A parede invísivel e a exposição da desigualdade e da criminalização da pobreza: o caso Rio Sul (2000)

Em agosto de 2000 um grupo de manifestantes organizou uma ocupação em um grande shopping da zona sul carioca. O episódio obteve grande repercussão na imprensa nacional e ainda hoje é discutido por alguns teóricos. O filme recuperou imagens de arquivo e traz entrevistas de alguns personagens 7 anos após essa inusitada manifestação.

FICHA TÉCNICA: 20’00” | MiniDV | Cor NTSC | Estéreo | 16:9 | 2008 | Brasil
DIREÇÃO Vladimir Seixas | ROTEIRO Vladimir Seixas e Maria Socorro e Silva | MONTAGEM Ricardo Moreira e Roberta Rangé | FOTOGRAFIA Maurício Stal e Vladimir Seixas | SOM DIRETO Vitor Kruter e Helen Ferreira | ASSISTENTE DE FINALIZAÇÃO Juliana Oakim
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Mão do Estado, braços da comunicação

Foto: Reprodução da internet

Estou absolutamente impressionado com a cobertura das redes de TV e rádio, principalmente a Rede Globo e seu jornal impresso principal, O Globo, sobre a violenta repressão contra professores e manifestantes nesta semana (domingo 29/9 a terça-feira 1/10) no Rio de Janeiro.

Impressiona o descompasso com as ruas. Uso inacreditável da palavra “confronto”, sem que haja uma única foto que comprove isso; a tal “infiltração” dos Black Blocs, quando a raiva era de todos contra um sistema opressor – eu vi desde meninos de 5 anos até executivos muito bem vestidos quebrando bancos, ninguém me contou, eu vi – e minimização da violência policial contra manifestantes pacíficos, uma violação flagrante dos direitos humanos.

Um dos vídeos que circula pela rede comprova, inclusive, o que temos vimos ao vivo: um “vândalo” que quebrou um estabelecimento era um policial infiltrado e, diante disso, os policiais se negaram a prendê-lo, mesmo depois de insistentes pedidos da população.

Isso sem falar que a discussão sobre educação já caiu por terra há tempos. É como se aprovar qualquer coisa em qualquer lugar fosse sempre um avanço, desde que venha das autoridades.

Eduardo Paes e Sergio Cabral se agarram à Globo como um marinheiro se agarra ao mastro de um navio durante uma tempestade de grandes proporções.

Os telejornais e agregados estão de luto… pelos postes e vidraças. Eles tomaram o lugar das centenas de pessoas feridas e atingidas, como eu, por spray de pimenta fora de validade, balas de borracha e bombas de gás lacrimogêneo.

Para completar, o jornalão dos Marinho sai com uma matéria patética atacando… o Sindicato. Hoje. Oportunamente. (É óbvio que há militantes em sindicato, é um SINDICATO, não esperávamos que tivesse alguém do PMDB, da novela das oito ou do Movimento Basta, certo?)

Para uma ditadura se formar, já nos ensinava o teórico norte-americano Walter Lippmann e o líder político Adolf Hitler, tem de haver um braço da comunicação. Estou, na verdade, impressionado com a clareza com que a emissora se coloca neste momento a serviço do poder, sem nenhum constrangimento. E jornais menores — porém de grande circulação — tentam conseguir uns pingados dos governos, fazendo jornalismo chapa branca do pior tipo.

Tenho vergonha da minha profissão, hoje, a de comunicador. Atualmente, assim como entre policiais militares, existem boas exceções, porém meras exceções — a regra é a desinformação, a manipulação e a mentira deslavada.

Comunicação e direitos humanos: a Lei de Acesso à Informação Pública

A presidente Dilma Rousseff sancionou recentemente a Lei de Acesso à Informação Pública, resultado da pressão dos movimentos sociais, porém um longo caminho ainda precisa ser percorrido para sua implantação. A lei representa um avanço para a democracia brasileira, mas contém limitações ao pleno exercício do acesso à informação pública no âmbito dos direitos humanos.

O tema do acesso à informação e ao conhecimento já tinha sido objeto de recomendação proposta pelo Peru na Primeira Revisão Periódica Universal (RPU) do Comitê de Direitos Humanos da ONU em 2008. A lei aprovada em novembro de 2011 obriga os três poderes, em todos os seus níveis, a adotarem a transparência como regra para seus atos públicos. O avanço, no entanto, se restringe ao acesso à informação pública: trata-se, portanto, de uma lei cujo foco é específico sobre as ações do poder público. Assim, não abarca todas as demandas no campo do direito à informação, que é bem mais amplo. Saiba mais aqui: http://bit.ly/yS2tsn

Atentado à liberdade de expressão no Pará

Na próxima terça-feira (28/2/2012) vence o prazo do recurso que Lúcio Flávio Pinto, jornalista independente do Pará, poderia apresentar ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) no processo por danos morais movido por um grande empresário acusado de grilagem de terras. Sem recursos o jornalista decidiu não recorrer mais.

Em seu Jornal Pessoal, o jornalista disse não ter mais recursos para para sustentar uma representação desse porte, bem como para arcar com a indenização que foi imputada a ele. ‘Eu teria ainda de me submeter outra vez a um tribunal no qual não tenho mais fé alguma’. [http://bit.ly/yHM3Cr]

* * *
”No Pará não apenas o grileiro consegue se apropriar das terras públicas, como ainda se precisa indenizá-lo quando se denuncia”.

Vítima de um processo de indenização por dano moral, movida por empresário já falecido, o jornalista Lúcio Flávio Pinto afirma nesta entrevista especial que a grilagAmazôniaem de terras no Brasil se intensifica todas as vezes que há alguma incerteza econômica.

Acesse em http://bit.ly/AhsZvt

Atentado à liberdade de expressão no Pará

Na próxima terça-feira (28/2/2012) vence o prazo do recurso que Lúcio Flávio Pinto, jornalista independente do Pará, poderia apresentar ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) no processo por danos morais movido por um grande empresário acusado de grilagem de terras. Sem recursos o jornalista decidiu não recorrer mais.

Em seu Jornal Pessoal, o jornalista disse não ter mais recursos para para sustentar uma representação desse porte, bem como para arcar com a indenização que foi imputada a ele. ‘Eu teria ainda de me submeter outra vez a um tribunal no qual não tenho mais fé alguma’. [http://bit.ly/yHM3Cr]

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”No Pará não apenas o grileiro consegue se apropriar das terras públicas, como ainda se precisa indenizá-lo quando se denuncia”.

Vítima de um processo de indenização por dano moral, movida por empresário já falecido, o jornalista Lúcio Flávio Pinto afirma nesta entrevista especial que a grilagAmazôniaem de terras no Brasil se intensifica todas as vezes que há alguma incerteza econômica.

Acesse em http://bit.ly/AhsZvt