Materiais de construção tóxicos e produtos baseados em cloro, tal como o cloreto de poli vinil (PVC), vêm sendo examinados minuciosamente nas últimas décadas. Como parte da campanha olímpica, o Greenpeace tem trabalhando para assegurar que o PVC seja evitado ou minimizado em todas as jurisdições olímpicas.
PVC
Plásticos
de PVC são muito usados pelas indústrias de construção
sendo aplicados de várias formas incluindo energia, instalação
de cabos telefônicos, encanamento e tubulação, e em
estruturas de janelas e assoalhos. O Greenpeace faz campanhas internacionais
para acabar com a produção e o uso de PVC porque ele é
altamente tóxico, através de sua produção,
uso e fabricação.
A produção
de PVC é a fonte principal de duas substâncias químicas
conhecidas por provocarem disfunções hormonais: dioxina e
ftalates. Estas substâncias provocam a diminuição da
produção de espermas e outros problemas reprodutivos, endometrioses,
câncer de mama, próstata e vesícula, e repressão
do sistema imune. A dioxina é produzida e liberada durante a produção
do PVC e é uma das substâncias químicas mais tóxicas
produzidas pelo homem.
"Sydney se
comprometeu a minimizar e preferivelmente evitar o uso de produtos baseados
no cloro tais como PCBs, PVC e papel branqueado pelo cloro."
A inalação
de gases tóxicos produzidos pela queima do PVC tem sido responsável
pelas mortes dos bombeiros e outras vítimas do fogo. A queima do
PVC pode também contaminar terrenos e canais com dioxinas e furanos
bem acima dos níveis de segurança pública. Numerosas
cidades na Áustria, Alemanha, Dinamarca, Suécia e Noruega
têm se manifestado em proibir ou severamente restringir o uso de
PVC nas construções de prédios públicos.
Alternativas
para o PVC nos encanamentos e esgotos estão prontamente disponíveis
e muitas foram usadas muito antes que o PVC. Eles incluem concreto, argila
vitrificada, ferro, tubo de aço e ductos de aço. Alternativas
plásticas incluem polietileno de alta densidade (HDPE) e polipropileno
(PP). Comunidades européias que tem substituído o PVC por
outros materiais estão achando que estes são mais duráveis
de custo mais barato a longo prazo.
Conquistas
Alguns esforços
significantes que têm sido feitos para eliminar o PVC da jurisdição
olímpica, incluem:
- As 650 casas
da Vila dos Atletas terão redução de 80% de material
com PVC;
- Alternativas
para o PVC têm sido usadas no encanamento, instalação
de cabos elétricos, revestimento do chão e outros acabamentos
internos;
- No Estádio
Olímpico, o PVC não será usado em assentos e nem nos
encanamentos. O conteúdo de PVC nos cabos tem sido significantemente
reduzido e uma alternativa de revestimento de teflon com material fibroso
tem sido usada para o arco de sustentação principal ao invés
do PVC;
- O SuperDome
Olímpico, também conhecido como Arena Multi-Uso, não
possui PVC em sua base, cabos, revestimentos do chão, acabamentos
das paredes e encanamentos;
- Por toda
parte dos locais olímpicos, tubulações livres de PVC
serão usadas para os principais serviços de encanamento e
material livre de PVC será usado para a cobertura;
- No Centro
Olímpico de Tiro, alternativas ao PVC serão usadas nos encanamentos
e esgotos;
- Nos 318 quartos
do Hotel Olímpico serão usadas alternativas ao PVC em toda
parte do sistema de instalação de cabos elétricos,
instalação de cabos para comunicação e computadores,
serviços hidráulicos (sistema de água quente e fria
e água do esgoto).
O Greenpeace
tem trabalhado junto com os construtores olímpicos e tem alertado
os patrocinadores olímpicos, para garantir que eles saibam os riscos
do PVC e estejam atentos sobre as alternativas.
