A incerteza dos peritos
Em caso
contrário, para as tecnologias suscetíveis de afetar o ambiente
ou as espécies animais, inclusive a espécie humana, "a ação
da perícia não é mais, unicamente, fundamentada sobre
a validade do conhecimento, o aval científico que este confere à
decisão, mas sobre a capacidade de integrar as incertezas e formar
o cenário para um futuro incerto". Como assinala um relatório
recente ao primeiro-ministro francês, "o perito não sabe"
e, fator agravante, suas opiniões "não são totalmente
isentas de preconceito". Esta afirmação é abundantemente
ilustrada ao longo das páginas, em particular para contradizer o
argumento segundo o qual os organismos geneticamente modificados (OGM)
poderiam diminuir a biodiversidade: o relatório vê nesta posição
"uma certa carga ideológica" e destaca que "a emergência da
Aids é uma manifestação da biodiversidade".
É
próprio das situações submetidas ao princípio
da precaução manifestar a incerteza irredutível, pois
ninguém, principalmente uma mente racional, é capaz de predizer
o futuro, mesmo que o presente determine efeitos inéditos. Assim,
a Comissão Européia indica que "será guiada, em sua
análise de risco, pelo princípio da precaução
nos casos em que as bases científicas sejam insuficientes ou quando
existir alguma incerteza". Ora, as incertezas das perícias são
cada vez mais freqüentes, tanto para saber se há perigo em
consumir os bovinos britânicos quanto para responder às preocupações
provocadas pelas plantas transgênicas. Assim, a perícia, ainda
que seja emitida pelos melhores especialistas, não possui as qualidades
que se atribui normalmente às atitudes científicas, e seria
preferível falar de "perícias de cientistas" do que de "perícia
científica".
O saber incontestável
Mesmo
que os peritos sejam irrepreensíveis, insensíveis à
ideologia da tecnociência e às pressões do mundo dos
negócios, sua contribuição só serve para delimitar
o campo da ignorância, e isto por duas razões principais.
Primeiro, a insuficiência dos conhecimentos necessários para
a análise de problemas cada vez mais específicos, como por
exemplo determinar o risco de aceitar doadores de sangue que tenham estado
na Grã-Bretanha, território escolhido pela "vaca louca".
E, além disso, a incapacidade de sintetizar elementos díspares
de informação oriundos de diferentes perícias e ponderá-los
de modo adequado e preciso a fim de que contribuam, em conjunto, para uma
imagem objetiva da complexidade, como por exemplo avaliar as causas e prever
a evolução meteorológica.
Já
que a incerteza é reconhecida pelos próprios peritos, pelo
menos como constante residual irreprimível, parece incoerente conferir
à perícia o estatuto do saber incontestável e considerar
que ela seria suficiente para permitir a elaboração da decisão
política. É, no entanto, o que propõe a Comissão
Européia num comunicado recente, que ignora tudo sobre o debate
travado na sociedade. Este desvio simplificador da razão, que desconsidera
a complexidade dos fenômenos analisados, começa desde que
se atribui a qualidade de peritos exclusivos aos cientistas e aos engenheiros,
ou até aos economistas, desprezando todos os outros saberes que
também concorrem para o conhecimento.
A "liberdade de escolha"
Entre
estes, os saberes profissionais, como a sociologia ou a ecologia, mas também
saberes compartilhados pela humanidade: intuição, bom senso,
estética, sentimento, o saber viver, saber fazer... A não
ser que se admita que o político seria tão competente nos
campos do sensível, da emoção, do bem humano, da relação
com a natureza, do prazer e do sofrimento todas as qualidades que não
fizeram com que fosse escolhido ou eleito um vasto campo de apreciação
se encontra deliberadamente no vácuo, entre a avaliação
técnica e a decisão de disseminar uma tecnologia.
A eliminação
das "humanidades" do espaço situado entre a maquinaria tecnocientífica
e o aparato decisório reflete a hegemonia do discurso científico
até à usurpação da própria ciência.
