Indonésia: a resposta humanitária desde o tsunami

A província de Aceh, na extremidade norte da ilha de Sumatra, foi a região mais seriamente atingida pelo terremoto no leito do mar e pelo tsunami que eclodiu no dia 26 de dezembro de 2004. Até agora, foi confirmada a morte de quase 127 mil pessoas enquanto outras 37 mil ainda estão desaparecidas. Cerca de 500 mil pessoas deslocadas estão morando em campos ou hospedadas em casas de famílias. Barracões estão sendo construídos em campos semi-permanentes, para os quais os deslocados estão sendo transferidos aos poucos. (...) Leia o relatório da Cruz Vermelha, liberado dia 13/4/2005.

Após a tragédia, a corrupção

Seis meses depois de ondas de até 15 metros de altura varrerem a costa de 11 países em volta do Oceano Índico, deixando um rastro de quase 300 mil mortos e desaparecidos, o esforço de reconstrução nas áreas afetadas pelas tsunamis esbarra hoje num inimigo bem menos visível: a corrupção, que ameaça a ajuda material e em dinheiro enviada por países e doadores particulares após o desastre. Do jornal O Globo, 26/6..[+]

Vida transformada depois de encarar a morte

ESTOCOLMO. A imagem improvável daquela mulher, correndo sozinha em direção à onda gigante como se desafiasse a morte, rodou o mundo. "Fuja! Fuja!", gritavam os outros banhistas na fuga desesperada do mar de Krabi, sul da Tailândia. Mas a sueca Karin Svaerd não ouvia. Dentro do mar estavam seus três filhos, e ela avançava para a aterrorizante parede de água com a coragem das mães. "Meu Deus, meus filhos não!", berrava Karin. Veio a onda e arrastou a todos. Karin escapou ao se agarrar a uma palmeira na praia. Foram dez minutos de agonia até descobrir que o marido, Lars Eriksson, e os três filhos, Anton, de 14 anos, Filip, de 11, e Viktor, de 10, também estavam vivos. Do jornal O Globo, 26/6..[+]

Tsunami: vida que segue

Exatos seis meses após o tsunami que deixou um rastro de 235 mil pessoas mortas em 13 países da Ásia e da África banhados pelo Oceano Índico, começa a fase de reconstrução das áreas devastadas. As nações que mais sofreram com a gigantesca onda gerada por um terremoto submarino de 9,3 graus na escala Richter foram a Indonésia – o sismo aconteceu em frente à província de Aceh –, o Sri Lanka, a Tailândia, a Índia e as Ilhas Maldivas. Do Jornal do Brasil, 26/6..[+]

Reconstrução pós-tsunami está muito lenta

PEQUIM. As estimativas mais otimistas sobre a reconstrução asiática pós-tsunami falam em cinco anos, mas como nem tudo anda no mesmo ritmo nos 11 países afetados, há quem aposte em até 10 anos de obras, como indicam estudos conjuntos do Banco Mundial (Bird) e do Banco de Desenvolvimento Asiático (BDA) e a ONU. Os dados são desiguais e variam ao sabor do país diretamente afetado ou da instituição de ajuda, mas em todos, o trabalho de reconstrução realizado até agora pouco avançou. Do jornal O Globo, 25/6..[+]

estudo
Tsunami aumentou casos de infecções

JACARTA. O tsunami que deixou mais de 200 mil mortos e desaparecidos em dezembro na Ásia e na África causou um número inusitado de infecções pulmonares, sinusites e até uma infecção que paralisa o cérebro, afirmam especialistas médicos em um artigo publicado na revista americana New England Journal of Medicine. Do Jornal do Brasil, 24/6..[+]

recomeço
Falta de plano atrasa reconstrução

WASHINGTON. Os trabalhos de reconstrução nas áreas atingidas pelo tsunami de dezembro estão demorando muito e a população mostra-se cada vez mais frustrada, alertou ontem a ONU. Em uma conferência nos Estados Unidos para discutir a recuperação das cidades litorâneas da Ásia e África, o coordenador dos esforços de emergência do organismo, Jan Egeland, pediu mais cooperação entre os governos, órgãos internacionais e organizações não-governamentais. Do Jornal do Brasil, 13/5/2005..[+]

tsunami

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radioatividade
Tsunami pode ter desenterrado material radioativo

O Programa de Meio Ambiente da ONU (Unep) fez um alerta para a ocorrência de problemas de saúde pouco habituais em determinadas regiões da Somália decorrentes do tsunami que atingiu a costa leste da África e o sudeste da Ásia em dezembro. Um relatório do Unep afirma que as ondas gigantes que atingiram o litoral nordeste da Somália podem ter desenterrado materiais radioativos enterrados em contêineres ilegalmente ou outros tipos de lixo tóxico. Da BBC Brasil, 2/3..[+]

análise
De crianças e animais

Mais uma vez o Deus que todos ignoram — a Natureza, a maior força que age sobre a Terra, seguida da sensibilidade das crianças — falou mais alto. E só foi possível salvar vidas porque tinha alguém para ouví-lo. Da redação, 3/1..[+]
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english / español / français

Fondo Tsunami de Ayuda y Reconstrucción de la Vía Campesina
.Via Campesina – la alianza mundial de organizaciones de campesinos, productores familiares, trabajadores agrícolas, mujeres rurales, indígenas, jovenes rurales, campesinos sin tierra y otros movimientos rurales – llama a la solidaridad con los millones de personas afectadas por el tsunami,y les invitamos a participar en la campaña global de recolección de fondos que hemos lanzado para canalizar recursos para comunidades afectadas de pescadores y campesinos e iniciar nuestra propia reconstrucción a través de nuestras organizaciones de base (www.viacampesina.org) y las organizaciones hermanas de pescadores. BOLETÍN SEMANAL de Noticias No. 1, Enero 4 del 2005. [+]

Acting locally, responding globally
.As the Red Cross and Red Crescent work to help communities to recover from the devastating earthquake and tidal waves that hit coastal areas in Asia, you can help by making a donation today.

Actuar en el plano local, responder en todo el mundo
.Usted puede ayudar a la Cruz Roja y la Media Luna Roja, que está trabajando para apoyar a las comunidades damnificadas por el devastador terremoto y las grandes olas que han asolado el sur de Asia, haciendo una donación hoy mismo.

Solidarité mondiale, action locale
.Au moment où la Fédération internationale aide les communautés à se remettre du tremblement de terre et des raz-de-marées qui ont touché les côtes de l'Asie, vous pouvez les aider en faisant une donation.

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ONU diz que ajuda para abrigar vítimas do maremoto é insuficiente

GENEBRA. A contribuição financeira da comunidade internacional para construir casas temporárias para as vítimas do maremoto no sudeste asiático ainda é insuficiente, lamentou nesta segunda-feira uma alta representante da ONU, em Genebra. As contribuições também não são suficientes para os programas de criação de emprego, considerados essenciais pela ONU para que os povos afetados se recuperem e retomem um ritmo de vida normal. Da Agência EFE, 7/2..[+]

Brasil envia um avião por semana à Ásia

BRASÍLIA. Apesar da falta de recursos orçamentários para custear o programa de ajuda aos países atingidos pelas tsunamis, o governo brasileiro se comprometeu a enviar à Ásia semanalmente um avião com alimentos, água e medicamentos nas próximas sete semanas, período em que serão necessárias ações emergenciais, segundo a ONU. O ministro do Gabinete de Segurança Institucional, Jorge Félix, que participou de reunião da ONU em Genebra esta semana, disse ontem que os custos da ajuda estão sendo bancados por remanejamento de orçamento e estoques de alimentos, remédios e combustível do governo, enquanto não entra em vigor o Orçamento da União de 2005.

— Todos temos gordura para queimar. Nosso pessoal está viajando sem diária. Algum dia vão receber. Por enquanto, vamos fazer as coisas sem orçamento — disse Félix, que voltou anteontem de Genebra.

Segundo o ministro, no programa de ajuda humanitária o governo está usando alimentos estocados na Conab, medicamentos do Ministério da Saúde e combustível doado pela Petrobras. O governo tem contado ainda com a colaboração de empresas de aviação e navegação.

O Observatório Sismológico da Universidade de Brasília (UnB) registrou no dia 12 um tremor de 6.8 graus na escala Richter no fundo do Oceano Atlântico. O pesquisador Vasile Marza informou que o tremor ocorreu no Hemisfério Sul, próximo à linha do Equador. Segundo ele, o tremor foi do tipo gravitacional, que não provoca tsunamis. Já o fenômeno que devastou países da Ásia no último dia 26 foi causado por um terremoto do tipo “empurrão”, em que placas tectônicas se sobrepõem e levam à formação de ondas gigantes. Além disso, destacou o professor, para provocar uma tsunami um tremor deve alcançar pelo menos sete pontos na escala Richter. Do jornal O Globo, 15/1..[+]

Tsunami faz cidade inteira desaparecer na Ásia

Esta cidade não foi apenas destruída. Ela desapareceu, quase inteiramente. Após quase três semanas, apenas 323 corpos foram encontrados. Antes de 26 de dezembro, quando o maremoto a varreu vindo de ambos os lados da bela península tropical que antes embalava Calang, 7.300 pessoas viviam aqui. Não há sinal das 5.627 pessoas desaparecidas, e a realidade que desponta é que 8 em cada 10 pessoas de Calang foram levadas sem deixar rastros. "Parece impossível", disse um estudante daqui, Suhardi, 20 anos, ainda atônito. Do New York Times, 14/1..[+]

Fórum Social proporá anulação da dívida de países vítimas de tsunamis

Nações atingidas pelas ondas gigantes, que causaram a morte de mais de 150 mil pessoas, acumulam uma dívida de cerca de US$ 272 bilhões. Só a Indonésia, um dos países mais afetados pela tragédia, deve cerca de US$ 130 bilhões. Da Agência Carta Maior, 11/1..[+]

Indonésia promete punir desvio de ajuda a vítimas do tsunami

BANDA ACEH. A Indonésia prometeu punir com rigor qualquer um flagrado explorando o desastre do tsunami e desviando fundos para enriquecimento próprio. A corrupção uniu-se aos ataques de separatistas e às tensões religiosas em uma lista de possíveis problemas que podem complicar os esforços de ajuda para as vítimas de Aceh, a região da Indonésia onde morreram dois terços das 158 mil pessoas que perderam a vida nas ondas gigantescas de 26 de dezembro.

