Filosofia
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# 16/01/2008
O Mito Mercado - Ensaio 1

O que desejamos para nossos parentes, amigos e colegas nesse novo ano? (...) Há quatro mil anos eu iria a um oráculo resolver essas questões (mesmo que há quatro mil anos elas não existissem), há dois mil e poucos anos a um filósofo, há mil anos eu iria a um padre, rabino, sacerdote, há sessenta ou setenta anos eu iria a um psicólogo. Mas essas são águas passadas (ou não?). Por Renato Kress, da redação. [+]

especial
O Oriente Médio ou onde escondemos o que nos irrita nos outros

Apenas com uma mudança de percepção o Oriente Médio se transformará. É necessária uma nova educação em Israel e na Palestina, pois a situação está relacionada com o patriarcalismo das três religiões abrahâmicas envolvidas: Judaísmo, Islamismo e Cristianismo. Por Evandro Vieira Ouriques, julho de 2006, para a Revista Consciência.Net..[+]

especial
Raízes do Cristianismo

Creiam ou não Jesus não morreu como um Pop-Star. Em sua gênese o cristianismo era só mais uma dentre as várias doutrinas religiosas orientais. Nascida no seio da religião judaica que, como todas as religiões antigas, era nacional ou própria a uma população em particular, ele trazia, contudo, uma perspectiva completamente nova: a idéia de evangelização, a possibilidade de espalhar a ‘boa nova’ para o mundo inteiro, a fim de converter os não-cristãos e tornar-se universal (...) Por Renato Kress, co-editor da Revista Consciência.Net..[+]

O Bem, o Mal e o Neoliberal — 2a parte

A tendência da defesa contínua, como a defesa necessária dentro de um ambiente de trabalho, é a de se cristalizar, gerando a banalização da injustiça, da humilhação, da violência cotidianas. Caso contrário os trabalhadores enlouqueceriam diante das pressões criadas pelo sistema neoliberal de organização, ou de desorganização premeditada e lucrativa, do trabalho.  A análise é de Renato Kress, editor Consciência.Net, março de 2006..[+]

Adorno and Horkheimer: Diasporic Philosophy, Negative Theology, and Counter-education

From today’s perspective, the work of the Frankfurt School thinkers can be considered the last grand modern attempt to offer transcendence, meaning, and religiosity, rather than "emancipation" and "truth". In the very first stage of their work, up to the Second World War and the Holocaust Theodor W. Adorno and Max Horkheimer interlaced the goals of Critical Theory with the Marxian revolutionary project. The development of their thought led them to criticize orthodox Marxism and ended with a complete break with that tradition, as they developed a quest for a religiosity of a unique kind, connected with the Gnostic tradition and emanating, to a certain extent, from Judaism. This religiosity offers a reformulated  negative theology within the framework of what I call "Diasporic philosophy" (...) By Ilan Gur-Ze'ev. Published in this magazine in march 2006..[+]

O Bem, o Mal e o Neoliberal

Roberto Font Ruiz retrata o antigo contraste entre pobres e ricosO aparato midiático neoliberal, submisso à lógica econômica, nos enleva a uma situação psicológica de guerra econômica, nos fazendo crer que, em nome do (todo poderoso) capital, estariam em jogo, com a mesma gravidade de uma guerra, a sobrevivência da nação e a garantia da liberdade. Este artigo recorre a um ponto que parece estar sendo marginalizado nesse discurso: os mecanismos sociológicos e psicológicos que vêm tornando a prática da injustiça social, a prática da violência corporativa e social, uma constante banalizada dentro do fenômeno de massificação da cultura e do comportamento. Por Renato Kress, editor Consciência.Net, fevereiro de 2006..[+]

La simplicidad

El otro dia un estudiante del tercer año me confiaba que el iba a completar sus estudios, que ya no soporta mas esa corrida para conseguir un empleo, para correr detras de la eterna descubierta en el banco... quiere salir de la pista antes de caer en la trampa. Se va a vivir lejos y en un lugar pequeño, y vivir una vida simple. Otra decidio de reencontrarse con sus raíces en un marco comunitario modesto y simple. (...) Elie Cohen-Gewerc, da Beit Berl College, Tel Aviv, febrero/2006..[+]

Good Night, and Good Luck

Nem bem a Guerra Fria acabou e os Estados Unidos, arrastando todo o Ocidente, se envolveu em um novo conflito semelhante: a luta contra o terrorismo. Richard Rorty, o mais completo filósofo da América, escreveu dois brilhantes artigos sobre o assunto. Em um primeiro, a Democracia sob os Brucutus, logo após o atentado de 11 de Setembro, ele lamentava os mortos e pedia desculpas antecipadas ao mundo pelo o que o seu país faria, na retaliação. (...) Por Paulo Ghiraldelli Jr., fevereiro de 2006..[+]