É portanto surpreendente ler esta manchete no relatório Kourilsky-Viney:
"Os OGM não representam risco específico para o consumidor,
mas este deve ter a liberdade de escolher". Acabaram-se todas as dúvidas
evocadas no mesmo texto! Os OGM, de agora em diante, deixam de representar
perigo. E para ficar claro que qualquer resistência revelaria uma
atitude irracional, a liberdade de escolha eventualmente possibilitada
pelo rótulo é comparada àquela, reivindicada por
alguns cidadãos, de só comer comida kosher...
O princípio da responsabilidade
Os cientistas
insistem reiteradamente na necessidade de quantificar os riscos tecnológicos,
condição necessária para que mereçam mais crédito
do que fantasmas, e a Comissão de Bruxelas apela também para
"um processo de tomada de decisão estruturado, fundamentado em dados
científicos detalhados, e outras informações objetivas".
De tantas referências à ciência e à objetividade
se subentende que o que somos incapazes de quantificar não mereceria
a qualidade de argumento. No entanto, a Comissão adverte também
os que tomam as decisões, no sentido de "devem estar conscientes
do grau de incerteza ligado aos resultados da avaliação das
informações científicas disponíveis". Um pouco
como se se descrevesse uma situação idílica (a ciência
deve saber, por princípio), mas evocando as insuficiências
atuais (o grau de incerteza), tidas como passageiras e recusando outros
argumentos que escapam definitivamente à ciência, mesmo que
não sejam mais incertos que a avaliação científica.
A introdução
do princípio jurídico da precaução deslocou
o princípio moral, freqüentemente evocado ao longo das duas
décadas precedentes sob o nome de "princípio da responsabilidade",
para retomar a expressão de Hans Jonas. Este autor que já
se preocupava com relação às tecnologias nucleares
e genéticas admitia, entre as soluções éticas,
o abandono puro e simples de um projeto, enquanto a atual precaução
leva antes a adiá-lo ou somente a adaptar suas condições
de uso.
Moral x competitividade
Supondo
que uma inovação tecnológica esteja livre de qualquer
risco potencial, de acordo com o princípio da precaução
este veredito não pode ser suficiente para justificar seu uso com
responsabilidade plena. Especialmente no caso do desenvolvimento sustentável,
que exige resposta a indagações como: que efeitos teria sobre
o desenvolvimento, sobre a natureza, sobre a eqüidade social, sobre
o emprego, sobre a solidariedade regional e as relações Norte-Sul
etc? Como poderíamos continuar empunhando um tal princípio
moral, suscetível de ser abalado constantemente, enquanto a globalização
nos obriga a maiores deferências para com novos "valores": competitividade,
livre-comércio, investimento, produtivismo, progresso tecnológico?
No capítulo
das "idéias de pedra", às quais nada pode ser oposto com
inteligência, encontramos uma fórmula mágica recorrente,
de uma banalidade aflitiva: "O risco zero não existe", simples figura
de linguagem contra as conseqüências possíveis da falha
da precaução que nos prontificamos, assim, a aceitar. Mas
seria necessário quebrar os ovos se não se pretende fazer
o omelete? O discurso da perícia, limitado pela preocupação
de demonstração do risco ou antes, da ausência de
risco , disfarça a ausência de demanda, ou mesmo de interesse,
dos cidadãos pelo objeto do litígio. É esse, por exemplo,
o caso das plantas transgênicas, que os industriais procuram impor
mas quem as pediu? com o apoio ativo da maior parte dos especialistas
e a cumplicidade de muitos políticos. Se eles não têm
consciência de estar traindo seus eleitores, é porque acreditam
agir para o bem comum, contra resistências inoportunas, e então
deve ser reconhecida a ação deles como fruto de uma crença,
e não da razão.
Argumentos pró transgênicos
Não
seria isso, precisamente, a ideologia de um progresso certo e irreversível,
que leva pessoas sérias a agirem como se existisse algum tipo de
demonstração da vantagem conferida às culturas transgênicas?