No Sri Lanka, segundo a polícia, as crianças continuam a correr grandes perigos. As forças de segurança contaram ter prendido um homem de 60 anos que tentou vender seus netos deixados órfãos para dois estrangeiros. Os meninos, oferecidos por 500 dólares cada um, tinham 7 e 9 anos. A Índia permitiu pela primeira vez a entrada de uma agência de ajuda internacional nas ilhas de Andaman e Nicobar, muitas das quais sempre estiveram fechadas para estrangeiros. O Unicef (Fundo das Nações Unidas para a Infância) desembarcou no local para vacinar as crianças da cadeia de ilhas, duramente atingida pelo tsunami.

Segundo o ministro do Bem-Estar Social da Indonésia, Alwi Shihab, que coordena os esforços de ajuda em Aceh, o presidente do país, Susilo Bambang, havia determinado a adoção de medidas rígidas para evitar casos de corrupção. "Ele advertiu aqueles que pretendam fazer qualquer coisa de que serão severamente punidos", disse à Reuters. Governos de todo o mundo prometeram 5,5 bilhões de dólares em ajuda, enquanto empresas e particulares disseram que enviariam ao menos mais 2 bilhões de dólares a áreas atingidas. Da Reuters, 12/1..[+]

Da arte de destruir

Esta seção é sobre o efeito devastador dos tsunamis.
Mas isto foi feito pelo homem.

ONG propõe reconstrução "verde" do litoral

O planejamento adequado do desenvolvimento do litoral dos países atingidos pelo maremoto de 26 de dezembro, com a preservação de recifes de coral e manguezais, poderia ter salvo vidas. A afirmação é da organização ambientalista WWF, que propôs a reconstrução "verde" da costa arrasada pelo cataclismo.

"Os lugares que possuíam recifes e mangues intactos, que servem como pára-choques naturais, foram muito menos afetados pelo tsunami do que as zonas onde recifes e mangues foram destruídos para dar lugar a criações de camarão e hotéis em passeios marítimos mal planejados", disse em comunicado a diretora do WWF para a região da Ásia e do Pacífico, Isabelle Louis.

Segundo o WWF, a reconstrução deveria envolver um planejamento ambientalmente sustentável do litoral que "capitalize os mecanismos de defesa natural", evitando construir em zonas delimitadas pela maré alta e restaurar e proteger mangues, florestas e zonas pantanosas - que amortecem o impacto das ondas gigantes. Da France Presse, 11/1

Povos aborígenes quase extintos se salvaram do Tsunami

Os últimos membros dos povos aborígenes que habitam arquipélago indiano atingido pelo maremoto foram encontrados à salvo. O risco é que a falta de água e comida comprometa sua sobrevivência. Do Instituto Socioambiental, 10/1..[+]

Ajuda humanitária é mal distribuída em Aceh

MEULABOH, Indonésia. Os helicópteros estrangeiros chegaram à Indonésia, há 11 dias, como a grande esperança de salvação de milhares de vítimas do maremoto em locais de difícil acesso. Mas a missão de distribuir alimentos, medicamentos e outros donativos não está sendo tão bem-sucedida quanto se imaginava. As dificuldades logísticas e a burocracia dos coordenadores das missões, as Forças Armadas do país, e o desvio de doações feito por militares estão fazendo com que muita coisa que chega à Indonésia não vá parar nas mãos de quem realmente precisa. Do Washington Post, 10/1..[+]

Operadora turística propõe viagem que conjuga turismo e ajuda humanitária

AUCKLAND. Uma operadora turística da Nova Zelândia propõe ajudar na reconstrução de Sri Lanka, duramente atingida pelo maremoto de 26 de dezembro, com viagens que combinem turismo e participação nas operações de ajuda. O circuito, com saída no dia 20 de janeiro, compreende cinco dias de excursão turística e quatro dias de ajuda na reconstrução de um povoado de pescadores, provavelente Paiyagala, 70 km ao sul da capital, Colombo.

O diretor da World Discovery, Stephen Greenfield, informou que esta iniciativa é uma maneira pragmática de ajudar os flagelados. "Muita gente queria ajudar mais do que simplesmente dar dinheiro, sem controle ou conhecimento real de seu destino", explicou. O responsável pela reconstrução no Sri Lanka, contra-almirante Karannagoda, informou a Stephen Greenfield que em seu país faltam profissionais qualificados e pediu mecânicos, especialistas em fibra de vidro para reparar os barcos de pesca, carpinteiros para reconstruir s casas, escolas e hospitais, e todo tipo de artesãos.

Greenfield informou ainda que a viagem será oferecida a tarifas mais em conta para o vôo, os hotéis diminuíram os preços da hospedagem e os agentes de viagem na Nova Zelândia e Sri Lanka também se propõem a oferecer outras vantagens. A marinha de Sri Lanka se ocupará do transporte e equipamentos. A Cruz Vermelha, no entanto, recusou os serviços de mais de mil neozelandeses que se apresentaram para trabalhar sem honorários nos países sinistrados e explicou que só está aceitando o envio de dinheiro. Da AFP, 10/1..[+]

EUA usam tsunamis para tentar melhorar imagem

JACARTA. A mobilização militar norte-americana nos países atingidos pelo desastre natural está sendo interpretada por meios de comunicação e analistas como uma tentativa de limpar a imagem bélica de Washington no mundo muçulmano, em particular na Indonésia. A Casa Branca ofereceu US$ 350 milhões em ajudas de emergência e para a reconstrução dos países devastados, e boa parte dessa quantia irá para o antigo Sultanato de Aceh, ao Norte da ilha de Sumatra, a área mais castigada pelo maremoto, com quase 100 mil mortos.

O chefe da diplomacia norte-americana, Colin Powell, comentou na quinta-feira em Jacarta que por enquanto seu país não se comprometerá a doar mais verbas, mas reconheceu que uma tragédia dessas proporções exigirá uma ajuda grande e que os Estados Unidos vão aportá-la. A isso se soma o envio ao Norte de Sumatra do porta-aviões Abraham Lincoln, com cinco navios de guerra e 12 helicópteros e aviões, para dirigir as tarefas humanitárias e a distribuição de ajuda. Da Tribuna da Imprensa, 8 de janeiro, 2005.

Guerra dificulta ajuda para vítimas do maremoto

À sombra de um coqueiro, Basri Ahmad enterrou seu filho de 19 anos, nesta sexta-feira (7/1). O rapaz não foi vítima do terremoto ou dos tsunamis, mas do conflito civil que semeia a morte em Aceh desde muito antes da recente devastação. "Esse é um mal-entendido. Planejo pedir explicações do exército", disse Basri sobre a morte de seu filho, Andriasyah, um dos sete homens mortos por soldados na quinta-feira.

O comandante militar da província de Aceh, general Endang Suwarya, disse que ia investigar o caso, mas também tinha uma resposta pronta pelas mortes. Apesar da devastação, "Aceh ainda é área de conflito", disse ele. Tais assassinatos são característicos da longa guerra civil em Aceh, mas foram pouco divulgados nos últimos dois anos, já que os militares fecharam a província e reprimiram o movimento rebelde, que pede a independência da região. Do New York Times, 8/1..[+]

Tragédia vira desafio para religiões

LONDRES. Depois da tragédia das tsunamis na Ásia, autoridades bem mais superiores que as do mundo dos homens têm sido questionadas. Líderes religiosos admitem que a tragédia é um grande teste para a fé de seus fiéis. E a associação de um ou mais deuses com o maior desastre natural do mundo em meio século transformou-se num desafio para as diversas religiões.

No domingo, por exemplo, Rowan Williams, arcebispo de Canterbury e líder mundial da Igreja Anglicana, disse ser natural que a crença do público em Deus seja seriamente afetada pelos acontecimentos. “Muita gente deve estar se perguntando como é possível acreditar num Deus que permita sofrimento nessa escala, mas surpresa seria se tal sentimento não estivesse no ar”, disse em artigo no “Sunday Telegraph”.

(...) Entre os budistas, resignação e um certo quê de fatalismo. Phrarku Lom, monge do templo Buddhapadipa, em Wimbledon, defende a tese de que a tsunami não foi provocada simplesmente pelo movimento de placas tectônicas, mas por um excesso de predestinação.

— Algumas pessoas têm vidas longas, e outras, curtas. A duração depende do carma, o efeito total das ações e condutas de um indivíduo. Talvez uma aglomeração de gente com carma curto tenha precipitado as tsunamis — diz o monge.

Teologia à parte, os fiéis têm sido exemplares em termos de solidariedade. O templo budista de Kingsbury, em Londres, um dos mais importantes centros da comunidade do Sri Lanka na capital, na terça-feira foi obrigado a fazer um apelo a outras instituições: o volume de doações é tão grande que falta espaço para estocar os suprimentos. Do jornal O Globo, 6/1..[+]

Tribos pré-históricas sobreviveram à catástrofe

NOVA DÉLHI. Uma das últimas tribos do mundo remanescentes do período pré-histórico sobreviveu às tsunamis que assolaram diversos países do Oceano Índico, mas os danos causados a seu habitat podem provocar sua extinção, alertaram especialistas. A tribo Onge, com cerca de 100 pessoas, é uma das seis que habitam as Ilhas Andaman e Nicobar, na Índia, e pode ficar sem comida em razão das enchentes.