Em 1997, o
Greenpeace publicou as primeiras alternativas para o PVC: o Guia aos Fornecedores,
listando mais de 50 produtores de materiais de construção
livres de PVC no mundo inteiro. Logo depois, o Greenpeace publicou um Pacote
de Ação livre do Cloro, listando alternativas para o PVC
através de uma variedade de materiais de construção
e outros.
Algumas das
alternativas para os materiais de construção de PVC incluídos
no Guia aos Fornecedores incluem madeira, argila vitrificada, concreto,
ferro, aço e linóleo, e uma variedade de outros materiais
mais seguros, além de plásticos menos prejudiciais ao meio
ambiente tais como os poliolefins, polietileno e polipropileno.
"A cidades
que sediam as Olimpíadas deveriam se comprometer a uma adaptação
aperfeiçoada e gerenciamento dos procedimentos nos locais olímpicos
para minimizar a emissão dos gases tóxicos e controlar a
prática de envenenamento por tintas, carpetes, colas e peste".
Infelizmente,
nem todas as indústrias envolvidas na construção da
Vila Olímpica estavam torcendo para a eliminação do
PVC. Em particular, a Telstra, a companhia de telecomunicações
nacionais da Austrália, se recusou a trocar os condutores de PVC,
apesar da disponibilidade de alternativas viáveis sem o PVC. Entretanto,
esforços foram feitos para reduzir significantemente a quantidade
de PVC usada nos telefones olímpicos.
Em 1998, o
maior patrocinador olímpico produziu a primeira coleção
de mascotes olímpicos. Infelizmente, o fornecedor de material olímpico
oficial, apoiado pela SOCOG, ignorou as diretrizes ambientais e só
forneceu ao patrocinador PVC. O Greenpeace reivindicou que o patrocinador,
Westpac Bank, que parasse com a produção. Ele concordou e
reempacotou os mascotes existentes com tarjas, avisando que eles não
eram ideais para crianças menores de três anos. Estudos do
Greenpeace têm mostrado que os brinquedos com plástico macio
de PVC contêm ftalates que podem ser engolidos quando mastigados.
Westpac está
estudando com o Greenpeace alternativas para o PVC nas propagandas olímpicas.
Se a maioria dos patrocinadores olímpicos concordassem verdadeiramente
em adotar as diretrizes ambientais, uma mudança real a longo prazo
se tornaria norma.
O Greenpeace
está convocando todos os patrocinadores a encararem este desafio.
A qualidade do ar em ambientes fechados
O Greenpeace
faz campanha para limpar o ar em ambientes fechados, para ser incluída
nas diretrizes ambientais depois que pesquisas internacionais mostraram
os altos custos de respirar substâncias químicas usualmente
encontradas em casas e escritórios novos. Estas substâncias
químicas incluem componentes orgânicos voláteis (VOC)
e outros poluentes emitidos pelos materiais de construção,
tintas, carpetes, móveis e equipamentos de escritório.
Quando eliminadas,
estas substâncias químicas causam dois problemas: a poluição
do ar local contribuindo para complicações à saúde
e aumentando a emissão de gases que aquecem o globo. Na Austrália,
a baixa circulação de ar custa aproximadamente U$ 12 bilhões
ao ano em doenças e perda de produtividade. Problemas de saúde
disparam com uma má respiração incluindo dores de
garganta e olhos, dores de cabeça, náusea, asma e até
mesmo câncer de pulmão.
As diretrizes
ambientais têm provocado significantes mudanças nas construções
olímpicas. Estas têm desafiado e provocado profundos impactos
na indústria de construção australiana. Mudanças
maiores e aperfeiçoamentos têm sido realizados na escolha
das tintas, adesivos, carpetes e móveis para que os atletas não
sejam expostos a debilitantes gases tóxicos internos.
O compromisso
olímpico em eliminar ou evitar materiais tóxicos é
uma importante parte de uma total aproximação com o meio
ambiente. O Greenpeace continua a monitorar e fazer campanhas para garantir
um legado livre de tóxicos para os Jogos Olímpicos de Sydney
2000.
Fonte: Greenpeace
Consciência.Net