Basta constatar os vagos (e poucos) lucros de produtividade anunciados
pelos industriais a partir de balanços superficiais para concluir
que "as plantas transgênicas dão certo!" Ocorre que resultados
indiscutíveis demonstrariam logo os lucros agrícolas líquidos
obtidos com o recurso aos OGM, e não somente a promessa desses ganhos.
A ausência dessas informações nas instâncias
das perícias atuais prova que a não-cientificidade não
está necessariamente do lado "dos que se opõem ao progresso"...
E a aceitação cega, pelos políticos, dessas perícias
truncadas, vem confirmar esta opinião. Tudo se passa como se a devoção
comum à aventura tecnológica não admitisse qualquer
questionamento sobre suas vantagens e apenas concedesse o esforço
da verificação de sua inocuidade.
Uma argumentação
ilusória pretenderia justificar a polarização da perícia
em aspectos técnicos e mensuráveis de risco, negligenciando
os efeitos sócio-culturais das técnicas, como no caso das
plantas transgênicas, a qualidade de vida, a evolução
das atividades rurais para a industrialização, a concentração
produtivista etc. Tais questões são freqüentemente rejeitadas
sob o argumento de que são anteriores à chegada da tecnologia
dos OGM, já que nem a seleção das variedades nem as
leis do mercado lhes são específicas. Isso é negligenciar
a eventualidade de uma mudança qualitativa dos parâmetros
sócio-culturais sob o impulso combinado da aceleração
e da uniformização das práticas. As rupturas brutais
introduzidas pela modificação transgênica poderiam
produzir efeitos bastante diferentes daquelas produzidos pelos mecanismos
lentos da evolução natural ou da seleção tradicional.
Minimizando o perigo
Quando
as ações dos homens precipitam efeitos irreversíveis,
abandona-se a descoberta ou o domínio para se deixar vitimar por
uma possível devastação. Isso justifica que a nova
técnica seja submetida a um exame global, para levar em conta tudo
o que é irredutível às ações tradicionais.
Senão, também se deveria aceitar o sistema Terminator sob
o argumento de que ele apenas melhora a eficácia comercial dos selecionadores,
prática vigente há mais de um século. Em plena lógica
liberal, o relatório Kourilsky-Viney observa, além disso,
que ninguém é obrigado a adquirir sementes do tipo Terminator!
Para
minimizar o impacto das técnicas OGM sobre o homem e o meio ambiente,
enfatiza-se que a transgênese já existe na natureza: as bactérias
do solo, por exemplo, sempre trocaram genes de resistência aos antibióticos;
o trigo moderno recebeu fragmentos de genoma de centeio; as mitocôndrias,
ou cloroplastos, são vestígios de bactérias ingeridas
por células animais ou vegetais; as plantas e animais incorporaram
desde há muito seqüências genéticas de vírus
etc.
A "democracia técnica"
Tudo isto
é, certamente, exato, mas não é argumento para a disseminação
imediata, maciça e irreversível das plantas transgênicas.
É também para escapar da desconfiança do público
que os industriais orientam-se para os OGM ditos de "segunda geração":
seria recorrer à vantagem conferida por uma mutação
induzida ou pela transferência de um gene de interesse pertencente
à espécie melhorada, em vez de um gene estranho, a fim de
se aproximar mais do esquema tradicional da seleção por variedade.
Ora, devido à velocidade imposta à evolução
do ser vivo por essas inovações e à presença
de um aparato técnico-comercial superpotente, estes OGM de segunda
geração conservarão o caráter dos fenômenos
novos, influenciando diretamente, e de modo irreversível, as relações
dos seres humanos com a natureza doméstica e as relações
dos seres humanos entre si.
Como
chegar a decisões políticas racionais se os impasses do bom
senso se juntam às incertezas da ciência e à subjetividade
da perícia? Analisando "a democracia técnica", Michel Callon
lembra o papel dos cientistas para educar o público num "combate
pelas Luzes e contra o obscurantismo". Esta função é
freqüentemente interpretada em sentido messiânico pelos meios
científicos, que se consideram reconfortados por certos exemplos,
como a pesquisa de opinião sobre as plantas transgênicas,
citada num recente relatório do Instituto Nacional da Pesquisa Agronômica
(INRA).