— A maioria das tribos está fisicamente em segurança, mas acreditamos que uma tribo como a Onge está em grande risco porque seu habitat foi terrivelmente afetado — afirmou Samir Acharya, secretário da Sociedade de Ecologia de Adaman e Nicobar. — A destruição de determinadas fontes naturais de recursos pode fazer toda a diferença entre a sobrevivência e a extinção. Do jornal O Globo, 6/1..[+]

Consulado do Sri Lanka pede ajuda para levar doação

O Consulado do Sri Lanka no Rio agradeceu ontem a generosidade do povo, que já doou 346 toneladas, mas afirmou que, mais do que receber novas doações, sua prioridade é viabilizar o transporte dos alimentos, remédios e roupas para a área atingida. O cônsul Sohaku Bastos ressalvou que quem já comprou itens pode levá-los ao 23º Batalhão da Polícia Militar, no Leblon. Bastos está em entendimentos com empresas de navegação e fez um apelo às companhias de carga aérea para que levem as doações ao Sri Lanka. O consulado continua recebendo donativos em dinheiro através de conta em nome da embaixada no Banco do Brasil (agência 1603-3, conta 46034-6). Do jornal O Globo, 6/1..[+]

Brasileiros encaminham à Embaixada do Sri Lanka pedidos de adoção de crianças

RIO. A Embaixada do Sri Lanka, em Brasília, já recebeu vários pedidos de casais brasileiros interessados em adotar crianças que perderam os pais na catástrofe provocada pelas ondas gigantes naquele país. A informação foi dada pelo cônsul do Sri Lanka no Rio de Janeiro, Sohaku Bastos, em entrevista à Radiobras. Segundo ele o maior número de pedidos é de casais cariocas. Bastos informou que o assunto está sendo tratado pela embaixada, sob orientação das autoridades diplomáticas brasileiras. Ele revelou que milhares de crianças órfãs no Sri Lanka estão sendo abrigadas e cadastradas por equipes do governo e do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef).

Bastos também informou que o Rio de Janeiro passou a concentrar as doações feitas em todo o país. Hoje, o cônsul recebeu doações de São Paulo e de Brasília. Ele disse que a campanha "SOS Sri Lanka" não tem prazo para terminar, pois as necessidades são muitas no seu país, que também passa por problemas econômicos.  Até agora, segundo o cônsul, já foram arrecadadas 346 toneladas entre alimentos não perecíveis, remédios, água e agasalhos, com expectativa de chegar às 500 toneladas com as doações que ainda estão nos batalhões da Polícia Militar Fluminense. O cônsul informou que as doações deverão ser transportadas para o Sri Lanka de navio e de avião.

O cônsul destacou que a estação das monções, com ventos fortes e chuvas torrenciais, está chegando e vai agravar ainda mais o quadro de calamidade no país. Segundo ele, existem hoje mais de um milhão de pessoas desabrigadas no Sri Lanka. Da Agência Brasil, 6/1..[+]

Médicos sem Fronteiras recusa doações à Ásia

PARIS. A organização Médicos sem Fronteiras, prêmio Nobel da Paz, gerou uma tempestade de controvérsias com sua decisão de parar de aceitar doações para as vítimas do tsunami na Ásia. O anúncio acrescentou uma nova dimensão à generosidade sem precedentes demonstrada nos países ricos em resposta ao desastre.

A MSF diz que os 40 milhões de euros, ou cerca de R$ 140 milhões, que coletou desde que as ondas mortais atingiram 13 nações no Oceano Índico e mataram cerca de 150.000 pessoas no dia 26 de dezembro, são suficientes para financiar seu trabalho na região. Apesar de outras áreas do mundo terem extrema necessidade de doações, como Darfur e a República Democrática do Congo, a MSF prometeu não desviar verbas de uma região para outra. "É a primeira vez que tomamos tal decisão. Pode parecer contrária a mobilização geral, mas é uma questão de honestidade: não queremos incomodar o público com operações que já estão financiadas", disse Pierre Salignon, diretor geral da MSF, no site da organização.

O anúncio colocou em evidência a diferença entre as doações recebidas para o desastre asiático, altamente divulgado pela mídia, e as crises em áreas devastadas pela pobreza crônica e guerra civil, que receberam pouca atenção e verbas durante os anos. A decisão também atraiu críticas de outros grupos de assistência menos afluentes, que disseram que colocava em risco os fundos vitais para seus esforços de ajuda de longo prazo. Do International Herald Tribune, 6/1..[+]

150 mil correm 'risco extremo' de morrer, diz OMS

Cerca de 150 mil pessoas estão correndo "riscos extremos" de morrer de doenças previníveis nos países afetados pelos tsunamis, alertou a Organização Mundial de Saúde (OMS). Caso essas pessoas não tenham acesso à água potável até o final desta semana, a OMS teme que um surto de doenças contagiosas possa resultar no mesmo número de vítimas fatais ocasionadas diretamente pelo maremoto. "Estamos extremamente preocupados com a atual falta de acesso às necessidades básicas", disse o diretor-geral da instituição, Lee Jong-wook, que está em Jacarta, na Indonésia. Da BBC Brasil, 5/1..[+]

Crocodilos atrapalham resgate em ilhas da Índia

Grupos de crocodilos estão ameaçando os sobreviventes do maremoto e atrapalhando as equipes de ajuda e resgate nas remotas ilhas Andaman e Nicobar, na Índia. Os animais deixaram seu habitat natural em pequenas baías nas ilhas e apareceram nas praias, em busca de alimentos. De acordo com o enviado da BBC às ilhas Andaman, Jonathan Charles, os animais sempre existiram em grande número na região, mas o comportamento deles parece mais agressivo depois da catástrofe.

Especialistas acreditam que as ondas gigantescas podem ter acabado com parte da fauna marinha, o que teria interferido com a cadeia alimentar dos répteis. Os sobreviventes do tsunami na ilha de Hut Bay dizem que os crocodilos estão se concentrando em volta de piers destruídos na baía. Alguns deles tiveram de espantar os animais para conseguir entrar em barcos que aguardavam para levá-los para áreas seguras. Mais de 6.000 pessoas morreram ou estão desaparecidas no arquipélago. Da BBC Brasil, 5/1..[+]

Doações a vítimas de tsunami somam US$ 3,695 bi

LONDRES. As doações oficiais aos países afetados pelo tsumani que matou até agora cerca de 150 mil pessoas somam US$ 3,695 bilhões. Veja, a seguir, tabela com números, em dados levantados por repórteres da Reuters ou pela ONU. A ordem de países se dá pelo valor doado. Da Reuters, 5/1..[+]

ONU teme por crianças da ‘geração tsunami’

GENEBRA. Crianças da “geração tsunami” devem sofrer mais do que adultos das nações do Oceano Índico devastadas pelo maremoto do último dia 26, alertou ontem a Organização das Nações Unidas. As crianças são pelo menos um terço dos 150 mil mortos na catástrofe e as que sobreviveram podem enfrentar um período de dificuldade para obtenção de alimentos, água e saneamento. Além disso, estão sob a ameaça de epidemias que costumam suceder esse tipo de tragédia.

Calcula-se que metade das pessoas atingidas tenha menos de 19 anos. "Provavelmente subestimamos o impacto nas crianças. Muitas pessoas já falam de uma geração tsunami", afirmou a porta-voz do Fundo das Nações Unidas para Crianças (Unicef), Wivina Belmonte. "Elas são as primeiras atingidas pela falta de água e comida e suspeito que o número de fatalidades deve aumentar". Wivina destacou o trauma decorrente da tragédia que poderá levar anos para ser superado. Do jornal O Globo, 5/1..[+]

Suíços propõem purificar água através do Sol 

GENEBRA. Um grupo de cientistas suíços propôs nesta quarta-feira (5/1) um método simples para purificar a água contaminada nos países do sudeste asiático, afetados pelo maremoto de 26 de dezembro de 2004, que se baseia na utilização de garrafas de plástico expostas ao Sol.

Trata-se de um método para a desinfecção solar da água que foi desenvolvido há mais de uma década pelo Instituto Federal Helvécio para a Depuração e Proteção das Águas, denominado "Sodis". Martin Wegelin, um dos cientistas desse instituto, explicou que o método consiste em encher dois terços de uma garrafa de plástico transparente com a água e movimentar seu conteúdo durante 20 segundos. Depois coloca a garrafa em posição horizontal e a expõe ao Sol durante seis horas.

Wegelin disse que os microorganismos patógenos ficam destruídos pela ação dos raios ultravioletas e pelo aumento da temperatura da água e que a eficácia do método aumenta se o fundo das garrafas for pintado de preto. Também indicou que, com a utilização deste sistema, o transporte e armazenamento de água são facilitados e permitem enfrentar os problemas de saúde derivados da carência de água potável na zona.

Esta solução já foi utilizada anteriormente com êxito na Bolívia, Colômbia, Burkina Fasso, China, Índia, Indonésia, Sri Lanka, Tailândia e Togo. Wegelin disse também que o instituto está desde o início dessa catástrofe em contato com a OMS - Organização Mundial da Saúde.

Os afetados pelo terremoto e posterior tsunami que ocorreu em 26 de dezembro no sudeste asiático enfrentam a possibilidade de contrair doenças como a cólera e a diarréia diante da falta de água potável e as más condições higiênicas. Do Portal Terra, 5/1

Tsunamis da Ásia afetam nível do mar no Rio

RIO DE JANEIRO. As tsunamis que devastaram a Ásia e mudaram a topografia do mundo foram sentidas na costa fluminense e em outros estados brasileiros, distantes cerca de 15,5 mil quilômetros do epicentro do fenômeno, a oeste de Sumatra. Os marégrafos da Marinha (aparelhos que medem a curva de nível do mar) registraram variações atípicas de até 30 centímetros na maré em períodos de apenas 40 minutos. Desde que tais aparelhos foram instalados, em 1950, é a primeira vez que marcam tamanha oscilação no nível do mar. No estado, os reflexos da tsunami foram sentidos em marégrafos instalados na Baía de Guanabara e em Arraial do Cabo. Do jornal O Globo, 5/1..[+]

Brasilienses se rendem à solidariedade

BRASÍLIA. Mutirão de assistência aos desabrigados pelo tsunami arrecadou em apenas dez dias mais de 20 toneladas de alimentos, roupas e remédios, além de R$ 320 mil. A estudante Ana Cecília (foto) fez sua doação e convidou as tias a contribuir. Nas regiões mais atingidas pelas ondas gigantes, o maior desafio é fazer a ajuda chegar aos necessitados. Ontem, a terra voltou a tremer num arquipélago da Índia. Do Correio Braziliense, 5/1..[+]

Novo tremor atinge ilhas devastadas por ondas na Índia

Um grande tremor, que chegou a até 7 graus na escala Richter, atingiu as ilhas indianas de Andaman, uma das regiões mais atingidas pelo tsunami do dia 26 de dezembro. Só para comparação, o tremor que gerou ondas gigantes no dia 26 chegou a 9 pontos na escala Richter. Moradores abandonaram suas casas e estão reunidos nas ruas em pânico, temendo o pior. Porém, não houve feridos nem danos materiais até o momento. Já na ilha de Bornéu, na Malásia, milhares de pessoas estão voltando para a casa depois de terem sido incitadas a fugir por causa de um falso alarme de tsunami.