Fundamentalíssimo

Como o interesse da revista Consciência.Net é expor da maneira mais inteligível, compreensível e clara os temas e discussões contemporâneos de maior importância, resolvemos fazer uma leve adaptação da ótima definição histórica de fundamentalismo presente no Dicionário do Pensamento Social do Século XX, de William Outhwaite & Tom Bottomore, com editoria brasileira de Renato Lessa e Wanderley Guilherme dos Santos, Jorge Zahar Editor. Por Renato Kress, maio de 2005..[+]

Afim de saber a verdadeira verdade

“Verdade”, este parece ser, de imediato, o mais simples e o mais difícil dos conceitos. Quando afirmamos que uma proposição é ‘verdadeira’ damo-lhe nosso assentimento, mas baseados em quê? Nossa idéia de ‘verdade’ foi construída historicamente a partir do amálgama entre três tradições lingüísticas diferentes, vindas da cultura grega, que formou a base da cultura latina, que sofreu influência da hebraica. Por Renato Kress. [+]

A Angústia da Madrugada

(...) o que será que eu estou fazendo aqui?! Serei obra de um maquiavélico plano divino ou mero fruto do acaso, produto de poeira estrelar? O complicado não é levar o homem a Marte, difícil sim é compreender o que um bando de macacos pelados está fazendo num planeta como a Terra quando poderia estar em bilhões de outros. Habitamos literalmente um grão de areia na praia, somos uma célula do sistema nervoso universal. Questões simples, de grosso calibre, capaz de abrir um rombo na minha alma do tamanho de minha angústia. Por Fernando Radin Bueno. [+]

Direito de pensar

Frei Betto, 27 de setembro, 2004. Quem se deixa dominar pelo medo de pensar, evita as contradições e opiniões divergentes. Neste caso, assimila o pensamento de quem o proíbe de pensar e se alheia da busca da verdade, confundindo esta com a autoridade. E o pior: julga que o seu pobre pensar é a verdade lapidar, olvidando que há a sua verdade, a minha verdade e a verdade verdadeira, como ensinavam os antigos sábios chineses..[+]
 

Maquiavel e o Antimaquiavelismo I
Maquiavel e seu Tempo
Por Jair Galvão*

Maquiavel nasceu em 3 de maio de 1469, período em que na Itália renascentista a instabilidade política parecia algo normal aos Estados que a compunham. A península Itálica constituia-se por uma cadeia de pequenos Estados completamente independentes entre si. Essa configuração geográfica e política era palco de constantes conflitos internos e de invasões por forças estrangeiras..[+]

Mitos, sonhos e religião

"Psicologicamente há um padrão que se repete no comportamento dos deuses, um padrão que pode ser associado a uma patologia social – que tenha um pano de fundo sociológico e não apenas especificamente psicológico (...)" A partir de agosto de 2004 o autor Renato Kress abordará de uma maneira dinâmica o tema, que serão ampliado em agosto na nova seção Miologia. Leia o primeiro texto, sobre a Ilíada de Homero. Na representação acima, Hermes auxilia a domar Pégaso. [+]

A Cidade e o Cidadão na sociedade de mercado

Por Renato Kress, junho de 2004. Quando o quadro de guerra-civil bate à porta de uma área nobre de uma cidade como o Rio de Janeiro fica difícilcomo nos chamados ‘bolsões de miséria’ em que se encontram outras áreas de guerra-civil, o ‘Complexo do Alemão’ e demais áreas da zona norte carioca por exemplodesviar a atenção pública, ou mesmo editar mais um ‘Globo Repórter’ sobre a fauna e flora atlântica ou amazônica..[+]

Um cinema digital da mente? Pode ser

Por Walter Murch. O pessimismo sobre o futuro do cinema na metade do século 20, que via um futuro dominado pela televisão, negligenciou o desejo humano perene – ao menos tão antigo quanto a própria linguagem – de deixar o seu lar e juntar-se a estranhos na semi-escuridão ao redor de uma fogueira para ouvir histórias..[+]

Ninguém está em casa no mundo de hoje

Um dos principais teóricos da globalização, Zygmunt Bauman mostra que por trás da crescente sensação de insegurança do homem contemporâneo há uma idéia utópica de comunidade protegida dos perigos. Por Cristiane Costa, editora do caderno ‘Idéias’ (Jornal do Brasil), em 22/3/2004

Camisinha de Platão

Gustavo Barreto e Renato Kress, 18 de março, 2004. O discurso progressista sob a óptica dos conservadores difunde-se necessariamente com a ajuda de reprodutores de informação que não se dão o trabalho de pensar e que, no entanto, são tidos equivocadamente como ‘formadores de opinião’.