Poços de tédio
Em resposta
à pergunta "Os tomates comuns não contêm genes, enquanto
os que são modificados geneticamente os possuem. Esta afirmação
é verdadeira ou falsa?", só 32% das pessoas dão a
resposta certa na França (comparar com 46% nos Estados Unidos e
52% no Canadá). Deduz-se daí que não se pode perguntar
nada a cidadãos tão incompetentes... A instrução
do público é evidentemente necessária, mas nada indica
que ela levará inevitavelmente à aceitação
das plantas transgênicas, exceto se confundirmos o posicionamento
ético com a racionalidade e o conhecimento científicos. É
também por isso que Michel Callon insiste sobre a importância
da mobilização dos saberes leigos para legitimar as decisões.
É
interessante, a esse respeito, voltar à Conferência de Cidadãos
sobre OGM, organizada na França pelo Office parlementaire d'évaluation
des choix scientifiques et technologiques (OPECST) em junho de 1998. Segundo
os sociólogos autores do já citado relatório, este
fórum permitiu demonstrar uma "competência científica"
dos leigos, os quais, graças a "uma visão depurada das questões
locais (...) têm capacidades cognitivas para participar da avaliação
tecnológica". O mesmo relatório aponta as carências
dos parlamentares em assumir suas responsabilidades diante das novas tecnologias:
só "alguns deputados que se tornam especialistas entre os especialistas"
mergulham nesses "poços de tédio" que são os arquivos
sobre energia nuclear ou os OGM e o Parlamento, "reproduzindo em si as
clivagens que a nossa sociedade estabelece entre especialistas e não-especialistas";
tende a perceber a legitimidade das conferências de cidadãos
"como uma ameaça".
A democratização da precaução
Talvez
tenha sido esse estado de espírito que levou o deputado Jean-Yves
Le Déaut a recuar do entusiasmo com que havia organizado a Conferência
de Cidadãos. No ano seguinte, ele estigmatizaria como "perfeitamente
demagógica" qualquer vontade de "democracia direta, uma espécie
de sucedâneo da ágora da antiga Grécia", e passava
a ver na Conferência de Cidadãos "uma opinião suplementar,
de não-especialistas, ao lado da opinião de especialistas,
de associações e de atores do ramo". Como se a opinião
do público educado fosse apenas um produto entre outros, e não
aquilo que dá sentido aos produtos das perícias! Como escreveu
Denis Duclos, "o registro político importante é aquele em
que discutimos a peça que vamos encenar, e não apenas os
detalhes de tal ato, a escolha dos atores ou seu salário".
Para
assumir este "registro político importante", a criação
da precaução em matéria de ambiente (e certamente
também em outros domínios) necessita da participação
ativa dos cidadãos. É então surpreendente constatar
a ausência de qualquer referência ao debate público
no comunicado da Comissão Européia sobre o princípio
da precaução, o que faz temer que as propostas, embora tão
suavizadas, do relatório Kourilsky-Viney apareçam como o
cúmulo da audácia para a democratização da
precaução. Tal ambição supõe, no entanto,
uma coisa bem diferente da cômoda concessão dos especialistas,
que consiste em colocar alguns inocentes dentro de uma comissão
técnica onde são tomados como reféns, esmagados pela
ciência e autoridade dos cientistas. É também diferente
desse "segundo círculo" preconizado pelo mesmo relatório:
cidadãos "escolhidos", assessorados por especialistas científicos
os do "primeiro círculo" seriam autorizados a emitir uma opinião.
Informação como democracia
Jean-Jacques
Salomon, último presidente do Colégio para a Prevenção
dos Riscos Tecnológicos, escrevia em 1992: "Face aos poderes de
que os lobbies técnicos dispõem nas sociedades modernas,
não há outro meio de limitar os danos senão reforçando
os procedimentos de informação, de consulta e negociação
que garantam o funcionamento democrático de nossas instituições".