A polícia do estado de Sabah diz que os rumores podem ter sido espalhados por ladrões que pretendiam saquear as vilas desertas. Bornéu se situa a milhares de quilômetros das praias do Oceano Índico que foram devastadas pelo tsunami no mês passado, mas evidentemente os moradores da região não se sentem mais seguros sabendo disso. Havia rumores de que uma ilha no extremo sul das Filipinas tinha sido inundada. Mais de 10 mil pessoas abandonaram suas casas na região da cidade de Semporna, na costa leste de Sabah, enquanto que outras centenas deixaram a região de Lahad Datu, ao norte, em busca de locais mais altos em relação ao nível do mar. A polícia teve de convencer milhares de refugiados a descer dos morros garantindo que era seguro voltar para a casa. Da BBC Brasil, 4/1..[+]

Costa da Índia se torna um oceano de desgraças

No leste da Índia, onde o maremoto provocou a morte de um número de pessoas estimado entre 10 mil e 15 mil, o mar matou repentinamente aqueles que ele fazia viver desde sempre: os pescadores. Na costa do sudeste da Índia, de Madras a Nagappattinam, são pescadores que se sucedem ao longo das gerações, de pai para filho e, até onde alcança a memória do bisavô, eles nunca haviam ouvido o relato que eles farão no futuro para os filhos dos seus filhos.

"Num domingo, 26 de dezembro, eu me levantei assim como todas as manhãs, às 5h30", conta Amami Balu, um pequeno pescador encontrado em Nagore (a 320 quilômetros ao sul de Madras). "Eu me preparei, tomei meu café da manhã. Por volta das 9h, eu vi rolos se aproximando no mar. Eles subiam sem voltar a descer! Eles subiam!" Este homem da etnia tâmil tem 40 anos, mas ele parece de fato ter uns quinze a mais. Ele traça molinetes no ar com as suas mãos, que logo acabam arrebentando por cima da sua cabeça.

"Eu corri". Então, um braço de mar incerto surgiu na sua frente, na contra-corrente. "Eu fui arrastado, eu nadei". As mãos desenham um grande círculo, um turbilhão: "Talvez por mais de um quilômetro". Enquanto Amami Balu, a sua mulher e suas quatro filhas estão vivos, o seu filho, o seu avô, a sua avó, a sua mãe, o seu irmão, a sua cunhada, assim como os seus sete filhos, morreram ou são dados como desaparecidos. Por Jean-Michel Dumay, No litoral sudeste da Índia. Do Le Monde Diplomatique, 4/1..[+]

Acidente com avião prejudica ajuda na Indonésia

Um acidente no aeroporto de Banda Aceh, na Indonésia, uma das cidade mais destruídas pelo maremoto na Ásia, está prejudicando as operações de ajuda na região.
O aeroporto foi fechado depois que um Boeing 737 carregado de suprimentos atropelou uma vaca na pista. O choque danificou o equipamento da aeronave que enguiçou no meio da pista, impedindo o funcionamento do aeroporto. Até que o avião seja retirado, o aeroporto não poderá ser usado por aviões militares da própria Indonésia, dos Estados Unidos, da Austrália e da Malásia para levar alimentos e suprimentos aos sobreviventes. Da BBC Brasil, 4/1..[+]

Uma segunda onda de mortes

BANDA ACEH, Indonésia. Uma segunda onda de mortes pode estar prestes a assolar as áreas mais severamente atingidas pelo catastrófico maremoto que devastou partes do litoral do Oceano Índico na manhã do dia 26 de dezembro, causando pelo menos 145 mil mortes e afetando as vidas de 5 milhões de pessoas em 13 países. Na província indonésia de Aceh, onde o número de mortos passa de 80 mil, já aparecem os primeiros sintomas da ocorrência de doenças que os organismos internacionais temem transformar-se em epidemias com um potencial letal semelhante ao das tsunamis.

Fome, falta de água potável e de medicamentos podem tornar ainda piores as conseqüências já apocalíticas do mais devastador maremoto da História. "O maior problema neste exato momento é a água: está contaminada — advertiu Jorgen Poulsen, chefe da Cruz Vermelha dinamarquesa, num centro de distribuição de alimentos em Banda Aceh. — Esperavámos poder evitar a cólera, mas já vimos pessoas com sintomas". Do jornal O Globo, 3/1..[+]

Lições não aprendidas

Conseqüências dramáticas de tsunamis que ocorreram no Pacífico na década de 1960 geraram muita informação científica sobre o fenômeno natural, que não foram aplicadas desta vez no Sudeste Asiático. Da Agência Fapesp, 3/1..[+]

Sobreviventes de tsunami podem levar anos para superar trauma, dizem especialistas

HONG KONG, China. Milhões de pessoas podem ter sobrevivido às tsunamis mais violentas já registradas na Ásia, mas muitas estão tão traumatizadas que levará anos até que se curem, se é que conseguirão fazê-lo algum dia, disseram especialistas nesta segunda-feira. Lo Wing-lok, um médico de Hong Kong que está ajudando sobreviventes na Índia, disse que as vítimas da área de Tamil Nadu, a mais atingida do país, estavam em choque e desesperadas.

"O trauma psicológico é muito intenso. As pessoas estão sentadas do lado de fora de seus lares destruídos com nada mais. Estão chorando. Esse é um quadro desesperador", afirmou Lo por telefone. "Fui até um vilarejo onde ocorreram 24 mortes. As pessoas choravam em todos os cantos. Levará muito tempo até que se recuperem totalmente, se que o farão algum dia", disse o especialista em doenças infecciosas, que advertiu sobre a possibilidade de epidemias atingirem a região. "A maior parte dessas pessoas é de pescadores. Eles não sabem como recomeçar a vida com suas casas e seus barcos destruídos. E mesmo que recebessem novos barcos, eles estão com medo demais do mar para regressar. Ao menos por enquanto." Da Reuters, 3/1..[+]

ONU teme que doadores não cumpram promessa de ajuda à Ásia

NAÇÕES UNIDAS. A promessa de US$ 2 bilhões em doações internacionais obtida pela Organização das Nações Unidas (ONU) na semana passada para as vítimas das tsunamis do Oceano Índico pode não se concretizar, afirmou o secretário-geral da entidade, Kofi Annan, nesta segunda-feira. "Se nos guiarmos pelo passado, sim, tenho preocupações(...) Conseguimos mais de US$ 2 bilhões, mas é bem provável que no fim das contas não recebamos tudo isso", disse Annan.

Ele citou o descumprimento de promessas de ajuda depois do terremoto que atingiu Bam, no Irã, em dezembro de 2003. O presidente iraniano, Mohammed Khatami, disse que só uma pequena fração da ajuda internacional prometida foi recebida. "As pessoas (em Bam) estão frustradas porque ainda moram em abrigos temporários", disse Jan Egeland, coordenador do serviço de emergência da ONU. Ele afirmou que a ONU vai continuar pressionando os países a cumprirem as promessas de assistência a Bam, cidade histórica que sofreu severnos danos, além das mais de 40 mil mortes. Da Reuters, 3/1..[+]

Menina de 10 anos salvou 100 pessoas da tsunami

LONDRES. A presença de espírito e os conhecimentos de geografia de Tilly Smith acabou salvando sua família e a vida de outros 100 turistas na praia de Maikhao, em Pukhet, na Tailândia. Ao ver o rápido recuo da água do mar, a menina de 10 anos alertou seus pais, que avisaram a todos para deixarem a praia. Minutos depois, uma forte onda varria o local, mas sem deixar vítimas. Detalhe: ela havia estudado o fenômeno das tsunamis nas aulas de geografia apenas duas semanas antes da tragédia na Ásia.

Humilde, a pequena heroína deu crédito pelo salvamento ao seu professor: "O Sr. (Andrew) Kearney nos ensinou sobre terremotos e como eles podem causar tsunamis". Apesar de ter salvo diversas vidas, Tilly explica tudo com a simplicidade de seus 10 anos: "Eu estava na praia quando a água começou a ficar engraçada. Tinham bolhas e as ondas sumiram de repente. Eu percebi o que estava acontecendo e achei que era uma tsunami. Aí eu avisei à mamãe", disse. As informações são do site Ireland On-Line, 1/1/2005.

Não. Esse homem não é mais uma vítima dos tsunamis, apesar de estar em Phuket, Tailândia. Trata-se de um turista que voltou a desfrutar de suas férias, mesmo que trabalhos de resgate ainda estejam a pleno vapor e diversos horrores estejam acontecendo. É para Phuket que muitas lentes da grande imprensa estão voltadas. Explicação: é lá que estão muitos turistas. Foto da BBC Brasil.

Criminosos se aproveitam de vítimas de tsunami em todo o mundo 

ESTOCOLMO. Ladrões, estupradores, sequestradores e espalhadores de boatos estão se aproveitando dos sobreviventes e dos parentes das vítimas do tsunami nos campos de refugiados na Ásia, nos hospitais e até nos países europeus que tiveram turistas mortos em conseqüência das ondas gigantes. Da Reuters, 3/1..[+]

Sandra Bullock doa US$ 1 milhão para países assolados por maremoto

LOS ANGELES. A atriz americana Sandra Bullock doou US$ 1 milhão à Cruz Vermelha Internacional para ajudar países afetados pelo maremoto no Sul da Ásia. A organização humanitária decidiu tornar pública a doação. "Sandra continua facilitando nosso trabalho e é um modelo de generosidade pessoal - disse a presidente da Cruz Vermelha nos EUA, Marsha Evans. A atriz, que ganha US$ 12 milhões a US$ 15 milhões por filme, havia doado quantia equivalente à entidade em 2001, por conta dos atentados de 11 de Setembro.

