mobilização
Baianos vão
às ruas contra a corrupção e pela instalação
da CPI da Bahiatursa Já
Entidades
sindicais, partidos e movimentos sociais participaram de protesto pela
instalação da CPI da Bahiatursa. Dia 6/12/2005, em Salvador.
Uma grande
passeata tomou conta das ruas centrais de Salvador, ontem à tarde
(6/12), em repúdio à corrupção na Bahia e exigindo
a instalação de uma CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito)
para apurar o desvio de recursos públicos envolvendo a Bahiatursa,
empresa de turismo subordinada à Secretaria de Cultura e Turismo
da Bahia (SCT), a agência de publicidade Propeg e a ONG Oficina das
Artes. Os recursos envolvidos (R$ 101 milhões) somam quase o dobro
dos R$ 55 milhões movimentados por Marcos Valério no chamado
esquema do "mensalão". Do
Diário
Vermelho, 7/12/2005.
escândalo
bahiatursa I
O monopólio
do silêncio
Atenção,
silêncio na platéia. Câmera... luz... ação!
Entra ACM Neto no ar, para todo o Brasil, uma vez por hora nas TVs Globo
e Globonews. Na edição do JORNAL NACIONAL de quinta
(3/11), o bloco era quase todo dele. Microfones, câmeras, holofotes:
o homem está sendo perseguido! O show, afinal, não pode parar.
Longe dos holofotes, a vida real. Enquanto a mídia faz escândalo
pelos R$ 55 milhões do “valerioduto” e supostos grampos em gabinetes,
um relatório do Tribunal de Contas do Estado (TCE) da Bahia aponta
uma movimentação, entre 2003 e abril de 2005, de R$ 101 milhões
em uma conta bancária não registrada no sistema de controle
do Erário baiano. Por
Gustavo Barreto, 4/11/2005..[+]
escândalo
bahiatursa II
Oposição
cobra CPI no Legislativo baiano para investigar corrupção
do PFL
Os deputados
de oposição ao governo carlista da Bahia voltaram a cobrar
enfaticamente, nesta terça (1º/11), a imediata instalação
de uma Comissão Parlamentar de Inquérito na Assembléia
Legislativa, para apurar os indícios de irregularidades nas contas
da Empresa de Turismo da Bahia SA – Bahiatursa, apontados pelo Tribunal
de Contas do Estado (TCE). O pedido de CPI foi formulado pelo deputado
Álvaro Gomes (PCdoB), no dia 20 de setembro, mas até hoje
os deputados da bancada governista emperram sua tramitação
e nenhum andamento foi dado ao assunto. Do
Diário
Vermelho, 4/11/2005.
grupo
acm
Conta fantasma de
R$ 101 milhões, pagamentos irregulares e suspeita de caixa 2
A turma
do PFL engrossa a voz no Congresso Nacional e faz ouvidos moucos às
denúncias de maracutaia na Terrinha. Nem uma única palavra,
por exemplo, sobre um esquema semelhante ao duto de Marcos Valério
Fernandes montado na Bahia e descoberto, este ano, por um conselheiro do
Tribunal de Contas do Estado (TCE). Uma conta fantasma de R$ 101 milhões,
pagamentos irregulares e suspeita de caixa 2 rondam o terreiro de ACM.
Da revista Carta
Capital, 9/10/2005, pág. 24 a 29. Imagem: Novae.
Denúncia contra ACM é arquivada
pelo Supremo
O STF (Supremo Tribunal Federal)
arquivou ontem, por 9 votos contra 2, a denúncia criminal contra
o senador Antonio Carlos Magalhães (PFL-BA) no caso dos grampos
telefônicos da Secretaria de Segurança Pública da Bahia.
A denúncia -que geraria uma ação penal- foi oferecida
pelo procurador-geral da República, Claudio Fonteles, em setembro
de 2003, com base em inquérito da Polícia Federal. Ele acusou
ACM de formação de quadrilha e escuta telefônica ilegal.
A maioria dos ministros do STF
acolheu argumento do advogado José Gerardo Grossi de que Fonteles
não poderia ter denunciado ACM, porque o seu antecessor, Geraldo
Brindeiro, tinha arquivado essa investigação. A reabertura
do caso dependeria do surgimento de um fato novo, o que não teria
ocorrido. Em 2003, o STF arquivou outra denúncia contra ele, relativa
à suposta violação do sigilo do painel eletrônico
do Senado..—.Folha
de S. Paulo, 29/4/2004
Juiz
federal acata denúncia contra ACM no caso dos grampos
O juiz Cristiano Miranda de
Santana da Vara Federal da capital baiana acatou ontem a denúncia
formulada pelo procurador da República na Bahia Édson Abdon
contra o senador Antonio Carlos Magalhães (PFL-BA), o ex-governador
Otto Alencar (atual secretário da Indústria e Comércio
da Bahia), a ex-secretária de segurança pública Kátia
Alves, o deputado federal Paulo Magalhães (PFL-BA), o delegado Waldir
Barbosa e o assessor Alan Rodrigues.
Do grupo denunciado pelo procurador
apenas o senador César Borges (PFL-BA) escapou da ação,
pois o juiz achou que não havia provas suficientes para incriminá-lo.
Todos são acusados por Abdon de participação no escândalo
das escutas telefônicas ilegais, ocorrido no ano passado, em que
desafetos de ACM tiveram os telefones grampeados supostamente pela Secretaria
de Segurança Pública da Bahia. O líder do PT na Câmara
Nélson Pelegrino, o deputado federal Geddel Vieira Lima e o ex-deputado
Benito Gama, todos inimigos políticos de Magalhães faziam
parte do grupo de "grampeados".
