Economia
Dívida externa

Assim como é impossível se banhar duas vezes nas mesmas águas de um rio - como dizia o filósofo antigo - é impossível mencionar duas vezes a mesma cifra de nossa Dívida

Jésus Rocha, julho de 2003


Mais de 50 milhões de brasileiros ganham menos de US$ 150 por mês, há trabalho escravo, 4 milhões de crianças trabalhando e salário mínimo de US$ 80. Ou pagamos a dívida externa ou essa dívida social.

Luiz Inácio Lula da Silva, em 1999, na França


Salário Mínimo

Inexoravelmente a elevação do salário mínimo tem impactos na Previdência Social em termos de custos. Mas, ao mesmo tempo, também tem impactos nas receitas, uma vez que o recebimento de um valor maior para o salário mínimo implica gastos, maior consumo, e até maior nível de emprego

Márcio Pochmann, maio de 2004, na Agência Câmara
A lombriga da minha barriga adverte: com o novo salário mínimo, vou continuar solitária
Sídnei Vasconcelos


Não aprendemos no PT a ser carneirinhos

João Alfredo (CE), deputado federal, que votou contra o governo na questão do salário mínimo
Na economia capitalista, o salário é o mais importante dos preços, pois ele determina a participação dos trabalhadores no produto social
Paul Singer
Tenho absoluta convicção de que o presidente Lula vai oferecer um aumento real do salário-mínimo, a meu ver, igual ou superior a R$ 270.
Jorge Bittar (PT-RJ), deputado federal e pré-candidato à prefeitura do Rio, abril de 2004 (um mês antes do governo aprovar o valor de R$ 260, com apoio do Bittar).
Fernando Henrique ainda vêum pequeno aumento no salário mínimo como custo. Deveria ver como renda. O trabalhador ganhando R$ 40 a mais não vai comprar dólar nem carro importado. Vai comprar feijão, arroz
Luiz Inácio Lula da Silva, em 2002, então candidato à Presidência pela 4ª vez
O mínimo hoje deveria ser de R$ 1.100. Os que recebem salário mínimo nesse país deveriam receber pedidos de desculpas
Luiz Inácio Lula da Silva, em 1998, então candidato à Presidência pela 3ª vez
Está faltando um zerono meu ordenado
Ary Barroso e Benedito Lacerda, 1948


Política

Esta era a oferta do diabo: Jesus teria o reconhecimento de toda a humanidade, mas sem a cruz; teria a glória, sem a dor. O diabo provocava Jesus no seu ponto fraco, no medo de sofrer os tormentos que deveria suportar para cumprir sua missão. Jesus o escorraçou, sem qualquer negociação. (...) Em 2002, o diabo foi a Lula para tentá-lo. Foram a ele os agentes da Febraban, do FMI, do governo dos EUA. Fizeram sua proposta. Não prometeram a eleição, que isso Lula iria conseguir por si mesmo. (...)Ofereceram o caminho para a glória, mas sem sofrimento, sem conflitos, sem esforço. Indicaram dois diabretes de sua confiança, um do próprio PT, outro do PSDB, um para a Fazenda, outro para o BC. Bastava deixar tudo com eles e partir para o abraço. Era só dar carta branca a seus dois representantes e à legião de pequenos asmodeus que eles indicariam. Era deixar tudo com eles e cuidar só de viagens, churrascos, peladas, palácios, pompas e honrarias.

Carlos Eduardo Carvalho, economista e coordenador do Programa de Governo da candidatura presidencial do PT em 1989, no documento “Lessa, Lula e a enganação das Elites”


Outros

Queremos comer o superávit primário

Frase em uma das faixas mostradas pelos Sem-Terra na Conferência Nacional Terra e Água – de 22 e 25 de novembro de 2004


A social democracia sonhouque tinha civilizado o capital. E o capital descivilizou a social democracia.

Ricardo Antunes


Com juros mais de 6% ao ano e investimento em infra-estrutura, o País pode dar um salto. Mas o segredo da equação fiscal são os juros. Eles precisam cair. O problema do Brasil é ter uma dívida de R$ 1 trilhão

José Dirceu, que não é da oposição, em maio de 2004


A recessão quese abate atualmente sobre o Brasil tem sua principal causa no corte desmedido nos investimentos públicos, o que gera efeitos particularmente nefastos nas regiões mais dependentes de aplicações do governo federal

Celso Furtado, ex-ministro do Planejamento (1961-1964), maio de 2004


A economia compreende todas as atividades do país, mas nenhuma atividade do país compreende a economia

Millôr Fernandes


A economia estáem recessão quando seu vizinho perdeu o emprego. E que está em depressão quando quem perdeu o emprego foi você