Evolução do Homem (ou não)

No espaço, depois de anos avançando por conta da tecnologia de ponta, voltamos a ser crianças. O Homem, no espaço, não sabe andar. Alimenta-se de 'papinha'. Precisa reaprender a ir ao banheiro.

Pensamintos de Kress

     Da canalhice, ou acerca dos desejos.
Quando nossos olhos estão abertos, percebemos que na sexualidade o objeto não é a mulher literalmente, mas a mulher simbólica. O que queremos é sempre outra coisa. Nada é mais transcendente do que o objeto.
 

A lenda do Oráculo de Delfos
www.umbigodomundo.com.br

Para medir com exatidão o centro do mundo, Zeus soltou duas águias em lugares opostos da terra. O vôo das duas se cruzou acima de uma pedra perto do monte Parnaso, e Zeus determinou que ali seria o ônfalos, o umbigo do mundo, local onde as suas mensagens e conselhos divinos chegariam às pessoas. A região era dominada por uma cobra gigantesca, a Píton, e foi Apolo quem se ofereceu para derrotá-la, num combate fabuloso. Os restos dessa cobra foram enterrados embaixo de onde se ergueu o templo de Apolo, no golfo de Corinto, conhecido como Oráculo de Delfos.
 

O filósofo e os pobres
Leonardo Boff, 16 de janeiro, 2004.

O falecimento do filósofo Norberto Bobbio renovou em mim a feliz lembrança de dois encontros que tive com ele em Turim e, ao mesmo tempo, veio-me um forte sentimento de gratidão por aquilo que nos ajudou a entender da democracia. Leia mais
 

Retorno à filosofia para salvar democracia
Agência Carta Maior, 19 de janeiro, 2004

“Todos os dias uma comédia vergonhosa que se chama democracia é encenada. Nesta comédia, pode-se debater de tudo, menos a própria democracia. A falsidade central deste modelo reside no fato de que o poder econômico é o mesmo que o poder político.

O único antídoto para reverter esse mau funcionamento da democracia é construir uma sociedade crítica que não se limite a aceitar as coisas pelo que elas parecem ser e depois não são, mas se faça perguntas e diga não sempre que for preciso dizer não. Para isso, é urgente voltar à filosofia e à reflexão”.

O comentário foi feito pelo escritor português José Saramago, durante a abertura do curso “Literatura e poder. Luzes e sombras”, na Universidade Carlos III, segunda-feira (dia 19) em Madri. Leia mais

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Fuga de Creta
E se a vida fosse um espaço de possibilidades podadas? Renato Kress, 2003-12-29
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Saúde Mental e Pobreza no Brasil: desafios atuais
Por Maria de Oliveira Ferreira Filha, Ana Tereza Medeiros C. Silva e Rolando Lazarte. 13 de dezembro, 2003

Na conceituação da OMS, saúde é um estado de completo bem-estar físico, mental e social que não se caracteriza unicamente pela ausência de doenças. Singer (1987) acredita que esta formulação inclui as circunstâncias econômicas, sociais e políticas, como também a discriminação social, religiosa ou sexual; as restrições aos direitos humanos de ir e vir, de exprimir livremente o pensamento... Leia mais
 

O corporativismo segundo Gramsci
Leandro Konder, 29 de novembro, 2003. Trecho de texto publicado no JB. Original aqui
(...) desenvolveu-se uma análise crítica original e instigante do corporativismo feita pelo pensador marxista italiano Antonio Gramsci. Se os leitores quiserem, podem ler o que Gramsci escreveu nos seis volumes que a editora Civilização Brasileira vem publicando, numa edição primorosa.

O filósofo italiano observa que a democracia precisa sempre de uma ampliação da mobilização das camadas populares. A ampliação da participação, por sua vez, depende, na maioria dos casos, de que as pessoas se convençam de que devem fazer política para defender seus interesses particulares, corporativos.

Segundo Gramsci, então, uma motivação corporativa é necessária - legítima - nos primeiros níveis da mobilização política (os níveis daquilo que ele chama de ''pequena política'').

Para que o processo de transformação política avance, porém, ele não pode se adaptar, com espírito conformista, à estreiteza da consciência egoístico-corporativa. Precisa viver uma experiência intensa (Gramsci fala numa catarse), capaz de elevá-lo a uma reflexão comprometida com as demandas da sociedade como um todo.

Na direção de um clube, de uma escola de samba, de uma seita religiosa ou de um time de futebol, como também na participação num conglomerado comercial, essa passagem da ''pequena política'' para a ''grande política'' pode tardar, pode ser lenta.

