Agricultura: arquivo 2005-2007
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Leia aqui as últimas notícias sobre o tema.

AGRICULTURA # 30/10/2007
Lugar do milho não é no tanque de gasolina, diz jornal americano

A produção de etanol a partir do milho, como ocorre em larga escala nos Estados Unidos, não é uma solução para o aquecimento global nem uma maneira de reduzir a dependência do petróleo, afirma editorial publicado nesta terça-feira pelo diário americano 'The Christian Science Monitor'. A matéria é da BBC Brasil..[+]

EM QUESTÃO # 17/08/2007
A Empresa Brasileira de Agroenergias e a segurança alimentar

Criou-se um debate equivocado sobre os impactos da ampliação da produção de energias renováveis e limpas vegetais sobre a produção de alimentos, como se a fome e a miséria fosse decorrente da falta de alimentos e pela ocupação das áreas de produção de alimentos pelas energias vegetais. Por José Walter Bautista Vidal, para o Mercado Ético..[+]

ESTUDO # 10/06/2007
Biocombustível já eleva preço de alimentos, diz ONU

Um estudo divulgado pela FAO - o órgão das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação - nesta quinta-feira (7/6) sugere que a crescente demanda por biocombustíveis pode estar levando a uma alta dos preços internacionais de alguns alimentos. Segundo o estudo, os gastos globais com a importação de alimentos devem crescer 5% e atingir um valor recorde de US$ 400 bilhões neste ano. A alta é puxada pelos preços de importação de grãos e óleos vegetais, usados em grande escala na produção de biocombustíveis - sobretudo nos derivados de milho. Matéria da BBC Brasil.

C&T # 02/02/2007
Praga que vira energia

O inajá (Maximiliana maripa), uma palmeira abundante na região amazônica, é considerada uma praga por muitos habitantes locais. Traz prejuízos à pecuária, pois suas sementes são dispersas facilmente por diversos animais, e a planta, que atinge até 20 metros, resiste ao fogo, brotando novamente onde são feitas queimadas para preparação de pastagens. As mesmas características que tornam o inajá um problema para os pecuaristas poderão transformá-la numa solução para comunidades agrícolas isoladas, gerando energia e renda. Leia a matéria de Fábio de Castro na Agência Fapesp.

desenvolvimento sustentável
Encontro Nacional de Agroecologia, em Recife

Nos dias 2 a 6 de junho de 2006 será realizado em Recife (PE) o II Encontro Nacional de Agroecologia (ENA). O objetivo é ser um espaço de troca de saberes entre representantes de experiências de agroecologia, envolvendo produtores e produtoras rurais, movimentos sociais, organizações não governamentais, redes estaduais e regionais de agroecologia, entre outros. Será também um espaço importante de acúmulo de forças visando à proposição de políticas públicas que permitem a ampliação do alcance das experiências existentes. Informações em www.agroecologia.org.br..(Da redação, 15/4/2006)

terminator reprovado
“Hoje as sementes estão em festa”

Grupo de trabalho sobre tecnologias de restrição de uso genético, que debateu as sementes Terminator, decide encerrar as discussões sobre o tema na COP-8, em Curitiba, rejeitando todas as modificações no texto original que atualmente impede testes em campo e comercialização das sementes estéreis. Ativistas, indígenas e camponeses comemoram. Matéria de Verena Glass na Agência Carta Maior, em 24/3/2006.

mais sementes transgênicas
DuPont quer soja transgênica própria até 2009

A DuPont, a maior produtora mundial de sementes de milho e de soja, pretende iniciar a venda e o licenciamento de sua própria versão de sementes transgênicas resistentes a herbicidas em 2009. A nova semente chega para concorrer a tecnologia Roundup da Monsanto. A unidade Pioneer Hi-Bred International da DuPont prevê receber daqui a três anos a aprovação nos Estados Unidos para sementes de milho e soja que resistem ao glifosato, o nome genérico do herbicida Roundup da Monsanto, a ser vendido com o nome de marca Optimum GAT, disse o porta-voz Doyle Carr. As sementes resistem também aos chamados herbicidas ALS, como o sulfonilurea, ele disse. Nota da Gazeta Mercantil do dia 4/3/2006.

análise
Hidronegócio

Não é apenas um neologismo. Hidronegócio, obviamente tem a inspiração no agronegócio. Literalmente, o negócio da água. É a necessidade de criar uma expressão que abrigue sob sua sombra todos os tipos de negócios que hoje surgem a partir da água. O negócio da água é múltiplo, assim como seus usos e valores. Hoje a água é negócio na água engarrafada, no serviço de saneamento ambiental, no seu intenso uso na irrigação, na pecuária, na indústria, assim por diante. O negócio da água até pouco tempo era estimado como o mais promissor deste início de milênio. A análise é de Roberto Malvezzi (Gogó) no ComCiência, em fevereiro de 2006.

