Estética

O estudo dos sentimentos, conceitos e juízos resultantes da nossa apreciação das artes, ou da classe mais geral de objetos considerados tocantes, belos ou sublimes. A estética se preocupa com problemas tais como: O que é uma obra de arte? O que torna uma obra de arte bem-sucedida? Pode a arte ser um veículo da verdade? A arte é expressão ou comunicação dos sentimentos do artista? Ou será que ela funciona por provocação, simbolização ou catarse de sentimentos? Qual a diferença entre compreender uma obra de arte e não o conseguir fazer? Por que tiramos prazer estético do inesperado, como acontece com as tragédias ou com o horror de algumas cenas naturais? Por que coisas de tipos muito diferentes podem parecer igualmente belas?

A percepção de beleza tem alguma relação com a virtude moral, ou com a apreensão de algo universal ou essencial, e a educação e a prática estéticas estão associadas a essas capacidades? Qual o papel da imaginação na produção e apreciação da arte? Os juízos estéticos podem ser aperfeiçoados e treinados? E, nesse caso, eles têm algum tipo de objetividade?

A origem clássica de muitas dessas questões encontra-se em Platão. Os diálogos Íon, Banquete e Fedro preocupam-se essencialmente com o lugar da beleza na ordem das coisas. Esta preocupação vem à tona em muitos outros contextos, entre eles a famosa rejeição da presença dos artistas na república ideal de Platão (ver mimese). A discussão de Aristóteles, na Poética, centra-se na natureza da tragédia e deu origem à idéia de catarse, ou purificação das emoções, como o efeito mais profundo resultante de se assistir à representação de tragédias.

No período moderno a estética tornou-se um tópico autônomo com a obra de Baumgarten, Lessing, Hutcheson, Hume e, sobretudo, Kant. Na Crítica da faculdade do juízo, Kant aborda o problema de saber como são possíveis os juízos de beleza, já que não são passíveis de demonstração ou de qualquer redução a regras e estão intimamente relacionados com a expressão do prazer do sujeito. Sua solução se baseia na consciência de que há uma harmonia entre o entendimento e a imaginação e que, uma vez que essa harmonia pode ser apreendida por qualquer ser racional, os juízos de gosto podem ser partilhados pelos outros, atingindo assim a sua necessária objetividade. 
 


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