A decisão do juiz Santana
de aceitar a denúncia de Abdon resultará na abertura de um
processo criminal contra e ACM e os outros acusados, mas não há
prazo para a decisão final do juiz e mesmo assim ainda caberá
recurso dos envolvidos. Todos negam participação no episódio.
Há dez dias o procurador-geral da República Cláudio
Fonteles também pediu ao Supremo Tribunal Federal a abertura de
um processo contra ACM por causa do caso dos grampos. Ele adotou postura
contrária ao ex-procurador Geraldo Brindeiro que havia mandado arquivar
o caso..—.Tribuna
da Imprensa, 11/10/2003
ACM é acusado de mais
um crime no Supremo Tribunal
O senador Antonio Carlos Magalhães
(PFL-BA) poderá responder a um inquérito no Supremo Tribunal
Federal (STF) por suposto crime de supressão de documentos no episódio
envolvendo a violação do painel do Senado durante a sessão
em que foi cassado o ex-senador Luiz Estevão em 2000. Em parecer
encaminhado na segunda-feira ao STF, o procurador-geral da República,
Cláudio Lemos Fonteles, sugeriu que o Tribunal arquive a acusação
contra ACM pelo suposto crime de violação de sigilo funcional.
Segundo Fonteles, como o senador tem 75 anos, deve ser beneficiado por
uma regra que prevê a redução pela metade do prazo
de prescrição de atos supostamente praticados por quem tinha
menos de 21 ou mais de 70 anos na data do fato. Por esse entendimento,
o suposto crime prescreveu no início do ano.
A assessoria da Procuradoria
havia informado na segunda-feira que Fonteles era a favor do arquivamento
do inquérito contra ACM. No entanto, na terça-feira, a Procuradoria
esclareceu que de acordo com a interpretação de Fonteles
o suposto crime de supressão de documentos ainda não prescreveu
em relação a ACM e pode ser analisado pelo STF. Como não
têm 70 anos, o deputado federal José Roberto Arruda (PFL-DF)
e a funcionária pública Regina Célia Borges, suspeitos
de participar da violação do painel, poderão responder
pelos supostos crimes de violação de sigilo funcional e supressão
de documentos. Fonteles sugeriu ao STF que receba denúncia contra
os dois..—.A
Tarde, 7/8/2003
ACM deve escapar de processo
O procurador-geral da República,
Cláudio Fonteles, recomendou ontem ao Supremo Tribunal Federal (STF)
o arquivamento do processo contra o senador Antonio Carlos Magalhães
(PFL-BA) no caso da violação do painel do Senado. O procurador,
no entanto, manteve a recomendação de processo contra o hoje
deputado federal José Roberto Arruda (PFL-DF), na época senador,
e Regina Célia Borges, servidora do Prodasen (Processamento de Dados
do Senado) que ajudou os parlamentares na violação. A recomendação
de Fonteles baseou-se no fato de que, tendo mais de 75 anos, o crime, de
quebra de sigilo funcional, já prescreveu para Antonio Carlos. O
prazo seria de quatro anos mas, devido à idade do senador, cai pela
metade. Como o caso aconteceu em fevereiro de 2001, o prazo já expirou.
A violação do
painel do Senado aconteceu durante a votação da cassação
do então senador Luiz Estevão (PMDB-DF). Antonio Carlos e
Arruda, com a ajuda de Regina Célia, tiraram, depois da votação,
uma lista dos senadores que votaram contra ou a favor da cassação,
apesar de a votação ser secreta. O caso foi levado à
Comissão de Ética do Senado e os dois senadores renunciaram
para evitar a cassação. Regina foi afastada do Prodasen..—.Diário
de S. Paulo, 5 de agosto, 2003
Pizza!
Foto:
Giorgio se surpreende ao saber de arquivamento.
Plenário
do Senado vota pelo arquivamento de processo contra ACM
O plenário do Senado
aprovou há pouco, por 49 votos a favor, 25 contra e duas abstenções,
o arquivamento definitivo do pedido de abertura do processo de cassação
do mandato do senador Antonio Carlos Magalhães. Com a decisão
do plenário de referendar a remessa do processo para o Supremo Tribunal
Federal, o líder do PT, Tião Viana, anunciou que apresentará
nesta quarta-feira um requerimento pedindo a extinção do
Conselho de Ética do Senado. [Cristiana Lôbo, GloboNews.com,
6/5/2003] |
Relator pede cassação
de ACM por escuta ilegal
O senador Geraldo Mesquita (PSB-AC)
recomendou ontem, no Conselho de Conselho de Ética do Senado, abertura
de processo de cassação do mandato do senador Antônio
Carlos Magalhães (PFL-BA), por quebra de decoro parlamentar. Mesquita
é o relator da sindicância do Conselho sobre denúncias
de participação do senador baiano no esquema de escuta ilegal
de telefones de autoridades da Bahia. Entre os deputados que tiveram o
celular grampeado estão o líder do PT na Câmara, Nelson
Pellegrino (BA), e o primeiro-secretário da Casa, Geddel Vieira
Lima (PMDB-BA).
Em seu relatório, o senador
Mesquita declara-se "convencido da gravidade do ato praticado" por ACM
ao divulgar informações "sabidamente obtidas mediante a prática
de um crime". O relator disse que a única providência em relação
a um parlamentar que falta com o decoro "é a abertura do processo
de cassação". Ele destacou ainda que ACM renunciou ao mandato,
na última legislatura, acusado de não impedir a violação
do painel eletrônico do Senado na ocasião da votação
da cassação do senador Luiz Estevão (DF-sem partido)..—.Informes,
22/4/2003
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