José Paulo Kupfer, aqui
Esse [acordo com o FMI] é um acordo de medicina preventiva e não de UTI
Antonio Palocci, ministro da Fazenda e médico por formação, 06.11.2003
A estratégia do FMI parece ser prolongar a recessão até que o paciente aceite a adoção de um sistema de 'Currency Board', ou seja, a dolarização de sua economia por um ou outro caminho
Celso Furtado, 28.7.2003, durante a reativação da SUDENE
Ou o Brasil realmente baixa os juros, para os brasileiros, ou continua baixando as calças, para os americanos
Jésus Rocha, outubro de 2003
Tratados de comércio! Essa é a grande ambição norte-americana, ambição que não é propriamente do povo, mas, sim, da classe plutocrática, do mundo dos monopolizadores [...], não contentes com o mercado interno de que eles têm o monopólio contra o estrangeiro, em virtude das tarifas proibitivas nas aduanas
Eduardo Prado, "A Ilusão Americana" (1893), citado em Luiz Alberto Moniz Bandeira, "As Relações Perigosas: Brasil-Estados Unidos de Collor a Lula, 1990-2004", Civilização Brasileira, 2004


Exportar a qualquer custo para atender aos imperativos do ajuste macroeconômico e produzir a qualquer custo para crescer e assim fornecer empregos são caminhos que encontram-se no desprezo pelas condicionantes ambientais e sociais

Jean Pierre Leroy, relator nacional para o direito humano ao meio ambiente


Com juros mais de 6% ao ano e investimento em infra-estrutura, o País pode dar um salto. Mas o segredo da equação fiscal são os juros. Eles precisam cair. O problema do Brasil é ter uma dívida de R$ 1 trilhão

José Dirceu, que não é da oposição, em maio de 2004


Crises são desencadeadaspor atos deliberados de política econômica, não por algum sortilégio do mercado

Paul Singer, economista


Descobri a fracassomanianuma viagem ao Brasil, há mais de 30 anos. Toda vez que muda um governo os intelectuais brasileiros consideram que está tudo errado e é preciso começar tudo de novo

Albert Otto Hirschman, economista
É nos momentos mais difíceis que surgem líderes capazes de mudar a história. No meio da depressão dos anos 30, o povo americano elegeu o candidato de oposição Franklin Roosevelt, que remou contra a maré, venceu a luta contra a miséria e implantou nos Estados Unidos o estado de Bem-Estar Social. Hoje, é Lula quem personifica um projeto de mudanças e reconstrução nacional, capaz de recompor uma nação fracionada e dispersa
Guido Mantega, outubro/2002


Eu me lembro do que o presidente Roosevelt fez com a Tenesse Valley Autorithy (órgão criado no ‘New Deal’ para empregar multidões em projetos estatais de construção de represas etc). O papel do Estado é planejar, estimular desenvolvimento com incentivos e, se necessário, prover fundos em parcerias com o setor privado

Luiz Inácio Lula da Silva, novembro/2002


Não existe paíssub-desenvolvido. Existe país sub-administrado.

Provérbio popular


Não sei se nós temos uma Secretaria do Tesouro ou uma secretaria da tesoura

Darc Costa, vice-presidente do BNDES, 23 de novembro, 2003
A economia não é nada, nem cidadã nem solidária; é uma ferramenta
Henri Rouillé, economista francês reconhecido por sua preocupação na área social


A economia não lida com coisas e objetos materiais tangíveis, trata dos homens, suas ações e propósitos

Ludwig von Mises


A margem de manobra para um choque Roosevelt, um ‘New Deal’ tropical neste final de século, é pequena, especialmente nos marcos de uma política nacional, mas é a ousadia e a capacidade de liberar as melhores energias de um povo que fizeram as grandes nações saírem mais fortes do que entraram nas graves crises econômicas. Não sei se será possível, mas vale a pena lutar para tentar outra possibilidade

Aloizio Mercadante, dezembro/1998


No longo prazo todos estaremos mortos.

John Maynard Keynes (1883-1946), economista inglês


Ou o Brasil realmente baixa os juros, para os brasileiros, ou continua baixando as calças, para os americanos

Jésus Rocha, outubro de 2003


Saiu Keynes, entrou o neoliberalismo. O crédito privado canalizou-se para o feltro verde do mercado de capitais. No cassino global, a especulação superou a produção. E como o capital especulativo não gera capacidade produtiva, aos poucos, diminui a possibilidade de remunerar o trabalho e aumentou a de concentrar mais renda em cada vez menos mãos

Frei Betto, fevereiro/2002
Sempre que a realidade econômicamuda, minha convicção acadêmica também muda
John Maynard Keynes (1883-1946), economista inglês



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