Um dispositivo
verdadeiramente democrático poderia ser constituído de modo
análogo ao que havíamos sugerido, sem sucesso, à Comissão
Nacional de Ética. Também aí se trataria de conduzir
qualquer especialista ao seu papel exclusivo de informador e de apostar
na inteligência, na intuição e no bom senso de cidadãos
responsáveis. É neste sentido que a Comissão Francesa
do Desenvolvimento Durável acaba de dar um parecer que implica na
criação de um Comitê Consultivo para a avaliação
das Tecnologias (CCET), composto por voluntários sorteados, considerados
"isentos" independentes tanto da indústria como da pesquisa de
Organizações Não Governamentais (ONG) e encarregados
de proceder, após um trabalho específico, à elaboração
de um parecer emitido pelos cidadãos.
Participação do cidadão
Este Comitê
teria o poder de consultar todas as partes indistintamente especialistas
científicos e em ciências sociais e humanas, industriais,
economistas, associações etc. a fim de construir seu parecer.
Uma tal opção seria não apenas mais democrática,
mas também a mais "científica" para um processo de perícia,
se se admite como verdadeiramente científica uma produção
da razão que não se esquece de que não sabe tudo.
É
claro que não se abandonaria os infelizes cidadãos "isentos",
voluntários para se instruir e assumir responsabilidades, à
angústia da técnica e da metodologia. Seria necessário
dotá-los de um "moderador" especializado em relações
humanas, bem como uma comissão de encaminhamento independente
do que estivesse em jogo na perícia para propor e reunir os elementos
peritos. Na ausência de consenso dentro do CCET, poderiam organizar-se
Conferências de Cidadãos, geograficamente dispersas e simultâneas.
Este dispositivo descentralizado permitiria aproximar-se mais da objetividade.
As tentações dos políticos
Opiniões
convergentes seriam consideradas representativas da opinião esclarecida
do público, enquanto a persistência de divergências
assinalaria dificuldades irredutíveis. Tal dispositivo seria facilmente
transponível para o plano regional, onde os pareceres de uma comissão
consultiva européia poderiam ser referendados pelos pareceres das
conferências nacionais de cidadãos. Os custos da gestão
de tais estruturas deveriam ser assumidos por um fundo especialmente criado
e alimentado por contribuições dos promotores de inovações
tecnológicas.
Em qualquer
caso, o político acabaria sendo justificado no seu papel de tomador
de decisões. Restar-lhe-ia levar em conta outros parâmetros,
principalmente geopolíticos como é, aliás, o caso,
para qualquer decisão mas sem negligenciar o alcance de sua ação
no tempo e no espaço, isto é, resistindo a várias
tentações já identificadas.
Em primeiro
lugar, a da casuística, forma antiga, porém repetida com
complacência pelos que preferem o conchavo à lei, e fogem
aos princípios de conduta refugiando-se em particularismos individuais.
Depois, a da moratória, que permite preparar a aceitação
pelo costume, apostando na solubilidade da ética no tempo. Por fim,
a tentação do fechamento no interior das fronteiras, que
tende a fazer como se existissem várias humanidades, como se todos
os humanos não vivessem no mesmo planeta, de modo que quem decide
aqui não se preocupa em saber o que vai acontecer mais adiante.
Para ser completamente sério, na perspectiva de um verdadeiro desenvolvimento
sustentável, será preciso admitir que a precaução
é um problema que interessa a todos os cidadãos do mundo.
Traduzido por Betty Almeida.
Jacques Testart é diretor de pesquisas no Institut
national de la santé et de la recherche médicale (Inserm)
e presidente da Commission française du développement durable.
Autor, respectivamente, de Le Désir du gène, ed. Flammarion,
1994, Des hommes probables. De la procréation aléatoire à
la réproduction normative, ed. Le Seuil, Paris, 1999 e Des grenouilles
et des hommes, ed. Le Seuil, 2000.
Fonte: Le Monde Diplomatique
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