A doação da estrela de "Velocidade Máxima" coincidiu com a publicação de um anúncio de página inteira na revista "Variety", estimulando a comunidade artística de Hollywood a colaborar com os esforços de socorro às vítimas do maremoto. Com o título "Carta Aberta à Nossa Comunidade", o anúncio convida a os integrantes da indústria do espetáculo a somarem-se à Associação de Jornalistas Estrangeiros em Hollywood, que doou US$ 250 mil na semana passada.

A associação, que organiza o prêmio Globo de Ouro, um dos principais do cinema mundial, espera que sua doação abra os bolsos de Hollywood para "proporcionar assistência aos afetados". O anúncio pede doações para as ONGs Ação contra a Fome, Salvem as Crianças, Oxfam América e Médicos sem Fronteiras. Da Agência EFE, 3/1..[+]

"Não há razão para tsunamis fazerem vítimas"

Extraído de Il Manifesto. Trata-se certamente de uma catástrofe natural, mas se ela acontecesse em outra parte do mundo o balanço teria sido diferente. As informações sobre aquilo que estava a ponto de acontecer não chegaram (houve quatro horas de intervalo que teriam podido ser aproveitadas para alertar as populações, particularmente as da Tailândia, do Sri Lanka, da Índia e das Maldivas, que estão mais distantes do epicentro do maremoto). Charles Mc Creery, diretor do Pacific Warning Center, cuja sede é em Honolulu, na ilha do Hawai, declarou ao Seattle Post-Intelligente que no dia do desastre a sua equipe tentou desesperadamente por-se em contato com os países que iriam ser afetados pela muralha de água. Por que a notícia não chegou?

"Não tínhamos os telefones"...

Não há sistema de alerta nestes países, explica Mc Creery, acrescentando uma frase pelo menos desconcertante: "Nós fizemos todo o possível. Mas não tínhamos nas nossas agendas contatos ou números de telefones desta região do mundo". Segundo Mac Creery, alguns minutos depois de ter recolhido as informações dos sismógrafos, a sua equipe e ele se teriam entrado em contato com a Austrália, depois com as unidades da Marinha americana na zona e por fim com o Departamento de Estado, que, supõe-se, mas está tudo por verificar, avisou os governos da região.

Do lado indiano, nega-se que tenham chegado informações e advertências de perigo vindas dos Estados Unidos. A Índia e Sri Lanka, por falta de atenção, de experiência e sobretudo de meios, não estão no sistema internacional de alarme sobre tsunamis, criado após o grande tremor de terra no Alasca em 1964. A Indonésia está no sistema, mas só teoricamente. "Infelizmente", reconheceu o professor Budi Walayo, funcionário da agência meteorológica e geofísica indonésia, "não dispúnhamos de equipamento que pudesse nos prevenir da formação e da direção dos tsunamis. Os aparelhos são muito caros e não tínhamos o dinheiro para comprá-los." Nas costas do Pacífico, sobretudo nos EUA, existem não só os aparelhos como também programas educativos com exercícios de evacuação.

"As ondas são absolutamente previsíveis"

De fato, como afirmou o professor Tas Murty, perito em tsunamis da Universidade de Winniping, "não há qualquer razão para que haja uma única vítima dos tsunamis. As ondas são absolutamente previsíveis. Nós aperfeiçoamos quadros que nos informam a velocidade de propagação da vaga no Oceano Índico. E, para chegar à Índia, o tsunami devia gastar quatro horas - um tempo amplamente suficiente para dar o alarme". Trata-se pois de uma catástrofe natural, mas também se deve ao fato de ocorrer em zonas do planeta em que o Ocidente está totalmente desinteressado.

Pode-se igualmente perguntar por que o Departamento de Estado, devidamente prevenido, numa zona onde existem numerosas bases norte-americanas, não se pôs em ação para prevenir a catástrofe anunciada. Estamos longe das novelas e dos filmes de catástrofe que a televisão nos despeja, onde os Estados Unidos, salvadores da humanidade, põem em ação uma operação salvadora, sob a orientação direta da Casa Branca e do seu presidente. Estamos diante da realidade deste mundo, da acumulação insensata de armas, da pilhagem e da indiferença para com as infelicidades dos pobres. O terrorismo também tem um epicentro. Da Il Manifesto, 2/1/2005. O original encontra-se em http://abbonati.ilmanifesto.it/ ;.[+]

Consulado do Sri Lanka no Rio de Janeiro disponibiliza telefone para ajuda a vítimas do maremoto

O consulado do Rio de Janeiro no Sri Lanka disponibilizou um número de telefone para as pessoas que quiserem ajudar as vítimas do maremoto que atingiu 14 países da Ásia e da África. Quem quiser colaborar deve ligar para o número 0800-20-2000. As doações também podem ser feitas através de depósito bancário no Banco do Brasil na conta corrente 46034-6, agência 1606-3. Hoje, mais de duas toneladas de donativos serão encaminhadas ao país. O presidente dos Estados Unidos, George W. Bush também fez um apelo à população do país pedindo donativos. Até agora, o número oficial de mortos na tragédia passa de 150 mil. Da Rádio CBN, 3/1..[+]

Número de mortos por tsunami chega a 155 mil

WASHINGTON. Autoridades dos países atingidos pela tsunami afirmam que o número de mortos devido ao desastre já chega a 155 mil. Segundo a CNN, a nova estimativa foi divulgada depois que o número de vítimas na Indonésia aumentou de 14 mil para 94 mil na manhã desta segunda-feira, segundo informou o Ministério da Saúde do país. Dezenas de milhares de pessoas continuam desaparecidas. Muitos deles são turistas. As equipes de resgate começam a chegar agora às áreas mais isoladas das nações atingidas. Do Globo Online, 3/1..[+]

Japão oferece meio bilhão de dólares em ajuda

NOVA YORK. O governo do Japão anunciou ontem que doará o equivalente a US$ 500 milhões para a ajuda às vítimas do terremoto e das tsunamis geradas por ele, que até ontem já tinham causado a morte de mais de 145 mil pessoas em Ásia e África. Com a doação japonesa, que se tornou o país ou a entidade que mais forneceu dinheiro para minimizar os efeitos da catástrofe, a ONU já contabiliza US$ 2 bilhões (mais de R$ 5,3 bilhões).

— No momento já temos registradas promessas de US$ 2 bilhões para as fases de emergência e de recuperação — disse Jan Egeland, encarregado da ONU para coordenar o auxílio às vítimas. — É a maior infusão de auxílio num período tão curto.

Segundo ele, a quantia doada nos últimos seis dias é maior do que toda a ajuda recebida pela ONU em 2004 para operações em locais como Darfur, no Sudão, e no Congo somadas.

— A compaixão internacional nunca atingiu estes níveis — disse Egeland, que, porém, frisou. — É necessário muito mais. Do jornal O Globo, 2/1/2005..[+]

Luta pela sobrevivência em Aceh

BANGCOC, COLOMBO e JACARTA. Quase uma semana após o devastador maremoto que espalhou dor e destruição em 13 países no Oceano Índico, deixando um rastro de pelo menos 145 mil mortes, a Indonésia — país mais duramente atingido — lutava ontem para fazer chegar assistência às áreas mais remotas da província de Aceh, arrasada pelo cataclisma. As autoridades do empobrecido país do Sudeste Asiático tentam desesperadamente evitar que o número de vítimas em Aceh, que já passa de 80 mil, aumente ainda mais por fome e epidemias. Calcula-se que dois milhões de pessoas tenham sido afetadas na província.

Em visita à região, o presidente Susilo Yudhoyono determinou aos militares indonésios que façam chegar as toneladas de remédios e suprimentos acumulados no aeroporto de Banda Aceh, a capital, às zonas necessitadas. No entanto, a destruição da infra-estrutura da província — que sofreu o maior impacto da catástrofe porque foi atingida tanto pelo violento terremoto de 9 graus na escala Richter como pelas ondas gigantes por ele formadas — torna a tarefa extremamente mais difícil do que uma simples ordem presidencial. Estradas foram destruídas, impossibilitando a passagem de veículos com ajuda, que só pode ser entregue por helicópteros, já que os aeroportos também foram danificados. Do jornal O Globo, 2/1/2005..[+]

A solidariedade que chega ao locais mais remotos

KINSHASA. Eles poderiam estar vivendo na segurança de seus países de origem, com bons empregos e, em alguns casos, ganhando salários bem maiores. São profissionais altamente qualificados, que falam diversas línguas e, na maioria dos casos, têm mestrado e até doutorado. Entretanto, optaram por trabalhar em ONGs e instituições de ajuda humanitária nos lugares mais remotos do globo. Lugares que às vezes podem ser também os mais perigosos, como atestaram diversos profissionais que atuavam no Iraque e acabaram virando reféns de radicais, apenas para citar os exemplos mais recentes.

Seqüestro e morte são os eventos mais extremos. E também os mais raros. Mas, fora isso, quase todos os trabalhadores de ajuda humanitária enfrentam choque cultural, saudades de casa e, sobretudo, solidão. É quase impossível manter um relacionamento estável tendo que cumprir cronogramas que os levam a passar cerca de dez meses por ano longe de seu país e que os enviam, a cada nova missão, aos pontos mais distintos e distantes do mundo.  Do jornal O Globo, 2/1/2005..[+]

O que nunca aconteceu antes
Por Luis Fernando Verissimo. Do jornal O Globo, 2 de janeiro, 2004

Deve haver poucas coisas mais aterrorizantes do que uma tsunami, a onda gigante causada por um maremoto. A visão de uma parede de água vindo na direção da praia é um pesadelo comum da Humanidade, mesmo de quem nunca esteve perto do mar. Li que ter que fugir de ondas gigantescas e estar nu no meio de uma multidão são as angústias mais recorrentes nos maus sonhos de todo mundo, interpretações à vontade. O terror da grande onda talvez tenha a ver com a nossa origem oceânica: ficou nas nossas células o medo secreto de que, cedo ou tarde, o mar arrependido virá nos pegar de volta.