mônaco
Agricultura: subsídios principescos na Europa

O príncipe Albert não é exatamente um pobre camponês. Mas o monarca de Mônaco figura junto com a rainha Elizabeth da Inglaterra entre os agricultores que mais subsídios cobram da União Européia. A família real de Mônaco, pequeno principado totalmente urbanizado na costa do mar Mediterrâneo e famoso por seus cassinos, hotéis e praias, recebeu em 2004 subsídios superiores a US$ 300 mil, em apoio à produção de cereais de suas fazendas no norte da França. A família Grimaldi não foi a que recebeu os maiores subsídios, nem os menores. De todo modo, Albert Grimaldi figurou na lista dos 58 agricultores na França mais beneficiados pela Política Agrícola Comum (PAC) da UE, elaborada pelo Grupo Econômico Mundial (GEM). Estes 58 produtores receberam mais de US$ 27 milhões em subsídios nesse ano, com valores de US$ 100 mil até mais de US$ 2 milhões, segundo o GEM, centro de pesquisas do Instituto para Estudos Políticos de Paris. Matéria de Julio Godoy para a Agência Envolverde, 11/11/2005.

CTNBio
Biossegurança: pela participação dos cientistas brasileiros

Mais de 200 pesquisadores da área da agroecologia conclamam a comunidade científica a compor uma nova CTNBio mais plural, isenta e transparente. Assembléia da Associação Brasileira de Agroecologia (ABA), Florianópolis, 20 de outubro de 2005..[+]

citricultura
Presidente da Associtros condena concentração no setor

Durante audiência pública realizada pelas Comissões de Agricultura e Reforma Agrária (CRA) e de Assuntos Econômicos (CAE), nesta quarta (10/8), o presidente da Associação Brasileira de Citricultores (Associtros), Flavio de Carvalho Pinto Viegas, afirmou que a industrialização, a logística e a comercialização de suco de laranja no país são controladas por poucas indústrias. "A citricultura vem sofrendo um processo predatório. Quatro principais empresas contam com quase a totalidade das exportações, e três delas, que possuem relações familiares ou de parceria comercial, controlam 100% do sistema de distribuição a granel do suco concentrado e congelado exportado". Da Agência Senado, 10/8/2005..[+]

trabalho
Novas normas sobre leite prejudicam pequenos produtores

Os pequenos produtores de leite estão preocupados com as novas regras para o setor. A chamada Instrução Normativa 51, do Ministério da Agricultura, determina uma série de mudanças nos critérios de temperatura do momento da ordenha ao de entrega, controle de bactérias, transporte e pasteurização do leite. A norma já está em vigor desde julho deste ano, mas ainda precisa de lei que a regulamente. Para a Via Campesina – entidade que reúne dezenas de movimentos sociais do campo – a aplicação dessas regras deve ser adiada. Da Agência Notícias do Planalto, 5/8..[+]

reportagem especial
A Agricultura no século 20

O ano é 1824. O país, Alemanha. A cidade, Giessen. O famoso cientista Justus von Liebig, aquele que inspiraria todo estudante de química das décadas seqüentes, é nomeado professor da Universidade de Giessen. Durante 28 anos Liebig ministrou aulas a alunos encantados com as possibilidades da química. Seu fim: o suicídio. Um fato não lembrado pelos livros de história foi sua lápide, onde estava escrito: "Pequei contra a sabedoria do Criador e com razão fui castigado. Queria melhorar o seu trabalho". Reportagem especial de Clarissa Tag..[+]

agricultura familiar
Nova variedade de milho atenderá produtor do semi-árido

Uma nova variedade de milho, que tem ciclo de produção precoce e apresenta produtividade superior à das culturas tradicionais, vai ser declarada de interesse social pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa). Com o reconhecimento formal, a semente do cereal, que recebeu o nome de BR catingueiro, passará a ser negociada diretamente entre a Embrapa e os agricultores familiares do semi-árido, a preço acessível. Eles também vão receber assistência técnica para fazer o plantio com eficiência. Da Agência Brasil, 26/5/2005..[+]

Agricultura familiar produz mais que agronegócio

A riqueza produzida pela agricultura familiar foi responsável por 27% do Produto Interno Bruto (PIB) do Rio Grande do Sul, em 2003, enquanto que o agronegócio - voltado principalmente para a exportação - representou 23% do PIB gaúcho. Hoje, a agricultura familiar integra mais de 4 milhões de produtores em todo o País, sendo 440 mil no Rio Grande do Sul. Em oito anos, o setor cresceu 52% no RS. E já é responsável, por exemplo, por 97% na produção de milho, 99% dos laticínios, 74% do milho e 58% da soja. Esses dados desmentem alguns mitos e comprovam que a agricultura familiar tem uma real importância econômica, não cumprindo apenas a função de garantir a subsistência dos pequenos agricultores. Do Sindijus-PR, 16/3/2005..[+]

fome de poder I
Multinacionais controlam comércio de grãos

Relatório divulgado pela Action Aid mostra cinco empresas transnacionais detêm 90% do comércio mundial de grãos. A organização é uma das 100 entidades da Chamada Global para Ação contra a Fome. "Do chá matinal, passando pelas barras de chocolates e até o litro de leite, umas poucas empresas transnacionais acumulam os benefícios do comércio mundial de alimentos", diz o relatório. Da Agência Brasil, 9/2/2005..[+]

fome de poder II
Action Aid cita problema de produtores de leite e recomenda fim de abusos corporativos