Mas há um tipo de organização que, por sua própria natureza, não pode se furtar a enfrentar em tempo hábil o desafio de dizer o que vai fazer como parte essencial da possibilidade de fazê-lo. Estou me referindo, é claro, ao partido político. (...)

[Trecho de "Críticas de Serra podem ajudar a direção do PT", Konder, L. Jornal do Brasil, 29.11.2003]

A glória de Deus
Verissimo, O Globo, 20 de outubro, 2003.

A glória de Deus é esconder, a glória dos reis é descobrir, disse, mais ou menos, Salomão (“Provérbios” 25:2). Muitos séculos depois, o inglês Sir Francis Bacon, um dos primeiros reis da ciência, deu um conselho curioso aos que estudavam a Natureza: eles deveriam desconfiar de tudo que suas mentes adotassem com muita satisfação. Leia mais
 

Pela neo-cyber loucura autonóica generalizada: defesa do altismo bloggeado
Wilian Pereira, 3 de outubro, 2003

Coisa boa é devanear em si, perder-se nas idéias e reentrar os buracos e becos daquelas todas coisas que eu já pensei e deixei pra lá. Ah, quando era mp3 e word! Cigarros, dias e dias e dias, sem sono. Os três penúltimos passos até o lugar, a loucura, minha ex-amiga. Se eu pudesse (e suportasse existencialmente de novo), eu afrouxava agora todas as rédeas e perdia novamente o controle sobre minha mente, meus dedos, meu tempo. Leia mais
 

Caostemporaneidade
Renato Kress, 3 de agosto, 2003

Estive prestando atenção em quantas vezes ouço ou leio a palavra “caos” nos livros, jornais e revistas quando escritores, articulistas ou “especialistas” de todas as áreas se detém a falar sobre a contemporaneidade. Diria que se trata de um tema cult hoje em dia, estando presente em congressos, livros, discussões acadêmicas e mesmo conversas de bar. Leia mais
 

Matrix, uma visão antropológica
Renato Kress, junho de 2003

Como Joseph Campbell e Claude Lévi-Strauss nos demonstraram, há uma certa estrutura inerente aos mitos, uma “fórmula do sucesso” supracultural. O que os psicólogos Junguianos chamariam de “a linguagem universal do inconsciente”. Leia mais

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1/3 de Terra,
2/3 de Céu
(...) Sempre me fascinou o ideal grego, o ‘mens sana in corpore sano’, fibras musculares apolíneas na mente dionisíaca
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As Cinco idades do homem
Por Renato  Kress. Segundo a mitologia grega, a raça humana teria sido criada cinco vezes: Geração de Ouro, de Prata, de Bronze, de Heróis e Semideuses e de Ferro.

Vargas leu Foucault
Gustavo Barreto analisa carta testamento de Vargas.

Imortais, uma perspectiva
Renato Kress analisa a ausência de significados na nova concepção de tempo na contemporâneidade.

A Voz Indígena
Evandro Vieira Ouriques. Uma visão fundamental da questão indígena no Brasil e no mundo.

Jean Baudrillard
Junho de 2003. O pensador que inspirou a trilogia "Matrix" não gosta do filme e acha que a cultura americana impõe padrões banais.

Brasil: Hic manebimus optime

Quem foi Kant?

O que é Estética?
 

Destaques

Umberto Eco escreve sobre Ocidente e Oriente [08/out/01]

In nomine pater, in nomine mater... Amén, por Ruben G. Nunes [15/dez/01]

Considerações sobre o atentado terrorista em NY, por Nilo Odália [24/set/01]

Os efeitos de uma tecnologia "de risco" prescindem da opinião dos cidadãos?, por Jacques Testart [07/set/01]
 

Arquivo2001/02

O Helenismo [12/out/02]

Trecho de Ética à Nicômaco, de Aristóteles [15/abr/02]

Obra em negro, por Waldomiro José da Silva Filho [20/nov/01]

O sociólogo que vetou a sociologia, Padre Roque Zimmermann [15/out/01]

Filosofando sobre quem acha que Bin Laden não é gente, por Alberto Tosi Rodrigues [14/out/01]

Pérolas Para Justificar o Veto de FHC, por Alberto Tosi Rodrigues [12/out/01]

Educadores discutem veto [11/out/01]

Presidente veta projeto que impõe aulas de filosofia e de sociologia [10/out/01]

Filosofia e Sociologia como disciplinas obrigatórias no ensino médio, por João Virgílio Tagliavini [25/set/01]

Gadamer cético quanto a entendimento com Islã [24/set/01]

Teorias de Verdade – Brevíssima Introdução, por Paulo Ghiraldelli Jr. [11/jun/01]

Pressupostos ideológicos [21/dez/01]

Teorias da verdade, por Simon Blackburn [11/jun/01]

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