tem capacidade para 350 pessoas. A prefeitura informou que está construindo duas unidades novas: uma em Bonsucesso e outra na Ilha do Governador.

Para Adilson Pires, o Rio Acolhedor está no “padrão”. “Está no padrão do que são abrigos do Rio ou de qualquer outro lugar do Brasil. Ele tem, dentro daquilo que é um abrigo, condições de higiene que são normais”, finalizou.

(Informações do jornal O Dia)

Prefeitura de São Paulo reprime moradores de rua e confisca carroças de catadores

Rádio Brasil Atual, 13/12/2012

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A denúncia é do padre Julio Lancellotti, da Pastoral do Povo de Rua. De acordo com ele, a Guarda Civil Metropolitana e agentes das subprefeituras da região central e do centro expandido da capital paulista estão perseguindo a população que mora na rua. Na Moóca várias pessoas foram agredidas e tiveram todos os seus pertences confiscados pela Prefeitura de São Paulo. Os agentes recolheram inclusive as carroças que eles utilizam para trabalhar. Entrevista à repórter Lúcia Rodrigues.

DF: Atentado contra morador de rua

Corpo de morador de rua queimado é enterrado no Entorno do DF (28/02/2012). ‘Ele não merecia ter morrido do jeito que morreu’, diz primo do jovem. Outra vítima de ataque está lúcida e em estado estável, afirma hospital.

Cícero Miclos Tavares Júnior, primo da vítima, acompanhou o enterro e contou que o rapaz que teve 67% do corpo queimado era dependente químico. “Estamos revoltados, independentemente de quem ele era, se era morador de rua ou dependente químico, ele não merecia ter morrido do jeito que ele morreu. Foi uma covardia, uma crueldade”, afirmou.

O outro sem-teto vítima de ataque continua internado no Hospital Regional da Asa Norte (Hran). De acordo com a assessoria a unidade, ele está lúcido, em estado estável e responde bem ao tratamento.

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