O problema dos produtores de leite no Brasil, que foram forçados por empresas transnacionais a abandonar seus negócios, é um dos seis motivos apresentados pelo relatório da organização não-governamental Action Aid para parar com os abusos corporativos. Segundo o relatório, após terem comprado um grande número de cooperativas brasileiras na década de 90, a Nestlé e a Parmalat expulsaram do mercado cerca de 50 mil criadores de gado leiteiro, que não conseguiram se enquadrar às regras e aos altos padrões praticados por essas empresas. Da Agência Brasil, 9/2/2005..[+]

A agricultura deve foçar o mercado interno

Por conta de uma estratégia da mídia e pela articulação dos setores contrários à reforma agrária, o debate a respeito do desenvolvimento do país vem sendo focado na disputa entre o agronegócio e a agricultura familiar. Na opinião do agrônomo Fernando Gaiger, essa visão equivocada é proposital, para esvaziar a discussão que realmente interessa: a questão do latifúndio e da pequena propriedade. Gaiger explica que, com essa distorção, criou-se a imagem da agricultura como principal motor da economia. Porém, qualquer país desenvolvido tem sua produção centrada na esfera urbano-industrial. Isso significa que o caminho para a agricultura brasileira crescer não passa pela exportação, mas pela evolução do mercado consumidor interno. Por isso, diz o agrônomo, é preciso uma política econômica mais agressiva, de modo a possibilitar a elevação do Produto Interno Bruto (PIB) e, conseqüentemente, o poder aquisitivo da população de baixa renda. Do Brasil de Fato, 6/1/2005..[+]

Dez estados têm ferrugem asiática

Estudo do Consórcio Antiferrugem, grupo coordenado pelo Ministério da Agricultura, identifica a existência no país de 235 focos de ferrugem asiática, doença provocada por um fungo que ataca a soja. Da Agência Fapesp, 4/1/2005..[+]

Modelo agrícola atrasa o país

Alerta vindo de uma das regiões que mais despontam no cenário agroindustrial exportador. Uma pesquisa realizada com base na cidade de Guariba, na região de Ribeirão Preto, a 340 km da capital paulista, mostra que a terra do ministro da Agricultura, Roberto Rodrigues, cobra muito caro para sustentar um modelo de desenvolvimento historicamente predatório. Por meio de análise do cultivo da cana-de-açúcar no município, pesquisadores da Universidade Estadual Paulista (Unesp) de Jaboticabal comprovaram a saturação do modelo de expansão econômica canavieira, por meio do impacto social das chamadas "ações monopolizadoras" do setor sucroalcooleiro do Estado de São Paulo. Do Brasil de Fato, 30/12/2004..[+]

Economia repete padrão do regime militar

O governo brasileiro está reproduzindo no campo um modelo econômico reciclado do período militar. A avaliação é do economista Guilherme Delgado, um dos principais intelectuais que elaboraram, em 2003, o Plano Nacional de Reforma Agrária (PNRA), coordenado pelo advogado Plínio de Arruda Sampaio. As propostas do plano foram levadas como sugestões para as políticas do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA). Para Delgado, o modelo atual de crescimento não traz desenvolvimento, pois concentra renda, terra e gera exclusão. O economista avalia que a ausência de políticas públicas massivas pela reforma agrária esconde a face perversa do agronegócio brasileiro, um modelo que se aproveita da acumulação financeira a partir do latifúndio improdutivo. Do Brasil de Fato, 30/12/2004..[+]

Agricultura familiar é responsável por 10% do PIB nacional

Pesquisa inédita no país revela que, em 2003, a agricultura familiar respondeu por 10,1% do Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil. O levantamento encomendado à Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) pelo Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA) demonstra que o PIB do setor cresceu R$ 13,4 bilhões no ano passado, um incremento de 9,37% em relação a 2002. "O estudo mostra a força da agricultura familiar na economia brasileira. Poucos setores têm essa representatividade perante o PIB nacional e garantem 13 milhões de postos de trabalho para o país", afirmou o ministro do Desenvolvimento Agrário, Miguel Rossetto. Do MDA, 21/12/2004..[+]

Relatório critica o agronegócio e monoculturas 

O agronegócio é atacado no relatório “Direitos Humanos no Brasil 2004” como concentrador de terra, água e renda, que “produz a um custo sócio-ambiental altíssimo, predominantemente para exportação, gerando divisas para uma elite privilegiada”. A irrigação de suas monoculturas “consome 70% da água doce do país, suas máquinas substituem a mão-de-obra no campo e nos estados onde se dá a expansão da agricultura empresarial, cresce tanto a violência privada, quanto a ação repressiva do poder Judiciário”. O coordenador do MST, João Pedro Stédile, critica no documento a recusa de setores da produção a fazer pesquisas sobre possíveis efeitos nocivos dos transgênicos. Do jornal O Globo, 2/12/2005..[+]
 

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