***

Um dado que eu não sabia, e que aumenta o terror: a velocidade da tsunami é quase igual a de um jato. Foi, em parte, por isso que as ondas atingiram as costas de surpresa, sem aviso, e que houve tantas mortes. Mas foi também porque a área mais atingida não tinha nenhum sistema de alarme. A Austrália recebeu um aviso do maremoto, a Índia e os outros países do Oceano Índico não. Porque não pertenciam ao sistema. Em tudo, o serviço nos países ricos é sempre melhor que nos países pobres. Resultado estimado, quando escrevo: 20 mil mortos. Outra razão para a tragédia foi o simples fato de que nada parecido tinha acontecido antes na região. Para quem acha que fenômenos naturais são sinais no código em que é anunciado nosso destino, ainda mais tão perto da passagem de ano, então a mensagem destas ondas é clara. Em 2005 vão acontecer coisas que nunca aconteceram antes. Estávamos preparados para um ano novo. Estaremos preparados para um ano inédito? (...) Mais n'O Globo

Elefantes ajudam no resgate às vítimas

BANGCOC. Elefantes vão ser empregados na ajuda a equipes de resgate que trabalham nas áreas devastadas pela tsunami. Vinte e quatro animais devem chegar à ilha de Phuket e às praias de Khao Lak, onde corpos em decomposição se misturam aos escombros e areia na região atingida pelo maremoto. “Elefantes são melhores do que utilitários, melhores do que escavadeiras. Esses não conseguem ir longe, mas os elefantes podem”, disse o empresário Sompast Meephan, enquanto carregava elefantes em caminhões para a viagem de 800 quilômetros de Ayutthaya para Phuket. Do jornal O Dia, 2/1..[+]

Esperança para sobreviventes

BANGCOC, COLOMBO e JACARTA. Em meio a enormes dificuldades logísticas, a ajuda humanitária começou a chegar às regiões atingidas pelo terremoto e pelo maremoto de domingo com mais eficiência, embora as equipes de socorro ainda não tenham conseguido atingir as áreas mais remotas das ilhas indianas de Andaman e Nicobar e da província indonésia de Aceh. Ontem, o número de mortos na catástrofe — uma combinação do maior terremoto nos últimos 40 anos seguido do mais devastador maremoto da História — subiu para 140 mil, e a coleta de milhares de corpos continua.

A ajuda já chega em grande quantidade a Aceh, na ilha de Sumatra, e, após críticas da comunidade internacional e da imprensa americana, o governo dos EUA aumentou de US$ 35 milhões para US$ 350 milhões sua ajuda às vítimas da tragédia. A China, igualmente, ampliou de US$ 2 milhões para US$ 60,4 milhões. Com isso, o total já supera US$ 1 bilhão. Do jornal O Globo, 1/1/2005..[+]

A tragédia esquecida da Somália

MOGADÍSCIO. Distante 4.500 quilômetros do epicentro do terremoto de domingo, a Somália não escapou, no entanto, da fúria das tsunamis. As ondas gigantes atravessaram o Oceano Índico e atingiram a costa africana, causando destruição na Somália, um país já devastado por anos de guerra civil.

O coordenador do grupo de emergência da ONU, Jan Egeland, disse que seu pessoal só começou a chegar a povoados somalis atingidos ontem. Muitos vilarejos, porém, continuam isolados. A ilha de Hafun, com 7.500 habitantes, está deserta e devastada. Quase todos os seus habitantes fugiram, em busca de segurança longe do mar. Hafun era o lar de pescadores e suas famílias.

A ONU estima que 200 pessoas tenham morrido na Somália, mas 50 mil estão desabrigadas, sem água e comida. Como o país é um dos mais miseráveis do mundo, a ONU teme pela sobrevivência de milhares de pessoas. A maioria das vítimas é da região semi-autônoma de Puntland. A pior situação, segundo o governo da Somália, é em Hafun, na costa de Puntland. Teme-se que mais gente tenha morrido. Do jornal O Globo, 1/1/2005..[+]

Doenças surgem nas zonas atingidas por tsunami

As primeiras doenças transmissíveis já aparecem nas zonas castigadas pelo maremoto de 26 de dezembro, declarou neste sábado um dirigente da Organização Mundial da Saúde (OMS). Apesar do crescente número de mortos, a Índia anunciou neste sábado (1/1) que não permitirá a chegada de auxílio internacional às ilhas de Andaman e Nicobar, que estão entre as regiões mais afetadas pelo tsunami.

"Há cada vez mais informações sobre a erupção de enfermidades diarréicas procedentes de acampamentos de desabrigados no Sri Lanka e na Índia", declarou à imprensa o representante do diretor-geral da OMS para crises, David Nabarro. "Isso não nos alarma porque estávamos esperando. O que temos de fazer é assegurar a continuação da distribuição dos meios de reidratação e os tratamentos contra a diarréia", acrescentou.

Em relação à ajuda contra a crise, Nabarro ressaltou que a "operação internacional é incrivelmente forte. Há distritos que se desenvolvem bem em grande parte do Sri Lanka". No entanto, "serão necessários mais alguns dias para afirmar que poderemos evitar grandes focos de doenças". Das agências internacionais, 1/1/2005..[+]

EUA são criticados por pequena ajuda às vítimas

NOVA YORK. A comunidade internacional arrecadou até agora cerca de US$ 500 milhões (R$ 1,33 bilhão) para a ajuda humanitária aos países atingidos pelas tsunamis no Oceano Índico, mas as Nações Unidas e especialistas afirmam que a quantia está longe de ser suficiente para o gigantesco trabalho pela frente.

A contribuição relativamente pequena prometida pelos EUA (US$ 35 milhões) e a iniciativa do presidente George W. Bush de alijar a União Européia de uma coalizão de doadores (na verdade, apenas quatro países) provocaram mal-estar, no momento em que estudiosos afirmam que a coordenação logística do auxílio humanitário pode ser a diferença entre a vida e a morte de dezenas de milhares de pessoas nas áreas atingidas.

O jornal “The New York Times”, em editorial publicado ontem, acusou o governo americano de ser mesquinho. Dizendo esperar que o secretário de Estado, Colin Powell, estivesse envergonhado, o jornal citou o anúncio inicial de US$ 15 milhões: “Isto é menos da metade do que os republicanos planejam gastar para a posse de Bush” em seu segundo mandato, mês que vem. Do jornal O Globo, 31/12/2004..[+]

Cidadãos britânicos doaram mais que governo americano

NOVA YORK. Até a tarde de ontem, cidadãos e empresas britânicas já haviam doado o equivalente a US$ 48 milhões para entidades de auxílio humanitário. Os clubes de futebol da primeira divisão doaram quase US$ 2 milhões. Enquanto isso, os EUA mantiveram a doação de US$ 35 milhões, incluindo o auxílio material. A atitude provocou reações indignadas de integrantes de organizações de ajuda humanitária. O anúncio feito anteontem por Bush de que aumentava a doação inicial de só US$ 15 milhões também causou críticas.

O Congresso dos EUA destinou US$ 40 bilhões a Nova York após os ataques do 11 de Setembro. Em outubro passado, deu US$ 13,6 bilhões para estados atingidos por furacões, principalmente a Flórida. Para a reconstrução do Iraque, o país destina anualmente US$ 18 bilhões. Já o orçamento militar dos EUA é de mais de US$ 450 bilhões. Os outros países que integram a coalizão também fizeram ofertas consideradas modestas. O Japão anunciou US$ 26 milhões e a Austrália, somente US$ 27 milhões. Do jornal O Globo, 31/12/2004..[+]

Número de vítimas do maremoto chega a 125 mil

Os sobreviventes suportaram nesta quinta-feira (30/12) o quarto dia sem alimento, água ou medicamentos, enquanto países e agências de ajuda lutavam para articular o maior esforço de ajuda humanitária do mundo e a contagem de mortos da devastação se aproxima de 125 mil.

O número de vítimas saltou na Indonésia do dia para a noite, após as autoridades de saúde terem dito que quase 28 mil mortos foram encontrados em Sumatra, perto do epicentro do enorme terremoto submarino do último domingo. Grandes partes da província mais ao norte da ilha, Aceh, continuam inacessíveis e teme-se que até 20 mil pessoas estejam mortas na área.

Tal número em Aceh, que contém quase todos os mortos na Indonésia, torna a província o local mais duramente atingido do desastre, que foi sentido até mesmo na África.

O governo disse que começou a lançar macarrão instantâneo e medicamentos para aqueles que ainda estão presos entre os penhascos da costa oeste de Aceh, mas mesmo nas cidades, como a capital provincial, Banda Aceh, ainda falta qualquer tipo de ajuda e a frustração começa a crescer. Do jornal The New York Times, 31/12/2004..[+]

Brasil pode enviar outra remessa de alimentos para a Tailândia

BRASÍLIA. O presidente da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), Jacinto Ferreira, acredita que é possível aumentar o estoque de alimentos enviado à Tailândia como ajuda humanitária. O governo mandou, nesta quinta-feira (30/12), oito toneladas de açucar, macarrão, arroz e óleo de soja àquele país.

"É possível aumentar este volume. Tudo depende da reunião que ocorrerá amanhã, às 10 horas. O comitê da crise decidirá. Mas a Conab está preparada", assegura. De acordo com Ferreira, a companhia tem 1.500 toneladas de alimentos disponíveis como estoque emergencial.

A remessa faz parte do auxílio brasileiro aos países da Ásia e África atingidos por um maremoto no último fim de semana. O maremoto, que matou cerca de 140 mil pessoas, foi causado por um tremor que atingiu 9.0 graus na escala Richter. As ondas chegaram a dez metros de altura. Milhares de pessoas que foram arrastadas pela água ou que estavam no mar ainda estão desaparecidas. Da Agência Brasil.

Local mais afetado não recebeu ajuda após 4 dias

Os sobreviventes em Banda Aceh, cidade mais próxima do epicentro do terremoto que provocou no último domingo as ondas gigantes que devastaram o sul da Ásia, contavam até esta quinta (30/12) com poucos trabalhadores de ajuda humanitária, médicos, enfermeiros ou policiais disponíveis.

Os moradores remanescentes da cidade, que tinha cerca de 300 mil habitantes, percorreram os campos à procura de ajuda nos acampamentos montados fora da região, duramente castigada pelo tsunami. Muitos estão se virando sozinhos. A frustração está crescendo.

"Nós não recebemos nenhuma ajuda em quatro dias", disse Dasrizal Nyakna, 38 anos, um líder de um grupo de cerca de 35 voluntários que lotaram um caminhão e dirigiram por mais de 24 horas costa acima para ajudar, carregando caixas cheias de roupas e alimentos.

"As pessoas ainda estão sofrendo", disse ele. "Elas ainda estão esperando, e precisamos de mais ajuda, muito mais ajuda." Ele perdeu sua esposa e dois filhos no domingo, quando a tsunami varreu a província de Aceh. Do jornal The New York Times, 31/12/2004..[+]

Demora fatal

COLOMBO e JACARTA. Quatro dias após o mais devastador maremoto da História varrer o litoral de 14 países no Oceano Índico, deixando um rastro de morte que já ultrapassa 125 mil vítimas, a ajuda humanitária internacional ainda não chegou com força total aos 5 milhões de desabrigados e necessitados atingidos pela catástrofe. Embora aviões com centenas de toneladas de alimentos e remédios já tenham começado a aterrissar nos aeroportos dos países afetados, apenas uma pequena parte da assistência internacional foi encaminhada às áreas de desastre.

A ONU estimou ontem que tardaria ainda de dois a três dias para que o esquema de ajuda fosse posto em funcionamento de forma eficaz. A rapidez é essencial, pois os médicos de alguns acampamentos de refugiados já começam a relatar casos de doença.

— Estamos fazendo muito pouco no momento — admitiu o coordenador de Ajuda Emergencial da ONU, Jan Egeland. — Levará talvez de 48 a 72 horas para sermos capazes de responder às dezenas de milhares de pessoas que precisam ser ajudadas hoje. Acredito que a frustração vá aumentar nos próximos dias. Do jornal O Globo, 31/12/2004..[+]

Devastadas, Maldivas têm o futuro ameaçado

MALE, Maldivas. Em meio às dezenas de milhares de mortos em Indonésia, Sri Lanka e Índia, a tragédia das Ilhas Maldivas parece menor. Mas esse país-arquipélago de 1.190 ilhas de coral espalhadas por centenas de quilômetros no meio do Oceano Índico pode simplesmente desaparecer, deixar de existir como nação devido à perda de território e da principal fonte de renda.

Setenta pessoas morreram nas Maldivas. Mas, além de vidas, o país perdeu toda a infra-estrutura de sua principal — e praticamente única — fonte de renda, o turismo. E, como a maioria das ilhas está sem comunicação, teme-se que algumas tenham desaparecido. Do jornal O Globo, 31/12/2004..[+]

Indonésia desiste de contar número de mortos

O governo da Indonésia admitiu pela primeira vez que não tem condições de fornecer um número preciso do total de mortos na tragédia. O vice-presidente Yusuf Kalla disse à imprensa, em Banda Aceh, a capital da província de Aceh e área mais afetada pelo tsunami, que o número de vítimas fatais, hoje em 79.940, pode passar de 100 mil. Ele disse que o governo chegou a esta conclusão após fazer vôos de reconhecimento em locais inacessíveis da costa oeste da ilha de Sumatra, onde fica a província de Aceh. Da BBC Brasil, 31/12/2004..[+]

Brasil envia alimentos para regiões atingidas

Primeira remessa de 8 a 10 toneladas de alimentos da Conab e de 6 a 8 toneladas de medicamentos do Ministério da Saúde segue nesta quinta-feira (30), em avião da FAB, para Bangcoc (Tailândia). Da Agência Brasil..[+]

Mezquina la ayuda de EE.UU. por tsunamis

La ayuda prometida por el presidente estadounidense, George W. Bush, a naciones asiáticas devastadas por el terremoto y los tusnamis fue calificada hoy de mezquina por el diario The New York Times. Washington, 30 Dic, 2004..[+]

Terremoto mudou geografia do sudeste asiático

WASHINGTON. O terremoto que causou o maremoto que arrasou as regiões litorâneas do Oceano Índico e a morte de 80 mil pessoas foi de tal magnitude que pode ter mudado a geografia da região, revelou um especialista. Entre essas mudanças, segundo alguns cientistas, estão desde uma alteração do eixo da Terra até o deslocamento de alguns territórios atingidos pelo maremoto.

"Não há dúvidas. O terremoto que causou o maremoto fez a Terra vibrar", assinalou o geofísico Bruce Presgrave, do Centro Nacional de Informação sobre Terremotos do Serviço Geológico dos EUA. Este foi o quarto terremoto mais violento no mundo desde 1900 e o mais forte desde o que sacudiu o Alasca em 1964, acrescentou.

Segundo alguns cientistas americanos, o terremoto possivelmente deslocou lateralmente ilhas pequenas a uma distância de 20 metros de seu local original. Por outro lado, a energia liberada pelo choque das placas que deram origem ao terremoto pode ter sacudido o eixo da Terra.

Os cientistas inclusive teorizaram que devido ao movimento sísmico existe a possibilidade de uma mudança na velocidade de rotação da Terra que reduzirá ou prolongará a duração do dia. Segundo Richard Gross, do Laboratório de Propulsão a Jato (JPL) da Nasa, se esta mudança tiver se dado, não seria de mais de um microsegundo, ou seja uma milionésimo de segundo.

"Certamente (o terremoto e o maremoto que lhe seguiu) causarão mudanças na região do epicentro, tal como ocorreu no Alasca em 1964", disse Presgrave em uma entrevista por telefone de Pasadena. "Nessa ocasião, algumas regiões aumentaram seu nível sobre o mar, outras baixaram", assinalou. Outros fortes terremotos que sacudiram Chile, Japão e Turquia nas últimas décadas também provocaram mudanças topográficas.

Segundo Ken Hudnut, geofísico do Instituto Geológico dos EUA, algumas imagens de satélite já mostraram que o movimento telúrico causou um deslocamento das ilhas Nicobar e Simeulue. Por outra parte, se o movimento foi vertical é possível que tenham ocorrido leves elevações em alguns lugares, os quais voltaram a seu lugar original.

Segundo Presgrave, o fato de ter havido um terremoto não foi uma grande surpresa pois a zona atingida se encontra na mesma cadeia sísmica que une o Oceano Índico ao Pacífico. O que surpreendeu foi o maremoto que atingiu as áreas litorâneas como conseqüência do terremoto causado por um deslocamento das placas submarinas do norte da ilha de Sumatra, a uma profundidade de 18 quilômetros. (...) Da Tribuna da Imprensa, 30 de dezembro, 2004.

Cruz Vermelha diz que maremoto pode ter matado 100 mil

A Cruz Vermelha Internacional estima que o número de mortos pelo maremoto de domingo no sul da Ásia pode chegar a mais de 100 mil. Ainda há muitos desaparecidos e feridos, e as autoridades acreditam que o número vai aumentar. A Organização das Nações Unidas (ONU) está preparando o que espera ser a maior operação de ajuda humanitária da história para lidar com as conseqüências da tragédia. Já foram confirmadas as mortes de quase 77 mil pessoas. Entre elas, dois brasileiros, a diplomata Lyz Amayo de Benedek D´Ávola e seu filho, Gianluca, de 10 anos. Da BBC Brasil, 29/12/2004..[+]

Cruz Vermelha disponibiliza sítio na internet

O Comitê Internacional da Cruz Vermelha disponibilizou um sítio na internet com informações para facilitar a busca das pessoas que estavam nos locais atingidos pelos tsunamis no último domingo. As ondas gigantes varreram oito países asiáticos e três africanos. O número estimado de mortos pode chegar a 100 mil. As vítimas podem enviar informações sobre seu estado de saúde pelo endereço www.familylinks.icrc.org. Já suas famílias tem a opção de consultar e divulgar dados dos sobreviventes pelo mesmo veículo. 

As instruções para o uso estão no próprio sítio, embora todas elas instruções estejam escritas em inglês. Para pessoas sem acesso à internet, os nomes das vítimas estão expostos em locais públicos e são veiculados por emissoras de rádio locais na Ásia e África. Da Agência Brasil.

Crianças, as grandes vítimas da tragédia

Para as crianças que sobreviveram ao maremoto de domingo, o pior ainda pode estar por vir. O Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) alertou que as crianças são mais vulneráveis do que os adultos às epidemias, à falta de água e de alimentos que a tragédia pode deixar em seu rastro. Do jornal O Globo, 29/12/2004..[+]

Terremoto deslocou ilhas da Ásia, dizem cientistas dos EUA 

LOS ANGELES, EUA. O poderoso terremoto que devastou regiões da Ásia e da África moveu de maneira permanente as placas tectônicas localizadas sob o Oceano Indico em até 30 metros, deslocando levemente ilhas próximas a Sumatra, afirmaram nesta terça-feira cientistas dos Estados Unidos. Uma tsunami provocada pelo terremoto de 9 pontos de magnitude, ocorrido no domingo, ao norte de Sumatra matou aproximadamente 60 mil pessoas em Indonésia, Tailândia, Índia, Malásia, Sri Lanka e Leste da África.

Imagens de satélite mostraram que o movimento das placas sob o oceano deslocaram as Ilhas Nicobar e a Ilha Simeulue por uma distância desconhecida, afirmou o geólogo Ken Hudnut, do Centro de Pesquisas Geológicas dos EUA. Embora os dados tenham mostrado que placas a mais de 20 km de profundidade tenham se movido intensamente, os cientistas terão de usar sistemas de posicionamento por satélite nas ilhas para saber com precisão quanto a terra na superfície se moveu, acrescentou Hudnut.

Nas últimas décadas, grandes terremotos ocorridos em Kobe, no Japão, e Golcuk, na Turquia, deformaram a costa e deixaram portos desativados, afirmou o pesquisador. Os cientistas americanos pediram a cooperação de operadoras de satélites comerciais que podem fornecer imagens em alta resolução capazes de mostrar a extensão dos danos, afirmou Hudnut. Além disso, uma mudança foi observada no eixo de rotação da Terra. De acordo com cientistas italianos, o deslocamento é de dois milésimos de segundos, o que corresponde a seis centímetros em linha reta. Mas, acredita-se, a diferença não trará mudanças para o clima do planeta. Da Reuters, 28/12/2004.

Maremoto espalha minas terrestres no Sri Lanka

RIO. De acordo com notícias publicadas pelo site do jornal português O Público, as ondas gigantes que assolaram o Sri Lanka espalharam pela ilha um número ainda não quantificado de minas terrestres que estavam já assinaladas, ameaçando as populações e a assistência humanitária. As ondas que se abateram sobre a ilha acabaram por destruir sinais de aviso em redor das minas, alertou Ted Chaiban, chefe da UNICEF no Sri Lanka. Segundo ele, as minas "acabaram por flutuar para zonas já desminadas, e por isso agora não sabemos onde elas estão". Estima-se que haja mais de um milhão e meio de minas em todo o território do Sri Lanka, colocadas pelo Exército de Libertação Tigres Tamil, que lutam pela independência desde 1983. Do Globo Online, 28/12/2004.

Para especialista, mortes eram evitáveis

O abalo sísmico que teve origem ao noroeste de Sumatra, Indonésia, ao raiar do dia no domingo, era uma máquina perfeita de criação de ondas, e a falta de um sistema de alerta contra tsunamis no oceano Índico garantiu a devastação que varreu comunidades costeiras em toda a região sul da Ásia, disseram especialistas.

Ainda que as ondas tenham encoberto parte da costa de Sumatra e de ilhas vizinhas em questão de minutos, teria havido tempo para alertar comunidades mais distantes caso o oceano Índico dispusesse de uma rede de alerta como a que existe no Pacífico, disse Tad Murty, especialista nos tsunamis da região, da Universidade de Manitoba, no Canadá. Na Índia, por exemplo, a onda só chegou à costa após três horas. Do New York Times, 27/12/2004..[+]

Tsunami já matou quase 60 mil na Ásia

Países do oceano Índico lutavam na terça-feira para encontrar mais corpos e enterrar as vítimas de um tsunami que atingiu a região no final de semana. Há temores de que o total de mortos possa exceder em muito os quase 60 mil registrados até agora. Entre as vítimas está uma diplomata brasileira e seu filho, que passavam férias em Phuket, na Tailândia. A morte dos dois foi confirmada nesta terça-feira pela embaixada brasileira em Bancoc.

Cidades ao longo de toda a costa do oceano Índico produziram na terça-feira milhares de corpos de vítimas do terremoto e do tsunami do final de semana, elevando o total de mortos para 59.186. Dois dias depois de o maior terremoto dos últimos 40 anos, de magnitude 9,0, sacudir o fundo do mar perto da ilha de Sumatra, na Indonésia, autoridades locais estão vendo mais morte e destruição à medida que se encaminham para áreas mais distantes.

Doenças podem fazer tantas vítimas quanto tsunami

"A enormidade do desastre é impressionante", afirmou Bekele Geleta, chefe da Federação Internacional da Cruz Vermelha e das Sociedades do Crescente Vermelho no Sudeste Asiático. As doenças podem fazer tantas vítimas quanto o tsunami, alertou um especialista da Organização Mundial da Saúde (OMS). David Nabarro, da OMS, disse em uma coletiva de imprensa que, para evitar uma catástrofe de saúde comparável ao desastre natural, é preciso providenciar água e assistência médica o mais rápido possível aos países mais afetados. Da Reuters, 28/12/2004..[+]

Número de mortos por maremoto na Ásia passa de 23 mil

Mais de 23 mil pessoas morreram, 13 mil delas no Sri Lanka, segundo o último balanço de vítimas do maior terremoto dos últimos 40 anos, que atingiu 9 pontos na escala Richter. O número de mortos continua a aumentar e valas comuns estão sendo cavadas enquanto as famílias procuram desesperadamente por parentes ainda desaparecidos.

A escala da destruição ainda não é totalmente conhecida nas áreas mais atingidas, inclusive Sri Lanka, Indonésia, Índia e Tailândia. Esforços de ajuda internacional começaram a chegar ao sul da Ásia em meio a temores da propagação de doenças na zona de catástrofe.

Ondas gigantescas

A maior parte das mortes ocorreu devido a gigantescas ondas provocadas pelo terremoto, chamadas tsunamis, que atingiram os litorais da Indonésia, do Sri Lanka, do sul da Índia, das Ilhas Maldivas e da Tailândia com conseqüências semelhantes em todos os lugares: comunidades varridas sem aviso, prédios engolidos por ondas com mais de dez metros, barcos destruídos e muitos mortos e desabrigados. O vice-presidente da Indonésia, Jusuf Kalla, disse à agência de notícias Reuters que o número de mortos em uma área do país pode chegar a dez mil. O governo da Indonésia havia divulgado o número de 4.500 mortos.

Surgem notícias de que centenas de pescadores da Somália podem ter se afogado quando as gigantescas ondas atravessaram o Oceano Índico e percorreram mais de 4.000 quilômetros do ponto do epicentro do maremoto, perto da Ilha de Aceh, no norte da Indonésia, chegando à costa oriental da África. Um porta-voz do presidente recém-eleito da Somália, Abdullahi Yusuf Ahmed, disse que os barcos pesqueiros não retornaram à costa. Da BBC Brasil, 27/12/2004. [+]

Ajuda à Ásia 'é desafio sem precedentes', diz ONU

A Organização das Nações Unidas (ONU) disse que providenciar ajuda às vítimas do maremoto na Ásia, que matou mais de 23 mil pessoas, será “um desafio sem precedentes”. Yvette Stevens, uma autoridade da ONU para questões humanitárias, disse que esta será a primeira vez que a organização terá que lidar com um desastre que afetou tantos países ao mesmo tempo. Equipes da ONU já estão a caminho do Sri Lanka e das ilhas Maldivas para determinar as prioridades imediatas de cada país..Da BBC Brasil, 27/12/2004. [+]
 

Consciência.Net
curiosidades
Crianças, a esperança do mundo
"O Sr. (Andrew) Kearney nos ensinou sobre terremotos e como eles podem causar tsunamis". Tilly Smith, que fez o alerta sobre a tsunami e salvou 100 pessoas

Não há registro de mortes entre animais
"Animais selvagens em particular são extremamente sensíveis". Debbie Marter, que trabalha em um programa de proteção de tigres selvagens na ilha de Sumatra, na Indonésia

Instinto animal
No Sri-Lanka, uma reserva com 1.300 animais de várias espécies (todos em extinção) foi atingida pelos Tsunamis. Inexplicavelmente, um dia antes da tragédia, todos os animais migraram para a parte mais alta do parque. Nenhum morreu.

Maldivas
As ilhas Maldivas sempre estiveram sob risco de desaparecimento por causa de sua altura em relação ao nível do mar (0,9 metros acima na costa e 40 cm abaixo em grande parte do interior das mesmas). Com os tsunamis que atingiram a Ásia, 3/4 das Maldivas simplesmente desapareceu. Ontem, pela manhã, o restante foi evacuado, sob risco de sumir com novos Tsunamis. A BBC informou que o arquipélago está dado como perdido, já que 90% de toda a infra-estrutura está destruída e 75% foi tomado por águas salgadas.

Eixo de rotação da Terra
Uma mudança foi observada no eixo de rotação da Terra. De acordo com cientistas italianos, o deslocamento é de dois milésimos de segundos, o que corresponde a seis centímetros em linha reta. Acredita-se que a diferença não trará mudanças para o clima do planeta.

Rachadura
O tremor abriu uma rachadura de cerca de 3.700 Km no Oceano Índico, passando perto do Siri-Lanka. A ilha inteira de Sumatra se deslocou 20 metros para o Sul.

Fonte: Estadão, BandNews, CNN e Jornal dos Amigos.

saiba como ajudar

Organizações internacionais e governos de alguns dos países devastados pelas tsunamis estão pedindo ajuda. Doações podem ser feitas nos locais e sites a seguir. Clique aqui

Sri Lanka

O consulado do Rio de Janeiro no Sri Lanka disponibilizou um número de telefone para as pessoas que quiserem ajudar as vítimas do maremoto que atingiu 14 países da Ásia e da África.

Quem quiser colaborar deve ligar para o número 0800-20-2000. As doações também podem ser feitas através de depósito bancário no Banco do Brasil na conta corrente 46034-6, agência 1606-3. Saiba mais

tsunami

Não há dúvidas. O terremoto que causou o maremoto fez a Terra vibrar".
Bruce Presgrave, geofísico do Centro Nacional de Informação sobre Terremotos do Serviço Geológico dos EUA
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Guia ilustrado país a país

Antes e depois
Imagens via satélite de momentos antes e depois das tsunamis. Há uma série de 11 momentos

Imagens fortes
Foto 1
Foto 2
Foto 3

Infância
Escritório do UNICEF no Brasil abre conta especial para arrecadar fundos para ajudar os sobreviventes dos tsunamis do Oceano Índico.

Especial BBC
Notícias, depoimentos, vídeos e fotos sobre a catástrofe.

Relações Exteriores
Informações sobre o maremoto na Ásia

A chegada do tsunami
Imagens vindas da Tailândia e da Malásia mostram o momento da chegada das ondas gigantes nos resorts turísticos da Ásia.

Vídeos amadores mostram prédios sendo tomados pelas águas enquanto banhistas gritam desesperadamente ao ver a força das águas

Fotos
Veja a destruição causada pelo maremoto na Ásia; via BBC; via UOL

Em vídeo
Vítimas de maremoto se agarram no que podem; via Globo Online

Guia interativo I
Como se formaram as ondas gigantes no Oceano Índico

Guia interativo II
Veja como se espalhou o tsunami

Escala Richter
Entenda como são medidos os tremores

Testemunho de um repórter da BBC no Sri Lanka